Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Chineses visitam Porto de Rio Grande

Empresários avaliam estrutura portuária (Foto:Fábio Dutra/Especial/CP)

Uma comitiva chinesa visitou ontem o Porto de Rio Grande. O grupo está tratando da implantação de uma fábrica de caminhões do grupo Shiyan Yunlihong Motors em Camaquã. Liderada por Xiang Bailin, gerente-geral da Shiyan Yunlihong Industrial and Trade Co, LTD, o grupo reuniu-se com o diretor superintendente em exercício do Porto, César Wojciechowski.

Conhecer a estrutura portuária do Rio Grande do Sul foi o objetivo principal da visita, já que a empresa precisará de alguns itens específicos, como uma área de roll-on/roll-off (um tipo de cargueiro gigante para o transporte de veículos), segundo o gerente de negócios internacionais da empresa, Guilherme Vaz. O Porto Novo tem essa área.

Enquanto a fábrica de Camaquã não estiver em funcionamento, a empresa importará caminhões prontos, da China, para abastecer as revendedoras, e alguns equipamentos para a linha de produção da unidade a ser construída. Esses equipamentos deverão ser importados da China e da Coreia. As obras para construção da unidade, em Camaquã, devem começar no início de 2013.

Fonte: Correio do Povo. Economia

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cargas Especiais - Embarque de peças para a Refap é adiado

O embarque, em duas balsas, dos equipamentos importados da Itália para o projeto de ampliação da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), que estava previsto para começar na tarde deste domingo, 23, foi adiado. Conforme o coordenador-geral da operação de transporte e gerente de Logística do Grupo Darcy Pacheco, Newvani Cirolini Correa, a chegada das balsas no porto de Rio Grande atrasou. As duas embarcações, vindas de Porto Alegre, deveriam chegar ao Porto Novo no início da tarde deste domingo, o que não ocorreu. Com o atraso, a previsão de chegada ficou para às 5h desta segunda-feira.  

Embarque de peças para a Refap é adiado
Foto: Leandro Carvalho/Arquivo JA

Em função disso, o embarque das peças gigantes deverá ocorrer só terça ou quarta-feira, sendo mais provável quarta-feira, segundo Correa. Do porto rio-grandino, elas serão levadas pelas balsas até o porto de Triunfo e de lá seguirão por via rodoviária, em quatro veículos transportadores, para a Refap, em Canoas. Os equipamentos - três tanques e um forno - estão no cais do Porto Novo. Os tanques foram desembarcados no porto rio-grandino em junho e o forno, em agosto.

Ver matéria associada Peças gigantes para a REFAP devem ser carregadas domingo

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Porto Novo

sábado, 22 de setembro de 2012

SPH dá início à dragagem no Canal São Gonçalo

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) começou a dragagem de desassoreamento de dois trechos do Canal São Gonçalo, que dá acesso ao Porto de Pelotas. A operação iniciou nos canais da Foz e Araçá, e tem prazo de até 120 dias para ser concluída. 

A dragagem teve início na terça-feira (18), mas precisou ser suspensa em razão da forte chuva e das rajadas de vento. O trabalho só foi retomado na quinta-feira (20). Trata-se de um trecho de 4.343 metros de extensão. A previsão é que o trabalho seja concluído em até três meses. 

A retomada dos trabalhos de manutenção do Canal São Gonçalo para atender a navegação começou com os investimentos na sinalização náutica, no início do semestre, quando foram instaladas 17 boias novas em toda extensão dos canais, cerca de 11,6 quilômetros, e que tem calado de projeto de 17 pés (5,18 metros).

 Nova sinalização do São Gonçalo (Fotos: Eng. Edson Machry)

O Canal São Gonçalo movimenta em média mais de 300 mil toneladas de carga por ano, envolvendo basicamente o transporte de matéria-prima para a produção de cimento, como clinquer e pó de brita, através de embarcações de navegação interior (barcaças) entre os terminais privados Cimbagé (São Gonçalo, Pelotas) e Cimpor (Rio Caí, Nova Santa Rita). 

O levantamento batimétrico que identificou os pontos com assoreamento foi feito pela Divisão de Estudos e Projetos (DEP/SPH), e a fiscalização da dragagem contratada está sob a responsabilidade da Divisão de Operação e Fiscalização (DOF/SPH). 

Fonte: SPH, Notícias.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Estudos para nova bacia do Porto de Itajaí são divulgados no Norte de SC

Aumento da bacia permitirá operações com navios com até 336 metros. Investimento previsto para nova bacia gira em torno de R$ 100 milhões.

Porto de Itajaí (Foto: Ronaldo Silva/Superintendência Porto de Itajaí/Divulgação)
Porto de Itajaí (Foto: Ronaldo Silva/Superintendência do Porto de Itajaí)

A Autoridade Portuária de Itajaí apresentou nesta terça-feira (11) estudos de viabilidade técnica para a construção da nova bacia de evolução do Complexo Portuário do Itajaí. O objetivo é garantir a competitividade do Porto de Itajaí e dos demais terminais com a construção de uma bacia de manobras com o diâmetro de 450 metros, e que possibilitará operações com navios maiores. O investimento previsto gira em torno de R$ 100 milhões.

Atualmente, o local conta com uma bacia de evolução de 400 metros de largura, que possibilita manobras de cargueiros com até 294 metros. A nova bacia de evolução permitirá navios com até 336 metros de comprimento e 48,2 metros de boca. "Essa obra é fundamental para que o Complexo Portuário continue no mercado, uma vez que a navegação vem operando com navios cada vez maiores" explica o superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior.

Projeto é para aumentar  bacia de evolução do Porto de Itajaí (Foto: Divulgação/Porto de Itajaí)
Projeto é para aumentar bacia de evolução do Porto de Itajaí 
(Foto: Divulgação/Porto de Itajaí)

Segundo Ayres, os estudos para a implementação da nova bacia tiveram início em setembro de 2010, com a revisão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Itajaí. "O objetivo é que a obra seja licitada e esteja com licenciamento ambiental expedido em 2013 e esteja concluída até maio de 2014" acrescenta.

O projeto teve quatro possibilidades de local de implantação, porém, duas foram descartadas após os estudos de modelagem matemática e simulações por computador realizados pela empresa holandesa Arcadis. Segundo o engenheiro representante da Arcadis, Msc Luitze Perk, a quarta possibilidade, que seria a melhor opção, é localizada entre a foz do rio e o Porto Público e terminais APMT e Portonave.

"O próximo passo agora é fazermos as constatações in loco, para que possamos concluir a fase de estudos e darmos início ao projeto executivo", diz o especialista. O local apontado pela Arcadis oferece maior segurança às manobras e deve apresentar um custo de implementação significativamente menor, uma vez que reduz as áreas a serem desapropriadas.

Fonte: G1, g1.globo.com.

sábado, 15 de setembro de 2012

Laguna foi atacada por terra e mar pelas tropas farroupilhas

Cidade catarinense foi alvo da cavalaria de David Canabarro e pelos lanchões de Giuseppe Garibaldi *

* Nilson Mariano

Durou pouco mais de cem dias a estratégia dos farrapos de expandir o separatismo para Santa Catarina. Eles chegaram a proclamar a República Catarinense, batizada de Juliana por ter ocorrido em julho de 1839, mas não resistiram à reação avassaladora do Império do Brasil. Em novembro do mesmo ano, bateram em retirada, deixando mortos e feridos pelo caminho.

Os farroupilhas atacaram Laguna, por terra, pela cavalaria de David Canabarro e, pelo Oceano Atlântico, pelos lanchões de Giuseppe Garibaldi. Tinham duplo propósito: conquistar um porto marítimo (não conseguiam tomar o de Rio Grande e haviam sido expulsos de Porto Alegre) e espalhar a revolução para outras províncias. Queriam romper o garrote imperial.

No início, foram saudados como irmãos e libertadores. O historiador de Laguna, Carlos Marega, 65 anos, destaca que líderes catarinenses "eram simpáticos" aos ideais da rebelião deflagrada no Rio Grande do Sul. Estavam desiludidos com o Império. Também queriam formar uma república independente.

No decorrer da ocupação, no entanto, se arrependeram e trocaram de lado. Marega faz declarações com potencial para causar atritos perante determinados pesquisadores gaúchos. Ele sustenta que os farroupilhas se comportaram como bárbaros, praticando saques e abusos contra a população. Quando as tropas imperiais investiram, os rio-grandenses já não tinham o apoio dos lagunenses.

— É uma das razões para que a República Juliana tenha durado tão pouco — analisa.

As recriminações de Marega estão amparadas por um dos chefes da expedição a Laguna - ninguém menos que Garibaldi. Nas memórias ditadas ao escritor Alexandre Dumas, o italiano expôs as razões para a perda do apoio catarinense:

— Nossa estupidez e nossa incivilidade...

O corsário combateu no Uruguai e na Itália, mas relatou que nenhum episódio o mortificou tanto quanto o massacre de Imaruí, próximo a Laguna. Como o povoado aderiu aos imperiais, ele recebeu ordens do general Canabarro para castigar "aquele pobre torrão". Garibaldi desculpou-se que "não tive escolha", deveria obedecer ao comandante. Planejava conter os excessos, mas lamentou que os soldados se tornaram "bestas ferozes" ao se embriagarem, que não pôde impedir a violência e a pilhagem.

— Que Deus, do alto da sua compaixão, posso perdoar-me — penalizou-se.



Dezenas de bois puxam barcos pelo campo

A tomada de Laguna não enseja apenas condutas militares reprováveis. No extremo oposto, evidenciou o destemor e os sacrifícios dos revoltosos. Em junho de 1839, Garibaldi e o mercenário norte-americano John Griggs, o João Grandão, promoveram uma epopeia no Rio Grande do Sul: transportaram os barcos Seival e Rio Pardo sobre rodas de carreta, tracionados por dezenas de bois, ao longo de cem quilômetros de campos, rumo à barra do Rio Tramandaí.

Os lanchões saíram do estaleiro de Garibaldi, na foz do Rio Camaquã com a Lagoa dos Patos, próximo da estância de Antônia Gonçalves, irmã do general Bento. Depois de navegarem onde foi possível, pela lagoa e pelo Rio Capivari, precisaram ser conduzidos por terra para alcançar o oceano e, então, desfraldar velas até Laguna.

— Os moradores do lugar deleitaram-se com um espetáculo invulgar e bizarro — contou Garibaldi em suas memórias.

Ilustração (www.popa.com.br

Ludibriar a vigilância imperial para entrar no mar não foi o mais penoso. Na altura de Araranguá, em Santa Catarina, ocorreu um desastre na água. Fustigado por vento forte, Garibaldi procurou se aproximar da costa com o Rio Pardo, mas foi tragado pelas ondas e parte dos tripulantes se afogou.

O italiano e outros náufragos foram resgatados pelo Seival, pilotado por Griggs. Retomando a viagem, consumaram a ocupação de Laguna. O comandante imperial tentou resistir, mas abandonou a cidadela brindando os farroupilhas com naves de guerra, barcos mercantes, canhões, armas, pólvora, munição e fardas.

Ilustração (Fonte: www.popa.com.br)
Baú farrapo

Laguna conserva a sala onde os farrapos acertaram a formação da República Juliana, no prédio do Paço do Conselho, erguido no século 18. Detalhe: o presidente do Estado Catharinense "livre e independente" era o padre Vicente Cordeiro. Desfeita a república, voltou a cuidar do rebanho católico. Todos os anos, é encenada a proclamação separatista no local.

No Paço do Conselho, situado no miolo histórico de Laguna, pode-se ver o mastro e uma lanterna que eram do barco Seival, de Garibaldi e John Griggs.

A Casa de Anita, ao lado da matriz de Santo Antônio dos Anjos, não foi a residência de Ana Maria de Jesus Ribeiro. No entanto, ela teria usado o lugar para vestir-se de noiva, antes de entrar na igreja para se casar com Manuel Duarte de Aguiar.

Atualmente um museu, a Casa de Anita expõe objetos como uma tesoura e uma máquina de costura que teriam sido utilizadas para confeccionar o vestido de noiva de Ana Maria. Atendentes do museu, Débora da Silva e Helena Constante, ambas de 16 anos, costumam informar aos turistas que Anita se casou a contragosto, tinha somente 14 anos quando subiu ao altar.

Fonte: Zero Hora, Especial.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Catamarã irá até o bairro Cristal e Ilha da Pintada

Previsão da empresa é que novas linhas operem em até dois meses


O catamarã, barco que em dez meses já transportou 600 mil passageiros entre o Centro de Porto Alegre e a cidade de Guaíba, realizará novas viagens. No meio do caminho para Guaíba está sendo instalada parada nova no bairro Cristal, no caso, um píer. Hoje, a embarcação faz 30 viagens diárias diretas entre o Cais do Porto e Guaíba e, em breve, oito delas terão parada no meio do caminho. A segunda nova rota é do Centro até a Ilha da Pintada, a ser feita com barco novo.

O píer será instalado nas proximidades do BarraShoppingSul, que pagará a construção do ancoradouro com a empresa de transportes Catsul. A prefeitura cuida do entorno, iluminação e limpeza. Com o ponto, o catamarã fará viagem metropolitana (intermunicipal) até Guaíba e municipal ao mesmo tempo (Centro-Cristal e Centro-Ilha), o que motivou a assinatura de convênio entre prefeitura, Metroplan e governo estadual feita a bordo do barco na tarde de ontem.

Conforme o secretário estadual de Obras, Luiz Carlos Busato, no início do ano foi aberta a seleção para que empresas de transporte aquático manifestassem interesse em atender a Porto Alegre e apenas a Catsul se inscreveu. O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirmou que foram analisados 12 pontos ao longo do Guaíba até se decidir pelos atuais. Segundo as autoridades, o modelo atual é experimental e dentro de um ano será lançado edital de concessão pelos próximos 30 anos.

Na Ilha da Pintada, o barco que está sendo construído (com investimento de R$ 2 milhões pela Catsul) terá capacidade para 140 pessoas (os outros dois levam até 120) e vai atracar em dois pontos: na Colônia dos Pescadores Z5 e no antigo estaleiro Mabilde. A EPTC será a responsável pelos píeres. Cappellari e Busato estimam que a rota para a Ilha deve operar na primeira quinzena de outubro. O diretor da Catsul, Carlos Augusto Bernaud, prevê que em até dois meses as novas linhas funcionem.

Na avaliação do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, "o barco não vai competir com o transporte público e atenderá a quem puder deixar seus carros em casa na zona Sul e os turistas". Segundo Cappellari, esse é um transporte seletivo, não coletivo, mas "ajuda muito quando reduz o número de carros nas ruas". A EPTC programa adaptar o sistema de cobrança para que usuários do TRI (municipal) e TEU (metropolitano) possam utilizar os cartões.

Fonte: Correio do Povo. Geral

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Governo do Estado firma convênio para construção de hidroviária no bairro Cristal

A expectativa é de que em dois meses a 
hidroviária possa entrar em funcionamento

O convênio para a implantação da nova parada da Hidrovia Porto Alegre-Guaíba será firmado nesta quinta-feira (13), pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) e Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano (SOP). O termo será firmado com a prefeitura de Porto Alegre. O evento acontece às 14h30, no Armazém B3 do Cais Mauá, na capital gaúcha.

A estação ficará próxima ao BarraShoppingSul, no bairro Cristal. Nos próximos dias, será concedida a licença para o serviço pela Marinha e pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). "A expectativa da secretaria é a de que o novo serviço entre em funcionamento em dois meses", destaca o titular da SOP, Luiz Carlos Busato. Na oportunidade será realizado um passeio de catamarã pela futura rota.

Texto: Assessoria SOP
Foto: Renê Cabrales
Edição: Redação Secom

Fonte: Portal do Estado do RS, Notícias.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Rio Gravataí - Ministério Público faz vistoria em nascentes

O trecho foi percorrido em aerobarco da Fundação Municipal
de Meio Ambiente. (Foto: MP-RS/Divulgação/CP)

A coordenadora da Rede Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí, promotora Anelise Grehs Stifelman, vistoriou semana passada o curso superior e a área de nascentes do manancial. O trecho foi percorrido em um aerobarco da Fundação Municipal de Meio Ambiente e teve início em Gravataí. A visita foi acompanhada por técnico do Ministério Público do Estado que atua na Fiscalização Ambiental Integrada.

A vistoria buscou verificar a situação do curso hídrico e analisar os processos erosivos instalados na calha fluvial e nas margens. Foram detectadas as erosões que drenam parte do Banhado Grande, formador da bacia hidrográfica, e as alterações no leito do curso fluvial, que estão rebaixando o nível base do Gravataí, bem como o que está originando as alterações.

A partir da ação, atividades de recuperação desse trecho do banhado e do rio serão intensificadas, após a elaboração de projetos e a continuação dos estudos que identifiquem técnicas para executar medidas corretivas.

Fonte: Correio do Povo.Cidades

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Rio Caí ganhará um banco de dados

Comando Ambiental da BM pretende diagnosticar os principais problemas
Foto: Stephany Sander/Especial/CP

O Comando Ambiental da Brigada Militar deve criar, em breve, um banco de dados sobre as condições da água do rio Caí. Durante a última semana, o Pelotão Ambiental (Patram) de Montenegro realizou o monitoramento do manancial nos trechos entre as localidades de Arroio do Ouro, na cidade de Vale Real, e Morretes, pertencente ao município de Nova Santa Rita, onde fica a foz do rio. A ação ocorreu em parceria com a Universidade Federal de Pelotas e faz parte de um projeto do Comando Ambiental da Brigada Militar que pretende executar um diagnóstico das principais atividades que causam degradação no manancial.

O projeto foi criado a partir de iniciativas que já ocorrem nos rios dos Sinos e Caí. Conforme o comandante do Patram, tenente Reinaldo Araújo, dependendo dos resultados obtidos, serão criadas ações de fiscalização. Até este momento, foram realizadas coletas de material nos locais de captação de água e de lançamento de efluentes, bem como houve um levantamento fotográfico de todos os pontos.

De acordo com Araújo, os quatro dias de monitoramento permitiram perceber, de imediato, que diversas inconformidades acontecem ao longo do Caí. Entre elas estão a instalação irregular de bombas de captação de água para a utilização em lavouras, lançamento de efluentes industriais em desacordo com as normas ambientais e zonas degradadas em áreas de preservação permanente. "Agora, vamos fiscalizar esses locais já identificados e identificar os responsáveis, que podem responder por crime ambiental", afirma o comandante.

Fonte: Correio do Povo. Cidades

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sistema montado no Estado prevê tormentas com 24 horas de antecedência

Equipamentos também são capazes de identificar raios a 600 quilômetros de distância


André Mags
andre.mags@zerohora.com.br

Um sistema capaz de prever tempestades em território gaúcho com até 24 horas de antecedência será inaugurado oficialmente na quarta-feira, durante um evento em Porto Alegre.

Com a integração à Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT), o Estado saberá da aproximação de chuva forte, granizo e tornados localizados a até 600 quilômetros das seis antenas instaladas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os equipamentos ficam em Santa Maria (Centro), Rio Grande (Sul), Uruguaiana (Fronteira Oeste), Santa Rosa (Noroeste), Viamão (Região Metropolitana) e Casca (Norte), e cobrem todo o território gaúcho. A confiabilidade é superior à dos aparelhos usados atualmente, porque eles constatam a radiação dos relâmpagos ocorridos dentro das nuvens, uma tecnologia que poucos países utilizam, de acordo com Osmar Pinto Júnior, coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), com sede em São José dos Campos (SP).

As antenas, norte-americanas, também identificam as descargas elétricas que chegam ao solo. Esse é o tipo de raio que os aparelhos atuais captam, com precisão menor.

– O novo sistema é de alta precisão: ele pode dar as coordenadas de cada raio. Isso vai permitir que se mobilize um conjunto de instituições para que entrem em ação, com bom nível de acerto – diz o coordenador.


Sistema poderá ajudar a prevenir tragédias

As novas antenas começaram a ser colocadas na região sul do país este ano. Já operam no Sudeste e, nos próximos meses, devem chegar ao Centro-Oeste, Nordeste e Norte. No Rio Grande do Sul, a instalação custou US$ 1 milhão, com recursos federais (50%) e de empresas privadas (50%).

A Defesa Civil celebra a novidade. O Estado sofre com a falta de uma cobertura efetiva. No biênio 2009/2010, o município de Santo Cristo (Missões) tornou-se o campeão gaúcho de incidência do fenômeno e, não por coincidência, já foi alvo de tempestades devastadoras. A repetição de tragédias poderá ser evitada.

– É uma informação de que estamos precisando, por ser mais segura e fidedigna. Quanto mais dados de meteorologia, mais previsões e perspectivas apuradas poderemos ter – salienta o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Oscar Moiano.

Fonte: Zero Hora, Geral.

domingo, 9 de setembro de 2012

Incompetência - SMAM não fiscaliza, e montanhas de entulhos aparecem na orla do Guaíba

''Cobertores'' de lixo são vistos perto das margens. São lajotas, cimentos, pneus e até material jogado por quem passa

Paisagem urbana fica feia com a falta de conscientização ambiental da população 
(Foto: Tarsila Pereira)

Montanhas de entulho formado por tijolos, cimento, lajotas, pedaços de móveis e pneus, por exemplo, estão se acumulando na orla do Guaíba, bem junto à faixa onde a água alcança a areia. Um dos pontos está a menos de 200 metros do Centro Administrativo do Estado, nas proximidades do anfiteatro Pôr do Sol e do estacionamento do Acampamento Farroupilha, amontoados muito próximos às margens. Em outro ponto, entre as águas e a avenida em frente à pista de skate do parque Marinha, forma-se um cobertor de entulho. Além disso, lixo doméstico é trazido pelas águas ou até jogado por quem passa.

"Presenciei várias vezes os descartes, muitos de manhã bem cedo, perto das 5h, 6h, quando venho caminhar com meu cachorro. Chegam caçambas médias, até carros, mesmo que pequenos, mas com carroceria. Muitos dos que fazem frete", afirma o funcionário público municipal Estevão Telles Ferreira, morador há 16 anos do bairro Menino Deus. "Esse lixo foi produzido em casa, apartamento, construção, terreno. As pessoas pagam o carreto para se livrarem do lixo e não se preocupam em saber onde será largado. Quando chegamos para passear, o lugar de lazer está cheio de lixo", critica Estevão Ferreira.

Próximo ao Centro Administrativo, moradores de rua e catadores contam que as novas montanhas - nesta semana - se formaram há pouco, mas que o descarte irregular ali é praxe. "É só parar aqui um tempo que você faz o flagrante", dizem. "Fora isso, vemos muito bicho morto pelas beiras. Quem limpa essas margens precisa usar um calçado reforçado. É fácil de se machucar e se contaminar", comenta um dos catadores.

Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), responsável pela fiscalização, o descarte irregular de resíduos na orla do Guaíba tem se mostrado um problema constante. "Esse tipo de prática é agravado por empresas que levam contêineres de resíduos de construção para descartar na orla. Tal ato constitui-se em crime ambiental", afirma o órgão, que ainda esclarece: para que o fiscal possa notificar e aplicar auto de infração, é preciso flagrante. Por isso, diz a Smam, é fundamental a colaboração da população, que deve denunciar pelo 156.

Fonte: Correio do Povo. Geral

sábado, 8 de setembro de 2012

Fila para travessia do rio Uruguai

Foto: Vilson Winkler/Divulgação/CP

O primeiro dia do feriadão da Independência do Brasil foi de movimento intenso na Aduana de Porto Mauá, na fronteira com a Argentina. A primeira balsa iniciou a travessia do rio Uruguai às 8h30min, lotada de veículos. A fila na Aduana chegou a 1 quilômetro. Os brasileiros aproveitam o feriadão para fazer compras em cidades argentinas como Oberá e Posadas.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Petrobras é acusada de despejar toneladas de resíduos tóxicos no mar


Dano ao ambiente seria 300 vezes superior ao vazamento da Chevron, conforme a PF

A Polícia Federal (PF) acusa a Petrobras de despejar no oceano toneladas de resíduos tóxicos resultantes da operação de extração de petróleo de plataformas marítimas sem nenhum tipo de tratamento. Inquérito da Divisão de Crimes Ambientais da PF no Rio concluiu que a empresa não respeita a legislação sobre o tratamento e o descarte da água tóxica - chamada de "água de produção" ou "água negra" -, que se mistura ao óleo prospectado.

Para o delegado Fábio Scliar, responsável pelo inquérito, a Petrobras é "leviana" no tratamento de resíduos da extração petroleira. A fiscalização a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é ineficaz, segundo a PF.

Na avaliação do delegado, os danos ambientais provocados pelo descarte irregular da água de produção nas plataformas de petróleo "é 300 vezes maior" do que os impactos resultantes do vazamento de óleo do Campo de Frade, da empresa americana Chevron, na Bacia de Campos, no ano passado. "Essa água negra é descartada há décadas no oceano sem o tratamento adequado. E não há fiscalização qualquer. Isso é um segredo nacional de décadas", disse o chefe da Divisão de Crimes Ambientais.

Plataforma P-18, da Petrobras: as investigações mostraram que a 
Petrobras  é "leviana" no tratamento de resíduos da extração petroleira

A água negra é uma mistura de água do mar com óleo, graxa e inúmeras substâncias tóxicas, como os metais pesados bário, berílio, cádmio, cobre, ferro, e até radioativas, como estrôncio-90 e bismuto-214, entre outros. O caso foi revelado em reportagem publicada nesta quinta-feira (6) no site da Revista Época. De acordo com as investigações da PF, a Petrobras informou que 99% da água de produção extraída junto com o petróleo é tratada nas próprias plataformas marítimas. O inquérito ressalta, no entanto, que nem todas essas unidades contam com estações de tratamento. Segundo a PF, apenas 29 das 110 plataformas têm capacidade de limpar o líquido tóxico antes de seu retorno ao mar.

O 1% restante da água negra segue para refinarias da Petrobras, onde também deveria receber tratamento. Segundo a PF, isso não acontece. A unidades de tratamento estão desativadas. O líquido tóxico é embarcado em navios da empresa, "onde, sem tratamento algum, será despejado em alto mar", afirma o inquérito enviado pelo delegado Scliar à Procuradoria da República em São João de Meriti há dois meses.

A Petrobras foi multada, segundo a PF, e se comprometeu a erguer até 2017 uma nova unidade de tratamento de resíduos. No andamento da investigação, no entanto, servidores públicos responsáveis pela fiscalização ineficiente da empresa comentaram com os agentes federais que pior do que os descartes de poluentes pela Reduc era o derrame da água de produção nas plataformas e refinarias. "Uma inconfidência de um servidor público da área de meio ambiente sobre o problema da água de formação nos chamou a atenção. Como aquilo não era o meu alvo no momento, eu captei e fiquei quieto. Depois que eu resolvi a questão da Reduc, resolvi investigar essa história", disse o delegado Scliar. "Acabei desvendando essa história, que, para mim, é um absurdo. É uma política absurda. Uma enganação ao povo brasileiro", afirmou o delegado federal.

O inquérito já está no Ministério Público Federal, que deve denunciar por crime de poluição pelo menos dois gerentes da empresa pelas irregularidades constatadas na Reduc. Outro inquérito civil está em andamento para responsabilizar, e multar, a Petrobrás. O procurador Renato Machado informou que vai enviar cópias de toda a documentação do caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR) em Brasília, onde será definida a abertura de novos inquéritos para apurar o despejo de água de produção nas plataformas marítimas espalhadas pelo País.

Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras disse que seu posicionamento sobre o assunto já estava em sua página na internet. Segundo o texto publicado, o tratamento de água produzida nas plataformas de produção da empresa "segue o padrão de descarte estabelecido pela Resolução Conama 393 que, a título de comparação, é semelhante aos padrões dos Estados Unidos e da Europa".

Ainda de acordo com a empresa, os descartes de água nas plataformas são feitos com a aprovação do Ibama e também obedecendo ao Conama. A Petrobras informa ainda que não despeja água de produção no rio Iguaçu. A empresa ainda ressalta que seus sistemas de produção estão preparados "para seguir a legislação independente de se encontrarem em acumulações do pré-sal ou do pós-sal", informa o texto.

Fonte: Agência Estado. O Estado de São Paulo

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Região Hidrográfica do Atlântico Sul

Região Hidrográfica do Atlântico Sul

A Hidrovia do Jacuí-Taquari engloba a navegação dos rios Jacuí, Taquari e da Lagoa dos Patos. Com mais de 740 km de extensão total, sendo 352 km no rio Jacuí, 142 km no rio Taquari e 250 na Lagoa dos Patos, pode ser considerada uma das hidrovias mais eficientes do País, transportando principalmente, material de construção, soja e carvão mineral.

O rio Jacuí é navegável da cidade de Porto Alegre (RS) até Dona Francisca (RS), com uma profundidade mínima de 1,00 m. Já o rio Taquari é navegável com uma profundidade mínima de 3,00 m de sua foz, na margem esquerda do rio Jacuí, até a cidade de Lajeado (RS), passando por Estrela (RS). A Lagoa dos Patos, por sua vez, liga as cidades de Porto Alegre e Rio Grande (RS) podendo ser navegada por embarcações com até 5,10 m de calado. Essa profundidade, que garante o acesso de embarcações de cabotagem, em alguns pontos é mantida através de campanhas regulares de dragagem.

O comboio-tipo projetado para a hidrovia apresenta 90 m de comprimento, 15 m de boca e um calado de 2,50 m, resultando em uma capacidade de carga da ordem de 2.500 t.

Na lagoa Mirim e canal de São Gonçalo, a navegação vem sendo reativada, propiciando o escoamento da produção de arroz da região e da República do Uruguai. A Lagoa Mirim possui cerca de 180 km de extensão e profundidades que variam de 1,00 m, no norte, a até 6,00 m, na porção mais ao sul da lagoa. Já o canal de São Gonçalo permiote a interligação entre as lagoas Mirim e dos Patos, apresentando uma extensão de 62 km e profundidade média de 6,00 m. Nas proximidades de Pelotas, há uma barragem construída com o intuito de evitar a entrada de água salgada na Lagoa Mirim, nos períodos de estiagem. Essa barragem conta com eclusa, o que permite a continuidade da navegação.

Fonte: Ministério dos Transportes, www.transportes.gov.br.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Porto Mauá - Novo serviço facilita comércio binacional

O Porto Alfandegado, localizado no município de Porto Mauá, na Fronteira-Noroeste do Estado, completa um mês de atividades nesta semana. A estrutura permite a travessia Brasil - Argentina de caminhões de cargas para importação e exportação, incentivando o comércio entre empresas de ambos os países. A abertura oficial ocorreu em 6 de agosto. O porto localiza-se na Aduana, onde ocorre a travessia de 160 veículos de passeio diariamente, por meio de balsas, para a Argentina, via rio Uruguai. O município fica na fronteira com a cidade de Alba Posse, na província de Misiones.

Porto Mauá já promoveu o transporte internacional de cargas, serviço desativado na década de 1970, depois de dois anos de funcionamento. Em 2007, foi realizada uma travessia-teste com um caminhão de grande porte para averiguar as adequações que deveriam ser realizadas nos portos do Brasil e da Argentina. Em 2011, representantes da Receita Federal assinaram um documento regulamentando o funcionamento do Porto Alfandegado. Um novo acesso às balsas, específico para suportar a passagem de caminhões, foi então estruturado no local.

Desativada na década de 1970, a travessia de cargas foi retomada  
no dia 6 do mês passado.  (Foto: Vilson Winkler/Divulgação/CP)

O coordenador de pontes e barragens da Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa, Airton Bertol, explica que na região Noroeste do Estado apenas a estrutura de Porto Xavier tinha permissão para realizar a travessia de cargas entre Brasil e Argentina. "Agora, temos mais um porto habilitado a essa atividade, que intensifica e estimula empresários a trabalharem com exportação e importação", diz.

Segundo Bertol, há uma estrutura montada à disposição dos usuários e a associação auxilia nos contatos com empresários. "Estamos informando as empresas locais e, em um segundo momento, informaremos as de outras regiões, sobre a estrutura do porto para transporte de cargas de exportação e importação", diz. O município, a Receita Federal, a Emater, a Anvisa e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prestam os serviços, que devem ajudar no desenvolvimento da região.

Fonte: Correio do Povo, Cidades.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Vale encomenda novo estudo para hidrovia no Tocantins *

* Vanessa Dezem

Rio Tocantins
(Foto: Zezinha Carvalho/Secom/TO)

Um estudo encomendado pela Vale a uma consultoria americana deve colocar fim na questão logística que impede até agora a aprovação do projeto siderúrgico da empresa no Pará.

Segundo fontes consultadas pelo Valor, em novembro a companhia entrega um estudo sobre a construção de uma hidrovia no rio Tocantins ao governo federal e, se ele for aprovado, poderá estar vencido um dos principais entrave para a viabilização da Aços Laminados do Pará (Alpa).

O investimento do governo na hidrovia é um dos pontos cruciais para que o projeto Alpa avance, pois é parte da infraestrutura necessária para a companhia receber a matéria-prima para o aço e escoar o produto siderúrgico.

E o governo tem mostrado interesse em acelerar esse processo: a hidrovia vai estar no planejamento governamental de 2013. “Em reunião com o governo, eu tive a confirmação de que a construção da hidrovia vai entrar no orçamento do ano que vem”, afirmou ao Valor, o secretário da Indústria do Pará, David Leal.

Atualmente, a navegabilidade da hidrovia depende da época do ano. O rio é navegável para grandes cargas somente de novembro a junho, nas cheias.

Nas demais épocas do ano, a navegabilidade fica restrita devido à existência de rochas na região entre as cidades de Marabá e Tucuruí. Para atender ao projeto siderúrgico, portanto, deve ser feita a derrocagem (retirada das pedras) dessa região, o que vai permitir o transporte todo o ano.

O custo da viabilização da hidrovia ficaria entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões, segundo uma fonte próxima ao assunto. São justamente essas questões que estão incluídas no estudo de viabilidade financiado e encomendado pela Vale à consultoria americana Shaw.

O primeiro estudo entregue ao governo foi considerado incompleto, o que levou a empresa a encomendar o novo estudo. A hidrovia já tinha sido incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas depois foi retirada do plano. A Shaw também não quis comentar.

Há três meses a Vale entregou ao governo um termo em que se compromete a começar a construção da siderúrgica se ele viabilizar a hidrovia. Situada no distrito industrial de Marabá – de cerca de 240 mil habitantes -, a Alpa foi projetada para ter capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de placas de aço ao ano, quando estiver pronta.

O projeto paraense faz parte de um plano maior, que prevê participação da Vale em três usinas no país até 2014. A mineradora projeta investir diretamente no negócio quase US$ 9 bilhões, que serão direcionados para a construção de unidades de aço nos Estados do Ceará, Pará e Espírito Santo. O empreendimento do Pará é 100% da Vale e está estimado em US$ 5 bilhões.

Fonte: Valor Econômico. Empresas

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Navio chega a Santos com equipamentos de novo terminal portuário

Chegou ao Porto de Santos, no litoral paulista, neste domingo (02) o navio Zhen Hua, que transportou portêineres e transtêineres que serão utilizados no Brasil Terminal Portuário (BTP). O novo terminal deve iniciar a operação dos equipamentos no mês de novembro.

Embarcação tem 248 metros de comprimento 

Antes mesmo de navegar pelo canal de acesso ao porto santista atraindo curiosos e muitos fotógrafos, o Zhen Hua (de bandeira de São Vicente e Granadinas) já podia ser observado de longe na Barra. A grandiosidade dos equipamentos chamou a atenção de quem estava na orla santista.

Fonte: Portogente. www.portogente.com.br 

sábado, 1 de setembro de 2012

Travessia de Veículos Rio Grande-São José do Norte: Novo controle de tráfego é proposto pela SPH

Audiência pública do SPH discutiu a elaboração do edital de licitação

Foi realizada na última quarta-feira à tarde, no auditório do Ministério Público de São José do Norte, a reunião de audiência pública determinada pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), para a coleta de informações junto à comunidade, com vistas a elaboração do edital de licitação para o sistema de travessia de veículos pelo canal Miguel da Cunha.

A reunião que foi presidida pelo superintendente do SPH, Pedro Homero Obelar e contou com a presença de Aires Apolinário (Agergs), juntamente com Leonardo Maurano e José Sayago e outros técnicos, além do promotor de Justiça, Everton Meneses, do secretário Municipal de Trânsito (Mario Almeida) e do vereador Luiz Carlos Costa, presidente do Legislativo Municipal, na mesa diretiva para uma assembleia composta por lideranças comunitárias, usuários do sistema, representante da firma F. Andreis, vereadores e pessoas da comunidade.

José Sayago fez a explicação da sistemática da audiência, assim como dos seus objetivos de ouvir a comunidade, para a busca subsídios para a elaboração do edital de licitação para a concessão de um período de 10 anos, a firma vencedora, para a exploração dos serviços de transporte de veículos na travessia do canal.

Segundo Sayago, ficou definido que serão necessárias, inicialmente, que a firma vencedora disponha de três embarcações (duas em tráfego e uma a disposição para casos emergenciais). Toda obra necessária junto as duas cidades para garantir a tranquilidade das operações, como rampas, sanitários para usuários e outros serão de responsabilidade da empresa vencedora, que terá de cumprir horários pré-estabelecidos, com o menor tempo de percurso possível.

José Sayago salientou que atualmente, segundo consta das planilhas, o sistema opera com um total em torno de 144 mil veículos/ano e com um índice de crescimento, na razão de 9% ao ano. Causou estranheza aos presentes, no entanto, quando explicou que a firma tem uma receita de 2,5 milhões/ano, mas os custos chegam aos mesmos valores, o que significa que está operando sem lucratividade e concluiu dizendo da necessidade de implantação de um órgão particular para inspeção e controle do sistema, assim como aconteceu com o transporte de passageiros entre os dois municípios, oferecendo uma nova dinâmica de controle de tráfego.

Oferecida a palavra aos presentes, o secretário municipal Mario Almeida disse que existe a necessidade de melhorias consideráveis no sistema (embora com a entrada em operação de uma segunda barca, a situação já se mostre melhor) "A demanda está acima da capacidade de transporte das barcas" disse. O secretário lembrou que grande parte da safra nortense hoje sai através da fronteira com Tavares, mas que, por outra parte, aumentou a demanda pela presença de outras mercadorias que deixam o Porto do Rio Grande com destino ao centro do Estado, ou que buscam a travessia vindos de Santa Catarina e outros que demandam ao Superporto.

O vereador Luiz Carlos Costa lembrou que somente foi implantada uma segunda barca pela intervenção do Ministério Público, através de solicitação da Câmara de Vereadores e homologada pela Justiça, pois "caso contrário estaríamos ainda com uma só embarcação, o que vinha causando dificuldade de toda ordem para o grande número de veículos que ficavam, por vezes, até 30 horas esperando para a travessia".

Esse fato foi contestado pelo representante da F. Andreis que salientou a existência de um acordo estabelecido, onde a firma se comprometeu em colocar na operação uma barca com maior capacidade de transporte (600 toneladas), mas, terminou por encontrar dificuldades já que a firma teve de realizar, inclusive, obras emergenciais para a rampa de acesso, coisa que, no seu entender, não deveria ser de responsabilidade da F. Andreis.

O representante disse, também, que a firma, após a implantação da segunda barca vem trabalhando com prejuízo financeiro, considerando os custos operacionais com rebocadores mais potentes, com consumo maior de combustível etc e deixou claro que a firma pretende participar da concorrência "mas não o fará pelos valores cobrados atualmente". Concluiu dizendo que a F. Andreis colocará bilhetagem eletrônica para os usuários e teceu críticas quanto aos caminhões que atravessam o canal com carga superior a capacidade do veículo, causando também, problemas para o controle de peso da embarcação.

O vereador Luiz Carlos contestou as palavras do representante da F. Andreis afirmando que a segunda barca foi, efetivamente colocada em tráfego, após a manifestação do Legislativo e a intervenção do Ministério Público, enquanto outras pessoas que se manifestaram, como o empresário Paulo Nozario, alegaram as dificuldades encontradas na travessia, inclusive com a necessidade de manifestações de caminhoneiros e outros motoristas, para que houvesse uma solução aos caos em que se encontrava o sistema de travessia.

Foi, ainda, solicitado a superintendência do SPH que, antes da publicação do edital, a realização de nova audiência pública para que todos possam tomar conhecimento sobre a redação final do edital.

Ainda usaram da palavra os srs. Claudio Tarouco, o empresário Paulo Nozario e o presidente Mendes, do Sindicato dos Portuários além de vereadores.

Travessia de Veículos RG-SJN com ventos de 42 nós
(Foto: Guto Vieira da Fonseca) www.popa.com.br

Dragagem do canal

O representante da Agergs, Ayres Apolinário, salientou que a audiência pública contou com a presença dos demais órgãos, como a Agergs, para que fossem ouvidas opiniões sobre toda a sistemática de travessia para que possa existir melhor elaboração possível do edital, considerando a necessidade de ver esta região através do futuro, diante dos investimentos previstos.

Por sua vez, Leonardo Maurano salientou a liberação da licença ambiental pela Fepam, e a certeza de início da dragagem do canal Miguel da Cunha, para meados de setembro. Maurano disse que após estudos de custos, ficou resolvido que será aproveitada a draga "Governador Triches" que está sendo recuperada, para a dragagem de aproximadamente dois mil metros para a retirada de cerca de 127 mil m² de sedimentos. Disse, também, da impossibilidade de aumento da largura do canal - hoje com 50 metros -, pois os custos estariam acima do disponível, salientou.

Maurano teceu críticas ao próprio governo, considerando o período de 11 anos, sem dragagem do canal pois considerou que, o período deveria de espaço não superior a 3 ou 4 anos.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Travessia RG/SJN