Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Rio Gravataí - A solução ambiental é dragar, retirar o lodo contaminado do fundo do canal

O principal impacto ambiental da atividade de dragagem nos rios navegáveis é que o material de fundo dos canais é revolvido durante a operação de escavação; além da turbidez provocada na água, se o material de fundo for contaminado os poluentes serão liberados e poderão comprometer o uso da água pela fauna aquática e pela própria população ribeirinha.

No caso específico do rio Gravataí, há muito tempo estamos tentando convencer os técnicos dos órgãos ambientais que a permanência do lodo contaminado no fundo do rio é prejudicial ao corpo hídrico, por uma singela razão: a dragagem não é a única ação que tem o poder de revolver o material de fundo, causando turbidez e liberando os poluentes que comprometem a vida aquática e os pontos de captação de água para abastecimento a jusante.

Ao contrário, a dragagem é uma atividade intermitente, periódica, que é feita raramente, no máximo de quatro em quatro anos. O efeito dos temporais, por exemplo, que ocorrem com muita frequência, causam a movimentação descontrolada do material de fundo, com a formação de enormes plumas de poluição que prejudicam a fauna e comprometem a captação da água de abastecimento das populações ribeirinhas.

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Dragagem do rio Gravataí (Draga Triches/SPH)

Outra atividade que movimenta diariamente o material de fundo, também de forma descontrolada, é a própria navegação que, nesse caso, provoca o revolvimento do material contaminado existente no fundo do canal devido à ação dos hélices e ao arraste de âncoras (manobra para manter a direção da proa da embarcação, entrando ou saindo do canal).

Proibir a navegação resolve o problema do rio Gravataí? Creio que não, pois os temporais continuariam, e as condições do tempo não estão sob a jurisdição dos órgãos ambientais; vale dizer, os órgãos ambientais não podem proibir os temporais ... Sem falar que o lançamento de lixo e efluentes poluídos continuaria sendo feito, da mesma forma que hoje - de forma impune, sem qualquer fiscalização

Então, para os engenheiros a questão é muito clara: para salvar o rio Gravataí é necessário, a curto prazo, remover o material contaminado do fundo do rio, e a única ação que permite isso é a dragagem; a longo prazo, os órgãos ambientais deveriam atacar as fontes da contaminação do material de fundo do rio, fiscalizando as prefeituras e as empresas industriais, e proibindo o lançamento de poluentes nas águas do rio Gravataí. Mas para fazer isso é necessário competência técnica, muito trabalho e vontade política, atributos que não são encontrados atualmente nos órgãos ambientais. 

Dessa forma, a dragagem não é apenas útil à navegação, também é fundamental para a sobrevivência do rio Gravataí, e a remoção do lodo contaminado do fundo do canal somente não acontece por culpa exclusiva dos órgãos ambientais que, nesse caso, são os maiores inimigos do corpo hídrico - não permitem sua limpeza, nem impedem que os poluidores continuem lançando no rio, impunemente, esgoto "in natura", lixo e efluentes industriais contaminados.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SUPRG realiza vistoria em píer de São José do Norte após colisão de navio

O navio MV Marcos Dias, que estava fundeado na área Golfo 3, foi deslocado pela força dos ventos e colidiu com o píer de atracação em SJN. Uma equipe técnica da SUPRG realizou uma vistoria no local.

SUPRG realiza vistoria em píer de São José 
São José após colisão de navio. (Foto: SUPRG)

Nesta terça-feira (23), por volta das 10h30min, a Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) verificou que o navio MV Marcos Dias, que estava fundeado na área Golfo 3 no canal de acesso ao Porto do Rio Grande, garreou e foi deslocado pela força dos ventos, colidindo com o píer de atracação em São José do Norte/RS. Uma equipe técnica da SUPRG, sob a supervisão do engenheiro civil Celso Pedreira, realizou uma vistoria no local para avaliar o ocorrido. 

No local foi constatado, preliminarmente, que após a colisão na cabeceira norte do píer foram arrancados o paramento lateral norte do cais e a escada do mesmo, assim como ocorreram algumas possíveis fissuras e deformações. Uma nova inspeção será realizada em condições meteorológicas normais.  

A SUPRG acionou a agência responsável pelo navio, que deve apresentar um laudo técnico a fim de avaliar os danos ocorridos no local para posteriores reparos. Enquanto é realizada esta análise estrutural, ficaram suspensas as atracações no píer. 

O navio graneleiro de bandeira brasileira estava fundeado desde domingo (21) e aguardava para realizar a operação de embarque de trigo no terminal Bianchini. O navio foi retirado do local ainda pela manhã por rebocadores de apoio. 

Fonte: Superintendência do Porto de Rio Grande. SUPRG

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vento de até 114 km/hora causa transtornos em Rio Grande e São José do Norte

O vento soprou forte durante toda a terça-feira em Rio Grande, chegando, por volta das 12h, a 114 quilômetros por hora na 4ª Seção da Barra. A ventania causou diversos problemas em Rio Grande e São José do Norte. O serviço de transporte hidroviário de veículos na travessia entre os dois municípios ficou suspenso a partir das 9h30min e deve ser retomado somente na manhã desta quarta-feira, se as condições climáticas permitirem. Durante todo o dia, a balsa fez apenas uma viagem de ida e volta, saindo do atracadouro rio-grandino às 7h30min.

Já o transporte de passageiros, por lanchas, foi interrompido às 12h30min e retomado às 17h, quando a intensidade do vento diminuiu um pouco. Por volta das 10h30min, o navio graneleiro Marcos Dias, que estava fundeado na área Golfo 3, próximo a São José do Norte, foi deslocado pelo vento e acabou batendo no cais nortense. Com o impacto, parte do cais quebrou e pedaços de concreto caíram na água. A embarcação foi retirada do local pouco depois das 11h por dois rebocadores. Depois fundeou fora da Barra do Rio Grande.


Em São José do Norte, graneleiro colidiu com o píer
(Foto: Fabio Dutra)

Devido à ventania e à forte correnteza, às 11h30min a Barra do Rio Grande foi fechada para a movimentação de navios e assim permanecia até as 18h40min e sem previsão de abertura, pois o vento continuava forte. Neste horário, havia dois navios ancorados fora da Barra esperando para ingressar no porto e outros dois, atracados em terminais portuários, esperando para sair. 

Em diferentes pontos da cidade, também ocorreram quedas de árvores, de placas e de uma tampa de caixa d'água de uma escola. Na vila Mangueira, uma árvore caiu sobre uma casa. O Centro Regional Litoral Sul da CEEE recebeu 120 reclamações de ocorrências de falta de energia elétrica devido a condutores rebentados e alguns postes quebrados, em diferentes pontos do Município. Parte dos casos foi resolvido até o meio da tarde e a intenção era solucionar o restante até a noite. 

 Fiscalização no cais

No final da manhã desta terça-feira, o diretor superintendente do Porto de Rio Grande, Dirceu Lopes, acompanhado de uma equipe técnica, realizou uma vistoria no cais nortense para avaliar o dano causado pelo navio Marcos Dias. De acordo com o comandante da Guarda Portuária, Rafael Paranhos, no local foi constatado, preliminarmente, que após a colisão na cabeceira norte do cais foram arrancados o parâmetro lateral norte da estrutura e a escada dela, assim como ocorreram algumas possíveis fissuras e deformações. Uma nova inspeção será realizada em condições meteorológicas normais. 

A Superintendência do Porto de Rio Grande (Suprg) acionou a agência responsável pelo navio, que deve apresentar um laudo técnico a fim de avaliar os danos ocorridos no local para posteriores reparos. Enquanto é realizada esta análise estrutural, ficaram suspensas as atracações no píer. O navio graneleiro de bandeira brasileira estava fundeado no local desde domingo, 21, aguardando para realizar a operação de embarque de trigo no terminal Bianchini. 

Por Carmem Ziebell carmem@jornalagora.com.br

 Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Mau tempo

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Rio Grande - Vento forte causa transtornos à navegação

A segunda-feira, 22, em Rio Grande foi marcada por chuva, até o meio da tarde, e vento forte. O vento ficou mais forte a partir das 15h e às 17h, na 4ª Seção da Barra, chegou à velocidade de 99 quilômetros por hora na rajada. A ventania chegou a impedir a viagem (de ida e volta) das 15h da balsa que faz o transporte de veículos na travessia do estuário da Lagoa dos Patos entre Rio Grande e São José do Norte.

 
Travessia de Veículos RG-SJN com ventos muito fortes
(Foto: Guto Vieira da Fonseca) www.popa.com.br

E por volta das 14h, a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil divulgou novo aviso de previsão de vento forte e mar agitado para a área compreendida entre o Chuí (RS) e o Cabo de Santa Marta (SC). A previsão divulgada foi de vento com velocidade de até 87 quilômetros por hora, com validade para o período compreendido entre as 22h de desta segunda e as 16h de quarta, dia 24. Com relação ao mar, a previsão é de que fique bastante agitado, com ondas de 3,5 a 5,5 metros de altura, a partir das 10h da manhã desta terça-feira. Esse aviso é válido até às 22h de quarta. 

Em decorrência da previsão de mau tempo, com vento forte e mar agitado, o navio de socorro submarino Felinto Perry, que partiria no último domingo para a Baia do Almirantado, na Antártica, permanece atracado no cais do Porto Novo do Rio Grande. Sua saída do porto rio-grandino com destino ao continente gelado, para prestar apoio a 31ª Operação Antártica, foi transferida para amanhã, às 8h30min. 

Por Carmem Ziebell carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Tempo

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

P-55 é retirada do dique de Rio Grande após operação de mais de 24 horas

A maior plataforma semissubmersível do país foi deslocada pelo canal de acesso ao Porto para o cais sul, onde continuará sendo construída até junho de 2013.

P-55 é retirada do dique de Rio Grande após operação de mais de 24 horas Marcio Gandra/Especial
Dique precisou ser inundado para que a manobra fosse realizada
(Foto: Marcio Gandra/Especial)

Joice Bacelo joice.bacelo@zerohora.com.br 

Após três meses da estreia da operação de inundação do dique do Estaleiro Rio Grande - quando foi feita a manobra de entrada da P-55 - o mesmo processo torna a se repetir. Só que desta vez, para a retirada da plataforma.

A embarcação foi deslocada nesta noite para o cais sul, onde continuará sendo construída. Uma operação que durou mais de 24 horas e encerra o primeiro trabalho realizado dentro do dique, o que credencia a cidade do sul do Estado como um dos principais polos navais do Brasil.

O preenchimento da “piscina gigante” começou na tarde de sábado. Foram necessários 642 milhões de litros de água para inundar a estrutura que tem 350 metros de comprimento por 130 metros de largura e profundidade de 13,8 metros abaixo do nível do mar. Para a manobra da plataforma, a porta batel – que separa o dique do canal de acesso ao Porto – precisou ser retirada. A P-55 foi guiada por quatro rebocadores desde a saída do dique até o cais sul.

Com previsão de conclusão em junho do ano que vem, a P-55 – a maior plataforma semissubmersível do país - será transportada de Rio Grande até o campo de Roncador, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. A plataforma, que deve começar a operar em setembro de 2013, terá capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. O investimento da P-55 é estimado em R$ 3,4 bilhões.

A plataforma foi a primeira embarcação a passar pelo processo de manobra de entrada e saída do dique pelo canal de acesso ao Porto. Dentro da estrutura, foi feito o mating – que é a união do casco com o convés.

A liberação do dique foi necessária para que a Ecovix (braço de construções oceânicas da Engevix) possa dar início às obras dos cascos replicantes – chamados assim porque são feitos em série. A previsão é de que os cascos das plataformas P-66 e P-67 sejam levados para dentro do dique ainda neste ano.

Fonte: Zero Hora, Economia.

sábado, 20 de outubro de 2012

SPH recupera balizamento no Rio Guaíba

O navio balizador Benjamin Constant, da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) voltou às operações para manutenção do balizamento no Rio Guaíba. O trecho atendido na manhã desta quinta-feira, 18, foi o Canal do Leitão, quando foi recolocada uma boia cega e resgatada uma boia luminosa. 

Durante a operação, os tripulantes da embarcação recolocaram a BCV 122, recuperada pelos técnicos do Estaleiro de Triunfo. Também foi feito o resgate da BLE 119 que estava a cerca de 500 metros do canal, depois de perder parte do equipamento de ancoragem. 

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Conforme o engenheiro Reinaldo Gambim, da Divisão de Operações e Fiscalização (DOF/SPH) ao trabalho foi considerado um sucesso. “A estratégia de recuperação dos sinais náuticos e do balizamento dos canais, estabelecida pela SPH, está correndo de acordo com o planejado. A recolocação dos sinais do Rio Guaíba se estenderá por cerca de 50 quilômetros, entre o Porto de Porto Alegre e o Canal de Itapuã”, explicou. 

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ECONOMIA

O restabelecimento dos sinais náuticos, sob fiscalização da Marinha do Brasil, é realizado pela SPH com mão de obra e equipamentos próprios. Conforme o Superintendente de Portos e Hidrovias, estas ações garantem uma economia de até 70%, em relação à contratação de terceiros. A SPH tem corpo técnico e equipamentos capazes de realizar essa manutenção sem onerar os cofres públicos. 

EMBARCAÇÃO

O Navio Balizador Benjamin Constant tem 36 metros de comprimento, 7,5 metros de boca e calado de 2,40 metros. 

Fotos: Cristiane Franco

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias. SPH

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Travessia Rio Grande-SJN: Vento forte prejudica transporte hidroviário de veículos

Serviço deve voltar à normalidade nesta quinta-feira
(Foto: Fabio Dutra)

O transporte hidroviário de veículos entre Rio Grande e São José do Norte foi prejudicado nesta quarta, 17, devido ao forte vento ocorrido nas duas cidades. Em Rio Grande, por volta das 13h, o vento chegou a atingir a velocidade de 70 quilômetros por hora na rajada. A partir das 11h, o serviço foi interrompido. As viagens de balsa das 11h e das 13h, com saída do atracadouro rio-grandino, não foram realizadas. Em consequência, também não houve partidas de São José do Norte. Com o serviço interrompido, formou-se longa fila de caminhões do lado do Rio Grande à espera da retomada da travessia. 

Às 14h30min, objetivando diminuir o número de veículos na fila, a balsa Sofia fez uma viagem para a cidade nortense, acompanhada de dois rebocadores para garantir a segurança no trajeto. Ela chegou em São José do Norte, carregou e retornou a Rio Grande. Na chegada, o serviço foi novamente suspenso para ser retomado somente na manhã de quinta-feira, se as condições climáticas permitirem. Conforme Alfonso Montone, gerente de Logística da F. Andreis, empresa responsável pelo serviço de transporte de veículos nessa travessia, o vento forte tornava a viagem muito arriscada. 

Montone explicou que o vento soprava no sentido Rio Grande/São José do Norte e atrapalhava as manobras, empurrando a balsa para os baixios existentes no canal Miguel da Cunha. Segundo ele, na volta de São José do Norte, à tarde, a balsa chegou ter um breve encalhe, resolvido pelos rebocadores que a acompanhavam. Quatro viagens deixaram de ser feitas ontem por causa do vento forte. 

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

SPH recupera rebocador Marechal Deodoro

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) está investindo na recuperação do parque de dragagem com o objetivo que qualificar o trabalho na manutenção das hidrovias gaúchas. Desde o começo do mês a equipe de técnicos do Estaleiro de Triunfo está voltada para a reforma total do rebocador Marechal Deodoro. O trabalho está orçado em cerca de R$ 150 mil e deve ser pago com recursos próprios da autarquia.

A embarcação integra a frota da Divisão de Operação e Fiscalização (DOF/SPH), sendo que a reforma irá atender uma demanda do atual governo, que está empenhado em qualificar o modal hidroviário no RS. "Firmamos um compromisso no começo deste ano com o governo federal para a recuperação de todo o parque de dragagem e embarcações da SPH, sendo que a autarquia realiza esta recuperação com recursos próprios", explicou o secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque.

O Superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar salientou a importância da utilização do Estaleiro de Triunfo para a reforma. “O investimento de R$ 150 mil para recuperar uma embarcação do porte de um rebocador é baixo, especialmente por que não teremos custo com mão de obra e docagem, que acaba sendo o mais oneroso para o nosso setor”, disse.

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Reforma da LR Marechal Deodoro no Estaleiro da SPH em Triunfo

ATUAÇÃO - Conforme o chefe da DOF/SPH, o engenheiro Edson Machry, a última reforma geral que o rebocador recebeu foi há 30 anos, em 1982, no mesmo estaleiro. “Essa durabilidade e vida útil das embarcações tem a ver, principalmente com a atenção dos servidores que trabalham embarcados. A qualquer sinal de avaria, eles param e fazem a manutenção necessária”, explicou.
Machry explicou a reforma geral da embarcação foi programada em razão do trabalho que deve ser feito nas hidrovias, o que exigirá uma frota com plenas condições operacionais. A recuperação prevê o jateamento de granalha de cobre e substituição parcial de chapas de aço no casco. “Na parte mecânica, já recuperamos o propulsor que tem potência de 200CV”, disse.

A EMBARCAÇÃO

O Rebocador Marechal Deodoro mede 14,6 metros de comprimento, 3,7 metros de largura e navega com calado de 1,30 metro. É utilizado nos serviços de apoio às dragagens executadas nas hidrovias dos rios Jacuí e Taquari. Após execução reforma prevista para os próximos 60 dias, a embarcação será utilizada nos serviços de Dragagem em apóio as dragas Engenheiro Geraldo Serrano e Santo Amaro, ambas em fase de recuperação.

Foto: Cristiane Franco

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias, SPH.Notícias

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

PISA - DMAE será autuado pela FEPAM devido a diversas infrações na dragagem das cavas do emissário subaquático

Na audiência realizada ontem (09) no Ministério Público Estadual, em razão de processo movido por Igor Volpatto da Silva e outros* sobre os problemas ambientais e de segurança da navegação causados pela dragagem das cavas do emissários subaquático, ficou bastante evidente que a dragagem foi realizada à revelia da FEPAM, sem o necessário licenciamento no devido tempo, e que a sinalização náutica é rudimentar, deficiente e irregular, não cumprindo com o objetivo de resguardar a segurança das embarcações ao longo de todo o trecho dragado (bancos laterais em 10 quilômetros de extensão). 

A manifestação do diretor técnico da FEPAM, Rafael Volquid, foi muito esclarecedor quanto às infrações ambientais cometidas pelo DMAE, mas a declaração da assessora jurídica da FEPAM, Natália Back, foi inusitada, pois confessou que o órgão ambiental não autuou o DMAE na época em razão das eleições municipais, que estavam próximas. Vale dizer, não cumpriu suas obrigações por motivos políticos, como se a legislação ambiental deixasse de existir em períodos pré-eleitorais ...

O representante do DMAE, Valdir Flores, destoando do ambiente civilizado da audiência, manifestou-se fora dos padrões de urbanidade, de maneira belicosa, agressiva, afirmando que foram tomadas todas as providências junto à FEPAM e à Marinha do Brasil, mas sua manifestação não convenceu o promotor de justiça, Fábio Roque Sbardellotto, que, em razão das contradições do depoimento, advertiu o representante do DMAE sobre a necessidade de cumprimento das leis ambientais pelos órgãos públicos.

A manifestação do representante da delegacia da Capitania dos Portos, Jayme Tavares, foi feita no sentido de relativizar a observância das normas da Marinha do Brasil, Normam-11 e Normam-17, que regem as obras no espaço aquaviário e sua sinalização, manifestando-se favoravelmente à atuação do DMAE, embora tais normas condicionem a autorização de dragagem, por parte da delegacia da CP/RS, à existência de prévia licença ambiental junto ao órgão competente. No entanto, a dragagem foi autorizada e executada sem a licença de instalação. 

De outra parte, também com o objetivo de minimizar a atuação irregular do DMAE, o representante da delegacia da CP/RS tentou, sem êxito, descaracterizar a atividade de dragagem; vale dizer, defender a ideia de que a  escavação do leito do rio para abertura das cavas do emissário subaquático não seria atividade de dragagem (!). Esse "parecer" também não prosperou, devido à presença de engenheiros na audiência, pois trata-se de atividade de engenharia, e não compete aos leigos estabelecerem o que é dragagem e o que não é. Por óbvio, trata-se de dragagem, e como tal foi tratada pelos profissionais dos órgãos envolvidos com as obras do Projeto Integrado Socioambiental (PISA).

Da audiência resultou, em síntese, o seguinte: O DMAE ficou obrigado a manter e verificar a regularidade da sinalização a cada 15 dias e, da mesma forma, comprovar em 10 dias que os bancos estão sendo removidos. O compromisso firmado junto ao MPE é de que até meados de novembro os bancos estarão totalmente removidos, e que a Marinha do Brasil fiscalizará a execução das exigências estabelecidas na audiência pelo MPE.

* Danilo Chagas Ribeiro, Hermes Vargas dos Santos, Jorge Alberto Albrecht Filho, Francisco Stockinger e Fernando Lisboa.

domingo, 7 de outubro de 2012

Rio Grande - Avança a colocação de módulos na plataforma P-58

A construção da plataforma P-58, que ocorre em Rio Grande, no canteiro de obras da Quip S/A, avançou para uma nova e importante etapa desde o último dia 14, quando teve início a operação de lifting dos módulos de processo. Esta operação consiste na elevação, posicionamento e soldagem inicial de módulos no convés da plataforma. 

Ao todo serão elevados 23 módulos, sendo eles para tratamento eletrostático, remoção de sulfato e de enxofre, separadores, pipe rack, um módulo elétrico, o flare, o helideck, entre outros. Já estão sobre a plataforma cinco módulos, que são três partes do pipe rack, mais os módulos M09 (compressão de gás) e M05 (processamento de óleo). 

A previsão de término da operação de lifting é para o final do mês de outubro, dependendo das condições atmosféricas, pois estas influenciam no andamento da operação. São necessárias condições adequadas - sem ocorrência de chuva e vento fortes - para que não haja interrupção dos trabalhos.

 
Segundo a Quip, o guindaste PTC 200 DS, usado nesta  
operação, é o maior deste modelo no mundo. (Foto: Divulgação)

O gestor executivo de operações da P-58, engenheiro José Roberto dos Santos, destaca o ineditismo do lifting dos módulos desta plataforma, já que é a primeira vez que o guindaste PTC 200 DS, o maior deste modelo no mundo, segundo ele, está operando. Além disso, ele ressalta todo o comprometimento e profissionalismo da equipe de trabalho, que vem desempenhando suas funções de maneira excelente e em tempo recorde. 

A construção da Plataforma p-58 é de responsabilidade da CQG Construções Offshore. A Quip S/A atua nesse projeto nas áreas de Engenharia e Suprimentos. A p-58 é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês para plataforma flutuante que produz, processa, armazena e escoa petróleo) e irá operar no Campo de Baleia Azul, no Parque das Baleias de Campos, situado ao largo do litoral sul do estado do Espírito Santo (ES). 

A P-58 terá capacidade de produção de 180 mil barris dia, 6 milhões de m³/d de gás e uma capacidade mínima de armazenamento de 1,6 milhão de barris de petróleo bruto.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Porto

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Rio Taquari - Empresa retomará transporte hidroviário

Representantes da Navegação Aliança se reúnem com líderes para viabilizar serviço

Vale do Taquari - A empresa Navegação Aliança, que faz a linha de barcos Estrela/Taquari/Porto Alegre, pretende retomar o transporte de contêineres por sistema hidroviário. Para isso, quer auxílio da Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC/VT) para atrair empresas a usarem o serviço. O assunto será discutido na próxima sexta-feira, em reunião sobre o porto de Estrela com órgãos federais e estaduais. 

O pedido foi feito pela empresa nessa semana. Ela quer a relação de possíveis clientes que são exportadores ou importadores e a forma de contatá-las. É a segunda tentativa da Navegação Aliança de viabilizar esse tipo de transporte, a primeira foi frustrada. De acordo com o presidente da CIC/VT, Ardêmio Oreno Heineck, a entidade auxiliará na busca por clientes. 

A empresa planeja desenvolver um projeto customizado por meio de uma logística integrada (planejamento-armazenagem-transporte), buscando ofertar serviços de transporte de contêineres para o Porto de Rio Grande. 

Heineck destaca que esse sistema usado pela empresa é um mecanismo de redução de custos e deverá retirar dezenas de caminhões do trecho Estrela/Rio Grande sem prejudicar os transportadores rodoviários. Ele cita que um barco carrega 70 contêineres em Estrela e completa a carga em Taquari. Para ele, trata-se de uma atividade econômica vantajosa que melhora a logística e os negócios do Vale do Taquari e faz com que o Porto de Estrela tenha movimentação.


O Porto Fluvial de Estrela movimenta menos de 20% da sua capacidade anual, que pode chegar até três milhões de toneladas. Dos 50 barcos que há duas décadas faziam o transporte, restam apenas 20. Movimentos são organizados para reativar o local, mas até agora tudo segue no papel. Em 2009, um seminário foi realizado no município com o Ministério dos Transportes para elaborar um plano de reutilização do porto e agora entidades se reúnem de novo para discutir o assunto. 

A demora do transporte hidroviário e o custo são apontados como os principais fatores para o desuso do porto. Em um primeiro momento, o transporte custa 20% a menos, mas quando somado a taxas de embarque e descarga, o preço se assemelha ao rodoviário.

Incentivo aos contêineres

Reportagem divulgada há duas semanas mostra o abandono do porto de Estrela, o pouco interesse de empresas privadas e a falta de incentivo governamental. Contudo, o superintendente das Hidrovias do Sul, José Luiz Fay de Azambuja, disse que pelo Rio Taquari é possível transportar mais do que grãos e areia e defende o uso de contêineres. Segundo ele, a modalidade permite levar diversos produtos, como móveis, fumo e frango para Rio Grande.

Fonte: A Hora do Vale. www.jornalahora.inf.br 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Hidrovia do Mercosul em discussão

Hidrovia I

O primeiro passo para a Hidrovia do Mercosul poderá ser dado, amanhã e sexta-feira, na cidade uruguaia de Treinta y Tres, com uma reunião de autoridades públicas e de empresas privadas do Brasil e do Uruguai para discutir o desenvolvimento de uma hidrovia na bacia da Lagoa Mirim, projeto que se discute desde os tempos da extinta Sudesul (criada em 1967 e extinta em 1990). Os principais temas a serem debatidos pelos participantes serão a navegabilidade, os portos da região, a infraestrutura, a conectividade, o transporte, os empreendimentos públicos e privados, o desenvolvimento produtivo e a proteção ao meio ambiente. A única empresa gaúcha de navegação a participar será a Aliança.

Hidrovia II

O objetivo do seminário é propor um programa de ações, geral e setorial, para a hidrovia da Lagoa Mirim e identificar projetos que possam impulsionar seu desenvolvimento em curto e médio prazo. A participação das empresas ligadas ao setor da navegação é importante para se conhecer a realidade atual e a potencialidade da bacia e da hidrovia. A expectativa é identificar projetos prioritários e a possibilidade de financiamento para a realizá-los, além de formular uma carta com recomendações de ações públicas e privadas. 

Hidrovia III

A empresa gaúcha Trevisa Investimentos, proprietária da Navegação Aliança, será representada por Fernando Ferreira Becker, que fará palestra sobre o transporte fluvial na Lagoa dos Patos e sobre a viabilidade dessa experiência ser adaptada para desenvolver o transporte hidroviário na Lagoa Mirim. A bacia da Lagoa Mirim ocupa cerca de seis milhões de hectares, distribuídos entre o Brasil e o Uruguai. Para os nossos vizinhos, é a maior reserva de água doce do país. Apesar de não ter saída direta para o mar, seu acesso pode ser feito através do Canal do São Gonçalo, em Pelotas, atingindo a Lagoa dos Patos e o porto do Rio Grande, criando, assim, uma nova rota de exportação para a produção uruguaia da região Nordeste, que fica muito distante do já congestionado porto de Montevidéu. 

Navio Trevo Verde poderá navegar pela Lagoa Mirim
(Foto: Aliança/Navegação/JC)
Hidrovia IV 

O encontro transfronteiriço acontece por um crescente processo de internacionalização e integração regional entre Brasil e Uruguai, que oferecem uma variada gama de opções de cooperação entre os países. Na atual conjuntura, um importante número de iniciativas, tanto de infraestrutura como de produção, serviços e ações sociais e comunitárias estão sendo implantadas entre os governos dos dois países. A nova agenda de cooperação se mobiliza em diferentes níveis de governo e, certamente, o desenvolvimento da navegação pela bacia da Lagoa Mirim vai dar maior fluidez e respostas mais rápidas às demandas locais de ambos os países.

Fonte: Jornal do Comércio. Painel Econômico

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Peças gigantes destinadas à Refap seguem para Triunfo na terça

Equipamentos já chegaram ao Cais de Porto Alegre

Partida das balsas do Porto Novo de Rio Grande deu    
início à megaoperação de transporte dos equipamentos. 
(Foto: Newvani Correa/Divulgação/CP) 

Já chegaram ao Cais de Porto Alegre as quatro peças gigantes que serão utilizadas na ampliação da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, na Região Metropolitana. O material deve seguir, por via fluvial, a partir das 6h desta terça-feira, para a cidade de Triunfo e, após, ser descarregado, na tarde de quarta-feira, transportado via terrestre até a refinaria. A operação é considerada a maior da história do transporte rodoviário brasileiro em função da altura dos equipamentos. 

De acordo com o gerente de Logística da Darcy Pacheco, Newvani Cirolini Correa, as peças vieram do Porto de Rio Grande e foram deslocadas pela hidrovia através de uma barcaça de 85 metros. Juntas, as quatro peças possuem 160 toneladas. Serão transportados dois tanques de tamanhos próximos a um prédio de quase três andares, com 14 metros de comprimento, 8,4 metros de largura, 8,2 metros de altura. “As peças serão levadas de Triunfo a partir de quarta-feira, mas caso não cheguem até o destino na sexta, precisaremos interromper o trajeto e retomar na segunda-feira, para respeitar a lei eleitoral”, explicou Correa. Nesse período, nenhuma operação pode obstruir estradas, segundo a legislação. 

A operação era prevista originalmente para a primeira quinzena de setembro, mas foi transferida em razão da greve dos auditores da Receita Federal. O comboio deve utilizar as rodovias TF-10 (municipal), ERS-122 (estadual), BR-386 e BR-116 (federais). Na última, segundo a empresa, o transporte só pode ser feito a partir das 22h em função do movimento da estrada. Serão necessários bloqueios parciais e até totais em pontos determinados do trajeto.

Fonte: Correio do Povo. Geral