Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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terça-feira, 14 de maio de 2013

GPS - PRIMEIRA ESTAÇÃO DO GLONASS FORA DA RÚSSIA É INSTALADA NA UNB

Primeira estação do Glonass fora da Rússia é instalada na UnB

A Agência Espacial Brasileira (AEB), a Universidade de Brasília (UnB), e a Agência Espacial Russa (Roscosmos) inauguraram, hoje (19), a estação do sistema de referência para o Sistema de Correção Diferencial e monitoramento do Sistema de Navegação Global por Satélite (Glonass) – o sistema de navegação por satélite russo. Esta é a primeira estação do Glonass instalada fora da Rússia.

Semelhante ao Global Positioning System (GPS), o Glonass localiza posições na superfície terrestre utilizando 24 satélites espalhados pela órbita da Terra. A estação instalada na UnB é destinada a melhorar o sinal do sistema para usuários finais. Os dados recebidos pela estação serão primeiramente processados no Brasil e depois enviados à Rússia para que seja feito um processamento mais preciso.

Além de ser um importante componente para redução do erro de posicionamento do sistema Glonass na América do Sul, a instalação beneficiará pesquisas na área aeroespacial desenvolvidas nos laboratórios de Automação e Robótica (LARA) e de Biomédica (LAB) da UnB. Será importante, também, para as aplicações satelitais e para estudos geodésicos da universidade. As informações geradas pelo sistema poderão ser usadas em pesquisas por cientistas, especialistas da área e estudantes.

Segundo o vice-chefe da Roscosmos, Sergey Saveliev, a UnB e empresas russas assinarão, nesta quarta-feira (20), acordo para que outras duas estações sejam instaladas no Brasil. Os dados das três serão usados em conjunto. Outras ações na área espacial entre os dois países estão em estudo.

Segundo o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, a UnB foi uma escolha certa para receber a estação por ser há anos comprometida com as atividades espaciais. “Acredito que a parceira entre os dois países trará benefícios tanto para o Brasil quanto para a Rússia. Capacitaremos nossos profissionais e eles terão um sistema mais eficiente”, afirmou o presidente.

Participaram do evento o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho; a vice-reitora da Universidade de Brasília, Sônia Báo; o vice-chefe da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Sergey Saveliev; o diretor geral da JSC (Sistemas Espaciais da Rússia), Andrey Chimiris; o coordenador da Estação Glonass na UnB, Profº Ícaro dos Santos; os diretores da AEB, Carlos Gurgel e Petrônio Souza, e ainda o Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat.

ESTAÇÃO - Três especialistas russos vieram a Brasília instalar a estação no telhado do novo prédio do Centro de Processamento de Dados (CPD). O equipamento trazido da Rússia conta com uma antena e dois racks com processadores, um para receber o sinal e outro para transmitir informações para sede do projeto na Rússia. Até 2020, a Roscosmos espera ter 56 estações semelhantes a esta que está sendo montada na UnB. Outras 22 estações iguais às da UnB já funcionam em território russo, uma delas na Antártida. 

Fonte: Agência Espacial Brasileira, AEB.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Extração de Areia - Um dos presos pela Polícia Federal na Concutare confessa ter recebido propina

Geólogo Ricardo Sarres Pessoa colaborou com as investigações, e foi o único a não ir para o Presídio Central.

Um dos presos pela Polícia Federal na Concutare confessa ter recebido propina Polícia Federal/Dilvulgação/Agencia RBS
Policiais recolheram documentos, armas e cerca de R$ 570 mil em cédulas 
de real, euro e dólar. (Foto: Polícia Federal/Dilvulgação/Agencia RBS)

Adriana Irion adriana.irion@zerohora.com.br

Flagrado pela Polícia Federal (PF) com cerca de R$ 350 mil guardados em um carro na garagem de seu prédio, o servidor da Fepam Ricardo Sarres Pessoa, 63 anos, admitiu em depoimento que recebia propina de empresários interessados na liberação de licenças ambientais.

Mais: deu nomes de supostos corruptores e detalhes do esquema de concessão fraudulenta de documentos em prol de interesses privados. Pessoa foi o único dos 18 presos da Operação Concutare que não foi levado ao Presídio Central, em Porto Alegre.

Permaneceu na carceragem da PF e prestou mais de um depoimento desde o momento de sua prisão, na manhã de segunda-feira. No começo da noite de terça, foi solto, depois de a polícia comunicar à Justiça Federal de que ele havia colaborado espontaneamente no depoimento.

O advogado de Pessoa, Lúcio de Constantino, disse na quinta-feira que a orientação para seu cliente agora é aguardar a conclusão das investigações sem falar sobre o assunto. Constantino não quis comentar o teor do depoimento do servidor, mas ressaltou ter sido "esclarecedor".

Geólogo e atuando na Fepam há pelo menos 10 anos, Pessoa confessou que recebia dinheiro de empresas privadas com interesses junto à fundação. Teria dito que parte dos R$ 350 mil apreendidos pela PF é dinheiro lícito, mas que o restante trata-se de propina. O valor representa 60% do montante apreendido pelos policiais na segunda-feira, dia em que a Concutare foi deflegrada. A PF executou 28 mandados de busca e apreensão.

A investigação não registraria ligação de Pessoa com o Instituto Biosenso, de propriedade do ex-secretário do Meio Ambiente Berfran Rosado (MD, ex-PPS), que também atuaria de forma fraudulenta junto à Fepam.

A atuação de Pessoa estaria relacionada a outro grupo de investigados. Na segunda-feira, depois de desencadear a Concutare, a PF explicou que nem todos os presos e suspeitos integram o mesmo grupo. A assessoria da Secretaria Estadual do Meio Ambiente disse na quinta-feira não ter condições de informar detalhes da ficha funcional de Pessoa. Ele estaria lotado no setor de licenciamentos da Fepam.

Depoente aponta canal de pagamento

Pessoa relatou à PF que era procurado diretamente por intermediários — como consultores — que atuavam em nome de empresas privadas. Em trecho de documento da Justiça Federal sobre a investigação, há registro de que Lúcio Gonçalves da Silva Junior, também preso, seria um dos que pagavam propina ao servidor da Fepam. "(...) no exercício de sua atividade de consultoria ambiental, Silva Junior consolidou-se como a possível e principal fonte de pagamento de propina ao servidor Ricardo Sarres Pessoa, uma vez que canalizava a ele os valores encaminhados pelos empresários beneficiados pela emissão de licenças ambientais (...)."

Em outro ponto, a investigação registra que o empresário Gilberto Pollnow, dono da Pollnow & Cia Ltda, remeteu R$ 10 mil a Pessoa, por meio de Silva Junior, por conta da expedição de uma licença de operação, e que a quantia teria sido paga na residência do servidor. Segundo registro da polícia, Pessoa já havia sido indiciado em dois inquéritos da PF por delitos contra a administração ambiental e por falsidade ideológica.

Fonte: Zero Hora, Operação Concutare.