Documentação Técnica

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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Erro de manobra ou falha mecânica são apontados como hipóteses para encalhe de navio no Guaíba *

Embarcação ficou presa entre a noite de sábado e a manhã de terça-feira

* Marcelo Gonzatto

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Depois de permanecer cerca mais de 60 horas encalhado no Guaíba, o navio de bandeira italiana Syn Antares foi liberado por um rebocador no final da manhã desta terça-feira, passou por inspeção de segurança e recebeu liberação para seguir viagem. 

As causas do incidente serão apuradas, mas um especialista consultado por ZH sustenta que as hipóteses mais prováveis são erro de manobra ou problema mecânico. A embarcação se encontrava carregada com eteno, gás derivado do petróleo, e se dirigia do Polo Petroquímico de Triunfo rumo a Rio Grande. 

A Capitania Fluvial de Porto Alegre, ligada à Marinha, recebeu a informação de que o Syn Antares havia ficado preso na entrada do chamado Canal de Navegação Leitão, no Guaíba, por volta das 21h de sábado. Esse ponto fica localizado entre a Capital e o município de Guaíba na altura do bairro Ipanema, na zona sul da Capital. O engenheiro Hermes Vargas dos Santos, servidor aposentado da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) do Estado e responsável pelo blog Hidrovias Interiores, descarta possibilidades como assoreamento ou falha de sinalização: 

— Não há assoreamento naquela área, e o sistema de GPS dos navios permite a navegação sem depender do sistema de sinalização náutica. O mais provável é erro de manobra ou alguma falha mecânica. 

Outra hipótese aventada é de que algum problema mecânico ou de sistema tenha feito o capitão do navio deliberadamente se afastar do canal para não dificultar a passagem de outras embarcações. 

— Nesse caso, é como encostar o carro no acostamento — comenta Santos. 

O calado (profundidade segura para navegação) no local é de 5,2 metros — compatível com as características do navio-tanque. Os cerca de 80 metros de largura do canal também são adequados para a estrutura da embarcação de 19 metros de largura e 123 metros de comprimento. 

O eteno estaria sendo encaminhado para exportação. Depois de ser removido pelo rebocador, o Syn Antares passou por inspeção perto do Cais Mauá, na área central de Porto Alegre, e seguiu de volta até o Polo Petroquímico. Não foi informado por que a embarcação retornou em vez de prosseguir rumo a Rio Grande. 

A Capitania Fluvial não comentou os detalhes do caso. Em nota oficial, comunicou que a Marinha abriu inquérito administrativo para apurar a ocorrência. Não foi detectado qualquer tipo de vazamento no Guaíba, e o incidente não deixou feridos entre a tripulação.

Fonte: Zero Hora, 26-10-2016.

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