Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

SPH instala linígrafo junto à Régua da Harmonia

Equipamento garante leitura das variações de nível da água em tempo real. Informações serão disponibilizadas pelo site da SPH.

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Foto: Cristiane Franco

Uma parceria entre a Superintendência de Portos e Hidrovias e a Metroclima permitiu a instalação de um linígrafo junto à régua da Harmonia, no Cais Mauá. O equipamento se destina a registrar a variação do nível da água de rios e lagos em tempo real. As informações deverão ser disponibilizadas no site da SPH e deve ser utilizado pela Defesa Civil e outros órgãos. Com um custo estimado em R$ 40 mil, o equipamento foi instalado junto ao prédio da autarquia sem qualquer custo. 

De acordo com o geógrafo da SPH, Eduardo da Silva Alves o equipamento se vale de um sistema de medição de nível que utiliza o princípio do borbulhamento. “Com este sistema vamos ter acesso aos níveis do Delta do Jacuí e Guaíba em tempo real e disponibilizaremos essa informação para todos os órgãos que precisam desses dados para garantir a segurança da população de Porto Alegre, em eventos naturais que ofereçam ameaças”, explicou. 

A parceria, segundo Alves, atende ainda às necessidades da SPH, especialmente para o planejamento da Divisão de Estudos e Projetos (DEP/SPH). “O linigrafo será usado para os nossos levantamentos hidrográficos, fundamentais para o trabalho desenvolvido pela DEP. Até agora, nossa leitura de níveis era feita manualmente. Com o equipamento instalado teremos a informação a qualquer hora do dia, incluindo finais de semana e feriado”, disse. 

PREVENÇÃO 

Para o responsável pela Metroclima no Centro de Operação e Controle da Prefeitura de Porto Alegre, Valmor Luis Grieber, o linígrafo permitirá que sejam realizadas ações preventivas. “As leitura que acompanharemos permitirão ações preventivas da defesa Civil e outros órgãos que atuam em eventos climáticos como enxurradas e temporais. A parceria com a SPH para a instalação do equipamento foi de grande importância para que o nosso trabalho ofereça uma resposta mais rápida nessas situações”, avalia. 

Valmor explicou que as informações devem estar disponibilizadas nos sites da SPH e da Metroclima para que qualquer pessoa tenha acesso. “Queremos que essa informação esteja ao alcance de todos os órgãos que atuam junto à Defesa Civil e SPH, bem como da comunidade. A expectativa é de que nos próximos 15 dias as informações comecem a ser publicadas”, disse. 

SISTEMA DE LEITURA DE NÍVEIS

O linígrafo instalado junto à Régua da Harmonia, no Cais Mauá, possui a vantagem de apresentar um baixo índice de manutenção e permitir que o circuito eletrônico de medição esteja completamente isolado da água. Isso garante a total segurança, evitando por completo que qualquer tipo de descarga elétrica do equipamento possa atingir a água. O sistema permite a transmissão dos dados coletados via GPRS (telefonia móvel) para servidores especializados, incluindo servidores Web. O sistema é equipado com uma placa de energia solar e o acompanhamento poderá ser feito de três formas: software de gerenciamento de nível; internet e dispositivos móveis como telefones celulares ou smartphones.

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias, SPH.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Píer do catamarã na zona Sul fica pronto em janeiro

Após liberação da Marinha, atracadouro em frente ao BarraShoppingSul já poderá ser utilizado pelos passageiros.

Terminal com 30 metros dentro do lago atenderá 500 passageiros
(Foto: João Mattos/JC)

Em 20 dias estará pronto o novo atracadouro do catamarã, localizado em frente ao BarraShoppingSul, em Porto Alegre. Esse ponto de partida e chegada das duas embarcações existentes representará um aumento inicial de 500 passageiros diários para o transporte, que já desloca duas mil pessoas por dia. Para que as viagens se iniciem no local, falta também uma liberação da Marinha, que deve ser emitida até o final de janeiro, segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). A autorização diz respeito à trafegabilidade nas águas do lago. Atualmente, o catamarã possui duas paradas - uma no Cais Mauá, também na Capital, e outra no município de Guaíba.

“A construção do píer, que possui extensão de 30 metros para dentro do lago Guaíba, está em sua fase final. A obra é uma parceria entre a CatSul, que opera o sistema, e a Multiplan, administradora do shopping, que se beneficiará com o fluxo de pessoas que se deslocarão de Guaíba para o estabelecimento”, explica o diretor de operação da CatSul, Carlos Bernaud. De acordo com ele, serão realizadas oito novas viagens diárias para atender à demanda, com duração de oito minutos para ambos os sentidos, pois o shopping fica localizado na metade do trajeto entre Guaíba e a Capital.

“As oito viagens são para avaliar a quantidade de passageiros que utilizarão o píer. Se necessário, ampliaremos o número. Atualmente, o catamarã tem 30 horários de partida diários”, ressalta Bernaud. Para o diretor, após 60 dias do início do serviço já será possível fazer uma análise da receptividade do novo terminal. A assessoria da CatSul informa que o local para a venda das passagens ainda não foi definido, podendo ser feito em um posto construído junto ao píer ou dentro do shopping. A tarifa será de R$ 5,00 da zona Sul ao Centro da Capital e de R$ 7,25 até Guaíba.

No dia 31 de outubro, o modal completou um ano com a marca de 700 mil pessoas transportadas. Nesses 12 meses, apenas um atraso de quatro minutos foi constatado, o que trouxe confiabilidade ao serviço, principalmente para o trabalhador que cruza o trecho diariamente.

Fonte: Jornal do Comércio,Transporte.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Canal Miguel da Cunha pode ter calado reduzido

NOTA DO EDITOR

O canal Miguel da Cunha está dentro da área do porto de Rio Grande, e é da responsabilidade da SUPRG, pois a área que é da competência da SPH está localizada ao norte do paralelo 32 Sul, conforme a Portaria-MT nº 1.009, de 16/12/93 (D.O.U. de 17/12/93), a área do porto organizado de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, é constituída:

a) pelas instalações portuárias existentes na margem esquerda do rio Guaíba, estendendo-se desde a extremidade sul do Cais Comercial, junto à Ponta da Cadeia até a extremidade norte, junto ao Saco do Cabral, abrangendo todos os cais, docas, pontes, píeres de atracação e acostagem, armazéns, silos, rampas ro-ro, pátios, edificações em geral, vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas faixas marginais e em suas adjacências, pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Porto Alegre ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário, tais como áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso ao norte do paralelo 32° S, áreas adjacentes a esse, até as margens das instalações do porto organizado, conforme definidas no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou outro órgão do poder público.

Imagem: Google Earth

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) tem até o próximo dia 21 para iniciar a dragagem do canal Miguel da Cunha ou apresentar levantamento hidrográfico que demonstre que a profundidade dele é segura para a navegação. Do contrário, a Capitania dos Portos determinará a redução do calado do canal, situado no estuário da Lagoa dos Patos, entre Rio Grande e São José do Norte. Em ofício encaminhado à SPH, a Capitania deu prazo de 30 dias, a contar do recebimento da correspondência, para que ela adote uma das duas medidas.

Ocorrendo a diminuição do calado, algumas embarcações não poderão passar pelo Miguel da Cunha e para fazer a travessia entre Rio Grande e São José, terão que contornar a Ilha do Terrapleno, o que aumentará o percurso em 11 quilômetros. Na rota atual, que inclui a passagem pelo canal, o trecho a ser navegado pelas lanchas e balsas, que fazem o transporte de passageiros e veículos, respectivamente, é de aproximadamente quatro quilômetros.

Serviço de balsa será prejudicado caso o calado do canal seja reduzido
Foto: Arquivo JA

O calado habitual do Miguel da Cunha é de três metros, mas boa parte do canal está assoreada. Em maio de 2011 já havia a necessidade de retirada de 75 mil metros cúbicos de sedimentos. "O assoreamento vem crescendo e a SPH, deveria tomar medidas para garantir a profundidade do canal. Em janeiro já havia promessa de fazer a dragagem. Não se pode esperar eternamente por uma draga", ressaltou o capitão dos Portos, Nilson Seixas dos Santos.

No momento, o risco maior é para a balsa que faz o transporte de veículos, pois os dois rebocadores que a conduzem possuem calado maior do que o existente no canal. A Superintendência de Portos e Hidrovias informou, nesta terça, que ainda está aguardando a conclusão da recuperação da draga Euclides Triches para começar o desassoreamento do Miguel da Cunha. Nesta quarta-feira, o superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar, e o engenheiro Edson Machry, farão vistoria nas obras de recuperação da draga, que estão sendo feitas no porto de Pelotas.

Conforme a SPH, assim que o conserto do equipamento estiver concluído será solicitada licença à Marinha para o início da dragagem do canal Miguel da Cunha. O tempo que ainda será necessário esperar só poderá ser estimado após a vistoria que será feita nesta quarta-feira.

Por Carmem Ziebell carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SPH inicia batimetria no Canal Miguel da Cunha nesta semana

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) inicia, na próxima semana, a batimetria no Canal Miguel da Cunha, acesso hidroviário que liga os municípios de Rio Grande e São José do Norte, por meio de balsas. O levantamento deve ser apresentado à Capitania dos Portos de Rio Grande, até o dia 21 de dezembro, juntamente com o planejamento de dragagem solicitado pela Marinha do Brasil.

De acordo com o Superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar, o levantamento batimétrico será executado pela equipe da Divisão de Estudos e Projetos da SPH, a partir do dia 11. "Estamos trabalhando intensamente para qualificar a travessia hidroviária entre as duas cidades, mas dependemos da recuperação da draga Euclides Triches, que está em reforma na oficina do Porto de Pelotas", disse.

Na tarde de quarta-feira (05), o superintendente acompanhou o dia de trabalho da equipe de técnicos responsável pela recuperação da draga. "Fizemos uma vistoria para ver de perto as dificuldades que a equipe está enfrentando. Trata-se de uma embarcação de 40 anos e que já não se encontram peças de reposição", explicou Obelar.

Os mecânicos informaram que apenas uma das peças do motor levou 20 dias para chegar à oficina. "E, em alguns casos, é necessário fabricar e adaptar novas peças ao motor da draga", disse o superintendente. "Ainda não temos como precisar uma data de início da dragagem, mas tão logo a embarcação esteja em condições de operar, iniciaremos o serviço no canal Miguel da Cunha."

Para levar a embarcação até Rio Grande, a SPH deve apresentar à Marinha do Brasil o plano de reboque da draga e de mais 400 metros de canaria. A vistoria nas obras de recuperação da draga foi acompanhada pelo chefe da Divisão de Operações e Fiscalização (DOF/SPH), o engenheiro mecânico Edson Machry e pelo representante do Porto de Rio Grande, Leonardo Maurano.

Balizamento

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Levantamento deve ser apresentado à Capitania dos Portos de  
Rio Grande até o dia 21 de dezembro. (Foto: Alvaro Mello/SPH)

A SPH concluiu, na terça feira (04), a recuperação da sinalização do Canal Miguel da Cunha. A operação realizada, em parceria com a Superintendência do Porto de Rio Grande, consistiu na recolocação das boias de numero 3 e 7 que estavam fora do canal e foi acompanhada por dois engenheiros da SPH.

O chefe da divisão do Divisão de Estudos e Projetos (DEP/SPH), o engenheiro Alvaro Francisco Mello explicou que a operação durou apenas um dia, mas mobilizou as equipes mecânicas do Porto de Pelotas e de Rio Grande. Para montagem e posicionamento das boias, foi necessária a utilização da cábria Acre (espécie de guindaste de grande porte pertencente ao Porto de Rio Grande) e do rebocador Rienze.

Segundo Mello, a boia de numero 7 estava fora do canal de navegação, há cerca de 15 dias, e a de numero 3, ficou desaparecida por mais tempo. "A operação foi mais demorada em razão de termos que levar de Triunfo uma boia metálica para substituir a que desapareceu", explicou. "Com este trabalho, a sinalização está regularizada, sem oferecer maiores riscos à travessia das balsas."

Fonte: Portal do Estado do Rio Grande do Sul.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Áreas da Superintendência de Portos e Hidrovias retornarão ao patrimônio público em um ano

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) firmou, nesta terça-feira (04), o primeiro acordo com uma das empresas que ocupava irregularmente um lote de área pertencente à autarquia, em Porto Alegre. O termo foi assinado com a direção da empresa HV Comércio e Transporte de Areia e contou com o apoio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Ministério Público Estadual (MPE) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam). A ação faz parte do processo de reintegração de posse de 21 áreas dos Cais Navegantes, Marcílio Dias e da Vila Deprc, na Capital.

O titular da SPH, Pedro Obelar, explicou que o termo consiste na liberação definitiva do espaço no prazo de um ano, podendo ser prorrogado por mais seis meses. "No entanto, essa prorrogação só se dará se o proprietário apresentar documentos que comprovem o contrato de novo local para a transferência da empresa, respeitando o período estabelecido em acordo", explica. O documento especifica, ainda, que a área deve ser devolvida à Superintendência limpa e recuperada de qualquer indício de dano ambiental.

Obelar salientou que o acordo faz parte do processo de reintegração de mais de 45 mil metros quadrados de áreas localizadas no Cais Navegantes, junto ao Porto de Porto Alegre e Vila Deprc, que estavam sendo exploradas de forma irregular. A ação de reintegração de posse foi intensificada, em julho deste ano, quando uma força tarefa montada com a SPH e PGE entregaram as ordens judiciais aos ocupantes determinando a saída imediata do local. "A medida faz parte de um trabalho que se iniciou, em 2003, quando a SPH tentou, em forma de conciliação, retomar as áreas através de acordos com os empresários. No entanto, nenhuma das 28 empresas se manifestou favorável ao acordo", disse.

O titular da SPH disse que as ações só começaram a ser ajuizadas, a partir de 2009, e neste ano as reintegrações começaram a ser executadas. "Nosso objetivo é regularizar as áreas pertencentes ao patrimônio público. A Superintendência, como gestora, não pode manter as ocupações irregulares, sem gerar receita aos cofres da autarquia." Com as áreas regularizadas poderemos encaminhar processo licitatório para a implementação de terminais multimodais na área do Porto da Capital.

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Áreas

Na primeira etapa foram sete áreas restabelecidas para o patrimônio da SPH, compreendendo em 41,5 mil metros quadrados, sendo quatro delas na Vila Deprc e outras três no Cais Marcílio Dias. A maioria dos espaços é utilizada por empresas de extração de areia e de produção de concreto, bem como ferro-velho, nenhuma delas com atividades ligadas ao sistema hidroportuário.

A partir da liberação dos espaços, a SPH inicia o processo de licitação, dando igualdade de participação a todas as empresas que tiverem interesse na utilização das áreas de porto, com vistas ao aproveitamento da hidrovia como modal de escoamento de produção.

Texto e foto: Cristiane Franco
Edição: Redação Secom

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias, Notícias.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Catamarã alavanca o crescimento de Guaíba *

Em um ano, transporte mudou a paisagem e a economia local

Terminal foi revitalizado para receber os turistas que fazem a travessia
(Foto: João Mattos/JC)

* Cláudia Rodrigues Barbosa

“Como o Catamarã está reorganizando Guaíba” é o tema do trabalho de conclusão do futuro géografo Diórgene Belzarina Angeli. Estudante da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), ele percebeu que a operação da hidrovia em um ano causou impactos significativos na parte urbana e central da vizinha da Capital.

“Guaíba não estava preparada para comportar tantos turistas que passaram a frequentar a cidade após o Catamarã”, diz Cássia Rodrigues da Silva, coordenadora da Vitrine Cultural, a Casa de Cultura do município. Conforme os dados da prefeitura, no feriadão de Finados, em 2 de novembro, Guaíba teve mais de quatro mil visitantes.

Em suas pesquisas, Angeli constatou que o movimento nos restaurantes aumentou em 60% nos finais de semana e que falta mão de obra para suprir a demanda. “Tem muito garçom saindo de Porto Alegre para trabalhar em Guaíba”, revela. A prefeitura, em parceria com o Sebrae, está oferecendo cursos de qualificação para atender ao novo público. “Essas pessoas que têm vindo para cá não buscam luxo, mas querem bom atendimento e boa comida”, detalha Cássia. Ela explica que, com o início da travessia Porto Alegre – Guaíba, em outubro de 2011, a população percebeu que precisava aproveitar esse turista que só estava fazendo um bate-e-volta.

“A cidade se voltou para o lago Guaíba durante esse um ano de transporte hidroviário”, avalia Ana Soster, coordenadora do curso de Geografia da Pucrs. Para ela, é possível verificar essa mudança de paradigma nos projetos de revitalização da orla. Na saída da hidrovia, por exemplo, foi colocado um calçamento. O camelódromo, porta de entrada para quem desembarca, está em vias de ser transferido para um espaço que será intitulado Centro de Compras.

A Praça da Bandeira, no Centro, será incrementada com livraria e cafeteria. Na orla, onde fica o eixo gastronômico, há um incentivo para que os casarões antigos sejam reabertos como forma de fomentar a economia local e oferecer variedade na alimentação.

Antes, o sítio histórico de Guaíba só era usado na Semana Farroupilha. “Agora produzimos um roteiro para quem quer conhecer a casa, a erma do Gomes Jardim e o cipreste farroupilha. Um city tour em uma jardineira percorre esses pontos”, propagandeia Cássia.

A procura tem sido tão intensa que a prefeitura está negociando com a família, que mora no local histórico, para abrir mais áreas da residência à visitação. No momento, só é possível acessar uma parte, onde alunos da rede municipal encenam a morte de Bento Gonçalves. Às sombras do cipreste, nesta fazenda de Gomes Jardim (que veio a ser vice-presidente da República Riograndense), os líderes farroupilhas realizaram as últimas tratativas para tomar Porto Alegre, em 1835.

Em outubro, quando a travessia de 14,5 quilômetros e com duração de 20 minutos completou um ano, foi divulgado que o percurso, realizado 10.930 vezes no período, transportou 701.320 passageiros. Os números são referentes aos dois catamarãs, batizados de Ana Terra e Carlos Nobre.

Fonte: Jornal do Comércio, Mobilidade Urbana.