Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Navegação Interior e Cabotagem - Brasil não tem política de desenvolvimento da marinha mercante

Clarisse de Freitas

Uma política de longo prazo, que tenha por objetivo desenvolver a marinha mercante brasileira – e com ela as navegações em hidrovia e ao longo da costa – é a ideia defendida por Osvaldo Agripino de Castro Junior, professor dos programas de mestrado e doutorado em Ciências Jurídicas da Univali. Considerado um dos mais importantes maritimistas do Brasil, o professor sustenta que o desenvolvimento da navegação comercial será capaz de pôr fim ao monopsônio (mercado com um único comprador) da Petrobras sobre a indústria naval.

Ele explica que as atuais políticas de incentivo ao setor caracterizam políticas de governo (e não de Estado) e estão baseadas nas projeções da estatal, que pode a qualquer momento alterar suas diretrizes. “Não há uma decisão de longo prazo para aumentar a participação brasileira sobre a atividade mercante feita aqui. Hoje opera no Brasil a 32ª maior frota mercante do mundo e 95% do nosso comércio exterior é feito por navios. Porém, menos de 1% dos navios têm bandeira brasileira. Isso mostra a nossa dependência dos armadores transnacionais.”

Para Castro, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), deveria mapear os grandes fluxos comerciais e traçar políticas públicas para dar ao Brasil participações relevantes em cada um, além de incentivar o desenvolvimento do transporte fluvial como alternativa às principais rotas rodoviárias de transporte de cargas. “Os transportadores transnacionais buscam as rotas que pagam os melhores fretes. Então, estamos sujeitos a que eles direcionem os navios que fazem a ligação entre Santos e Rotterdam para outros trechos. Uma política de longo prazo pode garantir condições para termos uma frota de bandeira brasileira capaz de assumir 30% dessas rotas.”

Porto de Rio Grande - NM Germano Becker/Navegação Aliança 

O professor, que coordena um grupo de pesquisa em regulação da infraestrutura e juridicidade da atividade portuária, lembra que em 1997 o Brasil criou um regime especial de incentivo para que as empresas tivessem navios. A frota mercante de cabotagem tinha capacidade bruta para transportar 5,89 milhões de toneladas, mas em 2008, ao contrário do que a vigência do regime especial poderia sugerir, a frota foi reduzida à metade. “Em 2001 foi criada a Antaq e, em vez de aumentar, a frota brasileira seguiu diminuindo e mantém a tendência de redução.”

Castro defende que a política de longo prazo deveria incluir o mesmo tipo de incentivo fiscal e econômico dado à produção de navios petroleiros e plataformas de extração do combustível. “Mas, apesar de eu defender isso há muito tempo, essas ideias não têm receptividade nenhuma. Parece que ninguém se interessa, que ninguém lê”, lamenta. Na interpretação de Castro, a indicação política para as agências reguladoras faz com que as decisões reflitam o comprometimento com os setores capazes de financiar campanhas eleitorais – “e o lobby do setor mercante é praticamente nulo quando contrastado com o poder de influência do setor automotivo”.

“Nesse sentido, a formação de um cluster naval no Rio Grande do Sul é benéfico para a atividade mercantil, mesmo que o foco inicial dessa indústria esteja na cadeia de petróleo e gás. O aumento do poder econômico dos construtores de navios e navipeças fortalece toda a cadeia”, argumenta. “Precisamos de um ambiente de negócios que dê segurança jurídica e facilite a vida do armador, para que ele consiga honrar o financiamento de seu navio e possa encomendar outros”, afirma o professor da Univali.

Fonte: Jornal do Comércio, Navegação.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Rio Jacuí - UTC Engenharia espera aval para nova unidade em Charqueadas

Jefferson Klein

A UTC Engenharia prevê obter no mês de julho a licença ambiental prévia para a construção da unidade de produção de módulos de plataformas de petróleo no município de Charqueadas. Depois desse passo, a expectativa é de que ainda no segundo semestre deste ano a empresa consiga da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) a licença de instalação.

Com esse último documento, a meta é iniciar imediatamente as obras de implantação do complexo que deverá levar cerca de dois anos para ser concluído. Essa perspectiva de término poderá ser antecipada, caso a UTC ganhe alguma licitação de encomendas de módulos. O diretor de Contrato da UTC Engenharia, Alex Sarmento, ressalta que independentemente de vencer ou não uma licitação em curto prazo o complexo será executado.

O investimento na implantação da estrutura é estimado atualmente em R$ 118 milhões. Deste total, R$ 11,9 milhões serão aplicados na construção de dois cais de 30 metros. A unidade ocupará uma área de 256 mil metros quadrados, com uma faixa de 320 metros de frente ao rio Jacuí, e terá uma capacidade para trabalhar com 48 módulos ao mesmo tempo.

Localização da UTC Engenharia - Rio Jacuí/Charqueadas/Usina Jacuí I

Conforme Sarmento, a escolha por Charqueadas, além dos incentivos concedidos pelos governos estadual e municipal, deveu-se às condições logísticas e à oferta de mão de obra. A operação do complexo deverá gerar de 1,5 mil a 2 mil postos de trabalho. O executivo adianta que a intenção é aproveitar, o máximo possível, pessoas da região.

A UTC Engenharia, que no ano passado registrou um faturamento de R$ 1,6 bilhão, também utilizará a hidrovia para o transporte dos módulos fabricados e a perspectiva é do emprego de empresas gaúchas para realizar essa atividade. A UTC já tem experiência de operações no Estado sendo sócia da Quip, que implementa plataformas de petróleo no município de Rio Grande.

Sarmento apresentou ontem, na Fiergs, o projeto UTC Charqueadas, durante painel promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq/RS). No evento estava presente o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Marcus Coester. O dirigente adiantou na ocasião que a AGDI promoverá em agosto, em Rio Grande e Porto Alegre, eventos chamados até o momento de Supply Day. O objetivo será aproximar investidores da cadeia de petróleo e gás de grupos de potenciais fornecedores.

Fonte: Jornal do Comércio, Economia.

Mais informações no relatório de impacto ambiental, RIMA.

terça-feira, 26 de junho de 2012

SUPRG cede Cais Oceanográfico à Furg

Em solenidade, realizada no Centro de Convívio Meninos do Mar (CCMar), na tarde desta quarta, o Superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, assinou, junto ao reitor da Furg, João Carlos Cousin, o termo de cessão do Cais Oceanográfico à Furg. Também participaram da solenidade, o fundador do CCMar e idealizador do convênio, Lauro Barcellos, e o vice-reitor da Furg, Ernesto Pinto, entre outras autoridades.

No cais de 115,54 metros junto ao CCMar, passarão a atracar as embarcações utilizadas para pesquisa, ensino e extensão que fazem parte da frota da Furg. A área de cais fica entre a Doca de Hortigranjeiros e o antigo Entreposto de Pesca. A cessão leva em conta também o fato de que as embarcações podem se tornar um ponto de visitação, beneficiando a cidade na atividade turística. Antes da assinatura do convênio foram observadas as Normas de Aplicação da Tabela das Tarifas Portuárias da Suprg e artigo 62 da Resolução 2240, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Cais Oceanográfico - Porto de Rio Grande (Foto: Xico Teixeira)

Barcellos aproveitou a oportunidade para enaltecer a ação conjunta firmada entre as instituições, que se unem em favor do bem comum e do conhecimento. Falou sobre como o Cais poderá ser utilizado pelo CCMar e pela Furg, podendo ser aproveitado tanto pelos pequenos alunos do Centro, quanto pelos doutorandos da Universidade para pesquisas, ensino e aprendizagem.

Dirceu, por sua vez, falou da satisfação em ceder este espaço para uma Universidade que está em um grande momento. Falou também sobre o empenho de Lauro Barcellos, que em janeiro de 2011 apresentou um hall de propostas que poderiam ser trabalhadas em conjunto entre a Furg e SUPRG, e que acabou indo muito além. “O Lauro é daqueles caras que idealiza e vai atrás de realizar os sonhos”, destacou. O superintendente do Porto ressaltou ainda que, com a cessão do cais, tem a certeza de estar contribuindo para a formação de cidadãos rio-grandinos e garantiu que a parceria entre a SUPRG e a Furg deverá avançar ainda muito mais.

Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar)

Já o reitor da Furg, descreveu a ocasião como um momento de integração em benefício da comunidade. Relembrou o que era o CCMar, poucos anos atrás, um prédio em ruínas, e que hoje está a serviço da comunidade, como local de ensino e aprendizagem e falou sobre como o Cais poderá se somar às ações da Furg e do CCMar, servindo como atracadouro para as embarcações da instituição e contribuindo para a formação dos alunos e pesquisadores do Centro e da Universidade, bem como para visitações.

Fonte: Jornal Agora, Cessão.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rio dos Sinos - Controle ambiental atingirá 14 novos pontos

O monitoramento do Rio dos Sinos, com auxílio de barco e sondas, ocorrerá entre os municípios de Campo Bom e Canoas.

Marcada abertura de licitação para contratar a empresa que 
responderá pelos dados técnicos. Foto: Stephany Sander/Especial/CP

A partir de julho, o Rio dos Sinos terá 14 novos pontos de monitoramento. O reforço na fiscalização do manancial ocorrerá na extensão entre Campo Bom e a sua foz, em Canoas, conforme explica o diretor executivo do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos - Pró-Sinos, Júlio Dorneles.

Hoje, existem dois locais de fiscalização em São Leopoldo, um em frente ao Clube Humaitá e outro no ponto de captação do Serviço Municipal de Água e Esgotos. "São pontos de leitura permanentes, mas que não atuam todos dos dias. Queremos fiscalizar com precisão os 60 quilômetros do rio nesta extensão. Precisamos ampliar esse processo", afirma Dorneles. Os novos trechos serão controlados semanalmente de barco e contarão com o auxílio de sondas móveis, que farão as leituras diariamente.

Existe ainda a possibilidade de que seja colocado um aparelho fixo no ponto do Clube Humaitá, passando a operar 24 horas por dia. "Este novo equipamento faria a leitura das condições do rio, como nível da água, pH, oxigenação, condutividade elétrica e até temperatura, por meio de sensores de telemetria", destaca. Os dados serão enviados por SMS para a Central de Monitoramento do Consórcio.

Na próxima sexta-feira, deverá ser aberta licitação, por pregão eletrônico, da Secretaria de Compras de São Leopoldo, para contratação de empresa. Segundo o prefeito de São Leopoldo e presidente do Pró-Sinos, Ary Vanazzi, é necessário designar responsáveis pelos boletins e dados técnicos do Sinos. "Hoje, quem faz esse serviço é o Instituto Martin Pescador. No entanto, a entidade é voltada para a educação ambiental, não para a fiscalização", explica. O valor do serviço será de R$ 50 mil, podendo sofrer alteração, e o contrato poderá ser renovado. Para 2013, o Pró-Sinos pretende buscar recursos com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental e o Fundo Estadual de Recursos Hídricos para monitorar mais 50 pontos. Para esta segunda etapa, o investimento seria de R$ 3 milhões.

Em Novo Hamburgo, conforme o diretor da Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, Mozar Dietrich, o Sinos já é monitorado semanalmente há 15 anos. No entanto, por falta de equipamentos e pessoas habilitadas, a fiscalização ocorre semanalmente, quando o ideal seria a análise diária. A prefeitura realiza fiscalizações e análises da água do rio e dos arroios. Desde dezembro de 2011, uma sonda multiparâmetros, doada pela Universidade Feevale, auxilia no trabalho. A sonda mede instantaneamente 12 trechos, marcando quantidade de oxigênio, condutividade, resistividade, temperatura, amônia, nitrato e sólidos dissolvidos de cada um deles.

Em Campo Bom, uma parceria foi firmada entre a Secretaria de Meio Ambienta e o curso de Engenharia Ambiental da Unisinos. Semanalmente, uma equipe formada por alunos e profissionais irá percorrer, de barco, o trecho do Sinos que passa pelo município. Segundo a secretária de Meio Ambiente de Campo Bom, Gisela de Souza, serão analisados itens como a coloração e o nível de oxigenação da água.

Fonte: Correio do Povo, Cidades.

domingo, 24 de junho de 2012

Marinha resgata lancha que estava naufragada na Lagoa dos Patos

Embarcação Lambari foi encontrada próximo ao farolete de Bujuru

Marinha resgata lancha que estava naufragada na Lagoa dos Patos Marinha do Brasil/Especial
Procura durou 22 dias. (Foto: Marinha do Brasil/Divulgação)

A Marinha resgatou na tarde desta sexta-feira a lancha LAEP 7 Lambari, pertencente à Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul. A embarcação estava naufragada desde o dia 31 de maio nas proximidades do Farolete Bujuru, na Lagoa dos Patos.

Foram 22 dias de trabalho para localizar, reflutuar e localizar a lancha. Diversos equipamentos precisaram ser utilizados, como o sonar side scan, apropriado para buscas submarinas, instalado no Navio-Patrulha Babitonga (P-63). Mergulhadores e militares da Estação Naval do Rio Grande e profissionais do Navio-Hidrográfico Sirius (H-21) da Marinha, vindos do Rio de Janeiro, também participaram da operação.

As más condições do tempo ao longo do período dificultaram a procura. A lancha ficará atracada na Capitania dos Portos. Ela está na Estação Naval do Rio Grande onde recebe avaliação e reparos.

Fonte: Zero Hora, Geral

sábado, 23 de junho de 2012

Catamarã - Porto Alegre pode ganhar duas linhas de transporte hidroviário neste ano

Itinerários ligarão o Centro Histórico à Ilha da Pintada e ao BarraShoppingSul

Porto Alegre pode ganhar dois itinerários de transporte hidroviário a partir deste ano. Estão em fase final de estudo duas linhas ligando o Centro Histórico à Ilha da Pintada e ao BarraShoppingSul.

De acordo com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, o serviço deve ser operado pela empresa CatSul, a mesma que utiliza catamarãs na travessia Guaíba-Porto Alegre. A princípio, o contrato será de um ano, mas a empresa manifestou a disposição de realizar um estudo de viabilidade para participar de um edital de concessão das linhas por 30 anos.

Linha Porto Alegre - Guaíba (Foto: Rene' Cabrales)

Segundo Cappellari, a CatSul, que já encomendou mais uma embarcação, começará primeiro a realizar as viagens entre o Cais Mauá, no centro Histórico, e a Ilha da Pintada, onde as obras para o terminal de passageiros já estão em fase de conclusão.

O diretor-presidente da EPTC prevê que os preços das passagens sejam fixados em R$ 3 para o percurso Cais Mauá-Ilha da Pintada e em R$ 5, para o itinerário Cais Mauá-BarraShoppingSul.

Fonte: Zero Hora, Catamarãs.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Celulose Riograndense abandona a alternativa hidroviária e opta por modal rodoviário

Clarisse de Freitas

Aracruz - Unidade Guaíba será duplicada
Rio Guaíba - Terminal da Celulose Riograndense em Guaíba/RS.

Um dos principais atrativos do transporte de mercadorias por hidrovias é o baixo custo – o modal é apontado, inclusive, como o que pratica os fretes mais baratos quando comparado às alternativas rodoviárias, aéreas e ferroviárias. Entretanto, o presidente da Celulose Riograndense, Walter Lidio Nunes, apontou que o custo de instalação do porto de embarque em Rio Pardo, para criar a rota para transporte de madeira entre as bases florestais e a indústria, em Guaíba, fez com que a empresa optasse pelo transporte rodoviário no projeto de expansão.

As infraestruturas que precisam ser construídas em Rio Pardo são extremamente pesadas, devido ao terreno, devido ao nível, às condições do rio Jacuí e à sazonalidade. Então não é uma alternativa de transporte que se tenha abandonado, mas neste momento não há privilégio para esse modal. Esse transporte não entra agora no projeto, mas não fechamos a porta para o futuro. A hidrovia está aí, e continuo deixando o terminal na fábrica com uma parte dedicada à celulose e outra à madeira”, explicou o executivo.

Nunes detalhou, ainda, que a proposta anunciada pela empresa na primeira versão do plano de expansão (ainda sob a marca Aracruz Celulose) previa a instalação de um terminal portuário em área cedida pela prefeitura de Rio Pardo. Agora, o plano de expansão da Celulose Riograndense que está sendo discutido com o governo do Estado na Sala do Investidor prevê a entrega de madeira à fábrica por caminhões. A previsão, detalhada em vídeo institucional, é que as toras usadas sejam cortadas preferencialmente nas florestas próximas a Guaíba.

“Falta ainda completar a base florestal para alcançar os números previstos no projeto, mas é uma área pequena, e isso não compromete o cronograma. Até porque o eucalipto cresce muito rápido no Brasil e vamos aumentando em áreas que já têm licenciamento ambiental, sobretudo com o redirecionamento de produtores parceiros, que cultivavam acácias, para o eucalipto”, explicou Nunes ao dizer que o zoneamento florestal no Rio Grande do Sul já está consolidado.

Ele manteve a previsão de assinar, até 31 de julho, o protocolo de intenções com o governo do Estado. O documento, que deve detalhar o investimento de US$ 2,6 bilhões (aproximadamente R$ 5,2 bilhões) na construção de uma nova fábrica junto à estrutura já existente, é condição para que os controladores da empresa, o grupo chileno CMPC, aprovem o começo dos trabalhos, o que deve ocorrer até o fim de agosto.

A previsão de Nunes é que o projeto de engenharia básico seja feito no terceiro trimestre deste ano e a construção tenha início no segundo trimestre de 2013. A partida da produção deve ser dada no final de 2014, e a operação efetiva deve ser alcançada em 1 de janeiro de 2015.

Com a ampliação, a capacidade produtiva da Celulose Riograndense vai alcançar a marca de 1,75 milhão de toneladas ao ano (um aumento de 1,3 milhão), e o objetivo é atender ao mercado externo. “Nosso foco é formar uma combinação exclusiva de celuloses de diferentes origens, que têm características distintas, e qualificar o produto final vendido principalmente ao mercado europeu”, explicou o executivo.

Fonte: Jornal do Comércio, Economia.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Estiagem - Nível do Jacuí ainda em baixa

Medição à jusante da Barragem do Anel e Eclusa de Dom Marco apontou marca de 4,84 metros. A média é de 7 metros.

Déficit hídrico afeta vários trechos do rio, como o da Praia dos 
Ingazeiros, em Rio Pardo. Foto: Lula Helfer/Gazeta do Sul/CP

Com as chuvas dos últimos dias, o nível da água nos principais mananciais do Vale do Rio Pardo voltou a subir, mas ainda permanece distante do volume normal. Conforme medição à jusante da Barragem do Anel e Eclusa de Dom Marco, o rio Jacuí ainda causa preocupação. O registro na terça-feira apontou 4,84 metros, enquanto o nível médio é de 7 m. "Tem que chover muito mais para recuperarmos o volume necessário", explica o encarregado do complexo, Laudir Rosa de Oliveira.

Durante o final de semana, o pluviômetro da barragem, que fica a 20 quilômetros de Rio Pardo, registrou 12,6 milímetros de chuva. Oliveira explica que o Jacuí permanece sem condições de navegação. "A situação é grave desde novembro do ano passado, com níveis críticos nos últimos dois meses." O baixo índice de chuvas desde outubro de 2011 fez cair o nível do rio, no início de maio, a 4,5 m. A queda no volume mudou a paisagem no Jacuí, com o aparecimento de bancos de areia e pedras no leito.

Em Santa Cruz do Sul, conforme informações da Defesa Civil, o rio Pardinho está com 65 centímetros de profundidade, contra os 20 cm registrados em meados de maio. "Com o retorno das chuvas, o leito deve se normalizar durante o inverno", projeta o coordenador da Defesa Civil da cidade, José Osmar Ipê da Silva. Levantamento da Pioneer em sua unidade no Distrito Industrial, em Santa Cruz, apontou que, no sábado e no domingo, a chuva no ponto de observação foi de 15 milímetros. O acumulado do mês é de 31 mm, o menor índice registrado desde 1978. Em 2012, o mês mais chuvoso segue sendo fevereiro, com 171 mm.

A média anual de precipitação em Santa Cruz, entre 1977 e 2011, é de 1,7 mil milímetros. Durante esses anos, a média entre janeiro e junho é de 854 milímetros, contra os 540 milímetros registrados neste ano.

Fonte: Correio do Povo, Cidades.

SPH e PGE reintegram cinco áreas para ampliação da atividade portuária

A força tarefa montada entre a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e um oficial de justiça lavraram cinco dos sete autos de reintegração de posse previstos para serem realizados na manhã desta quarta-feira, 20. As áreas onde as empresas comerciantes de areia ocupavam foram retomadas para o patrimônio da autarquia.

Conforme o Superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar, a medida faz parte de um trabalho que se iniciou em 2003 quando a SPH tentou, em forma de conciliação, retomar as áreas através de acordos com os empresários. No entanto, nenhuma das 28 empresas se manifestou favorável ao acordo. A partir de 2009 as ações judiciais começaram a ser ajuizadas.

Ação conjunta da SPH/PGE/Justiça contra usurpadores privados
(Fotos: Cristiane Franco)

Se todos os autos fossem concluídos nesta quarta-feira, seriam restabelecidos para o patrimônio da SPH, 41,5 mil metros quadrados, de áreas pertencentes ao Porto de Porto Alegre. Quatro dessas áreas estão localizadas na Vila Deprc e outras três no Cais Marcílio Dias.

Obelar explicou ainda que com a reintegração, a autarquia irá regularizar a situação das áreas que eram utilizadas irregularmente, podendo encaminhar o processo licitatório para a implementação de terminais multimodais na área do Porto da Capital.

Conforme informações da PGE, as empresas foram notificadas em 2009 e em maio deste ano foram informadas oficialmente de que haveria a reintegração no mês de junho. Acompanharam todo o procedimento o Chefe da Divisão de Administração Geral da SPH (DAG), Renato Moura e o Supervisor de Segurança do Porto de Porto Alegre, Cláudio Neves; a Coordenação da Procuradoria do Domínio Público Estadual, Dra. Patrícia Dall'Acqua e a Procuradora do Estado Dra. Maria Patrícia Möllmann, ambas da PGE.

Fonte: SPH, Notícias

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Valec lança edital para trechos da Ferrovia Norte-Sul: Lote 02 (EF 151)/Chapecó/SC - Porto de Rio Grande/RS

A estatal Valec publicou nesta segunda-feira, 18, o edital para a elaboração de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) para os trechos Panorama (SP)-Chapecó (SC) e Chapecó (SC)-Porto Rio Grande (RS) da Ferrovia Norte-Sul. O edital também contempla a ligação ferroviária entre a Ferroeste, em Santa Catarina, e Maracaju, no Mato Grosso do Sul, onde faz ligação com a Ferrovia Norte-Sul.


Os preços de referência para cada um dos lotes é o seguinte: lote 1 (Panorama-Chapecó) – R$ 5.636.441,21; lote 2 (Chapecó-Porto Rio Grande) – R$ 6.951.893,25; e lote 3 (Cascavel-Maracaju) – R$ 5.529.820,80.

De acordo com o edital da Valec, o recebimento das propostas para a elaboração do EVTEA será até as 10 horas do dia 7 de agosto, no Auditório da empresa, em Brasília. O prazo de vigência contratual será de dezoito meses, contados a partir da data da assinatura do contrato, podendo ser prorrogado.

Fonte: Revista Ferroviária, Notícias.

Veja o edital completo Edital_2012-003.pdf

terça-feira, 19 de junho de 2012

Transporte marítimo do Brasil é dominado por bandeiras estrangeiras

O Instituto Nacional de Estudos Jurídicos e Empresariais (INEJE) realizou, na última sexta-feira na capital gaúcha, o 2º Seminário de Direito, Desenvolvimento Portuário e Construção Naval. Ao abrir o evento, que reuniu renomados maritimistas, o presidente do Instituto, Luiz Alberto Pereira Filho, destacou que no Brasil 95% do comércio exterior é feito pelo mar e menos de 1% por meio de navios de bandeira nacional. “Isso já demonstra a necessidade de debater o tema e as políticas públicas para o setor”, disse ele, para uma plateia de cerca de 60 empresários e profissionais brasileiros e argentinos.

O presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado do Rio Grande do Sul, Lauri Kotz, traçou um panorama a respeito das conquistas e perspectivas dos despachantes aduaneiros do Brasil e lembrou que desde 2011 a Instrução Normativa 1.209 disciplina o exame de qualificação como requisito para a habilitação do despachante aduaneiro.

Segundo ele, 97% do comércio exterior passa pela mão do despachante aduaneiro, definido como pessoa física e autônoma, não podendo ser jurídica, o que atesta a importância desse profissional. Kotz enfatizou que o profissional possui a “expertise” por conhecer a legislação e todas as etapas dos processos aduaneiros e é um especialista na análise documental e nos processos operacionais.

A importância da segurança jurídica para o desenvolvimento naval e dos portos gaúchos foi o tema da palestra do coordenador do Grupo de Pesquisa Regulação da Infraestrutura e Juridicidade da Atividade Portuária e Pós-Doutor em Regulação da Infraestrutura de Transportes e Portos da Harvard University, Osvaldo Agripino de Castro Júnior. O especialista enfatizou que o Rio Grande do Sul está em boas mãos para o desenvolvimento portuário e marítimo, mas é preciso existir no país maior segurança jurídica para reduzir o risco nas transações comerciais e aumentar a sustentabilidade. “A enorme dependência do transporte marítimo é uma das fraturas expostas da economia brasileira”, afirmou. 

Segundo ele, 80% dos contêineres são controlados por apenas quatro grupos transnacionais e o preço do frete é duas vezes maior do que na Europa – isso que 80% do comércio internacional é transportado pela via marítima.

Conforme o ex-comandante Wesley Collyer, mestre em Direito das Relações Internacionais, Comércio e Atividade Portuária, um novo cenário se apresentará ao comércio marítimo internacional com expansão do Canal do Panamá, que conta com 81 quilômetros de extensão e com quase 150 rotas de navegação. “A maior parte das nações no mundo têm sido beneficiadas direta ou indiretamente pelo Canal do Panamá”, informou. “Pelo local passa 5% do comércio mundial”.

A expansão, segundo o especialista, deve estar concluída em 2014, quando o Canal completará 100 anos. O custo estimado é de US$ de 5,25 bilhões. Com essa ampliação, prevê ele, haverá um aumento significativo na capacidade de carga das embarcações (“postpanamax”), com efeito cascata que colocará pressão em todos os portos dependentes do Canal, para receberem navios maiores. “Todo porto do mundo que pretenda continuar competitivo deverá acompanhar a tendência mundial”, afirmou. “Rio Grande possui excelentes condições para se transformar em um feeder (porto intermediário) e ser o grande porto distribuidor de mercadorias do Mercosul. Porém, precisa ser ágil, há outros candidatos”.

Segundo o doutor em Direito Tributário e vice-presidente do Ineje, Felipe Ferreira da Silva, a indústria da construção naval brasileira é um setor estratégico em razão dos fatores econômicos, políticos e militares. “A construção naval é um setor estratégico para muitos países. Por isso, precisamos, no Brasil, olhar um pouco mais para a marinha mercante” aconselhou. “E não se trata de um problema de incentivo fiscal, mas de política de Estado para este segmento”.

O 2º Seminário de Direito, Desenvolvimento Portuário e Construção 
Naval reuniu especialistas em Porto Alegre. (Foto: Clleber Passus)

Acidentes marítimos

“No Brasil, vivemos um avanço na expansão do setor naval e com esse crescimento vem a necessidade de mão de obra qualificada. E, como em qualquer atividade, existe risco”. Com essa constatação, a mestre em Direito do Comercio Y Finanzas Internacionales da Universidade de Barcelona, Carla Fregoni, abriu o ciclo de palestras da tarde. Ao dissertar sobre “os impactos dos acidentes marítimos para a construção naval na visão jurídica”, frisou que existem normas e regras que precisam ser observadas para evitar futuros acidentes. “A construção civil é diferente de construção naval. Por isso ao longo dos últimos quatro anos as licitações estão exigindo engenheiros navais”.

“O papel do operador econômico autorizado”, foi o tema do mestre em Direito Internacional, Comunitários e Transnacional, Maxsoel Bastos de Freitas. Segundo ele, os operadores econômicos autorizados podem ser, entre outros, fabricantes, importadores, exportadores, despachantes aduaneiros, transportadores, agentes de carga, intermediários, administradores de portos e aeroportos, operadores de terminais, operadores de transporte multimodal, permissionários e concessionários de recintos alfandegados e distribuidores.

Junto com a Aduana, informou Maxoel, o operador econômico autorizado deve planejar e implementar os procedimentos de controle, avaliação e análise, bem como mecanismos que permitam aperfeiçoamento. O profissional é uma pessoa física ou jurídica envolvida no movimento internacional de mercadorias certificado para operações de acordo com as normas estabelecidas pelo setor, como segurança de cadeia logística e aduaneira.

Para especialista, o Brasil precisa de política pública para o setor aquaviário.

Para a advogada especialista em Direito Aquaviário, Daniela Ohana, muitos destes problemas poderiam ser amenizados se houvesse uma política pública direcionada à qualificação e capacitação do setor. “Temos que pensar com seriedade em estratégias desenvolvimento sustentável e uma cultura maritimista e de comércio exterior. Falta aplicabilidade a boas ideias e um planejamento estratégico a longo prazo com integração de todos os órgãos intervenientes. É um absurdo imaginar que para atender à demanda crescente com o setor de óleo e gás, se reduza a formação de oficiais da marinha mercante de três para dois anos”, alerta.

O Seminário foi encerrado por Wilen Manteli, fundador e presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários, que apontou um conjunto de dificuldades para o setor, no Brasil, e as resumiu como um problema de mentalidade. “Em todos escalões”, disse ele. “Em todas as etapas. Temos mentalidade de súditos”.

“O Brasil cria suas próprias dificuldades: excesso de burocracia, retorno do intervencionismo estatal e disputas entre operadores privados são alguns dos principais entraves que impedem que o Brasil navegue no rumo certo”. E como resolver impasses dessa magnitude? “Com pressão de nossas lideranças, de nossos empresários, dos homens que querem que as coisas aconteçam”, explicou.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Ineje

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Lagoa dos Patos - Lancha da Marinha é localizada

O Comando do 5º Distrito Naval informou que a lancha Lambari, pertencente à Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul, foi encontrada no sábado, dia 16, às 3h da madrugada, pelas equipes que estavam atuando nas buscas na Lagoa dos Patos a bordo do navio-patrulha Babitonga. Ela foi localizada na área em que ocorreu o naufrágio - nas proximidades do Farolete de Bujuru. Segundo a Marinha, o Babitonga usou um sonar (Side Scan) para localizar a lancha e a confirmação foi efetuada por mergulhadores.

Lancha Lambari (LAEP 7)

Ontem, as equipes envolvidas no processo de busca e retirada da embarcação do fundo da lagoa estavam trabalhando no estudo técnico e montagem do dispositivo necessário para reflutuação da Lambari. O salvamento da embarcação será feito por pessoal da Marinha. A lancha Lambari (LAEP 7) naufragou por volta das 21h30min do dia 31 de maio e desde então, estava desaparecida. O naufrágio ocorreu quando a embarcação, de sete metros de comprimento, era rebocada pelo navio Babitonga pela Lagoa dos Patos. Ela estava sendo levada de Rio Grande para Porto Alegre.

Na ocasião, segundo o Comando do 5º Distrito Naval, em virtude da mudança repentina das condições ambientais, com vento sudoeste de 16 nós (28,8 km/h) e águas da lagoa agitadas, a lancha emborcou e rapidamente afundou. Um procedimento administrativo foi aberto para apurar o fato. A Lambari pertence à sede da Capitania dos Portos do RS, localizada em Rio Grande, e estava sendo enviada para a Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Alegre para ser usada nos trabalhos de fiscalização.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, LAEP 7.

Veja o depoimento do Capitão dos Portos no link Inquérito Administrativo

domingo, 17 de junho de 2012

Charqueadas - Rio Jacuí surge como novo polo naval

Entre as indústrias do RS, fornecedoras da Petrobras, Oscar de Azevedo lembrou algumas, como Tramontina, Lupatech, Altus, Metasa, Digicon, Randon, Máquinas Condor, Stemac, Taurus, Engecampo, Rentank, Interial, TMSA, Masal, Micromazza, Coester, Rijeza, Intecnial, Fockink, Novus, Soprano, Koch, Voges e Saur, além das universidades Ufrgs, Furg, assim como o Tecnopuc e o Tecnosinos. Enquanto o petróleo não jorra, o Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da Fiergs comemora o nascimento de um novo polo naval no município de Charqueadas, e já denominado de Polo Naval do Jacuí.

Futuras instalações da IESA - Rio Jacuí/Granja Carola

Além do polo, já consolidado, da Metade Sul, formado por três estaleiros - Quip e Ecovix em Rio Grande e o EBR, em implantação em São José do Norte -, a nova estrutura do Jacuí reforçará a relação de fornecedores do RS ao setor naval. No polo atuarão os grupos Iesa (já concluiu seu cais no rio Jacuí), Engecampo, VTC, Tomé e Metasa. Produzirão módulos para plataformas de exploração de petróleo e gás, exceto a Metasa, que será fornecedora das demais. Cada uma das empresas deverá gerar mais de mil empregos.

O Plano de Negócios anunciado pela Petrobras (2012/2016) projeta 236,5 bilhões de dólares em investimentos. O plano anterior (2011/2015) previa 224,8 bilhões de dólares - contemplava o Polo Naval de Rio Grande com 9 bilhões de dólares em construções offshore e a criação de 15 mil empregos diretos e mais 45 mil indiretos. Na Refap, em Canoas, estão em andamento aplicações de mais de 1,6 bilhão de dólares em unidades de hidrotratamento para a redução do teor de enxofre de gasolina e óleo diesel. São previstos 10 mil empregos entre diretos e indiretos. A unidade de gasolina já foi concluída.

Fonte: Correio do Povo, Economia

sábado, 16 de junho de 2012

Expansão do Canal do Panamá representa um desafio à construção naval brasileira


Problemas que afetam as atividades portuárias no Brasil foram discutidos, ontem, no II Seminário de Direito, Desenvolvimento Portuário e Construção Naval, na sede do Instituto de Estudos Jurídicos e Empresariais (Ineje).

De acordo com Felipe Ferreira Silva, vice-presidente do Ineje, 95% dos produtos brasileiros são exportados pelo modal marítimo. "O país tem menos que 2% dos navios de transporte com bandeira brasileira", destacou. Segundo ele, no Brasil estão disponíveis cerca de 8 mil quilômetros navegáveis e 37 portos públicos. "Precisamos investir na construção de mais navios brasileiros e não ficarmos tão dependentes dos estrangeiros", disse ele.

Obras de ampliação no Canal do Panamá

Silva lamentou que o comércio interno brasileiro não seja realizado por hidrovias - há, no país, 50 mil quilômetros delas, mas somente 13 mil quilômetros são utilizados. "A alternativa seria o modal de hidrovias, até porque, os sistemas rodoviário e ferroviário brasileiros estão saturados", ressaltou.

O vice-presidente do Ineje destacou ainda dois aspectos que podem alterar profundamente a posição brasileira no mercado marítimo internacional. Um deles seria a atual crise europeia, que retirou navios de circulação e abriu uma grande oportunidade para o país. O outro aspecto, explicou Silva, diz respeito ao projeto de expansão do Canal do Panamá. "Se não estivermos preparados para quando o canal iniciar sua nova fase, sofreremos uma crise sem precedentes no setor", acrescentou.

Fonte: Correio do Povo, Economia.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Eficiência, sem GPS, nem aparato estatal - Barco de pesca afunda e pescadores são resgatados por pequenas embarcações na Lagoa dos Patos

Dois pescadores ficaram à deriva por cerca de duas horas e meia. Resgate foi realizado por embarcações civis que estavam perto do local.

Trecho Canal Feitoria- Ponta do Bujuru (Carta Náutica 2140)

Um barco de pesca naufragou por volta das 16h30min desta quarta-feira (13) na Lagoa dos Patos, próximo à Boia de Perigo Isolado Saturno, distante cerca de 80 quilômetros de Rio Grande, na Região Sul do Rio Grande do Sul. Dois tripulantes ficaram à deriva por cerca de duas horas e meia. Segundo informou o proprietário do barco ao comunicar o naufrágio ao Serviço de Busca e Salvamento da Marinha, os pescadores estavam com coletes salva-vidas. Eles foram resgatados por volta das 19h por duas embarcações pequenas que estavam próximos da área.

O Navio-Balizador Comandante Varella (H18), com médico e equipamentos de salvamento chegou a ser acionado e estava em deslocamento, mas sua ação não foi necessária, pois o resgate dos tripulantes foi feito por pequenas embarcações civis. 

Segundo a Marinha, que não participou do resgate, os dois pescadores estão bem de saúde e estão sendo levados para a cidade de São Lourenço, na Região Sul do estado.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O elevador de embarcações de Strépy-Thieu, na Bélgica

* Por Sílvio dos Santos

O elevador de embarcações localizado no Canal do Centro em Le Roeulx, Hainaut, na Bélgica, é um equipamento importante para o transporte fluvial europeu, pois possibilita a ligação da fronteira franco-belga para ao Rio Meuse em direção à Liege, na rota hidroviária para Frankfurt e Berlin.

A grande obra foi iniciada em 1982 e finalizada em 2002, consumiu o equivalente a 160 milhões de euros, é constituída de 2 elevadores independentes que vencem um desnível de 73,15 m, em lugar de um conjunto de 2 eclusas e 4 elevadores construídos a partir de 1888. O tempo para transitar nesse sistema antigo era aproximadamente de 2 horas.

Elevador de Strépy-Thieu – vista externa

O gabarito dos tanques com largura de 12 m, comprimento de 112 m e profundidade máxima de 4,5 m permite o tráfego de embarcações de 1.350 toneladas, substituiu com vantagens o acanhado gabarito Frecinet para embarcações de até 400 toneladas.

Os dois elevadores são equipados com quatro motores elétricos cada um, os quais tracionam 112 cabos de aço, completam a subida ou descida em 10 minutos, incluindo o tempo de abertura das comportas. Esse ganho de capacidade permitiu que o fluxo de carga entre o Rio Meuse, o Rio Escaut, acesso ao Porto de Gent e o Canal de Charleroy à Bruxelas, acesso ao Porto de Antuérpia, aumentasse para 2.300.000 toneladas, 8 vezes o volume transportado antes da inauguração do Elevador de Strépy-Thieu.

Elevador de Strépy-Thieu – vista interna

Como incentivo ao transporte fluvial, as embarcações de carga estão isentas do pagamento para a travessia do elevador, o qual é cobrado apenas das embarcações de turismo e das pessoas que queiram apenas visitar o elevador, valores variando de 3,50 a 5,00 euros por pessoa, dependendo da faixa etária e tipo de visita embarcado ou não.

O Elevador de Strépy-Thieu é o maior do mundo até a inauguração do elevador da Barragem das Três Gargantas, hidrelétrica no rio Yangtze, China, o qual vencerá um desnível de 179 metros em dois lances.


* Sílvio dos Santos foi gerente de Transportes Hidroviários e Marítimos da Secretaria de Infraestrutura de Santa Catarina e conselheiro dos CAPs dos portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. É mestre em engenharia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Iniciou sua vida profissional como engenheiro da Cia. do Metropolitano de SP e trabalhou também na Ferrovias Paulistas S.A. (Fepasa), Ferrovia Norte Brasil (Ferronorte) e no Escritório Técnico Figueiredo Ferraz. Seus cursos de especialização em navegação fluvial, portos e ferrovias foram realizados na França com bolsa da ACTIM. Professor de Planejamento de Transportes na Poli-USP, no IME e na Universidade Católica de Santos, onde também lecionou a disciplinas Portos e Navegação Fluvial. Na UFSC foi professor de Ferrovias e Portos, Rios e Canais, durante o estágio de docência. Na Única, em Florianópolis, lecionou a disciplina Transportes e Seguros do Curso de Administração em Comércio Exterior. Atualmente, é engenheiro do Laboratório de Transportes e Logística no convênio da Secretaria de Portos (SEP) com a UFSC. Tem dois livros publicados pelo Cengage Learning: Qualidade e Produtividades nos Transportes - 2008 - co-autor e Transporte Ferroviários - história e técnica - 2011.

Fonte: Portogente, Transporte Modal.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Naufrágio - Lancha da Marinha está desaparecida na Lagoa dos Patos

A lancha Lambari (LAEP 7), da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul, está desaparecida no fundo da Lagoa dos Patos desde a noite do último dia 31. A embarcação, de sete metros de comprimento, saiu de Rio Grande com destino a Porto Alegre, na manhã do dia 31, rebocada pelo navio-patrulha Babitonga pela Lagoa dos Patos. E por volta das 21h30min, afundou na lagoa, nas proximidades do Farolete de Bujuru. Segundo o Comando do 5º Distrito Naval, em virtude da mudança repentina das condições ambientais, com vento sudoeste de 16 nós (28,8 km/h) e águas da lagoa agitadas, a lancha emborcou e rapidamente afundou.

Embarcação LAEP 7 foi perdida enquanto era levada para Porto Alegre

O Comando do 5º DN diz que não houve vítimas, nem danos ambientais e tampouco prejuízos à navegação no local. Conforme o capitão dos Portos, Nilson Seixas dos Santos, a embarcação saiu com uma tripulação de segurança, mas rebocada, pois é pequena e não tinha condições de fazer uma viagem longa sozinha. Por volta das 17h, para evitar riscos devido às condições climáticas, toda a tripulação passou para o Babitonga.

Carta Náutica 2140 - Lagoa dos Patos - Ponta do Bujuru

Um procedimento administrativo foi aberto para apurar o incidente. As buscas foram iniciadas na manhã do dia seguinte ao naufrágio e realizadas por cinco dias consecutivos, mas sem êxito, e por isso foram interrompidas. A Marinha mandou buscar, no Rio de Janeiro, um equipamento (side scan) que permite verificação no fundo da lagoa, para tentar localizar a embarcação. O aparelho chegou na manhã de ontem em Rio Grande. "A Marinha do Brasil está realizando todos os esforços a fim de localizar e reflutuar a embarcação, empregando equipamentos apropriados para buscas submarinas e profissionais vindos do Rio de Janeiro, que já estão na cidade para reinício das buscas em 14 de junho", informou o Comando do 5º DN.

Side Scan - Desenho mostra como funciona o sonar

De acordo com a Capitania, a lancha saiu do Rio Grande com apenas 20 litros de óleo para que, caso o reboque rebentasse e a Lambari ficasse à deriva, a tripulação pudesse colocá-la em funcionamento e aproximar-se do navio-patrulha para refazer o reboque. O motor tem óleo e lubrificante, mas estava lacrado, segundo as informações. A Marinha informou que foram colocadas bóias de contenção na área de buscas e que não teria havido vazamento de óleo.

A Lambari pertence à sede da Capitania dos Portos, localizada em Rio Grande, e estava sendo enviada para a Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Alegre, para ser usada nos trabalhos de fiscalização. Santos ressalta que a embarcação é baixa (tem aproximadamente 2,5 metros de altura) e na suposta área do naufrágio tem lama, por isso ela não ofereceria risco à navegação. Conforme ele, a Estação Naval do Rio Grande tem condições de fazer o salvamento da embarcação, mas caso não consiga, uma empresa de salvatagem pode ser contratada para fazer o serviço.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. LAEP 7

terça-feira, 12 de junho de 2012

Deflagrada ação de fiscalização da pesca da tainha nas regiões Sudeste e Sul

Documentação e equipamentos dos barcos deverão ser  
verificados durante a operação. Foto: Fábio Dutra, JA.

No dia 15 de maio foi aberta a temporada de pesca da tainha nas regiões Sudeste e Sul. Com a intenção de coibir a pesca ilegal, o Ibama deflagrou a operação Parati. Desde o dia 1º de junho, equipes de agentes ambientais federais estão percorrendo a costa catarinense, de Passo de Torres, no extremo sul do estado, a Itajaí, região norte, com o intuito de fiscalizar a pesca por mar e terra.

A pesca da tainha está proibida em desembocaduras estuarino-lagunares, com exceção da pesca com tarrafa, rede de uso artesanal. Em relação à pesca industrial, barcos com capacidade de carga acima de dez toneladas deverão atuar fora das cinco milhas náuticas da costa, ou seja, 9.260 metros. O número de embarcações com essas características permissionadas à pesca nas regiões Sudeste e Sul é 60.

Para pesca artesanal, nas praias que estão licenciadas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), canoas a remo são liberadas, desde que comprovada a residência do pescador no município. A pesca com redes está liberada acima de 1.852 metros da praia e a 300 metros dos costões rochosos.

A Instrução Normativa Ibama Nº 171, de 9 de maio de 2008, que dispõe sobre normas, critérios e padrões para a captura da tainha e para o exercício da pesca em áreas determinadas, no litoral das regiões Sudeste e Sul do Brasil, traz um avanço na proteção da espécie em relação à legislação anterior. Isso porque define uma data para a abertura da temporada de pesca, permitindo, dessa forma, que parte dos cardumes iniciem sua migração, além de reduzir o número de licenças para as embarcações da frota industrial que opera com rede de cerco, segundo o responsável pelo Núcleo de Pesca do Ibama em Santa Catarina, David Figueiredo.

Estarão na mira dos fiscais na operação Parati, a documentação dos barcos, de seus tripulantes, o mapa de bordo (documento em que se registra a quantidade e tipo de peixe de cada lanço dado ao longo da pescaria), além dos petrechos utilizados. A fiscalização está se dando em alto-mar e por terra, onde estão sendo fiscalizados os entrepostos de pesca, locais da descarga.

Segundo o chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama catarinense, Alessandro Queiroz, toda embarcação ou pescador que não estiver de acordo com a legislação sofrerá as sanções previstas.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande.Ibama

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Porto de Rio Grande - Produção naval avança

Obra em Rio Grande permitirá trabalhar com três plataformas ao mesmo tempo ao invés de uma só

As obras de extensão do cais 1 do canteiro da Quip S/A, na ponta Sul do Porto Novo de Rio Grande, iniciadas em fevereiro deste ano, estão em ritmo acelerado. A primeira parte da ampliação da estrutura, destinada a carga e descarga, está quase pronta e deve ser concluída em meados deste mês. Nela, serão descarregados os módulos da plataforma P-58 construídos no Rio de Janeiro. A chegada desses módulos ocorrerá a partir deste mês. A outra, que é para ancoragem, deverá ser terminada no final de julho. Nesta, será atracado o casco da P-63, que deve chegar da China entre agosto e setembro deste ano.

Porto Novo - Cais Quip (Foto: Fabio Dutra/Especial/CP)

Conforme o gestor de suporte corporativo à gestão da Quip, Marcos Reis, 450 trabalhadores contratados pela Construtora Queiroz Galvão estão envolvidos nesta obra. A construtora foi contratada para fazer a ampliação do cais. Das 370 estacas de concreto a serem cravadas nos 220 metros de ampliação do cais, 270 já foram instaladas. As outras cem devem ser cravadas até 15 de junho. O estaqueamento está sendo feito com duas frentes de trabalho. Cada estaca tem 39 metros de comprimento e diâmetro de 80 centímetros, segundo o gerente de produção da obra, José Eustáquio Brito.

Ampliação de estrutura custará R$ 180 milhões
Crédito: Fabio Dutra/Especial/CP

As obras para a ampliação da infraestrutura da Quip consistem na extensão do cais 1 e na implantação do cais 2, na área Sul do canteiro da empresa. A construção do cais 2 deve ocorrer a partir de 2013. Com essa ampliação, será triplicada a capacidade de atracação atual do canteiro da Quip, que hoje tem condições de receber uma plataforma de cada vez. Com a ampliação, terá espaço para três simultaneamente. O investimento nas duas estruturas é de R$ 180 milhões.

Fonte: Correio do Povo, Economia.

sábado, 9 de junho de 2012

Pesca de Emalhe: Protesto de pescadores bloqueia BR-392 e tumultua trânsito em Rio Grande

Manifestação causou congestionamento de veículos por mais de 10 quilômetros

Trânsito foi interrompido em dois pontos. (Foto: Deyver Dias)

Dezenas de pescadores do Rio Grande e de São José do Norte que atuam na pesca de alto-mar, costeira e de praia, acompanhados por alguns armadores, fizeram protesto na manhã desta sexta, 8, na BR-392, na área de acesso ao Superporto do Rio Grande. Eles interromperam o trânsito em dois pontos: na Ponte dos Franceses (km 3) e na rótula de acesso aos Molhes da Barra (km 8), impedindo o tráfego de veículos para os terminais portuários e o Polo Naval. A manifestação causou mais de 10 quilômetros de engarrafamento no sentido do centro da cidade-Superporto e a partir do quilômetro 8 no sentido Superporto-Pelotas. Carros, motos, ônibus, Vans e caminhões ficaram parados nos dois trechos por quase quatro horas, considerando que o bloqueio teve início por volta das 6h30min e só terminou às 10h, após intermediação da Polícia Federal.

Centenas de trabalhadores, a maioria do Polo Naval, que se deslocavam em ônibus, Vans ou carros, para o trabalho, ficaram parados na estrada. Alguns foram a pé para o serviço. O trabalhador Tiago Terra da Silva, 27 anos, que atua no Polo Naval, era um dos que aguardavam na rodovia. Ele estava indo em uma Van para o trabalho, a qual ficou parada próximo a ponte dos Franceses. Silva disse entender que os pescadores estavam exercendo o direito que têm de se manifestar, mas estavam afetando muita gente e empresas que não têm responsabilidade pelo problema deles. Na Ponte dos Franceses, os trabalhadores da pesca fizeram o bloqueio atravessando um caminhão e colocando redes na pista. Por meio de faixas, ressaltavam que desejam trabalhar, entre outras questões.

O protesto teve três motivos. Um deles é o artigo 1º da Portaria Ibama nº 121-N/1998, que proíbe o uso ou o transporte de redes de emalhar (de superfície e de fundo) com comprimento superior a 2,5 km. O Sindicato dos Pescadores do Rio Grande ingressou na Justiça Federal contra o Ibama e a União para evitar a aplicação deste artigo, mas a ação foi julgada improcedente pela Justiça Federal do Rio Grande. Conforme o armador Wilson Amorim de Paiva, a proibição de redes com mais de 2,5 km inviabiliza a pesca de emalhe. A categoria vem utilizando redes de 20 a 25 km de comprimento e aceitaria, hoje, a diminuição para 15 km.

Outro motivo refere-se a pesca de emalhe da anchova. Conforme estabelecido pela Instrução Normativa 02/2009 do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), essa espécie é considerada fauna acompanhante e por isso na produção de um barco não pode haver mais de 5% de anchova. Os pescadores e armadores de pesca de emalhe costeira e de fundo querem que não seja estipulado percentual, que a captura da anchova seja colocada como especial. Hoje, as espécies-alvo deste tipo de pescaria são corvina, castanha, pescada e abrótea. O terceiro, é a inexistência de permissionamento para a chamada pesca de lance de beira de praia, típica da região. Como não existe permissionamento, a prática desta atividade tem motivado apreensões por parte do Ibama. Em 17 de maio deste ano, por exemplo, o Ibama apreendeu, no balneário Cassino, oito caminhões, oito barcos e igual número de redes de emalhe, mais 700 quilos de peixe, pertencentes a pescadores que atuam nesta atividade.

A intenção dos manifestantes era manter os bloqueios na rodovia até o meio-dia. No entanto, perto das 10h, a Polícia Federal esteve no local, conversou com eles e os convenceu a encerrar o protesto. A sugestão da PF, aceita pelos pescadores e armadores, foi definir uma comissão para uma reunião, uma hora depois, na delegacia da PF, para listar as reivindicações a serem apresentadas à tarde ao Ministério Público Federal (MPF) e MPA. A delegada federal Janaína Braido Agostini fez a sugestão, observando que eles já tinham conseguido chamar a atenção para a causa deles e explicando que era importante evitar qualquer tipo de conflito, pois o congestionamento era grande. Ela ressaltou que não era só a economia que estava sendo prejudicada, mas também a vida das pessoas que precisavam se deslocar pela rodovia.

O encontro na delegacia da PF foi realizado e cópia da ata da reunião, com os pedidos dos pescadores, foi entregue por representantes dos pescadores no MPF, no início da tarde, com a solicitação de que o órgão verifique o que pode fazer pela categoria.

MPA

O superintendente do Ministério da Pesca no Rio Grande do Sul, Gilmar da Silva Coelho, veio a Rio Grande para conversar com os pescadores e armadores. Ele esteve no MPF, junto com os representantes dos manifestantes, e depois reuniu-se com eles na sede do Escritório Regional do MPA em Rio Grande. Conforme o superintendente e a chefe do Escritório Regional do MPA, Miriam Bozzetto, em 2010 foi instituído um Grupo Técnico de Trabalho (GTT Emalhe), envolvendo o MPA e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), para tratar de questões relativas à pesca de emalhe no Litoral brasileiro, incluindo o comprimento das redes. Esse grupo encerrou as atividades em julho de 2011 sem que houvesse consenso entre os dois ministérios com relação ao comprimento das redes. O MPA defende 20 km e o MMA, 13 km. O setor pesqueiro interessado aceita 15 km.

Agora, há um Comitê Técnico de Gestão Permanente (CTGP) tratando do ordenamento da pesca, o qual tem reunião prevista para 25 de julho. Como os pescadores têm urgência da resolução da questão da Portaria 121, a Superintendência Regional do MPA, junto com outros órgãos, vai tentar fazer com que o CTGP se reúna antes, em caráter extraordinário, para tratar do assunto. Um documento será enviado ao CTGP segunda-feira tentando esse encontro extraordinário. Sobre a pesca de lance de praia, Miriam Bozzeto disse que já há um grupo técnico que vem debatendo essa atividade e buscando subsídios para estudo e definição do permissionamento adequado.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Manifestação

NOTA DO EDITOR

Rede de emalhar - É um tipo de rede de pesca passiva em que os peixes ou crustáceos ficam presos em suas malhas devido ao seu próprio movimento. É um petrecho de pesca relativamente simples, pois consiste, na sua forma básica, de um retângulo de rede com flutuadores numa extremidade e pesos na oposta, que é lançada à água em áreas onde existem cardumes de peixes, os quais ficam "emalhados", ou seja, presos nas malhas da rede, normalmente pelos espinhos ou opérculos. As redes de emalhar podem ter poucos metros e ser operados por dois pescadores a pé, ou podem ter vários quilômetros de extensão e constituirem o principal instrumento de pesca industrial.


Esse método de pesca tem muitas variantes, sendo que a mais perigosa para a fauna marinha e para a própria navegação é a rede-derivante, que também pode ter vários quilómetros de extensão e pode perder-se, continuando a matar peixes que depois não são aproveitados e até mamíferos marinhos; além disso, estas redes são praticamente invisíveis e um navio que passe por uma destas redes perdidas pode ficar com o hélice imobilizado. Por estas razões, este método de pesca foi banido em vários países do mundo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Porto de Rio Grande - SUPRG promove audiências públicas sobre dragagem

A Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) realizará audiências públicas em Rio Grande e São José do Norte para discutir a dragagem de aprofundamento dos canais de acesso e bacias de evolução do Porto Novo e do porto nortense. Em Rio Grande, a reunião ocorrerá às 19h do dia 18, no auditório do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado do Rio Grande do Sul (Adaergs), localizado na rua Marechal Floriano, 286. Em São José do Norte, será às 19h do dia 19, no auditório do Ministério Público, situado na rua General Osório, 61.

As audiências públicas fazem parte do processo de licenciamento ambiental dessas dragagens junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nestes encontros, será apresentado o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) desses serviços, feitos em 2008, que poderão ser discutidos pela comunidade. As reuniões são abertas a todos os interessados.

Dragagem de aprofundamento irá preparar o porto para a expansão
Foto: SUPRG/Divulgação

Conforme a chefe da Divisão de Meio Ambiente do Porto do Rio Grande, Margareth Badejo dos Santos, esses desassoreamentos ainda não têm data prevista para serem feitos. Primeiro será realizada a obra de modernização de 1.125 metros de cais do Porto Novo, cujo início foi prometido para este ano pelo ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Leônidas Cristino, em sua vinda a Rio Grande em janeiro deste ano. A modernização do cais tem que preceder a dragagem de aprofundamento.

Em função disso, o início dessas dragagens devem ocorrer em dois ou três anos. "O aprofundamento vai preparar o porto nortense para a expansão do porto rio-grandino para o lado de São José do Norte", relatou Margareth. Ela observou que quando ocorrer a instalação do Estaleiro EBR em São José do Norte, o porto nortense já deverá ter as condições necessárias ao empreendimento.

Para o aprofundamento dos canais de acesso e bacias de evolução do Porto Novo e do porto nortense, deverão ser removidos, ao todo, 10 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: JOrnal Agora, Rio Grande. Audiência Pública

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Bacias hidrográficas no RS recebem dejetos produzidos por 6,5 milhões de gaúchos


Em apenas 39 quilômetros de curso, o Rio Gravataí condensa o trajeto da vida à morte imposto aos rios gaúchos pelo descaso com o esgoto e as águas. Ele nasce cristalino, em santuários naturais entre Glorinha e Santo Antônio da Patrulha. No seu trecho inicial, sustenta 37 espécies de anfíbios, dá de beber a capivaras, jacarés, antas e macacos e abriga os últimos cervos-do-pantanal do Estado.

Depois, vai sendo assassinado quilômetro após quilômetro. Transformado em principal cano de esgoto de uma população de 1,2 milhão de pessoas, agredido por resíduos industriais e dessangrado pelas lavouras, chega ao fim da sua jornada escuro, fétido, sem vida.

O Delta do Jacuí, seu desaguadouro, é uma espécie de necrotério de rios, onde o Gravataí se reúne a um punhado de moribundos companheiros de sina. Em 2010, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elegeu os cursos de água mais ameaçados do país, para analisá-los no estudo Indicadores do Desenvolvimento Sustentável, nada menos do que três rios que desembocam no Delta apareceram entre os 11 considerados mais críticos: o Gravataí, o Sinos e o Caí.

A situação mais alarmante é a do Sinos, rio que serve de cloaca a munícipios como Canoas – ranqueada em um estudo recente do Instituto Trata Brasil como a oitava cidade com pior saneamento do país, entre 81 municípios com mais de 300 mil habitantes. No estudo do IBGE, foi calculada a chamada Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), a quantidade de oxigênio necessária para degradar a matéria orgânica presente na água (oriunda do esgoto doméstico, principalmente).

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece um limite de 5 miligramas por litro para as águas da classe do Sinos e do Gravataí usadas no abastecimento público. Em 2005, o Sinos chegou a um DBO médio de nove miligramas por litro.

— Quatro já acende o sinal amarelo. Mas, quando passa de cinco, a situação é crítica — diz o biólogo Clebes Brum Pinheiro, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental.

É desses rios em agonia e do Guaíba – no qual desembocam nove bacias hidrográficas transformadas em desaguadouro da maior parte do esgoto produzido por 6,5 milhões de gaúchos – que sai a água que bebemos.

O coordenador do Programa de Pós-graduação em Recursos Hídricos e Saneamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Carlos André Bulhões Mendes, que também integra o Conselho Técnico Consultivo do SENGE, estima que, por falta de preocupação com o saneamento, 12 mil litros de esgoto sejam despejados por segundo nos rios que alimentam o Guaíba – 1 bilhão de litros de dejetos por dia.

Transformar esse manancial contaminado em água potável, mostram estudos, sai mais caro do que custaria dar um destino apropriado ao esgoto. E o resultado final levanta dúvidas. Jogados sem tratamento nos recursos hídricos, os dejetos contêm substâncias que não são eliminadas da água.

A imundície também servirá de combustível para a proliferação das algas que conferem sabor ruim à água fornecida na Capital. E essa é só uma parte dos efeitos do riocídio cometido pelos gaúchos.

— Se os peixes não morrem, ficam contaminados. Na lavouras, é comum fazer a irrigação com água poluída. E há ainda a multiplicação das áreas impróprias para banho — lista o presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.

Guardião de uma das nascentes do Gravataí, Noederci da Silva Santos, 56 anos, lamenta que não se reproduza em todo o curso do rio o capricho que ele dedica à Fonte Imperial, em Santo Antônio da Patrulha. Ele não crê que o líquido da torneira é o mesmo que um dia saiu da fonte.

— Em Porto Alegre a água tem gosto. Como pode? Olha como ela sai limpa daqui — observa o servidor público.

Fonte: Zero Hora, 06/06/2012.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Rio Jacuí - MP participa de operação contra extração de areia

Operação foi realizada nesta terça-feira (5/6). (Foto: MP/RS)

O Ministério Público realizou, nesta terça-feira, 5, uma operação contra a extração de areia no rio Jacuí. A ação, organizada pela Fiscalização Ambiental Integrada - órgão ligado à Promotoria do Meio Ambiente de Porto Alegre -, ocorreu em conjunto com Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Federal. Foram vistoriadas 45 jazidas de responsabilidade de sete empreendedores. Uma draga, embarcação responsável pela remoção de areia, foi apreendida na divisa dos municípios de Charqueadas e Triunfo por atuar em desconformidade com a licença de operação.

Draga foi apreendida durante a ação. (Foto: MP/RS)

Conforme o promotor do Meio Ambiente de Porto Alegre Alexandre Saltz, foi possível constatar a degradação nas margens do rio, especialmente na região do Parque do Delta do Jacuí, que é uma Área de Preservação Permanente. “Nosso principal objetivo foi identificar as condições do rio em decorrência da extração de areia e ver se as empresas responsáveis estão agindo da forma como está prevista nas licenças ambientais concedidas pela Fepam”, informou.

GPS da embarcação será periciado. (Foto: MP/RS)

O Promotor explicou que, em 2005, o MP ajuizou uma ação civil pública que busca a reparação das margens do rio Jacuí, bem como de outros mananciais onde há extração de areia. A partir da vistoria desta terça, novos inquéritos civis deverão ser instaurados. A operação foi realizada em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Mas Saltz garante que isso será uma constante: "a FAI atuará de forma contínua, em conjunto com os órgãos de fiscalização ambiental, para combater os crimes e a degradação ambiental".

Promotor Saltz concedeu entrevista para imprensa. 
(Foto: MP/RS)

De acordo com Saltz, foi encontrado durante a vistoria um canal com mais de sete metros de profundidade às margens do rio, o que é um indicativo de extração de areia de forma irregular. O GPS da draga deverá passar pela perícia da Polícia Federal, para apontar se a embarcação estava no local adequado. Participou também da operação a promotora de Justiça Especializada de Viamão, Anelise Stifelman.

Fonte: Ministério Público Estadual, www.mp.rs.gov.br.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Navios paraguaios abandonados no Cais Mauá são desmontados na Capital

Navio paraguaio General Bernardino Caballero vai ser transformado em sucata. Até o final de maio, cerca de 200 toneladas de material haviam sido:imagem 1
Mais de 200 toneladas de metais já foram retiradas do General 
Bernardino Caballero. (Foto: Fernando Gomes/Agência RBS)

Kamila Almeida
kamila.almeida@zerohora.com

Ferrugens espalhadas em mais de três dezenas de tonéis e peças gigantescas acomodadas no chão do armazém C-6 do Cais Mauá, em Porto Alegre, são sinais de que a orla do Guaíba está prestes a ganhar cara nova. Os restos de aço, corroídos pelo tempo pertencem às duas últimas embarcações-sucatas atracadas no Cais do Porto da Capital.

Os navios cargueiros paraguaios General Bernardino Caballero e o Mariscal José Felix Estigarribia foram arrematados pela empresa Rio Sul Comércio de Aros e Metais por mais de R$ 1 milhão. O prazo para a retirada termina em setembro, cumprindo os 120 dias estabelecidos no edital do leilão. A aceleração da obra depende de uma licença ambiental da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), ainda sem definição.

O trabalho se iniciou há 45 dias, principalmente, no General Bernardino Caballero. Nesse tempo, foi realizada a limpeza interna, como a retirada de ferrugem e também das madeiras que revestiam os cinco andares localizados na popa. Ao todo, cerca de 200 toneladas de material já foram retiradas, como tampas dos porões e bobinas de cabo de aço.

As operações de desmanche foram intensificadas na semana passada, quando cinco funcionários de uma empresa terceirizada trabalhavam no desmonte. A ideia é de que nos próximos dias, a equipe triplique de tamanho e passe a operar com seis maçaricos, responsáveis pelos cortes das peças do navio.

Todo o resíduo do interior da embarcação foi levado para a análise da Fepam. A empresa aguarda agora a resposta do laboratório credenciado para depois ingressar com o protocolo no órgão.

O engenheiro químico André Milanez, técnico do serviço de emergência ambiental da Fepam, diz que ao receber os papéis eles serão analisados em caráter de urgência.

— Vamos agilizar essa análise em função da rapidez que se quer que eles saiam dali, muito pela revitalização do Cais e também pela questão visual — destacou Milanez.

A ideia da empresa detentora dos barcos é de que agora se iniciem as mudanças mais sensíveis, que poderão serão observadas por quem passa pela região da rodoviária da Capital. Um guindaste está agendado para fazer a retirada dos equipamentos superiores amanhã.

— Depois de finalizado o prazo de 120 dias para o desmanche, os cascos devem ser rebocados para local ainda não definido. O material retirado é vendido para uma siderúrgica. A ideia da empresa é de reaproveitar apenas parte do casco para a construção de uma nova embarcação — explicou Vinícius Krieck, gerente da Rio Sul e supervisor da obra de desmanche.

As embarcações foram abandonadas pelo governo paraguaio no Porto de Porto Alegre há cerca de 15 anos, após a Marinha do Brasil detectar problemas na segurança para navegação. Leia +

Fonte: Zero Hora, 05-06-2012. Cais desocupado

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Porto de Rio Grande: Paralisações por mau tempo provocam perdas de R$ 20 milhões desde 2010

Condições climáticas extremas impediram operações de carga e descarga durante 76 dias

Paradas provocam perdas de R$ 20 milhões desde 2010 em Rio Grande Maurício Gasparetto/Agencia RBS
Mar agitado prejudica operações na região
Foto: Maurício Gasparetto/Agência RBS

Rafael Divério
rafael.diverio@zerohora.com.br

Podem passar de R$ 20 milhões os prejuízos nos últimos dois anos e meio no Porto de Rio Grande por conta da paralisação das atividades. Somadas as horas paradas, chega a 76 o número de dias em que algum motivo impossibilita manobras dos navios por condições climáticas.

O cálculo das perdas de proprietários de cargas ou armadores (empresas responsáveis pelo transporte) é estimado pelo Sindicato das Agências de Navegação (Sindanave). O valor é apenas estimado porque, pela diferença no movimento do porto conforme a época do ano, é impossível precisar o prejuízo de um dia sem atividades. Em períodos de safra de grãos, por exemplo, há mais navios. Fora dessa temporada, a frequência diminui.

Assim, o cálculo é feito com base no número de embarcações que passam anualmente no porto, estimando que de oito a 10 navios operem nas águas gaúchas diariamente. Pela variedade de cargas, estipular o preço de uma embarcação parada fica ainda mais difícil. Mesmo assim, o custo de cada dia de navio inativo é estimado entre R$ 70 e R$ 80 mil. Por isso, com os 76 dias, passaria de R$ 20 milhões a perda de armadores e proprietários de carga.

– Dependendo do material que deveria ser descarregado, qualquer atraso causa uma reação em cadeia, que aumentaria ainda mais esse valor – comenta o presidente do Sindanave, Eduardo Adamczyk.

Mesmo com os eventuais problemas, porém, o porto gaúcho segue como melhor destino para carga e descarga, na opinião de Adamczyk. Eventuais fechamentos são compensados por calado, armazéns e velocidade de operações, condições que o dirigente considera melhores do que as de Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Essas condições garantem a Rio Grande o posto de segundo mais importante em cargas do Brasil.

– Seria necessário que o porto investisse em estruturas mais modernas para evitar cancelamentos de operações. Há boias inteligentes, que sinalizam o canal e garantem a navegabilidade, por exemplo. É preciso garantir operações 24 horas por dia. Assim, o porto seria altamente competitivo – adverte Adamczyk.

Um investimento está previsto para tentar reduzir o número de horas paradas em Rio Grande. O porto será contemplado, nos próximos meses, com o Sistema de Gerenciamento de Tráfego de Navios (VTMS, na sigla em inglês). O projeto irá monitorar o tráfego hidroviário, rastreando toda a área do porto organizado. O plano é da Secretaria Especial dos Portos, que contratou a empresa americana Unisys (referência em tecnologia da informação) para a elaboração.

O objetivo é atacar diretamente o congestionamento de navios nos portos brasileiros e as dificuldades relacionadas à entrada e saída de embarcações e cargas pelo mar. No ano passado, a Unisys finalizou os trabalhos do projeto Carga Inteligente, que oferecerá monitoramento e aumentará a segurança do transporte.

Será possível, com esse procedimento, reduzir o tempo de espera dos navios que estão fora dos portos, além de integrar os departamentos responsáveis pelo monitoramento dos navios e facilitar a troca de informações, levando a uma navegação segura. Tudo isso será realizado por um sistema de radar e Identificação Automática (AIS), responsável por realizar toda a varredura no porto. Salvador (BA), Rio de Janeiro e Itaguaí (RJ) também serão contemplados.

Em 2012, até o momento o tempo tem ajudado. Foram apenas cinco dias de paralisação, sendo quatro por baixa visibilidade e uma por ondas grandes e ventos fortes. Pela posição geográfica, Rio Grande é mais suscetível a intempéries do que os demais portos brasileiros. Como está em uma zona sub-tropical, fica mais sujeito à exposição de ventos fortes, chuva intensa (que diminui a visibilidade) e aumento da força da correnteza. Assim, o fechamento do porto gaúcho é mais comum do que dos demais brasileiros.

Fonte: ZERO HORA, Economia.

domingo, 3 de junho de 2012

Prefeitura sublocou Porto de Rio Pardo para empresas de mineração de areia


Porto de Rio Pardo - Foto Histórica (IBGE)

Porto de Rio Pardo - Imagem de Satélite (atual)

O Porto de Rio Pardo situa-se na margem esquerda do rio Jacuí, a 146km da foz. Consta de cais de 146 metros, formado por dois patamares, interligados por rampa. Possui dois armazéns com 450m² cada um.

NOTA DO EDITOR

A mera devolução das instalações portuárias do Porto de Rio Pardo não é suficiente, pois a Prefeitura sublocou o porto para três empresas privadas do setor de mineração de areia, com o conhecimento de gestões anteriores da SPH (2004/2011). Quais foram os termos do convênio celebrado entre a SPH e a PM de Rio Pardo? Quais os valores cobrados das empresas mineradoras pela PM de Rio Pardo pelo aluguel das instalações? O convênio previa penalidades/multas? Um dos usos possíveis para instalações portuárias interiores é, sem dúvida, permitir operações de descarga e armazenagem de minérios; mas não dá para entender porque a receita auferida no arrendamento dessas instalações não está sendo destinada à SPH. A receita arrecada pela PM de Rio Pardo nesse período, se não foi aplicada na conservação e melhoramento das instalações do porto, deveria retornar aos cofres da SPH.

Fonte: Jornal do Comércio, Caderno de Logística.

sábado, 2 de junho de 2012

Porto de Rio Grande: Parte da extensão do cais da Quip fica pronta este mês

As obras de extensão do cais 1 do canteiro da Quip S/A, na ponta sul, iniciadas em fevereiro deste ano, estão em ritmo acelerado. A primeira parte da ampliação da estrutura, destinada a carga e descarga, está quase pronta e deve ser concluída em meados deste mês. Nela serão descarregados os módulos da plataforma P-58 construídos no Rio de Janeiro. A chegada destes módulos ocorrerá a partir de 10 de junho. A outra, que é para ancoragem, deverá ser terminada no final de julho. Nesta, será atracado o casco da P-63, que deve chegar da China entre agosto e setembro deste ano.

Porto de Rio Grande - Cais do Porto Novo

Conforme o gestor de suporte corporativo à gestão da Quip, Marcos Reis, 450 trabalhadores contratados pela Construtora Queiroz Galvão estão envolvidos nesta obra. A construtora foi contratada pela Quip para fazer a ampliação do cais. Das 370 estacas de concreto a serem cravadas nos 220 metros de ampliação do cais, 270 já foram instaladas. As outras 100 devem ser cravadas até 15 de junho. Todas já estão construídas.

Estaqueamento está sendo feito com duas frentes de trabalho para agilizar o serviço  
Foto: Fabio Dutra

O estaqueamento está sendo feito com duas frentes de trabalho para agilizar o serviço. Cada estaca tem 39 metros de comprimento e diâmetro de 80 centímetros, segundo informações do gerente de produção da obra, José Eustáquio Brito. Sobre elas, para composição do cais, são colocados pré-moldados (chapas de concreto) e depois laje.

Imagem: Divulgação Quip

As obras para ampliação da infraestrutura da Quip consistem na extensão do cais 1 e implantação do cais 2, na área sul do canteiro da empresa. A construção do cais 2 está prevista para ocorrer a partir de 2013. Com essa ampliação, será triplicada a capacidade de atracação atual do canteiro da Quip. Hoje, o cais da empresa tem condições de receber uma plataforma de cada vez. Com a ampliação, terá espaço para três simultaneamente. O investimento nas duas estruturas é de R$ 180 milhões.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br
Ilustrações: Hermes Vargas dos Santos

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande.