Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Plataforma de petróleo inclina na Baía de Guanabara

Cerca de 100 tripulantes tiveram que ser resgatados

 
Plataforma que adernou na Baía de Guanabara (Foto: Agência Estado)

Uma plataforma de petróleo ancorada na Baía de Guanabara adernou no final da noite do último sábado (28). Os cem tripulantes que estavam a bordo tiveram de ser retirados às pressas, por medida de precaução.

Pertencente à empresa Trans Ocean, que presta serviços à indústria de óleo e gás em países produtores, a plataforma estava parada desde o primeiro trimestre no cais do Arsenal de Marinha, na Ilha das Cobras. A plataforma vinha sendo submetida a reparos.

O risco de a plataforma inclinar-se ainda mais levou os oficiais de plantão no 1º Distrito Naval (representação da Marinha no Estado do Rio), vizinho ao Arsenal de Marinha, a decidirem pela retirada de um submarino que estava ancorado ao lado.

Pela manhã, um guindaste e dois rebocadores prenderam cabos na plataforma, na tentativa de evitar que o processo de inclinação se acentue.

A Marinha proibiu o acesso de jornalistas ao Arsenal de Marinha. A Trans Ocean ainda não se manifestou sobre o problema. Boias de contenção de óleo foram espalhadas ao redor da plataforma, como prevenção a vazamentos. Aparentemente, o óleo da plataforma não vazou.

Fonte: Último Segundo, Plataforma.

domingo, 29 de abril de 2012

Cisne Branco pode deixar de transportar turistas em Porto Alegre

Novo projeto de revitalização da orla não prevê o serviço

Barco não tem para onde ir devido às proporções
Crédito: Paulo Nunes

Presente na área do Cais Mauá há duas décadas, o tradicional barco Cisne Branco pode deixar em breve a orla do Guaíba, em Porto Alegre. O motivo da saída é uma notificação enviada pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) em razão de uma determinação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), estabelecendo que nenhuma empresa poderá permanecer nos armazéns do cais, já que o projeto de revitalização prevê a entrega do local desocupado.

Mas, provavelmente na próxima semana, após o feriado, o impasse poderá ter um desfecho, ainda desconhecido. "Não conseguimos admitir como os governantes e o próprio Consórcio Porto Cais Mauá pensam em revitalizar o Porto, devolvendo o lago para a cidade, sem embarcações de turismo que fomentem a atividade no local e podem contribuir para que a população usufrua de nosso manancial hídrico", diz, inconformada, a proprietária da embarcação, Adriane Hildig.

Segundo ela, se nada for feito, o barco, que transporta cerca de 4 mil pessoas por ano, deixará de prestar o serviço de turismo. Adriane conta que a prefeitura, via Secretaria de Turismo e Gabinete de Assuntos Especiais (GAE), está tentando encontrar novo local no projeto Orla, mas a tarefa não é simples nem rápida. "O prazo para ficarmos no Cais expirou na segunda-feira, mas o município intercedeu e ainda estamos aqui, por um tempo não sabido", afirmou a proprietária. 

O secretário do GAE, Edemar Tutikian, confirma a informação. "Solicitamos prorrogação do prazo para desocupação do espaço, tendo em vista as negociações que a prefeitura vem fazendo para buscar novo local. Mas não podemos atuar na área que não nos pertence", diz Tutikian. Segundo Adriane, que também é vice-presidente da Associação do Turismo Náutico do Estado, não há outro lugar que o barco possa ir além daquele em que já está.

Ele avalia que não é possível atracar junto à Usina do Gasômetro com os demais barcos, pelo tamanho e pelo baixo calado (profundidade do canal). "Nos traz preocupação essa medida, pois a situação está contornada por enquanto, mas não sabemos como honrar nossos compromissos, já que não temos certeza do futuro. De qualquer forma, essa ação vai eliminar um ponto de embarque e desembarque do turismo fluvial que vem sendo trabalhado há 20 anos e limitar a atividade do turismo náutico a embarcações menores que o Cisne Branco", explica Adriane. 

A SPH afirma em nota que, se a secretaria não cumprir a determinação da Antaq, o Estado poderá ser multado em até R$ 200 mil. Pelo contrato de revitalização, não é mais possível a exploração dessa área nem pela secretaria nem pelo consórcio que administrará o local. A SPH diz que tem procurado solucionar o impasse.

Projeto vai passar por avaliações


A Prefeitura de Porto Alegre recebeu, nesta semana, o projeto de paisagismo e arquitetura da revitalização da Orla do Guaíba produzido pelo escritório Jaime Lerner. Antes da licitação para a contratação da obra, o projeto passará por avaliações de diversas secretarias municipais, como de Meio Ambiente, Indústria e Comércio, Obras, Planejamento, Cultura e Esporte. Apesar de ainda não ter valor definido, todos os custos do projeto serão cobertos pela prefeitura.

Ao todo, a revitalização da Orla do Guaíba compreende uma extensão de 5,9 quilômetros, mas a primeira etapa do projeto abrange 1,5 quilômetro, com início na Usina do Gasômetro e seguindo no sentido da zona Sul.

O prefeito José Fortunati afirmou que depois da análise de viabilidade pelas secretarias a licitação deve ser lançada. A expectativa é que isso ocorra até o fim de julho, com o início das obras ocorrendo no segundo semestre.

O urbanista Jaime Lerner afirmou que o objetivo do projeto, denominado "Parque Urbano da Orla do Guaíba", é valorizar a relação da população com a orla, em especial com o pôr do sol, considerado o cartão-postal da cidade. Para Lerner, não foi um trabalho fácil, pois trata-se de uma região emblemática que reúne diferentes públicos.

Ele explicou que a parte mais complicada foi a área do píer, onde ficarão os barcos de passeio e uma bilheteria. Outro cuidado especial, segundo Lerner, foi destinado à praça Júlio de Castilhos, muito utilizada pelos moradores da região central. "Não poderíamos fazer nenhuma mudança drástica, então tivemos alguns cuidados, de maneira a melhorar o aproveitamento do local", explicou.

Muita água e pouca visibilidade

Porto Alegre tinha muita água, mas poucos podiam desfrutar disso, a não ser os sócios de clubes náuticos ou pescadores. O nascimento do Cisne Branco foi a oportunidade de os porto-alegrenses e turistas poderem desfrutar das águas do Guaíba, em vez de apenas contemplá-las. A empresa de turismo Orgatur foi a responsável por viabilizar a iniciativa, com apoio do Serviço Municipal de Turismo, que viraria depois Epatur e atualmente é Secretaria Municipal de Turismo.

Houve duas inaugurações do barco, que começou a ser construído em 1976. A primeira foi a viagem Porto Alegre - Rio Pardo, em que o então secretário estadual de Turismo, Mário Bernardino Ramos, participou e aprovou. A outra, num dia cálido de março de 1978, teve a bordo a música de Plauto Cruz. O Cisne Branco, por seus idealizadores Gabriel e Alfonso Hildig, venceu muitas guerrilhas e etapas. Graças a eles, a empresa então localizada na esquina da General Câmara com Andrade Neves, conseguiu "vender" a Capital a turistas que queriam conhecer o Guaíba. Agora, perdem para uma Parceria Público-Privada, liderada por espanhóis.

Com informações de Jurema Josefa

Fonte: Correio do Povo, Geral.

NOTA DO EDITOR

O barco Cisne Branco possui 40 metros de comprimento, 7 metros de boca e calado de 1,80 metros, com capacidade de transporte de 200 passageiros e 20 tripulantes. O calado no atracadouro existente junto à Usina do Gasômetro é insuficiente, e uma eventual dragagem de aprofundamento do local é problemática devido à existência da pedra do Gasômetro, que se estende até o cais. Por que o Cisne Branco não pode continuar operando no local, se isso só depende do Consórcio Porto Cais Mauá? A imissão de posse de toda a área em favor do referido consórcio foi publicada em 29 de fevereiro passado no Diário Oficial de Porto Alegre.

sábado, 28 de abril de 2012

Resíduos industriais contaminam Rio dos Sinos

Os poluentes despejados no Portão possivelmente são oriundos de curtume 
Crédito: Vinicius Carvalho/Jornal VS/CP

Polícia Civil deve instaurar inquérito para investigar a responsabilidade Foi identificada na manhã ontem contaminação por resíduos industriais em parte do Rio dos Sinos. De acordo com o diretor-executivo do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos), Júlio Dorneles, o material, ainda de origem desconhecida, poderia ter sido despejado no arroio Portão por um curtume, provavelmente, de Estância Velha. "O odor, a cor, o chorume, indicam que seja de curtume", explicou. 

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria do Meio Ambiente de Estância Velha informou que está acompanhando o caso, mas reforça que não há confirmação de que o material seja oriundo de alguma empresa do município. Até o final da tarde de ontem, os resíduos tinham atingido o arroio Portão e uma extensão de mais de 3 quilômetros do Rio dos Sinos. 

A constatação de que havia poluição ocorreu durante um monitoramento de rotina realizado pelo o Consórcio Pró-Sinos, que identificou um alto nível de condutividade na foz do arroio Portão. A medição apontou 1 mil microSiemens por centímetro (µS/cm) no curso d''água - quando o normal é abaixo de 100 µS/cm -, indicando a presença de poluentes de origem industrial. Conforme Dorneles, a contaminação deve ter acontecido entre quarta-feira e a madrugada de ontem. Todo o curso do arroio foi afetado, fazendo com que a oxigenação de suas águas caísse para cerca de 1 miligrama por litro (mg/l), sendo que o mínimo indicado é acima de 2 mg/l. 

Esta medida coloca em risco a vida de peixes no local. "Há grande risco de mortandade, pois o produto é muito forte, o que pode levar à diminuição no nível de oxigênio nas águas", destaca Dorneles. Em São Leopoldo, o nível do rio estava em 1,6 metro e a oxigenação apontou 3 mg/l, dados considerados ainda normais. O consórcio seguirá monitorando a vazão do Sinos e a diluição dos efluentes. Em caso de chuva, os efeitos dos poluentes deverão ser minimizados. 

As secretarias municipais do Meio Ambiente de Estância Velha e Portão, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e o Ministério Público do Estado foram comunicados sobre o ocorrido. A Polícia Civil deve abrir inquérito para apurar as responsabilidades.

Fonte: Correio do Povo, Cidades.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Convênio entre DNIT/SPH - Governo Federal assumirá a recuperação/manutenção das hidrovias gaúchas *

* Hermes Vargas dos Santos

Um convênio a ser celebrado entre o Governo do Estado, através da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), e o Governo Federal, através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em fase de conclusão, vai proporcionar a revitalização e manutenção do sistema hidroviário gaúcho. 

A assinatura do convênio representa o retorno do governo federal na administração das hidrovias interiores do RS, processo que está sendo denominado de "gestão compartilhada", o que significa que o Governo Federal, além de financiar o custeio das hidrovias gaúchas, também irá participar ativamente da gestão e do processo decisório. 

O principal objetivo do ajuste é emergencial, e refere-se à recuperação de embarcações, máquinas e equipamentos de dragagem (dragas/rebocadores/embarcações auxiliares), e recuperação/modernização da sinalização náutica (boias cegas e luminosas), que se encontram em condições operacionais precárias.


Os últimos detalhes foram ajustados em reunião realizada ontem (26), na sede da SPH, entre representantes do DNIT e da autarquia gaúcha, com a participação de advogados e técnicos da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEINFRA) e da própria SPH. Dentre os objetivos a serem atingidos pelo convênio, encontra-se a dragagem de desassoreamento do hidrovia do Rio Jacuí, desde o Delta até Cachoeira do Sul, vislumbrada como trecho importante da futura Hidrovia do Mercosul. 

Na recuperação e modernização da sinalização náutica (diurna e noturna), que apresenta baixos níveis de desempenho operacional (índice de eficácia) e manutenção sofrível, serão gastos cerca de R$ 10 milhões; além disso, também estão previstas obras de reforma das instalações das oficinas do Estaleiro de Triunfo, pertencente à SPH.


A celebração desse convênio é uma notícia animadora, pois o retorno do governo federal na administração de nossas hidrovias representará o resgate da importância desse modal de transporte, e a possibilidade de restabelecer uma política hidroviária no RS, pois tudo que temos nessa área - portos, canais e eclusas, é fruto de investimentos do governo federal. A federalização, ainda que parcial, sempre foi uma alternativa defendida aqui no "Hidrovias Interiores - RS" como a solução possível para o setor, tendo em vista que os governos estaduais têm privilegiado as rodovias.

Fotos: Hermes Vargas dos Santos 

Fonte: Portal do Estado do RS, Convênio DNIT/SPH.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Travessia RG/SJN - Serviço de balsa tem novas tarifas

A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) publicou ontem, no Diário oficial do Estado, a resolução homologatória da decisão do seu Conselho Superior referente ao reajuste e à revisão tarifária da travessia hidroviária de veículos entre Rio Grande e São José do Norte. Assim, entram em vigor nesta quinta-feira os índices de reajuste e revisão das tarifas do serviço de balsa desta travessia aprovados pela Conselho Superior da Agergs no último dia 19. São 3,57% de reajuste, referente às perdas inflacionárias, mais 10% de revisão, totalizando 13,57% sobre as tarifas cobradas até essa quarta-feira.

 
Segunda balsa foi colocada em operação pela F. Andreis, 
em janeiro. (Foto: Leandro Carvalho/Especial/CP)

O índice aprovado pelo Conselho para revisão tarifária extraordinária, devido ao fato de a empresa F. Andreis, responsável pela travessia de veículos, ter colocado uma segunda balsa no serviço em janeiro, foi de 20%. Este índice foi dividido em duas etapas: 10% agora e os outros 10% após 30 dias do início do funcionamento de nova tabela de horários, a ser fixada pela Superintendência de Portos e Hidrovias, caso a empresa cumpra os horários. O Conselho também definiu que em seis meses será feito um estudo para verificar a demanda pelo serviço e se será preciso alterar os percentuais aprovados. As novas tarifas são R$ 18,25 (automóvel), R$ 54,70 (caminhão/ônibus), R$ 91,25 (carreta), R$ 6,10 (carroça), R$ 4,55 (moto), R$ 3,65 (bicicleta) e R$ 27,35 (automóvel com reboque pequeno).

Fonte: Correio do Povo, Cidades.

Projeto Integrado SocioAmbiental (PISA/PMPA) - Licença de Instalação (EIA/RIMA) emitida pela FEPAM/RS (2008-2013)





Aonde está o processo? Como pode ser visto abaixo, desde o dia 13-03-2012, o processo se encontra na Divisão de Infraestrutura e Saneamento Ambiental, que é uma divisão do Departamento de Controle (DECONT), unidades subordinadas à Diretoria Técnica da FEPAM. A situação atual do processo, conforme informação abaixo, oficial e atualizada, é de que o assunto está "em estudo", mas a licença de instalação foi dada e as obras estão andando (algumas estão quase concluídas, como é o caso do emissário subaquático ...). O que será que está em estudo?

Fonte: Fepam/RS, LI 135/2008-DL.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Resolução 72/2010 - Senado aprova o fim da guerra dos portos (uma das causas da desindustrialização)

Senado aprova alíquota única de ICMS sobre importados
Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado/CP

O Senado aprovou, nesta terça-feira (24/04), a Resolução 72/2010, que unifica em 4% as alíquotas interestaduais do ICMS incidentes sobre produtos importados, a partir de 1º de janeiro de 2013. A votação foi marcada por críticas dos senadores de oposição e pelo protesto dos senadores representantes do Espírito Santo, de Goiás e de Santa Catarina, os estados mais prejudicados pela medida, conforme informações da Agência Senado. 

A intenção da proposta, que tem o apoio do Governo Federal, é acabar com a chamada “guerra dos portos”, ou alíquotas diferentes para os produtos importados que, na prática, funcionam como subsídios. O texto, portanto, tem objetivo de diminuir as vantagens competitivas dos produtos importados sobre os nacionais. 

Atualmente, a tributação do ICMS, em linhas gerais, funciona desta forma: o produto importado é tributado em 18% de ICMS, sendo 12% no estado brasileiro onde foi desembarcado – chamado então de “estado de origem” – e 6% no estado onde será vendido ao consumidor (“estado de destino”). 

Para atrair empresas importadoras para seu território e ampliar a movimentação de seus portos, os estados de origem dão às empresas importadoras um subsídio, chamado “crédito presumido”, que devolve 75% do valor do imposto pago. 

Assim, a alíquota de 12% cobrada na origem cai, na prática, para 3%, o que acaba funcionando como uma taxa de câmbio favorecida. O total de ICMS pago pelo produto importado fica, então, em 9%: 3% no estado de origem e 6% no estado de destino. 

Assim, o subsídio faz com que o produto importado entre no país em condições mais favoráveis do que o produto nacional, que, sem subsídios, paga os 18% da alíquota inicial de ICMS. Isto desfavorece a produção nacional e contribui para a desindustrialização do país. 

Fonte: Portogente, Gazeta.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Esantar recebe material vindo da Antártica

Navios Almirante Maximiano (foto) e Ary Rongel 
chegam hoje ao porto. (Foto: Arquivo JA)

Os dois navios que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar) chegam nesta terça-feira ao Porto do Rio Grande. As embarcações vão descarregar o material utilizado no encerramento da 30ª Operação Antártica (Operantar) e também no começo da recuperação da Estação Brasileira Comandante Ferraz (EACF), que sofreu incêndio de grandes proporções em fevereiro. 

O “Ary Rongel” e o “Almirante Maximiano” trazem a bordo, para serem armazenados na Estação de Apoio Antártico (Esantar da Furg), geradores, motos de neve, equipamentos de alpinismo, tratores, caixas de mantimentos vazias, botijões de gás e o lixo produzido na Estação Brasileira Comandante Ferraz. Durante dois dias, será feito o descarregamento dos navios, que seguirão após para o Rio de Janeiro, encerrando a etapa de bordo da 30ª Operantar. 

O diretor da Esantar, Gonzalo Velasco, explica que os navios atracarão no cais do Porto Novo nas primeiras horas da manhã. Para a operação de recebimento e descarregamento dos navios, será utilizada uma equipe de 15 pessoas da Furg, além de cinco carretas contratadas com motoristas, 20 marinheiros e 10 estivadores contratados para atuar no descarregamento das carretas junto à Esantar, no Campus Carreiros. Cada carreta deverá fazer pelo menos duas viagens entre o porto e a Universidade.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Programa Antártico

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Simulador virtual treina operadores de navios petroleiros

Antonio Carlos Quinto
acquinto@usp.br

Utilizando-se de tecnologia 100% nacional, engenheiros do Tanque de Provas Numérico (TPN) da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveram um Simulador Virtual Offshore para treinamento de operadores de navios que atuam em operações de alívio de petróleo — transferência de óleo da plataforma para o navio petroleiro. O sistema reproduz, virtualmente e com exatidão, as dificuldades de uma embarcação petroleira em alto mar, como condições de tempo, ondas, ventos e correntes marítimas. 

Segundo o professor Eduardo Aoun Tannuri, docente do Departamento de Engenharia Mecatrônica e um dos coordenadores do TPN, o projeto resulta de uma parceria da USP com a Petrobras Transportes S.A. — Transpetro. “O simulador foi desenvolvido para atender as necessidades da empresa, que já possui em sua sede, no Rio de Janeiro, três outros equipamentos semelhantes a este, também desenvolvidos e construídos em nossos laboratórios”, lembra Tannuri. O professor conta que operações de alívio exigem precisão e devem ser extremamente seguras. O simulador deverá atender a demanda da empresa, que vem expandindo seus serviços e, para isso, irá necessitar de mais operadores especializados e devidamente treinados. 


Simulador Virtual Offshore treinará
operadores de navios petroleiros
O simulador offshore traz consigo toda a tecnologia desenvolvida em outro produto especialmente projetado para a Transpetro, que é o Simulador de Navegação de Comboios Fluviais concebido para treinar operadores de embarcações de transporte de combustíveis na hidrovia Tietê-Paraná. Ambos utilizam modelos matemáticos que são resultado de estudos de mais de 20 anos. “Uma das principais evoluções deste novo simulador é em relação ao grau de qualidade gráfica”, antecipa o professor. Segundo ele, não se pode estimar custos num projeto como este, justamente porque toda a tecnologia vem sendo desenvolvida há tempos nos laboratórios do TPN. “Todos os softwares foram concebidos aqui mesmo. Por isso, não temos como calcular os custos. O que sabemos é que sistemas semelhantes importados teriam um custo elevado”, assegura. 

Simulação 

O equipamento possui três grandes telas e uma bancada com todos os controles de um navio petroleiro, reproduzindo a cabine da embarcação. Ao todo, são cinco manches e um joystick que permitem ao operador o controle de posicionamento do navio. O simulador, que pode ser controlado por um “instrutor”, tem a capacidade de simular todas as condições possíveis de mar e de tempo, como chuvas, altura de ondas, etc. “Além disso, o programa também permite que sejam simuladas avarias no navio para que o operador tome decisões rápidas e acertadas”, descreve Tannuri.

Sistema possui três telas e consegue reproduzir a cabine de uma embarcação

O simulador tem já configurado em seu sistema modelos virtuais de três gerações de navios petroleiros da Petrobras: Ataulfo Alves, Stavanger e os novos navios que irão operar na Bacia de Santos. Tannuri informa que as novas embarcações possuem sistemas de posicionamento específicos para as condições do mar de Santos, que são mais severas. Além dos navios, o simulador offshore possui modelos virtuais das plataformas da Petrobras P-50, P-35, localizadas a mais de 100 quilômetros da costa, e de monobóias, que são pequenas estações de alivio de petróleo que ficam mais próximas ao litoral. 

Tannuri explica que uma operação de alívio pode durar até um dia todo e que as condições do mar no Brasil são bastantes críticas e específicas. “Ou seja, numa operação completa, pode haver inversões de direção de ondas e ventos, chuvas, etc.”, descreve o professor. Ele explica que além dos modelos matemáticos dos navios que estão inseridos no software, o sistema também possui parâmetros ambientais das locações simuladas. “Isso foi possível graças aos dados meteorológicos disponibilizados pela própria Petrobras. São modelos matemáticos robustos e com informações de longos espaços de tempo que estão inseridas no modelo virtual”, informa Tannuri.

Simulação virtual de uma operação de alívio de petróleo em mar aberto

O projeto do Simulador Virtual Offshore teve início em agosto de 2011 e foi totalmente concluído no último mês de março. De acordo com o professor, o equipamento poderá substituir horas de treinamento dos operadores no mar. O sistema também já está instalado na Transpetro. 

Participaram do desenvolvimento do projeto, além dos pesquisadores, alunos e ex-alunos da Poli que acabaram constituindo uma empresa. Tannuri explica que o empreendimento foi incubado no próprio TPN. “A Petrobras/Transpetro necessita de manutenção permanente deste tipo de sistema, daí a viabilidade de constituição da empresa. A Universidade gera produtos inovadores e abre espaço para empresas de tecnologia se desenvolverem no mercado nacional.”, justifica o professor. Assim, com o apoio do Cietec foi criada a Technomar, que é gerida por ex-alunos da Poli. A equipe principal de desenvolvimento do projeto é formada pelo professor Kazuo Nishimoto, pelos pesquisadores Carlos H. Fucatu e Humberto S. Makiyama, pelos alunos de pós-graduação Felipe Rateiro, Denis Taniguchi, Leonardo I. Abe, Michel R. Miyazaki, e com a colaboração de Antonio A. Russo. (Fotos: Marcos Santos)

Fonte: Agência USP de Notícias. Tecnologia

sábado, 21 de abril de 2012

Revitalização do Cais Mauá ameaça embarcação Cisne Branco na Capital

Proprietária diz que não há calado suficiente para o barco longe do cais

 André Mags
 andre.mags@zerohora.com.br

Revitalização do Cais Mauá ameaça embarcação Cisne Branco na Capital Emílio Pedroso/Agencia RBS
"Se na segunda-feira tivermos de sair, vamos ter de ir
para o meio do Guaíba e jogar âncora", diz a proprietária
Foto: Emílio Pedroso/Agencia RBS

A revitalização do Cais Mauá trará de volta à população de Porto Alegre a proximidade com o Guaíba, mas afastará um de seus mais tradicionais frequentadores. Com a tomada de posse da área pela empresa Porto Cais Mauá, o barco Cisne Branco terá de deixar na segunda-feira o ponto de onde parte há 20 anos para passeios sobre as águas, mas o problema maior é: para onde ir? 

 Não há calado suficiente para o Cisne Branco longe do cais, diz a proprietária da embarcação Adriane Hildig. A única chance de sobrevivência do negócio, segundo ela, é esticar o prazo de saída. O objetivo é postergar a mudança até que ocorra a reformulação da orla entre a Usina do Gasômetro e as proximidades do BarraShoppingSul, obra a cargo do escritório do arquiteto Jaime Lerner, do Paraná. O projeto prevê a construção de novos espaços para barcos. Seria a salvação do Cisne Branco.

 — Estamos em um beco sem saída. Enquanto não sair esse projeto para a orla, não teremos condições técnicas de atracar em nenhum outro lugar porque o Cisne Branco é um barco muito grande. Se na segunda-feira tivermos de sair, vamos ter de ir para o meio do Guaíba e jogar âncora — lamenta Adriane. 

Em meio aos temores ocorrem negociações envolvendo a Superintendência dos Portos e Hidrovias do Estado (SPH), a Associação de Turismo Náutico (Atun) e a empresa. A SPH informou ter a obrigação de entregar a área vazia e que os acordos entre os locatários de espaços no cais e a empresa não lhe competem — quer dizer, eles poderiam se acertar entre si. Diretor-presidente da Porto Cais Mauá, Mario Freitas concorda com uma flexibilização para que o barco continue utilizando o cais até encontrar um novo atracadouro.

— O Estado tem de entregar a área vazia, mas pode-se ficar um pouco mais, tem de haver sensibilidade. Nós não estamos preocupados em que tenham de tirar todo mundo. Estamos negociando isso com o Estado — afirma Freitas. 

 Outros locatários também deixarão seus espaços 

Mesmo com as considerações favoráveis a um prazo maior, Adriane relata que não sabe com quem negociar. Ela ressalta que há um jogo de empurra, inclusive com informações controversas. Ontem, por exemplo, tanto SPH quanto a Porto Cais Mauá sinalizavam com 28 ou 30 de abril como a data limite para a embarcação zarpar — e não com a próxima segunda-feira.

Além do Cisne Branco, outros locatários do cais terão de deixar as dependências que utilizam. Um deles seria a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). A Ospa, que ensaia no armazém A3, ainda não pode contar com a Sala Sinfônica, em construção. Restará procurar um novo espaço enquanto isso, caso não seja estipulado outro prazo de retirada.

Fonte: Zero Hora. Impasse no Guaíba

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Agergs define reajuste e revisão de tarifas para balsa de veículos da travessia Rio Grande-São José do Norte

O Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) reuniu-se na tarde desta quinta, 19, na sede da Agergs, para análise do processo relativo ao reajuste e à revisão tarifária da travessia hidroviária de veículos entre Rio Grande e São José do Norte. No encontro, foram aprovados reajuste de 3,57%, referente às perdas inflacionárias, e um índice de 20% de revisão tarifária extraordinária pela inclusão, em janeiro deste ano, de uma segunda balsa (a Priscila) no serviço. Os 20% foram divididos em duas etapas: 10% agora e 10% depois de 30 dias do início do funcionamento de nova tabela de horários, a ser fixada pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), caso a empresa cumpra os horários.

Novos preços começarão a ser aplicados na quinta-feira, 26
Foto: Fabio Dutra

Conforme o conselheiro Felisberto Garcia Martins, revisor do processo, foi verificado que a empresa responsável pelo serviço, a F. Andreis & Cia, não cumpre os horários, o que causa dificuldades para os usuários. E a intenção é que ela passe a cumpri-los. O reajuste, que ocorre anualmente, e os primeiros 10% de revisão, somando 13,57% sobre as atuais tarifas, passam a vigorar a partir da publicação da resolução homologatória da decisão do Conselho. A publicação deve ocorrer quarta-feira, 25, e os novos preços começarão a ser aplicados na quinta-feira, 26. O Conselho também definiu que dentro de seis meses será feito um estudo para verificar a demanda pelo serviço e avaliar se será preciso aumentar ou diminuir os percentuais aprovados ontem. "Nossa preocupação é proporcionar um bom serviço à população", salientou Martins.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Travessia RG/SJN

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Travessia Rio Grande/SJN - Conselho da Agergs deve votar nesta quinta reajuste para balsa

Nesta quinta-feira, às 14h30min, haverá sessão ordinária do Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), em Porto Alegre, para análise do processo que trata da revisão tarifária da travessia hidroviária de veículos entre Rio Grande e São José do Norte. No encontro, deve ser votado o reajuste das tarifas do serviço de balsa nesta travessia.

Em 27 de fevereiro, a Agergs realizou audiência pública em São José do Norte sobre o assunto, na qual a comunidade e lideranças puderam manifestar-se. Na ocasião, foi discutido o índice de 34,52% sugerido pela Agergs com base em estudos preliminares.

Depois da audiência, o processo de reajuste foi para análise da área técnica da Agência e para a assessoria do Conselho Superior. Nesta quinta, 19, será analisado pelo Conselho, ao qual cabe definir o índice final. O índice proposto anteriormente levou em consideração que a empresa responsável pelo serviço de travessia de veículos teria direito a um reajuste anual e que estava colocando uma segunda balsa na atividade.

Serviço tem expectativa de demanda crescente 
(Foto: Leandro Carvalho/Especial JA)

Transporte de passageiros

A Agergs também vem realizando reuniões em sua sede para debater o transporte hidroviário entre Rio Grande e São José do Norte. Os encontros têm a participação da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) e da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul. A intenção é avaliar as alternativas para a travessia de passageiros. Segundo a Agência, como foi decidido a partir de reunião realizada no Ministério Público, em Porto Alegre, deverá ser feito o cancelamento da licitação interrompida pela Justiça e elaborado um novo edital de licitação para o serviço.

Na manhã desta quarta, houve novo encontro para tratar do assunto. Os órgãos envolvidos estão discutindo o aprimoramento de um cronograma de trabalho, que prevê estudos de ordem técnica para a elaboração de um novo edital, licitação e audiência pública. A ideia agora é apresentar novo cronograma ao Ministério Público. Durante este trabalho, serão definidos a embarcação mais adequada e a quantidade delas, os padrões de qualidade do serviço, tabela de horários e uma expectativa para a crescente demanda e sua variação.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Travessia

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Comissão do Senado aprova projeto que acaba com guerra dos portos

GUERRA FISCAL 17/04/2012 - 15h59min

Agência Brasil


Depois de cerca de quatro horas de discussão, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou por 20 votos a favor e 6 contra o Projeto de Resolução 72. A medida estabelece alíquota única de 4% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre operações interestaduais de produtos importados ou de produtos que usam mais de 40% de matéria prima importada no processo de industrialização. O projeto segue agora para votação em plenário. A previsão é que a alíquota única seja votada amanhã (18).

Os governadores de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do Espírito Santo, Renato Casagrande, além do vice-governador de Goiás, José Eliton Figueiredo, acompanharam a reunião na CAE. Os três estados são os que mais vão perder com a nova alíquota, pois utilizam o ICMS para conceder estímulos fiscais a importadores.

Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu a aprovação da resolução. Como compensação para os estados prejudicados, Mantega garantiu a liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) para os estados que se sentirem prejudicados com o fim da chamada guerra dos portos. Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás oferecem incentivo fiscal na cobrança de ICMS para estimular o desembarque de produtos importados nos seus respectivos portos (no caso de Goiás, no porto seco).

Fonte: Jornal do Comércio, 17-04-2012. Guerra Fiscal

terça-feira, 17 de abril de 2012

SPH desmente notícia falsa veiculada por ex-dirigente da Autarquia

SPH ESCLARECE

17/04/2012 11:22:43

Ao contrário do que foi publicado no Jornal do Comércio desta terça-feira, 17, os equipamentos que estão em processo de montagem no Porto de Porto Alegre nada têm a ver com a instalação de uma nova empresa na área portuária.

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) informa que o material faz parte da um enorme guindaste, de 750 toneladas, que está sendo montado na área do Porto da Capital e será destinado a instalação das estruturas metálicas que irão sustentar a cobertura da Arena do Grêmio.

Lembramos ainda que as informações divulgadas no Jornal do Comércio não partiram da SPH.

Confira na íntegra a notícia divulgada também nesta terça-feira (17) que mostra a que se referem as estrutura metálicas que estão sendo armadas junto ao Cais Navegantes, desde o começo do mês de abril.


O desmentido acima se refere à notícia inverídica veiculada por ex-dirigente da SPH que, na ânsia de aparecer, de apropriar-se do trabalho de terceiros para fins eleitorais, acabou errando feio e envolvendo a própria autarquia da qual foi demitido há pouco tempo. Veja abaixo a matéria inverídica divulgada pelo ex-dirigente da SPH, e que motivou o desmentido por parte do órgão que administra os portos e hidrovias interiores do RS. 


Abaixo aparece a matéria veiculada pelo Jornal do Comércio, com base em fonte inidônea, confundindo um simples trabalho de montagem de equipamento para as obras de um estádio de futebol com a instalação de uma suposta empresa na área portuária.

Jornal do Comércio, 17-04-2012, página 2.

Fonte: SPH, VCV Esteio e Jornal do Comércio. Esclarecimento

Santa Maria, Camaquã e Tapes disputam montadora chinesa

Autoridades e chineses, durante encontro na ACIC - Camaquã

A intenção dos chineses é instalar no Brasil uma montadora de caminhões leves, com peças importadas da China, e, no futuro, fabricar boa parte dos veículos no Brasil. As negociações com os chineses começaram no ano passado (maio), ocasião em que a comitiva gaúcha esteve na China. Nessas tratativas preliminares, o governo gaúcho indicou as cidades de Santa Maria (terra do governador) e Camaquã como prováveis sedes do investimento chinês, mas os catarinenses também se habilitaram para receber a montadora. 

Ontem (16) surgiu mais um pretendente, o município de Tapes, que reforçaria a indicação de Camaquã por conta de uma possibilidade remota - a eventual construção de um terminal portuário interior.


A escolha do local em termos de logística (viabilidade técnica e econômica, custos), supondo que os catarinenses estejam fora do páreo, dependerá da distancia rodoviária desde a futura fábrica até o porto de Rio Grande, e isso provavelmente beneficiaria o município de Camaquã devido à infraestrutura, distancias da RMPA (peças/conteúdo local) e do porto de Rio Grande (porto de embarque/exportação e desembarque/importação de peças), e potencial de capacitação técnica (IFSul).

No entanto, aspectos políticos devem ser considerados e, nesse sentido, o município de Santa Maria também pode ser uma forte opção. O anúncio do local escolhido está previsto para hoje à tarde.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Falhas em estruturas atrasam entrega da P-55 em Rio Grande

Publicação norueguesa especializada divulgou que nós que formam os módulos teriam defeitos. Plataforma poderá operar apenas em 2015.

Embarcação com mais de 8,8 mil metros quadrados teria  
defeitos no casco. (Foto: Rodrigo Genovês/Especial)

Rafael Diverio
rafael.diverio@zerohora.com.br

Três adiamentos recentes na montagem final da P-55, no polo naval de Rio Grande, no sul do Estado, revelam problemas na estrutura da plataforma que podem ser ainda mais graves.

De acordo com reportagem da publicação norueguesa Upstream, especialista no assunto, uma previsão extraoficial estima que a embarcação comece a processar petróleo e gás apenas em 2015, mais de dois anos depois do prazo inicial.

Segundo a publicação, a gigante de mais de 8,8 mil metros quadrados teria sérios comprometimentos, com defeitos tanto no casco — construído no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco — quanto em parte dos módulos. Estes, inclusive, seriam os casos mais graves. Nos módulos, as falhas estariam nas estruturas chamadas nós (nodes, em inglês). Elas ligam todas as partes dos módulos e foram compradas pela Petrobras da Techlabor, uma empresa da cidade de São Gonçalo-RJ. Em uma vistoria realizada no dique seco do Estaleiro Rio Grande (ERG), foi constatada uma série de falhas de soldagem em um desses nós, que levaram a desconfiança de que outras também poderiam estar danificadas. Assim, corria-se o risco de quebrar o módulo quando fosse içado para o mating, a ser realizado pela Quip.

Previsto para fevereiro, o mating (junção dos módulos com o casco da plataforma), teve data alterada para março, posteriormente para abril e, agora, não há sequer previsão.

Em nota, a Petrobras afirmou que não se manifestará sobre os atrasos. Já na Techlabor, a direção da empresa disse que “a obra foi entregue dentro dos parâmetros requeridos pela Petrobras, com toda documentação avalizada pela Sociedade Bureau Veritas – responsável pela certificação. Eventuais problemas detectados devem estar nas uniões dos nós, que são comuns, e estão sendo apurados. A Techlabor Engenharia é fornecedora da Petrobras há 25 anos garante que os equipamentos saíram da fábrica de acordo com todas as inspeções realizadas por inspetores especializados. Apesar de não estar diretamente ligada às falhas, a Quip também não se pronunciará sobre o problema.

Fonte: Zero Hora, Economia/Gigante Parada.

domingo, 15 de abril de 2012

Ventos fortes: Pescadores e velejadores são resgatados por bombeiros

Barco afunda e pescadores são resgatados por bombeiros

Quatro homens aguardaram salvamento agarrados nos pilares da Ponte do Guaíba

O Corpo de Bombeiros resgatou na tarde deste sábado quatro pessoas após um barco ter virado no rio Guaíba. De acordo com o Grupo de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros, a embarcação virou por causa da força do vento, que ultrapassava os 60 km/h.

Após serem acionados, os bombeiros utilizaram uma lancha para resgatar os quatro homens que estavam agarrados aos pilares da ponte do Guaíba. Conforme a Corporação, todos passam bem e já estão em terra.

Após o resgate, os bombeiros se deslocaram até Canoas e resgataram outro grupo de homens não conseguia chegar à margem do Arroio das Garças. Três pescadores estavam agarrados em árvores para fugir da correnteza.

Na Ilha das Flores, em Porto Alegre, outra embarcação com três pescadores teve que ser puxada pelos bombeiros no Rio Jacuí. Com o forte vento na região, o nível das águas subiu rapidamente e o trio pescadores quase ficou à deriva.

Regata é interrompida

Velejadores são resgatados próximo a Guaíba Lauro Alves/
Bombeiros reforçaram as buscas a velejadores perdidos e 
rebocaram embarcações que viraram Foto: Lauro Alves/ZH

Os fortes ventos também interromperam uma regata festiva, promovida pelo Sava Clube, na zona Sul da Capital. A competição de barcos a vela iniciou por volta das 14h30min, na Vila Assunção, mas foi interrompida cerca de 30 minutos depois, devido a falta de condições climáticas.


As velas levavam de um a dois velejadores cada. Vários atletas acabaram procurando abrigo em clubes náuticos da região. Conforme a administração do Sava Clube, todos os participantes foram retirados com segurança da água. Alguns tiveram que ser socorridos pelos mergulhadores do Grupo de Busca e Salvamento dos Bombeiros.

Dia em que os ventos foram a quase 50 nós!
Publicado em 14/04/2012 por tomipasin

Fonte: Correio do Povo e Zero Hora. Geral/CP e Geral/ZH

sábado, 14 de abril de 2012

Empresa projeta porto, estrada e estacionamento sobre o mar


As grandes metrópoles que se situam no litoral já tem uma nova opção para crescer sem arranha-céus. O escritório de arquitetura holandês Dutch Docklands tem projetos para estacionamentos, portos, estradas e até praias artificiais, que seriam construídos em plataformas flutuantes sobre a água. De acordo com informações da revista FastCompany, 89% das cidades com mais de 1 milhão de habitantes está no litoral e sofrem com o crescimento da população.

As construções são feitas com espuma comprimida e concreto, presas com âncoras ao litoral - o que permite o deslocamento se for necessário. Segundo a companhia, as plataformas também absorvem todo o movimento da maré. O projeto de porto flutuante poderia receber os maiores transatlânticos. Além disso, as estradas ligariam as ilhas artificiais, ou então serviriam como uma via mais rápida para evitar os congestionamentos no centro da cidade.

Fonte: Instituto de Engenharia, Urbanismo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Multiner executará projetos em Rio Grande

Empresa adquirida pelo Grupo Bolognesi pretende construir uma termelétrica e um terminal de GNL no município

Bolognesi quer regulamentação específica para o gás natural liquefeito

Jefferson Klein

O Grupo Bolognesi, que anunciou a aquisição de 55% da empresa Multiner por R$ 637 milhões, deve repassar para essa companhia a execução do projeto que possui no município de Rio Grande para construir uma termelétrica e um terminal de gás natural liquefeito (GNL). O diretor-presidente do Grupo Bolognesi, Ronaldo Bolognesi, destaca que a Multiner conta com a presença (45%) de um Fundo de Participações em Investimentos, composto por fundos de pensão – entre eles o Petros, que pode otimizar o processo.

A usina terá 1.297 MW de capacidade instalada (cerca de um terço da demanda média de energia do Rio Grande do Sul) e o terminal de GNL terá uma possibilidade de fluxo de gás natural de 6 milhões de metros cúbicos ao dia. O investimento nos complexos é estimado em aproximadamente R$ 2,2 bilhões. Alguns agentes do setor temiam que o empreendimento pudesse ser arquivado, já que, recentemente, Petrobras, Hyundai e Samsung assinaram um protocolo de intenções para também viabilizar a implantação de um terminal de GNL na mesma cidade e havia dúvidas quanto ao espaço para as duas estruturas. No entanto, Bolognesi garante que a ação continuará sendo desenvolvida. “Estamos trabalhando diariamente no projeto de Rio Grande”, diz. A iniciativa possui licença prévia ambiental e espera obter o quanto antes o licenciamento de instalação. “É um dos melhores projetos de energia da América do Sul”, afirma.

Contudo, Bolognesi ressalta que o custo da geração eólica está tão baixo no momento que, praticamente, inviabiliza a comercialização de energia de outras fontes como, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e termelétricas a gás e bagaço de cana-de-açúcar, quando disputam entre elas. O modelo do setor elétrico prevê que venderão a produção de energia e, por consequência, sairão do papel os projetos que apresentarem o menor preço pela geração.

O executivo argumenta que a matriz energética brasileira não pode sustentar-se apenas em uma opção. Ele defende regulamentações distintas para o GNL e para o gás natural proveniente de gasodutos e propõe ainda leilões de energia específicos por fonte e regionais, para diversificar a produção de energia no País. Bolognesi acrescenta que a expansão do fornecimento do gás natural é fundamental para o crescimento das indústrias gaúchas.

O gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), única estrutura que transporta gás natural para o Rio Gande do Sul, atualmente, tem capacidade para enviar ao Estado 2,8 milhões de metros cúbicos diários do insumo. Conforme a distribuidora Sulgás, a média de consumo de seus clientes é de 1,7 milhão de metros cúbicos diários.

Além dos empreendimentos envolvendo o GNL em Rio Grande, quando assumiu o controle da Multiner, a Bolognesi conquistou os direitos sobre os estudos para a implantação de uma hidrelétrica a ser instalada no rio Uruguai, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A usina Iraí deverá ter uma potência instalada de cerca de 330 MW. De acordo com Bolognesi, a meta é de que antes de cinco anos esse projeto concorra em um leilão de energia.

Fonte: Jornal do Comércio, Economia/Energia.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

HÉLICES - Como Selecionar (Parte 2) *

* Jorge Nasseh


Dizem que solucionar e projetar um hélice hoje em dia não é mais nenhum mistério. Bem, tenho que discordar. Que me desculpem os fabricantes de hélices, mas selecionar um propulsor correto está mais para previsão de meteorologia que para qualquer outra coisa. Se ainda tem dúvida, tente imaginar uma conversa entre o cliente e os fabricantes do barco, motor e hélice. Não há nada mais comum que escutar nestas situações que o motor não atinge o número de giros, ou passa de giros sem atingir a velocidade desejada. Ou ainda, que existe falta de potência devido a um superaquecimento do motor. Os argumentos prosseguem: uma elevada contrapressão na descarga, ou muito passo, pouco diâmetro e até, finalmente, porque você, pobre dono de barco, colocou equipamentos demais.

Para quem estiver pensando em selecionar corretamente um hélice, ou re-propulsionar seu barco, sugiro antes de qualquer atitude, contatar algum expert. Existem, pode acreditar. E muitos estaleiros tem capacidade e experiência para entregar um barco com o hélice adequado à expectativa do cliente. Antes de alguém fazer qualquer recomendação, é bom saber como o barco será utilizado ( para esquiar, passear, pescar, ou um pouco de tudo?). Além disso, deve se saber qual a motorização, relação da caixa de redução, rpm máxima e de serviço. A forma do casco e características de manobra, tais como aceleração, estabilidade e uso de trim tabs são também importantes. E, por último, é fundamental saber o peso correto do barco. Assim, não se esqueça de incluir o número de tripulantes, equipamentos e consumíveis a bordo.

Para começar a descobrir o hélice que você precisa, vamos dar uma olhada nas opções de pás. Os hélices diferem bastante devido ao formato de suas pás. Entretanto, existem em geral três tipos. O convencional possui o contorno arredondado, um ligeiro skew (veja a primeira parte do artigo. Para isso clique aqui), e pode ter uma variedade de formas dependendo da aplicação. É projetado para operar totalmente submerso, mas também pode ser usado ligeiramente emerso com carregamento leve. O tipo weedless é arredondado e possui um grande skew. E, por fim, o tipo cleaver (Fig. 8 e 9), no qual os bordos de fuga das pás são cortados em linha reta. Desta forma, as pás do hélice cleaver possui um bordo de ataque muito fino, enquanto o bordo de fuga é o mais espesso das pás. Este é o tipo mais indicado para hélices que cortam a superfície da água, ou hélices de superfície.

As pás de um hélice devem ser finas. O máximo possível para serem realmente eficientes. Isso se explica pelo fato de que quanto mais fina for a pá, menos arraste ela cria e mais rápida será a velocidade do barco. Outra qualidade fundamental de um hélice é o seu peso. Quanto mais leve for o hélice, mais depressa se alcança o giro de operação e mais rapidamente se consegue planar. Peso do hélice e espessura da pá estão diretamente ligados com a seleção do material de construção do mesmo.

Então, qual será o melhor material para se fazer um hélice? Bem, há prós e contras de alguns materiais. Hélices de alumínio são leves, fáceis de reparar e custam bem pouco, mas o problema é que geram muito arraste à base espessa das pás. Já os de aço inoxidável possuem pás finas e são extremamente duráveis, sendo cinco vezes mais resistentes que as de alumínio. Outra vantagem é a excelente resistência a corrosão. A desvantagem ? Simples: são os hélices mais caros do mercado.


Existem ainda os hélices de bronze, utilizados normalmente em motores de centro de barcos de lazer e pesca oceânica. São três vezes mais pesadas que os de aço inoxidável, mas possuem a vantagem de serem propensos a empenar do que quebrar devido a algum acidente. Desta forma, basta retira-los e usiná-los novamente, com um custo bem menor do que os novos. Além destes materiais, ainda existe o hélice de plástico, hoje produzido com sucesso pela Composite Marine Propellers e Piranha Propellers, fabricantes americanos. Este tipo de material é mais resistente a impacto que o alumínio, tem a metade do peso e não oxida. O ponto negativo é que se deforma quando submetido a um grande carregamento, restringindo seu uso a motores de baixa potência.

Há também o DuoProps, patenteado pela Volvo Penta e agora desenvolvido também pela MerCruiser. São dois hélices contra-rotantes posicionados um à vante do outro, com o objetivo de criar mais impulsão e operar de forma mais eficiente. Mais ou menos semelhante à idéia dos torpedos da II Guerra Mundial. Uma vez que estes hélices giram em sentido contrário um ao outro, o torque lateral gerado pelo primeiro é anulado pelo segundo. Assim, tanto o hélice de vante quanto o de ré são mutuamente influenciados. O propulsor de vante deve fornecer água para o de ré, a fim de criar melhor impulsão. Como a água é acelerada pelo hélice de vante, o de ré deve ter meia polegada a menos de passo para movimentar a água na mesma velocidade.


Existem poucas coisas piores em um barco do que navegar com um hélice inadequado. O uso de um hélice errado pode não só prejudicar o rendimento do barco, mas também danificar o motor. Um hélice que sobrecarregue o motor irá transmitir esta carga para pistões, eixo de manivela e mancais, superaquecendo o motor. E você sabe o que acontece quando o motor de seu carro ferve. Por outro lado, se o hélice for subdimensionado, o motor irá trabalhar com rotação acima da indicada. Isto pode danificar peças por fadiga. Para a seleção do hélice, os fabricantes publicam diagramas e tabelas com os tipos recomendados para cada faixa de velocidade e peso do barco. Para a seleção de hélices simples existem tabelas que a partir da faixa de peso, comprimento e velocidade do barco, fornecem material, passo e diâmetro ideais.

HÉLICES DE AÇO: DURÁVEIS, ANTI-CORROSIVOS, PORÉM CAROS

Antes de tomar qualquer decisão precipitada, existem alguns detalhes que você certamente já observou nos barcos e são decorrentes da interação do casco, motor e hélice. Vejamos alguns deles: 

Por que o torque do hélice gera inclinação transversal ?  Certamente você ainda se lembra para que lado gira o hélice do seu barco. Normalmente, os motores de popa têm o hélice girando no sentido horário, olhando o barco por trás. A resistência que a água faz ao movimento horário do hélice gera uma reação no sentido contrário. Esta reação faz com que o barco tenha uma leve tendência a adernar para bombordo. Para compensar este efeito o acento do piloto deve ser sempre posicionado a boreste. (fig. 10).

Figura 13 - Efeito empurrando o motor para a direita. 
Qual a altura correta de instalação do motor? A instalação convencional de um motor consiste em posiciona-lo com a placa anti-ventilação na mesma altura do fundo do casco quando o eixo do hélice estiver paralelo ao fundo (fig. 11 e 12). Para aplicações de baixa velocidade e alto carregamento, costuma-se afundar de 1 a 2 polegadas para reduzir ou eliminar a ventilação. Se você gosta de velocidade, então já deve estar pensando em levantar o motor. Correto! Elevar o motor de 1 a 4 polegadas reduz o arraste aumentando a velocidade, melhora a manobrabilidade e diminui o calado. Mas deve-se tomar cuidado ao elevar o motor porque pode-se diminuir a quantidade de água de refrigeração e assim superaquece-lo. Atenção especial deve ser dada ao marcador de temperatura . Além de superaquecimento, o uso do motor elevado pode causar mais vibração. Um hélice com maior rake e com cup é recomendado para este tipo de instalação. Se você levantar excessivamente o motor a ponto de retirar a hélice de dentro da água, estará criando um desbalanceamento das forças atuantes no hélice, tornando o barco instável direcionalmente. Neste caso, se o hélice gira sentido horário, o barco tenderá a virar para a direita (fig. 13).

O que é ângulo trim do motor ? O ângulo trim de um motor de popa ou rabeta é o ângulo entre o fundo do barco e o eixo do hélice (fig. 14 e 15). Este ângulo pode ser alterado movendo o motor para perto da popa, criando um trim negativo (para dentro), ou para longe da popa, criando um trim positivo (para fora). O ângulo ideal é aquele onde o eixo do hélice fica paralelo a água quando o barco esta planando. Esta é a situação de trim zero. O ângulo de trim de um motor de popa ou rabeta afeta diretamente o planeio do barco. O ângulo de trim deve ser ajustado para dentro para oferecer melhor aceleração na partida e menor tempo até alcançar o planeio e então ajustado para fora para aumentar o desempenho do casco. Se o trim estiver muito para dentro, a proa vai enterrar na água e assim o casco terá maior arraste, diminuindo a velocidade, e a estabilidade direcional, aumentando o consumo. Se o trim estiver muito para fora o hélice pode sair da água, ou então levantar muito a proa  e aumentar o impacto do casco contra as ondas. Alguns motores possuem power trim (fig. 16) que permitem o controle instantâneo do trim durante o uso com o simples toque de um botão.

Figura 16 - O power trimcontrola
 o ângulo do motor em
relação ao espelho de popa.
 

Durante o planeio o ângulo entre o fundo do casco e a água, que deve ser entre 3 a 5 graus, tem total influência no desempenho, consumo e comportamento no mar.

Na tentativa de selecionar o hélice adequado para seu barco, proprietários de embarcações passam por várias situações que acontecem com quase todos nós, e na maior parte das vezes são simples de identificar e corrigir. Assim, listamos aqui quatro cenários diferentes que você pode Ter vivido.

SE VOCÊ GOSTA DE VELOCIDADE
DEVE LEVANTAR O MOTOR

Cena 1 : De acordo com a especificação do fabricante, o motor de centro 330 hp de seu barco de 33 pés deveria alcançar 4500 rpm,  embora no teste da revista ele tenha atingido 4600rpm. Entretanto, no seu barco ele marca apenas 4100 rpm.

Solução : Se o seu motor sempre marcou a faixa de 4500 rpm e agora não possui a mesma performance anterior, a primeira coisa a se fazer é uma revisão no mesmo. Isto deve sanar o problema a não ser que o hélice tenha sido danificado. Uma avaria nas pás pode sobrecarregar o hélice e assim reduzir a rotação do seu motor, mas um dano deste tipo seria acompanhado de um aumento de vibração. Se esta cena aconteceu depois da troca do hélice, certifique-se da certificação e se os dados fornecidos ao fabricante estão corretos.

Cena 2 : Você acelera até o tope a sua 43 pés Express Cruiser e nota que a velocidade máxima é atingida antes da máxima rotação do motor. Existe também muita vibração em alto rpm. Você esta despejando toda potência em um par de 445 hp de rabeta e girando hélices de aço inoxidável de três pás.

Solução :  Já deu para perceber ? Parece cavitação. A maioria dos hélices cavitam algumas vezes, especialmente durante a aceleração, quando o hélice está realmente carregado e a velocidade da pá é alta comparada com a do barco. Se o hélice começou a cavitar o tempo inteiro é bem possível que tenha sido danificado. Verifique também se houve algum aumento da resistência ao avanço do barco. Mais arraste significa hélice mais carregado, podendo gerar cavitação. Este aumento de resistência pode Ter sido provocado por um equipamento mais pesado que tenha sido instalado, ou mesmo um casco muito sujo, cheio de cracas.

Cena 3 :  Você tem uma 22 pés, tipo Utility Boat para pesca, motorizada com um 225 hp V-6 de popa. Velocidade máxima 42 mph a 6000 rpm, mas você percebe que o motor gira mais rápido algumas vezes sem que a velocidade aumente.

Solução :  Aumento do giro sem aumento de velocidade normalmente é causado por ventilação que acontece freqüentemente em manobras radicais em alta velocidade, especialmente se o motor é de popa mesmo. Se você percebe que há ventilação freqüente, sem mesmo fazer manobras, o seu motor pode estar montado muito alto ou com um trim para fora muito elevado.

Cena 4 : Domingo de sol, você na sua 25 pés, com dois motores de rabeta, é tudo que precisa para um dia de pesca. A não ser pelo fato de ter sido obrigado a levar seus dois filhos, os amigos dos filhos e a esposa, e eles adoram esquiar. Com seu par de 155 hp girando hélices 14” x  19” você possui um barco bem veloz. Mas quando seus filhos resolvem esquiar ao mesmo tempo um pouco de torque extra seria o ideal. O que você faria para aumentar o torque sem perder a velocidade tão necessária para ir a pesca ? Existe alguma solução para este dilema ?

Solução :  Você pode dimensionar seu hélice para atingir altas velocidades finais ou para permitir uma rápida aceleração, mas não os dois ao mesmo tempo! Torque necessita de passo pequeno enquanto alta velocidade final precisa de um passo grande. Ou você usa um hélice diferente para cada situação, ou então um hélice de passo regulável. Existem também alguns fabricantes destes SmartProps (hélices inteligentes). O passo varia continuamente, de acordo com o carregamento das pás, sem qualquer ajuste manual. Se você precisa de velocidade final e boa aceleração, então o uso de um hélice de passo variável pode ser a melhor solução para seus problemas. Torque-Shift, da Land &Sea, e Power, da Quicksilver, são os dois tipos mais conhecidos no mercado.

Acredito que poucas coisas a bordo de um barco sejam menos complicados que selecionar um hélice. Antes de investir em novos hélices, não poupe esforços para consultar o expert do estaleiro ou o fabricante de hélices e motor que equipa seu barco. Converse com todos eles. A maior parte das empresas pode orienta-lo com base nas informações que você detém sobre seu barco e o uso que faz dele. Muitas vezes este serviço é grátis. Lembre-se que todas as configurações possíveis tem pontos positivos e negativos. Assim, selecionar um hélice é sempre uma questão de compromisso. Se você não se sentir satisfeito com o primeiro conjunto, tente outras configurações de propulsores, consulte outro fabricante ou distribuidor. Tentativa e erro são partes do processo.

Fonte: Revista Náutica, Suporte Técnico.

Grandes portos não serão privatizados, diz diretor da Antaq

Pedro Brito, Diretor da Antaq.

Figura carimbada nas conferências e corredores da Intermodal South America, o ex-ministro dos Portos e atual diretor da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, foi enfático quando questionado sobre uma possível privatização dos portos pelo Governo Dilma. Brito disse que não há chances de isso acontecer com os principais portos brasileiros. O que se cogita é, talvez, a privatização de um ou outro porto de menor porte, ao contrário do que aconteceu com os aeroportos, quando os gigantes Guarulhos, Brasília e Viracopos tiveram a administração concedida à iniciativa privada.

Fonte: Portogente, Gazeta.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Porto de Rio Grande é incluído no programa "Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes" da Secretaria de Portos

O Porto do Rio Grande passará por um inventário do quantitativo e qualitativo dos seus resíduos sólidos, efluentes líquidos e fauna sinantrópica nociva (como ratos e pombos).

Isso porque está sendo incluído no programa "Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos", criado pela Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República. A equipe de pesquisadores do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe/UFRJ, responsável pela coordenação dos trabalhos, e do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig/Coppe/UFRJ) esteve na Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) segunda-feira para apresentação do programa. E três de seus integrantes, todos da Coppe/UFRJ, permanecem na Suprg treinando um grupo (do curso de gestão Ambiental e do mestrado em Gerenciamento Costeiro) da Furg, que será o braço local do projeto. Este grupo atuará no levantamento de dados.

Na tarde de segunda-feira, o professor Aurélio Murta apresentou o programa, no auditório da Divisão de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Porto (DMASS) ao Conselho de Gestão Ambiental Portuário, que reúne terminais e operadores, Anvisa e integrantes da DMASS e da Furg. Ele explicou como será feito o programa de gerenciamento, que se estenderá por um ano. Conforme a analista de projetos da SEP, Maria Cristina Dutra, que também esteve no Município segunda-feira, o programa vai ser implantado em 22 portos.

Gestão de Resíduos Sólidos e Efluentes Portuários - Treinamento de
Treinamento de grupo da Furg começou ontem. Foto: Fábio Dutra

A UFRJ, contratada pela SEP para execução deste projeto, está fazendo contato com universidades federais para que atuem junto e, em Rio Grande, foi convidada a Furg, que já tem trabalho com o porto. Os três integrantes da Coppe que estão treinando o pessoal da universidade rio-grandina, ficam na cidade até o final desta semana, já fazendo levantamento institucional e mapeando o porto para começar o recenseamento.

A chefe da DMASS, Margareth Badejo dos Santos, relatou que o levantamento se estenderá por sete meses. Posteriormente, durante mais dois meses, os coordenadores e ela irão formatar os dados reunidos para o fechamento do diagnóstico quantitativo e qualitativo dos resíduos sólidos, efluentes líquidos e fauna sinantrópica existente no porto rio-grandino.

Depois, ocorrerão outras fases do programa. Conforme Margareth, a Suprg tem plano de resíduos, mas quer, com essa parceria, fazer um trabalho mais qualificado. Ela destacou que é importante, em termos de responsabilidade ambiental, que nada saia do porto organizado sem que seja registrada a origem, o transporte e a destinação final. E esse levantamento vai ajudar a reduzir os resíduos, uma vez que será verificado o motivo de ser gerado este ou aquele lixo e desenvolvidas ações neste sentido. "A ideia é tornar o porto modelo ambientalmente", acrescentou.

O Programa

Conforme a SEP, o programa "Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos" está contemplado nas ações do PAC 2, com recursos de R$ 16 milhões. Esta primeira fase de diagnóstico, ao ser concluída, trará não apenas soluções para melhor coleta e gestão dos resíduos deixados pela operação portuária, como também sugestões para seu uso comercial.

“Fazemos uma apresentação formal do trabalho em cada porto e treinamos as equipes locais para a coleta. Os dados serão enviados para o centro de coleta e tratamento para que sejam aplicados modelos matemático-estatísticos que vão gerar indicadores de cada porto”, diz o professor Aurélio Murta, um dos coordenadores do programa.

NOTA DO EDITOR

O trabalho começou no ano passado nos portos do Rio de Janeiro e Itaguaí (RJ). Neste ano, as atividades foram iniciadas em seis portos da região nordeste: Fortaleza, Natal, Recife, Suape, Cabedelo e Maceió. Até o final do mês, todos os 22 portos contemplados terão iniciado o programa.

Outros portos contemplados pelo programa: Santos e São Sebastião (SP), Vitória (ES); Vila do Conde e  Belém/PA; Itaqui/MA; Salvador, Aratu e Ilhéus/BA; São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba/SC; e Rio Grande/RS.

Porto Mauá/Rio Uruguai - Cinco meses de estiagem

Prorrogada por 30 dias validade do decreto de situação de emergência assinado em 11 de janeiro

O nível do rio Uruguai em Porto Mauá, na Fronteira-Noroeste do Estado, está 2 metros abaixo do normal, conforme a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. O baixo nível das águas permite a formação de piscinas naturais entre as pedras, no leito do manancial. De acordo com o titular da Pasta, Nilson Roque Dawies, caramujos e alevinos ficam presos às poças, o que pode causar a morte desses animais. Em alguns pontos do rio, é possível caminhar sobre as pedras.

A situação prejudica também o turismo, já que o Uruguai é usado pela população da região que tem casas nos balneários localizados nas margens. O manancial é utilizado ainda para passeios de embarcação, ski e jet ski. "Com o nível baixo, torna-se perigoso pilotar lanchas e barcos no rio", diz Dawies. A água, que antes atingia a vegetação às margens, agora forma uma espécie de orla. Esse baixo nível não era registrado desde 1979.

Nível do rio Uruguai no município é o mais baixo desde 1979, 
segundo autoridades municipais. Foto: Vilson Winkler/Divulgação/CP

A travessia de balsas, entre Porto Mauá e a cidade argentina de Alba Posse, continua ocorrendo, pois o trajeto é realizado onde o rio é mais profundo. Na segunda-feira, o prefeito Pedro Pisoni prorrogou por um mês a situação de emergência no município devido à estiagem. O decreto, com validade de 90 dias, havia sido assinado em 11 janeiro. Na cultura de soja, o município contabiliza prejuízos de R$ 7 milhões, com perdas de 78% na produtividade. Na cultura de milho, esse percentual é de 35% e na produção leiteira, de 40%. As perdas totais somam R$ 10 milhões.

O secretário executivo da Defesa Civil local, Adilson José da Costa, lembra que a seca afeta Porto Mauá há cinco meses. O município já atendeu 500 pedidos de abertura de bebedouros e também providencia o transporte de água para consumo animal até as comunidades.