Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Fepam analisa extração de areia no Guaíba

Jefferson Klein

O governo do Estado traz ao debate, mais uma vez, um tema que promete ser motivo de polêmica entre ambientalistas e empreendedores do ramo da mineração: um estudo para a retirada de areia do lago Guaíba. A presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e secretária do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, ressalta que o trabalho não se trata de um zoneamento econômico-ecológico completo, e sim de uma pesquisa voltada exclusivamente para a extração de areia. A ação visa determinar os possíveis impactos no meio ambiente e em que locais poderá ser adotada a extração. 

A expectativa é que o levantamento seja concluído no primeiro semestre. Em 2015, a Fepam tentou avaliar a retomada, em caráter experimental, da extração no Guaíba. No entanto, o Ministério Público Estadual recomendou que o governo se abstivesse de emitir licença ambiental para atividade de pesquisa ou remoção de areia no local. Questionada se o nova iniciativa satisfará às exigências do Ministério Público, a secretária respondeu: "a gente vai apresentar para eles, aí que vamos saber". 

Ana reitera que o governo está desenvolvendo estudos para ter um indicador de onde poderá ser retirada a areia do Guaíba, sem prejuízos para o meio ambiente. A secretária acrescenta que o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), que monitora a qualidade da água e a questão de sedimentos do lago, tem passado informações que possui em seu banco de dados. Outros elementos estão sendo colhidos da Corsan e do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

O plano de bacia do lago também será aproveitado.

Ação visa determinar possíveis impactos causados pela exploração
(Foto: Jonathan Heckler/JC)

Além disso, o Estado está adquirindo um ecobatímetro (equipamento de sondagem), que deverá chegar em até 30 dias. O aparelho, que custa aproximadamente R$ 1,5 milhão e contará com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), já é um interesse antigo do governo gaúcho, que queria comprar o ecobatímetro em 2013. 

A presidente da Fepam reforça que o assunto é relevante e mexe com o mercado da construção civil. Conforme Ana, a areia no Rio Grande do Sul é cara e de baixa qualidade, sendo que a extração no rio Jacuí é limitada. A secretária adianta que as informações colhidas até agora levam a crer que, de uma maneira controlada e em pontos determinados, com as dragas monitoradas por GPS, será possível liberar a atividade no lago Guaíba.

NOTA DO EDITOR

O preço do ecobatímetro não pode estar correto, pois é possível adquirir no mercado interno, ou por importação, excelentes equipamentos para batimetria por preços muito abaixo disso. Com dez por cento desse valor adquirimos equipamentos de excelência para tais serviços na SPH (antigo DEPRC). Os resultados de nossas batimetrias permitiam, além de cálculos de volumes de extração de material, uma perfeita descrição do relevo subaquático, através de plantas batimétrica e modelagem numérica do terreno. A esse respeito, cabem explicações, para justificar esse preço estratosférico ...