Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

SPH e Riosul discutem saída de navios paraguaios

Encontro amanhã deve definir uma nova data para a remoção das embarcações do porto da Capital, que estava prevista para dezembro.

Condições da hidrovia adiaram a retirada dos cargueiros abandonados
Foto: Marco Quintana/JC

Jefferson Klein

Uma questão que se estende há anos voltará a ser debatida nesta terça-feira: a remoção das embarcações paraguaias Mariscal José Felix Estigarríbia e General Bernardino Caballero do porto da Capital. Diretores da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) e da Riosul Comércio de Aço e Metais (companhia que arrematou os navios) farão uma reunião com a meta de definir uma data para o deslocamento dos cargueiros.

Em novembro do ano passado, o sócio da Riosul Ricardo Souza previa para dezembro a retirada das embarcações. No entanto, segundo ele, as condições da hidrovia não foram adequadas. “Não tinha como puxá-los por causa do nível da água, que estava baixo”, afirma o empresário. Ele acrescenta que o estaleiro em Taquari, para onde serão deslocadas as naus, também tinha outras demandas e estava com pouco espaço para receber as embarcações. O trabalho de desmanche e comercialização da sucata dos navios já foi finalizado, assim como a retirada dos líquidos (óleo e água) dentro deles. Resta agora dar uma destinação às bases dos cascos, que serão reformadas e aproveitadas como chatas (um tipo de embarcação). A nova estimativa de Souza é de que a remoção seja feita em fevereiro.

Pertencentes ao governo paraguaio, os navios foram entregues ao patrimônio da SPH em junho de 2011, após negociação que contou com o apoio de vários setores dos governos estadual e federal. Construídos em 1984, os dois cargueiros pertenciam a uma estatal paraguaia e operavam na linha de navegação do Mercosul. Em 1997, os navios foram retidos devido à falta de segurança para a navegação, o que impediu o retorno ao local de origem. Com a retenção, as embarcações foram abandonadas pela empresa. A doação dos dois cargueiros ao governo do Estado foi declarada por meio do Decreto 6.722, da República do Paraguai, com data de 8 de junho de 2011, assinado pelo então presidente Fernando Lugo.

Em março do ano passado, o Estigarríbia foi leiloado por R$ 367,5 mil, e o Caballero por R$ 645 mil. O contrato firmado previa que a Riosul teria 120 dias (a partir da emissão de certidão de arremate) para retirar as embarcações do porto. Contudo, o edital do leilão previa apenas penalidades quanto a um eventual descumprimento do prazo de pagamento, mas não quanto a um atraso na remoção. Além do Estigarríbia e do Caballero, a embarcação paraguaia Filippos, que também está no porto da Capital gaúcha, já havia sido leiloada em 2009. Esse navio passa por uma restauração para voltar a navegar.

Há anos, o governo do Estado tenta solucionar a questão da retirada dessas embarcações, e os constantes adiamentos geram dúvidas sobre se realmente esse assunto está chegando ao seu final.

“Espero que a situação seja resolvida logo, porém, pelo jeito, pelo andar da carroça, pelas enrolações, acho que vai levar tempo”, aponta o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli. O dirigente considera um absurdo essas embarcações que enfeiam a entrada de Porto Alegre estarem ali ainda. “Falta vontade política do setor público, não é possível que eles fiquem eternamente nisso”, defende Manteli. Para ele, a melhor forma de acelerar o processo é a sociedade cobrar do Estado uma resposta.

O desmanche e a remoção dos dois navios foram determinados por uma liminar obtida pelo Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul em 2011. A Ação Civil Pública ainda tramita na Vara Ambiental Federal de Porto Alegre. Em junho do ano passado, o Ministério Público apresentou um requerimento à Vara Federal, comunicando a lentidão nos trabalhos para cumprimento da liminar.

Fonte: Jornal do Comércio, Logística.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Guarita desenvolve embarcações para operarem no Rio Grande do Sul

Jefferson Klein

A Navegação Guarita encomendou a construção de dois navios empurradores e de duas barcaças para agregar a sua frota que realiza a navegação interior no Estado. O primeiro conjunto, informa o diretor-executivo da empresa, Werner Barreiro, deve ser concluído até o final do mês de março.

Barcaça terá capacidade para até 5 mil m3 de derivados de petróleo
Foto: Jorge Peña/Divulgação/JC

O empurrador terá o nome de Helio Sffair (fundador da companhia) e a barcaça, que terá capacidade para transportar até 5 mil metros cúbicos de derivados de petróleo, se chamará Eco Energia 1. O dirigente explica que a identificação deve-se ao fato de que o principal cliente dos seus serviços será a refinaria Alberto Pasqualini (Refap), que movimentará Diesel S-10, combustível com baixo teor de enxofre, ou seja, com menor impacto ambiental. O conjunto completo terá uma boca de 16 metros (largura máxima) e 114 metros de comprimento, devendo atingir uma velocidade média de sete nós (1852 metros por hora). Sua atuação será fundamentalmente na área entre a região Metropolitana de Porto Alegre e Rio Grande. O segundo conjunto ainda não possui denominação, porém, terá características praticamente idênticas ao original.

As embarcações, tanto os empurradores como as barcaças, estão sendo feitas pela Intecnial. O grupo desenvolve os chamados “módulos” que compõem as estruturas na sua unidade em Erechim e finaliza os trabalhos no estaleiro da Navegação Aliança, em Taquari, que foi arrendado pela companhia. Se o primeiro conjunto deve ficar pronto em cerca de dois meses, o próximo deve ser finalizado em janeiro de 2014. O investimento total, nos dois empurradores e nas duas barcaças, é estimado em torno de R$ 50 milhões. A iniciativa será financiada, contando com recursos do Bndes, que serão repassados pelo Badesul.

Fonte: Jornal do Comércio, Logística.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dragagem ilegal no Rio Jacuí é responsável pelo sumiço de mais de 100 praias nas últimas décadas

Uma prova cabal de que determinados órgãos públicos são inúteis, não têm serventia social e, por isso mesmo deveriam ser extintos. (Nota do Editor).

Reportagem da Rádio Gaúcha e da RBS TV realizou, em quatro meses, 19 flagrantes de embarcações que descumpriam os termos das Licenças de Operação da Fepam!

Dragagem ilegal no Rio Jacuí é responsável pelo sumiço de mais de 100 praias nas últimas décadas Fábio Almeida/RBS TV
Com órgãos ambientais despreparados e desconhecedores do próprio terreno de atuação,
governo do RS não tem controle sobre a forma como é realizada a mineração de areia
Foto: Fábio Almeida / RBS TV

Fábio Almeida e Renata Colombo
fabio.almeida@rbstv.com.br | renata.colombo@rdgaucha.com.br

Com órgãos ambientais desconhecedores do próprio terreno de atuação, o governo do Estado hoje não tem controle sobre a forma como é realizada a mineração de areia no Rio Jacuí. É de lá que sai metade do volume utilizado na construção civil no RS. O crime ambiental, constatado em série de reportagens, não é mais a pirataria, ou o roubo de areia, é pior, ocorre em áreas licenciadas e pode ser o responsável pelo sumiço de mais de 100 praias nas últimas décadas.

A dragagem ilegal praticada no Rio Jacuí, entre Porto Alegre e Rio Pardo, comprova a ineficiência dos órgãos ambientais na proteção dos recursos naturais do Estado. Reportagem da Rádio Gaúcha e RBS TV realizou, em quatro meses, 19 flagrantes de embarcações que descumpriam os termos das Licenças de Operação (LO), emitidas pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O crime principal é a retirada de locais proibidos, em áreas licenciadas, desobedecendo, por exemplo, o limite mínimo de 50 metros de distância das margens e provocando o desbarrancamento.

Um dos flagrantes mostra duas dragas em operação dentro do Delta do Jacuí, próximo às ilhas, em Porto Alegre, região de preservação ambiental. Um equipamento que marca a posição geográfica da embarcação foi usado e comprovou que ela estava em local proibido. Por meio da divulgação das reportagens ontem é que o presidente da Fepam, Carlos Fernando Niedersberg, disse ter tomado conhecimento do assunto. Segundo ele "não é a Fepam que faz essas denúncias", pois desconhece os "vários crimes" e quem deve fiscalizar é a polícia. Segundo o titular da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Helio Corbellini, "houve ações com a polícia ano passado, mas nós devemos colaborar para que isso aconteça efetivamente". * A manifestação do presidente da FEPAM não deve ser levada a sério, é claro. Além de despreparado para a função, ele só pode estar brincando com a opinião pública (nota do Editor).

A fundação se contenta com os dados repassados pelas empresas que fazem o rastreamento via GPS das 110 dragas em atuação. O órgão, no entanto, não foi alertado nenhuma vez nestes quatro meses sobre dragas em locais proibidos ou retirando areia das margens. Talvez porque, ao contrário do que afirma o presidente, a cerca eletrônica colocada nas embarcações não permite que o GPS confirme a que distância elas estão das margens.

Risco à navegação e ao lazer nas praias

O diretor da empresa Gente e Terra, João Paulo de Moraes, diz que os donos das dragas pagam pelo serviço. O contrato, segundo ele, prevê o rastreamento das embarcações para que operem dentro da área licenciada, ou seja, não invadam a área de concessão de outra empresa mineradora. Os dados em tempo real, de acordo com Moraes, são disponibilizados aos órgãos fiscalizadores, como Fepam, Brigada Militar e Polícia Federal. 

Cerca de seis meses de investigações sobre a extração irregular de areia apontam ainda a degradação ambiental do Rio Jacuí, com base na análise de especialistas. O solapamento, como indica o biólogo e ex-diretor da Fepam, Jackson Müller, é um dos principais responsáveis pela queda de árvores inteiras, que oferece riscos à navegação e ao lazer nas praias que sobraram. 

No percurso de 180, dos 800 quilômetros de extensão do segundo maior rio do Estado, a paisagem natural vem sendo substituída por um cenário de degradação, com árvores na horizontal, penduradas nos barrancos. Na avaliação da geóloga da Universidade Federal do Pampa, Juliana Young, a dragagem está mudando a hidrodinâmica do rio, que vem apresentando profundidades superiores a sete metros, o que não é um comportamento natural do Jacuí.

Ontem à noite, a Fepam informou que vai emitir um comunicado às mineradoras para que a distância da margem seja ampliada de 50 para 65 metros. Ou, então, que banquem um sistema mais eficaz de monitoramento via GPS, capaz de identificar a distância da draga em relação à margem. * É uma solução genial!!! Por que eles não consideram a alternativa de fiscalizar, vale dizer, de cumprir sua obrigação básica? (Nota do Editor).

Fonte: Zero Hora. Crime Ambiental

domingo, 6 de janeiro de 2013

Níveis do Delta do Jacuí são divulgados em tempo real no site da SPH

Já está no site da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) a leitura em tempo real do nível do Delta do Jacuí. A informação é captada através de um linígrafo instalado junto à régua da Praça da Harmonia, no Cais Mauá. O equipamento se destina a registrar a variação do nível da água de rios e lagos e será utilizado pela SPH para o levantamento hidrográfico da Divisão de Estudos e Projetos (DEP/ SPH). Este levantamento, segundo os técnicos da autarquia, é fundamental para a manutenção das condições das hidrovias.

O equipamento que faz a leitura do nível do Delta do Jacuí em tempo real teve sua instalação no final do mês de dezembro e já está em pleno funcionamento. Para melhor atender órgãos como Metroclima, Defesa Civil, Fepam e outros que necessitam das leituras de nível, a cada 15 minutos é possível acompanhar a variação.

Até a instalação do equipamento, os técnicos do serviço de hidrografia da SPH faziam a leitura de níveis três vezes ao dia, com um equipamento manual. “Agora temos, além de maior precisão, mais segurança para a realização da leitura”, avalia o geógrafo da DEP, Eduardo da Silva Alves. Ele explica que com o novo equipamento, é possível acompanhar todas as variações que o delta sofre durante 24 horas. “Além disso as informações também serão disponibilizadas nos finais de semana e feriados, para qualquer órgão que precisar”, disse.

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PARCERIA

A instalação do equipamento segundo o geógrafo foi possível em razão de parceria entre a SPH e a Metroclima. “A parceria consiste na cedência de área e manutenção da segurança do equipamento, adquirido pelo município”, explica o técnico. “Com este convênio, a SPH garantiu uma economia de mais de R$ 40 mil, correspondente à aquisição do linígrafo que será de grande importância para o trabalho que desenvolvemos”, disse.

As leituras feitas pelo linígrafo serão disponibilizadas pelo site da SPH. “A partir de agora passamos a fazer parte de uma rede municipal de monitoramento do Delta do Jacuí”, disse Alves.

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O equipamento é composto por um sensor, que fica submerso, um datalogger (central de armazenamento de dados) mais uma placa solar, que garante o abastecimento de energia para o seu funcionamento e uma central de wireless. O linígrafo está instalado junto à Régua da Praça da Harmonia, no Cais Mauá, próximo ao prédio administrativo. Saiba mais e acompanhe as informações.

http://www.sph.rs.gov.br/sph_2006/content/hidrovias/hidroviarias_niveis_rios.php

Fotos: Cristiane Franco

Fonte: SPH, Notícias.