Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Sistema de Sinalização Náutica - IALA B

Embora marcas de navegação podem ser encontrados no mar, na sua maioria estão perto da terra, em torno de rotas de navegação, ou em águas costeiras, elas são usados para identificar perigos e canais seguros. Balizamento é regulado pela Associação Internacional de Sinalização Marítima (IALA). Existem dois sistemas: IALA A e B, no Brasil usa-se o IALA B.

Resultado de imagem para sinalização náutica

COMO RECONHECER DIFERENTES TIPOS DE SINAIS 

O sistema de balizamento possui cinco tipos de sinais, que podem ser usados de forma combinada:

1. Sinais Laterais

Seu emprego está associado a uma “direção convencional do balizamento”, geralmente usados em canais bem definidos (bordas do canal). A sua cor e forma indica em qual dos lados a passar (bombordo e boreste da rota a ser seguida). Onde um canal se bifurca, um sinal lateral modificado pode ser usado para indicar a via preferencial. 


Sinais de bombordo 

Cor: Verde.
Formato (boia): Cilíndrico, pilar ou charuto.
Marca de tope (se houver): Cilindro verde simples.
Luz (quando houver) Cor: Verde.

Sinais de boreste 

Cor: Encarnada.
Formato (boia): Cônico, pilar ou charuto.
Marca de tope (se houver): Cone encarnado simples com o vértice para cima.
Luz (quando houver) Cor: Encarnada

No ponto em que um canal se bifurca, seguindo a “direção convencional do balizamento”, o canal preferencial pode ser indicado pelos sinais laterais de bombordo ou boreste modificados, como se segue:

Canal preferencial a boreste (bombordo modificado) 

Cor: Verde com uma faixa larga horizontal encarnada.
Formato (boia): Cilíndrico, pilar ou charuto.
Marca de tope (se houver): Cilindro verde simples.
Luz (quando houver)
Cor: Verde.
Ritmo: Grupos de lampejos compostos ( 2 + 1 ).

Canal preferencial a bombordo (boreste modificado)

Cor: Encarnada com uma faixa larga horizontal verde.
Formato (boia): Cônico, pilar ou charuto.
Marca de tope (se houver): Cone encarnado simples com o vértice para cima.
Luz (quando houver)
Cor: Encarnada.
Ritmo: Grupos de lampejos compostos ( 2 + 1 ).

2. Sinais Cardinais

Seu emprego está associado ao da agulha de navegação (Norte, Sul, Leste e Oeste). São usados para indicar o setor onde se poderão encontrar águas navegáveis.

Descrição de Sinais Cardinais

Sinal Cardinal Norte

Marca de tope (a): 2 cones pretos, um sobre o outro, com os vértices para cima.
Cor: Preta sobre amarela.
Formato: Pilar ou charuto.
Luz (quando houver)
Cor: Branca.
Ritmo: Lampejos rápidos ou muito rápidos.

Sinal Cardinal Leste

Marca de tope (a): 2 cones pretos, um sobre o outro, base a base.
Cor: Preta com uma faixa larga horizontal amarela.
Formato: Pilar ou charuto.
Luz (quando houver)
Cor: Branca.
Ritmo: Grupos de lampejos triplos muito rápidos a cada 5 segundos ou rápidos a cada 10 segundos. 

Sinal Cardinal Sul

Marca de tope (a): 2 cones pretos, um sobre o outro, com vértices para baixo.
Cor: Amarela sobre preta.
Formato: Pilar ou charuto.
Luz (quando houver)
Cor: Branca.
Ritmo: Grupos de lampejos muito rápidos (6) + lampejo longo a cada 10 segundos ou grupos de lampejos rápidos (6) + lampejo longo a cada 15 segundos.

Sinal Cardinal Oeste

Marca de tope (a): 2 cones pretos um sobre o outro, ponta a ponta.
Cor: Amarela com uma faixa larga horizontal preta.
Formato: Pilar ou charuto.
Luz (quando houver) Cor: Branca.
Ritmo: Grupos de lampejos muito rápidos (9) a cada 10 segundos ou grupos de lampejos rápidos (9) a cada 15 segundos.

3. Sinais de Perigo Isolado

São usados para indicar perigos isolados de tamanho limitado, cercados por águas navegáveis.

Descrição dos Sinais de Perigo Isolado 

Marca de tope (b): 2 esferas pretas, uma sobre a outra.
Cor: Preta, com uma ou mais faixas largas horizontais encarnadas.
Formato: Opcional, porém sem conflitar com os sinais laterais, preferindo-se os formatos charuto e pilar.
Luz ( quando houver)
Cor: Branca.
Ritmo: Grupo de lampejos.

4. Sinais de Águas Seguras

Usados para indicar que em torno de sua posição as águas são navegáveis; por exemplo, sinais de meio de canal ou sinais de aterragem.

Descrição dos Sinais de Águas Seguras

Cor: Faixas verticais encarnadas e brancas.
Formato: Esférico, pilar ou charuto.
Marca de tope (se houver): Uma esfera encarnada.
Luz ( quando houver)
Cor: Branca.
Ritmo: Isofásico, ocultação, lampejo longo a cada 10 segundos ou Morse “A”

5. Sinais Especiais

O objetivo principal desses sinais não é orientar a navegação e sim indicar uma área ou peculiaridade mencionada em documentos náuticos, por exemplo:

Sinais dos Sistemas de Aquisição de Dados Oceânicos (ODAS).
Sinais de separação de tráfego, onde o uso de sinalização convencional de canal pode causar confusão.
Sinais de área de despejos.
Sinais de área de exercícios militares.
Sinais de cabo ou tubulação submarina.
Sinais de área de recreação.

 Descrição dos Sinais Especiais 

Cor: Amarela.
Formato: Opcional, mas sem conflitar com os sinais de auxílio à navegação.
Marca de tope (se houver): Formato de “X” amarelo.

Luz (quando houver) 

Cor: Amarela.
Ritmo: Grupo de ocultação ou lampejo simples, mas não um lampejo longo a cada 10 (dez) segundos; grupo de lampejo com 4 (quatro), 5 (cinco) ou excepcionalmente 6 (seis) lampejos; grupo de lampejo composto; ou Morse, mas não com os caracteres simples “A”ou “U”.

Método de Caracterização de Sinais

h

i


O significado de um sinal depende de uma ou mais das seguintes particularidades:

- À noite, cor e ritmo da luz. 
- De dia, cor, formato e marca de tope

Sinalização de Pontes


sábado, 25 de abril de 2015

Cais Mauá - Delegacia da Capitania dos Portos recebe cessão de área da SPH para implantação de Patromoria

seg, 20/04/2015 - 13:22 

Delegado da Capitania dos Portos assina Termo de Cessão 
de Uso não Oneroso (Foto: Marinha do Brasil)*

O Delegado da Capitania dos Portos em Porto Alegre (RS), Capitão-de-Fragata João Gilberto de Oliveira, assinou, em 7 de abril, na Superintendência de Portos e Hidrovias do Estado do Rio Grande do Sul, o Termo de Cessão de Uso não Oneroso de área ribeirinha. O terreno será utilizado pela Delegacia para estabelecer a Patromoria, local de atracação, guarda e manutenção de suas embarcações, empregadas nas atividades de Segurança do Tráfego Aquaviário e de Ensino Profissional Marítimo. A área, de aproximadamente 905 m2, está localizada às margens do Rio Guaíba, ao lado da Usina do Gasômetro, um dos pontos turísticos de Porto Alegre. 

No ato da assinatura de transferência da responsabilidade da área para a Marinha do Brasil estavam presentes, além do Delegado da Capitania dos Portos, o Superintendente de Portos e Hidrovias, Luiz Alcides Capoani, e o Chefe da Divisão do Porto de Porto Alegre, Cláudio José Das Neves.

* Nota do Editor 

Os representantes da SPH não aparecem na foto (!) que, conforme pode ser visto no sítio da Marinha do Brasil, foi reproduzida aqui sem qualquer alteração, sendo que o texto também foi transcrito de acordo com o original. Ver link abaixo.

Fonte: Marinha do Brasil, Cais Mauá_Cessão de Área.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bridge Hydrographic Survey/Remote Control Sonar Boat


This survey location was too muddy to wade using a conventional GPS/pole, and too shallow for a manned boat. The Z-Boat was used to gather accurate bathymetry using the CEE HydroSystems 200kHz CEESCOPE echosounder. Dense weed patches in the sonar return were filtered out using the high definition digital echogram record.

Fonte: Teledyne Oceanscience.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

ONG vai acionar MP pedindo mudanças na revitalização do Cais Mauá

Com 5 mil assinaturas, grupo denunciou irregularidades no processo


Para IAB, faltou participação popular na decisão sobre projeto no cais | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória
Para IAB, faltou participação popular na decisão sobre projeto no cais 
 Foto: Tarsila Pereira/CP Memória

Um grupo formado por advogados, arquitetos, sociólogos e ambientalistas já reuniu quase 5 mil assinaturas para tentar barrar a revitalização do Cais Mauá conforme planejado pela Prefeitura de Porto Alegre. O abaixo assinado vai ser entregue ao Ministério Público em maio.

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Cais Mauá de Todos - Evento organizado pelos manifestantes (18/04)
Foto: Guilherme Santos, Sul21.

O coletivo Cais Mauá de Todos reclama de irregularidades no processo de contratação da empresa Porto Cais Mauá do Brasil, que gerencia as obras, que pretendem reformar 2,5 quilômetros da orla do Guaíba no Centro. Conforme dois processos já em tramitação no Ministério Público, após inspeção do Tribunal de Contas do Estado, foram constatados problemas no projeto de revitalização da área portuária.

Foto Histórica (Fonte: Cais Mauá de Todos)

O plano de construções foi entregue incompleto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Além disso, houve demolição de edificações não protegidas pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas que já tinham aprovação do órgão de proteção ao patrimônio cultural.

Refeitório antigo do porto, antes da "revitalização" empresarial.

O representante do grupo, João Volino, garante que o movimento não quer impedir a revitalização da região do Cais, mas corrigir os erros. O projeto de revitalização, para o coletivo, precisa contemplar espaços populares como centro de artesanato e área para a Feira do Livro de Porto Alegre.


Área do antigo refeitório, após a "revitalização" empresarial.

“Queremos que o projeto seja apresentado para a população. Assim, não tem legitimidade.” O que disse o IAB Para o o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Tiago Holzmann, a solução encontrada para a revitalização é equivocada. O arquiteto entende que faltou participação da comunidade para definir o que é melhor para o espaço público. “É necessário recuperar o planejamento sabendo o que a população quer para as margens do Guaíba. O projeto que está posto por esse consórcio que ganhou a licitação é a colocação de um shopping center ao lado do Gasômetro e duas torres. A cidade não precisa disso”, justificou.

 

A Prefeitura sustenta que audiências públicas foram realizadas sobre o projeto. As obras de revitalização estão paralisadas desde fevereiro, porque o relatório de impacto ambiental ainda não foi aprovado pela Secretaria de Meio Ambiente.

Fonte: Correio do Povo.

terça-feira, 21 de abril de 2015

RMS Titanic: Fascinating Engineering Facts

William Hammack shares fascinating images and information gleaned from the 1909 to 1911 editions of the Journal The Engineer. It includes photos of the construction of the Titanic and its twin the Olympic, the launching of these Olympic-class ships, and accidents that occurred. The video includes engineering details of the ship’s engines, steering mechanism, and propellers.



ABOUT BILL

William S. Hammack
Department of Chemical Engineering
600 South Mathews Avenue
University of Illinois

Make Magazine called Bill Hammack a “brilliant science and technology documentarian[s]”, whose “videos should be held up as models of how to present complex technical information visually.” Wired called the videos “dazzling.” In a series of stunning videos – viewed millions of times – he gives masterful explanations of the engineering underlying, for example, lcd monitors, fiber optics communications, and hard disc drives. Since 1999 Professor Hammack has focused on explaining engineering and technology to the general public ... read more here.

 Academic Positions

August 2006-present | Professor (with tenure), University of Illinois, Urbana-Champaign
August 2005-August 2006 | Jefferson Science Fellow, U.S. Department of State
December 1997-August 2006 | Associate Professor, University of Illinois, Urbana-Champaign September 1992-December 1997 | Associate Professor, Carnegie Mellon University (Pittsburgh) September 1988-1992 | Assistant Professor, Carnegie Mellon University (Pittsburgh)

Honors & Recognition 

ACS/Exxon Fellowship in Solid State Chemistry, American Chemical Society, 1992 
Teacher/Scholar Award, Dreyfus Foundation, 1993 
Edwin F. Church Medal, American Society of Mechanical Engineers, 2002 ... read more here

Fonte: EngineerGuy.com

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Manifestantes questionam projeto de revitalização do Cais do Porto

Em frente ao portão que dá acesso ao Cais do Porto, na Rua Sepúlveda, no centro da Capital, dez seguranças privados vigiavam a entrada do lugar. Do outro lado da rua, o movimento Cais Mauá de Todos armava, na noite deste sábado, a estrutura para apresentar seus questionamentos ao projeto de revitalização da área do Cais do Porto. Não havia policiamento nem movimentação da EPTC. Segundo o órgão fiscalizador, não seria preciso deslocar agentes, uma vez que a rua é bloqueada para passagem de carros.

Há alguns anos, esse e outros movimentos criticam o projeto. De acordo com Jacqueline Custódio, advogada que faz parte do grupo, o Cais Mauá de Todos foi criado para poder agir juridicamente em relação às supostas irregularidades que encontraram no projeto. Segundo a organização, cerca de 500 pessoas assistiram à apresentação do projeto alternativo para o cais e dos questionamentos levantados pelos apoiadores do movimento. Entre eles estão órgãos como o departamento gaúcho do Instituto de Arquitetos do Brasil e o Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul.

O projeto alternativo foi criado pela arquiteta Helena Cavalheiro quando ainda era estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 2008.

– Sei que tem já está defasado tecnologicamente, mas é um projeto que pode usado para discutir o modelo que está dado pela Prefeitura – apontou.

À imprensa, o grupo entregou um relatório que denuncia supostas irregularidades. O documento aponta infrações como a apresentação parcial do projeto e a alteração do quadro societário do Consórcio Cais Mauá.


Helena Cavalheiro apresentou a proposta de revitalização para o Cais do 
Porto que desenvolveu em 2008. Movimento diz que estudará a viabilidade 
econômica do projeto e apresentará à Prefeitura. (Foto: Anderson Fetter)

– O edital de licitação para fazer a concessão do porto foi montado pelo Poder Público. A ideia que ganhou chegou pronta na audiência pública que ocorreu em 2010, ela não foi colocada para discussão. O processo nos parece equivocado. Um concurso deveria ter sido licitado para definir o que deve ser feito nessa área e isso não foi feito. Quem definiu foi a empresa que ganhou os direitos de explorar a área – explicou o presidente do IAB-RS, Tiago Holzmann da Silva.

O movimento defende recuperar o processo desde o início e, então, discutir com a sociedade o que se quer para a área do Cais do Porto para, depois, analisar a viabilidade econômica do negócio.

– A cidade precisa de um shopping, tenha ele o tamanho que tiver, ao lado do Gasômetro, ou torres de escritórios junto à Rodoviária, ou não? A outra discussão é sobre o projeto urbanístico, que é mais fácil, mas que tem que ser antecipada pelo debate sobre o processo – comenta Silva.

Manifestantes questionam projeto de revitalização do Cais do Porto Anderson Fetter/Agencia RBS
Foto: Anderson Fetter, Agencia RBS.

Obras de revitalização do Cais do Porto estão paradas

Foi em 2010 que o governo do Estado lançou o edital para escolher a empresa que fará a reforma da área. O consórcio Porto Cais Mauá, formado por espanhóis e brasileiros, venceu o edital e ganhou o direito sobre a área por 25 anos. O contrato foi assinado pela então governadora Yeda Crusius e, no ano seguinte, o governador Tarso Genro decidiu dar continuidade ao projeto. O início das obras estava previsto para o primeiro semestre de 2012, mas o anúncio oficial só aconteceu no final de 2013.

Em janeiro de 2014, as estruturas do Cais do Porto que não são tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional entraram em processo de demolição, mas obras foram paradas até que o relatório de impacto ambiental seja aprovado, segundo relatou a Prefeitura, em fevereiro, à reportagem de Zero Hora.

– Não entendemos porque esse contrato possui termos de confidencialidade para concessão de área pública. Isso vai de encontro à Lei da Transparência. O movimento é a favor da revitalização do Cais do Porto, mas não queremos que seja qualquer ideia. O projeto só foi apresentado em maquetes parciais até agora. Queremos que o projeto esteja dentro da legalidade para que nós possamos acompanhar o andamento com participação popular plena – ressalta o sociólogo João Volino, um dos representantes do grupo.

A apresentação do movimento terminou, como eles mesmo chamaram, com uma grande festa, com shows de Nei Lisboa, Ian Ramil e Sopro Cósmico.

Fonte: Zero Hora

Movimento tenta reverter a concessão do Cais Mauá *




Matéria/Vídeo: Patrícia Comunello/Mauro Belo Schneider, JC.

*Patrícia Comunello

O Movimento Cais Mauá de Todos aposta em diversas frentes jurídicas e de investigação por esferas do Ministério Público e da Defensoria Pública para tentar reverter a atual concessão da área não operacional do porto de Porto Alegre a um consórcio privado. Diante da indefinição sobre a retomada das obras de revitalização pela empresa Cais Mauá do Brasil (com capital nacional e espanhol), que dependeria das definições do estudo de viabilidade urbanística (EVU) e de acordo sobre as compensações do empreendimento, o grupo estuda uma ação popular para pedir a rescisão do contrato firmado com o Estado. Outra medida a ser acionada junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) prevê o tombamento da paisagem histórica e cultural do cais e a inclusão do armazém 7 na proteção do patrimônio municipal. Os opositores da concessão alegam ainda que cláusulas do contrato estariam sendo descumpridas e que falta transparência no projeto.

"O tombamento é uma forma de prevenir a alteração do conjunto arquitetônico", justificou Suzana Pohia, do Ocupa Cais Mauá (um dos pioneiros nas críticas ao modelo em vigor e que integra o Cais Mauá de Todos).Sobre as supostas irregularidades, Suzana apontou o relatório de técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que listou a demora na entrega de garantias e contratação de seguro para a área pela concessionará, patrimônio insuficiente para lastrear o empreendimento, projetos incompletos e mudanças societárias. Em fim de 2012, o consórcio teve o ingresso da NSG Capital, que responde pelo Fundo de Investimento em Participações Porto Cais Mauá (36,5% das ações). Os outros sócios são os espanhóis da GSS e o grupo Bertim.

Exemplos emblemáticos da reação de moradores contra a derrubada ou cedência de áreas para construção imobiliária, no passado da Capital, são apontados como inspiradores do Cais Mauá de Todos. Entre eles, estão a mobilização que manteve a área do atual Parcão (bairro Moinhos de Vento), o próprio Mercado Público (década de 1970) e a Usina do Gasômetro (década de 1980). As entidades questionam o projeto dos investidores de erguer três torres (duas comerciais e um hotel), edifício de estacionamento e shopping center.

O complexo chegou a ser estimado em mais de R$ 500 milhões em 2013. Pelo impacto das construções e fluxo de carros, a prefeitura teria definido um pacote de melhorias a serem custeadas pelo consórcio, com valor de R$ 40 milhões. A empresa chegou a derrubar construções que não integram o patrimônio. "Precisa inserir o projeto no Centro da cidade e com participação da população, que acompanhará e decidirá a execução", acrescentou o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS), Thiago Holzmann da Silva.

A utilização da área do cais está definida em lei municipal de 2010. A arquiteta Helena Cavalheiro, que mostrou uma alternativa de ocupação, observa que o modelo deveria ser dirigido pelo setor público, com parceria privada. "Mas sem precisar fazer torres e shopping para bancar a revitalização", sustenta Helena. Além disso, o movimento decidiu intensificar a coleta de assinaturas da população em apoio à proposta de rediscutir o modelo de recuperação e exploração do equipamento, esperada há mais de quatro décadas. Plantões de coleta serão feitos na Esquina Democrática, entre a avenida Borges de Medeiros e a Rua dos Andradas. "Esperamos conquistar adesões e poder realmente participar, pois o projeto vai transformar a fisionomia da cidade", reforça a jornalista Katia Suman, que integra a coordenação do movimento.

A munição para a mobilização popular é dada pela própria concessionária, que oficialmente assumiu a área no segundo semestre de 2013, após acordo que levou quase três anos para ser firmado entre Estado e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), detentora dos direitos do trecho às margens do Lago Guaíba. Em 2014, já com a licença da agência para dar a largada na recuperação do conjunto predial (armazéns tombados pelo patrimônio), o consórcio começou timidamente as intervenções, que cessaram antes da Copa do Mundo de 2014. Na semana passada, uma audiência na Câmara de Vereadores discutiu a situação da concessão. O diretor-superintendente da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), órgão que fiscaliza o contrato pela Antaq, Luiz Alcides Capoani, pontuou que as obrigações do contrato precisam ser cumpridas.

Após prejuízos contábeis, consórcio convoca assembleia de acionistas na próxima quinta-feira

Alvo de críticas e cobranças, o consórcio Cais Mauá do Brasil convocou os acionistas para assembleia na quinta-feira, às 11h, no escritório da operação no primeiro andar do prédio-sede da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) na área do cais. A pauta envolve exame de balanços financeiros, que indicam prejuízo de mais de R$ 12 milhões em 2014, e alterações na gestão. Um dos membros do conselho de administração José Carlos Medeiros de Britto pediu a renúncia. O balanço contábil, fluxo de caixa e outros detalhamentos da operação foi publicado no dia 16, mas submetidos à apreciação e auditoria em fevereiro.

No relatório, o prejuízo líquido é indicado em R$ 12,744 milhões, acima dos R$ 9.294 milhões de 2013. Nas obrigações de curto prazo (passivo circulante), aparece a despesa com o arrendamento da área de R$ 2,775 milhões no ano passado e de R$ 300 mil no ano anterior, que é considerado, segundo as notas explicativas, o início oficial do arrendamento. "O início do prazo de arrendamento foi determinado pela companhia em novembro de 2013", diz o balanço. O capital social era, em 2014, de R$ 13,847 milhões e caiu para R$ 8,962 milhões devido a prejuízos acumulados de R$ 22,8 milhões (dois anos).

É indicado o adiantamento de ?R$ 14,5 milhões para futuro aumento de capital. A despesa integral com o arrendamento, definida em R$ 3 milhões anuais, por 25 anos (valor a ser pago à SPH), começaria a valer em 2016. Para este ano, o valor seria de R$ 2,663 milhões. Até o fim da atual concessão, o valor alcançaria R$ 75,677 milhões. Na descrição mais detalhada das despesas, chamam atenção os gastos com "serviços prestados por terceiros", que somaram R$ 7 milhões em 2014. As contas mais elevadas foram de R$ 1,761 milhão de assessoria financeira, R$ 1 milhão de serviços de gestão, R$ 998 mil de consultoria estratégica e R$ 972 mil de vigilância privada.

Fonte: Jornal do Comércio.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Channel Design Guidelines - Squat

Squat refers to the increase of a ship’s draught as a result of its motion through water. It is a hydraulic phenomenon whereby the water displaced creates an increase in current velocity past the moving hull causing a reduction in pressure resulting in a localised reduction of the water level and, consequently, in a settling of the vessel deeper in the water. For various reasons—having to do with hull design, trim and other physical and operational factors—squat may be different at the fore and aft.


Recently, a new equation was developed on the basis of extensive research by Waterways Development to specifically target commercial waterways with vessel traffic and conditions representative of most major Canadian waterways. This equation takes into account the vessel beam in relation to the channel width, contrary to earlier equations that supposed infinite width. This new parameter is of importance since most Canadian waterways have limited width. The equation, known as Eryuzlu Equation # 3 (Ref.: 4, this reference is attached to this manual as Appendix 4), is therefore recommended as the one providing the most reliable results in waterways of limited dimensions. The equation is written as follows:

where: 

Z = squat; 
d = vessel draught; 
D = channel depth; 
vs = vessel speed; 
g = gravity acceleration; 
W = channel width; 
B = vessel beam; and 
Fw = channel width factor. 
With Fw = 1, where W < 9.61 B; 
a, b, c are common coefficients: a = 0.298, b = 2.289, c = -2.972


The equation is non-dimensional and therefore, can be used universally with any system of measurement units.

The formula applies for: 

1. vessels ranging from 19,000 DWT to 227,000 DWT, representing general cargo or crude carriers (block coefficient over 0.80); 
2. a channel that is shallow and relatively straight; 
3. the channel width may range from unrestricted to four times the vessel beam; 
4. speeds ranging from about 2 knots to about 14 knots; 
5. maximum trim of about 10 % of draft; 
6. the predominant squat is fore squat; and 
7. vessel loaded draft equal to or greater than 80% of the registered draft. 

Formulae, by definition, tend to generalize the real situation. Therefore, good judgement, experience and common sense are required in the use of this and any formula.

Fonte: Canadian Waterways National Manoeuvring Guidelines: Channel Design Parameters

Container vessel squatting at the stern.

Fonte: Ship Design and Performance for Masters and Mates, C.B. Barrass.

NOTA DO EDITOR

Quando se trata de navegação em águas rasas, a resistência de uma embarcação em certa velocidade é fortemente modificada quando existe essa restrição de profundidade. A massa de água que o navio desloca ao se movimentar pelo meio fluido tende a fluir sob o casco, causando uma variação de pressão em partes da massa líquida. 

Essa variação de pressão sob o casco não é uniforme, e também não compensada, como a que ocorre nos dois bordos, que se anulam devido à simetria do casto em relação à Linha de Centro. 

Disso resultam alterações no escoamento potencial junto ao casco, devido ao aumento da velocidade da água no fundo da embarcação, quando comparada com o escoamento em águas profundas. Maior velocidade leva a menos pressão e a um aumento no trim e na resistência ao avanço do casco. 

Sendo assim, a baixa profundidade agrava os efeitos que levam ao afundamento do casco, o que pode obrigar a ser definido um limite superior para a velocidade na qual  o navio irá operar quando houver uma restrição de fundo. (Juliana Barreiros, Escola Politécnica/USP)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ausente na SPH - Na semana passada, Diretor-Vereador foi a Brasília tratar de assuntos da Câmara Municipal de Estrela

Câmara Municipal/Estrela - Despesas/Diárias/Pagas


* Gastos com transporte e locomoção não incluídos (passagens aéreas e táxi).

Fonte: Câmara Municipal de Estrela, Transparência.


Diário Oficial do Estado/Afastamento (sem prejuízo da remuneração)


Fonte: DOE, 08/04/2015, quarta-feira, página 26.


NOTA DO EDITOR

O diretor-vereador  foi a Brasília para tratar de assuntos da SPH, com diárias da Câmara Municipal de Estrela, ou foi tratar de assuntos do Município de Estrela, sem prejuízo da remuneração paga pela SPH? 

Uma coisa é certa, ele foi remunerado pela SPH e pela Câmara Municipal de Estrela, ao mesmo tempo. Começou a farra ...

Na agenda das dirigentes da Secretaria de Portos (SEP), no período 7-10/abril/2015, nada consta em relação a eventual reunião com representante da SPH.

sábado, 11 de abril de 2015

Types of dredging equipment

Dredging equipment can be divided in Mechanical Dredgers and Hydraulic Dredgers. The differences between these two types are the way that the soil is excavated; either mechanical or hydraulic.

Mechanical Dredgers



Hydraulic Dredgers


All dredgers, except the trailing suction hopper dredgers, are stationary dredgers, which means that they are anchored by wires or (spud)poles.

Fonte: CEDA, Central Dredging Association.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Chega de picaretagem - Cais Mauá de Todos!


O coletivo "Cais Mauá de Todos" luta pela revisão da implantação do projeto de revitalização do cais que, sem discussão com a sociedade, sem estudos de impacto ambiental, de vizinhança e de mobilidade urbana necessários aprovados, sem projetos aprovados, já retiraram 7 dos 11 guindastes e querem começar a demolir quatro armazéns, para construir espigões e um shopping no lugar.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Vereador pretende acumular cargo de diretor de hidrovias com cadeira na câmara de Estrela





Fonte: www.independente.com.br, Acúmulo de Cargos

NOTAS DO EDITOR

 1 - Efetivamente, o referido edil já está acumulando cargos, pois participou da sessão plenária da câmara de vereadores de Estrela em 30/03/2015, na condição de vereador, dias após ter tomado posse no cargo de diretor de hidrovias da SPH, ocorrida em 24/03/2015;

 2 - O horário de funcionamento da SPH, de segunda a sexta, é das 08:30 às 12:00 e das 13:30 às 18:00, enquanto que o da câmara de vereadores de Estrela é das 08:00 às 11:30 e das 13:30 às 17:00, de segunda a sexta (nas sextas, o horário é das 08:00 às 14:00, turno único);

 3 - As atividades de um vereador, por óbvio, não se limitam a participar de sessões plenárias, de reuniões das comissões permanentes ou temporárias, pois se fosse assim o mandato poderia ser honorífico. A remuneração dos vereadores de Estrela é de R$ 6 mil mensais, sem contar com as verbas indenizatórias (diárias, por exemplo);

 4 - De acordo com a legislação vigente, os vereadores são obrigados a residir no município de Estrela, distante 111 quilômetros de Porto Alegre (sede da SPH), sendo que o tempo de viagem entre a Capital e o município de Estrela   é de 1 h 30 min, no mínimo;

 5 - A regra geral que vigora no Brasil é que a acumulação de cargos é proibida, à exceção de algumas situações específicas, desde que exista compatibilidade de horário

 6 - Nesse sentido, é importante examinar a manifestação jurídica de Raul de Mello Franco Junior, dentre outros juristas renomados, a saber:
...
...
 

 7 - O autor do parecer acima é Promotor de Justiça, membro do Ministério Público de SP, e Professor Titular da cadeira de Direito Constitucional do Centro Universitário de Araraquara/SP;

 8 - Em síntese, a acumulação de cargos (e de remunerações), nesse caso, não atende ao interesse público, pois certamente haverá prejuízo de uma das instituições públicas envolvidas, ou de ambas ...

 9 - Na semana da quaresma, que antecede a Páscoa (ocorrida anteontem), o padre Vieira já bradava indignado em seus famosos sermões:


10 - É profundamente lamentável o que os políticos estão fazendo na SPH e em outras instituições, que padecem sob a ação nefasta do loteamento político-partidário da estrutura estatal, um verdadeiro câncer nacional que, sistematicamente desqualifica o setor público; mas certamente haverá uma reação por parte dos órgãos de controle externo, sob pena de grave prejuízo às hidrovias, especialmente quanto à segurança do tráfego aquaviário. 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

sábado, 4 de abril de 2015

Extração de areia no Guaíba - Ana Pellini (SEMA/Fepam) recua devido à ação do Ministério Público Estadual

Retirada de areia do Guaíba não será liberada *

Recomendação ao governo partiu do Ministério Público Estadual, que condicionou a atividade a um zoneamento ambiental


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21


A perspectiva de que a extração de areia do lago Guaíba fosse retomada ainda neste ano, em caráter experimental, após mais de 10 anos interrompida, não será materializada. A secretária do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e diretora-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Ana Pellini, acatará a recomendação do Ministério Público Estadual que o governo se abstenha de emitir licença ambiental para atividade de pesquisa ou remoção de areia no local.

O Ministério Público concluiu que "é imprescindível a elaboração de um zoneamento ambiental que contemple os usos do lago Guaíba com ênfase em atividade de extração de areia". Assim, a sugestão é pelo "indeferimento de todos os processos de licenciamento no lago Guaíba até que o zoneamento ambiental esteja pronto." A secretária Ana Pellini diz que o pedido será respeitado, pois o Ministério Público, além de ter autoridade, possui conhecimento sobre o assunto. A dirigente ressalta que ainda não tinha sido emitido licenciamento para a extração da areia no Guaíba. Ana detalha que a Fepam começou a fazer os estudos para conceder as licenças, e a ideia original era que um empreendedor iria retirar areia em uma escala moderada e sendo monitorado.



Ana Pellini (SEMA/FEPAM)

Um dos fatores que motivou a Fepam e a Secretaria a tratar da retirada de areia no Guaíba foi a necessidade de "dar um descanso" ao rio Jacuí, onde existe essa atividade. "É preciso uma alternativa de extração, sob pena de criar um caos como aconteceu quando da proibição do aproveitamento do Jacuí há cerca de dois anos", argumenta. Ana defende a realização do zoneamento do Guaíba e admite que é o instrumento adequado para o planejamento ambiental. No entanto, salienta que é uma iniciativa demorada e cara. A secretária não tem uma estimativa de custo ou tempo que levará o zoneamento. Antes disso, é necessário ter em mãos o termo de referência do projeto que aponta índices a serem avaliados, levantamentos que devem ser feitos, entre outros pontos. Esse documento está sendo elaborado pela própria Fepam e será concluído ainda em 2015.

Ana lembra que a retomada da mineração de areia do rio Jacuí já havia sido vinculada à realização de um zoneamento. O termo de referência dessa ação está pronto, e foi lançada a primeira licitação do empreendimento, mas que resultou deserta. O orçamento era de R$ 3 milhões, entretanto o custo efetivo, segundo a secretária, era de R$ 10 milhões. "O Estado não tinha os R$ 10 milhões, como não tem agora", projeta.

Leia mais em Mineração.

* Jefferson Klein

Fonte: Jornal do Comércio

NOTA DO EDITOR

Há cerca de quinze dias, a secretária Ana Pellini (SEMA/FEPAM) anunciou que a extração de areia do rio Guaíba seria liberada em "caráter experimental" e com "monitoramento" de impacto ambiental, atendendo os interesses dos empresários da mineração que, sabidamente, já destruíram o rio Jacuí, dentre outros mananciais d'água. Mas ela esqueceu de combinar isso com os "russos" ...


Felizmente, graças à ação do ministério público estadual, a titular da SEMA/FEPAM teve que recuar, e o rio Guaíba está novamente protegido, por mais um tempo, da ação predatória dos empresários do setor de mineração de areia. Além de destruir o rio Jacuí, a ação desses mineradores também trouxe sérios prejuízos aos canais de navegação e à sinalização náutica, conforme já foi abordado aqui no blog "Hidrovias Interiores - RS"; fato que gerou, à época, a ação da Polícia Federal na repressão à ação predatória das empresas que exploram a extração de areia nos nossos rios.

Com certeza, isso será feito sempre que for necessário preservar nossos rios, suas margens, a mata ciliar e as hidrovias da ação destrutiva dos mineradores ...

Parabéns ao Ministério Público Estadual!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Afinal, para que serve o Ministério da Pesca?


Os tubarões estão simplesmente desaparecendo de toda a extensão de nossas águas, vitimados pela captura intencional disfarçada de "incidental" para alimentar o tráfico internacional de barbatanas, cuja exportação legal é estimulada por esse ministério. 

Fonte: Iotti, Agencia RBS. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Indicações políticas ajudam a competitividade dos portos brasileiros?

* Redação, Portogente.

Sem querer polemizar o poder da agência de classificação de risco para fazer leão virar gatinho, é certo que o voto de confiança para o Brasil da Standard & Poor's (S&P) preza o nome desta instituição ao acreditar que o país tem muito para dar certo. Mas as estruturas para produzir resultados que satisfaçam essa expectativa funcionam adequadamente e com produtividade, quando montadas ao sabor dos ventos político-partidários?

Talvez começar a acelerar o ajuste fiscal para implantar a eficiência é um caminho suave e eficaz, conforme o setor. Pode reduzir custos e fomentar desenvolvimento, demandar menos sacrifício e promover ânimos. No caso do setor portuário, os dados estão jogados, desde a Lei 12.815/13. Do jeito à lá carte e no tempo exíguo em que foi forjado esse marco regulatório, comparado com o processo de lapidação da Lei 8.630/93, a complexidade das soluções propostas parece difícil de produzir resultados compreensíveis. Por isso, muitas perguntas; poucas e cautelosas opiniões.

Inovar no setor portuário começa pela adoção de um novo método de reposicionar as operações tradicionais, como forma de alavancar colaborações e melhorar a eficiência sistêmica do negócio portuário. Todos os atores desse teatro precisam ser parte de um arranjo cooperativo, para crescer e colaborar para a destruição criativa de Schumpeter, na execução permanente de um novo sistema de organização operacional em busca da produtividade. Assim como as organizações individuais precisam de liderança, as cadeias logísticas e de suprimento da atividade portuária precisam da Autoridade Portuária.

O trabalho da Deloitte, empresa de consultoria que desenvolve um novo modelo de gestão das Autoridades Portuárias, também não garante resultado nem produtividade para um segmento que tem sua ordem gerada pelo recente marco regulatório, ele próprio ainda se reajustando. Sob o aspecto de referencial, a estrutura de relacionamento necessária para que a instituição possa cumprir as suas funções é conduzida e percolada em seus vários níveis por um abjeto aparelhamento partidário. Os tipos de efeitos colaterais são observados na Operação Lava-jato da Polícia Federal. No entanto, tampouco a privatização das Autoridades Portuárias é modelo que convém aos portos brasileiros, em sua maioria público-privado.

As agências reguladoras de transportes terrestres (ANTT) e aquaviários (Antaq), como mostra a mídia, não têm liderança nas respectivas áreas. Por imperfeição do modelo, elas podem ser enquadradas na assertiva sobre as agências reguladoras do professor Osvaldo A. De Castro Jr: ilegítimas do ponto de vista dos princípios da Ordem Econômica e dos Direitos Fundamentais da Constituição Federal de 1988.

O ministro da secretaria de Comunicação da presidente Dilma, Thomas Traumann, deixou seu cargo por alertar o caos político, mas o caos ficou e permanece. É estrutural, principalmente. Indicar o vereador de Estrela (RS), Cristiano Nogueira da Rosa (PMDB), para o cargo técnico de diretor de Hidrovias da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), sem formação para tal, pode colaborar para que o ajuste fiscal de Joaquim Levy, que deu esperança à agência S&P, venha atrair investidores interessantes, mas prudentes e bem informados?

Fonte: Portogente, Dia-a-Dia.

quarta-feira, 1 de abril de 2015