Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Consórcio Pró-Sinos emite alerta de alagamentos

Durante quase todo o verão, moradores do Vale do Sinos sofreram com a seca e o risco de falta de água para abastecimento, inclusive com racionamento. Agora, a preocupação é outra. O Consórcio Pró-Sinos emitiu ontem alerta para a possibilidade de alagamentos em função da previsão de chuva nas cidades da bacia hidrográfica. Segundo o diretor-executivo Julio Dorneles, os prognósticos não descartam precipitações acumuladas em alguns locais e as defesas civis estão em estado de atenção.

Consórcio destaca previsão de chuva nas cidades da bacia hidrográfica
Crédito: Felipe de Oliveira/Especial/CP

Quanto ao nível do Rio dos Sinos e à qualidade da água, Dorneles diz que os índices indicam que a situação é estável. O Serviço Municipal de Água e Esgoto de São Leopoldo (Semae) mediu, nesta terça-feira, 2,4 metros na base de captação, no bairro Pinheiros. A quantidade de oxigênio dissolvido estava quase na medida ideal, de 5 miligramas por litro - a medição apontou 4,6 mg/l. Apesar de os números serem considerados bons, o Pró-Sinos segue o trabalho de monitoramento e fiscalização do manancial, com apoio do Instituto Martim Pescador, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e da Polícia Civil.

Fonte: Correio do Povo, 29-02-2012. Cidades

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Rio Jacuí - Extração predatória de areia devasta áreas verdes e propriedades

video

No interior do Rio Grande do Sul, as áreas verdes e propriedades rurais estão sendo devastadas por mineradoras que realizam a extração predatória de areia no leito de um rio. As margens avançam com as escavações e acabam derrubando árvores e ocupando fazendas.

MPF/RS fiscaliza descarte de material tóxico no Rio Caí

Análise pericial constatou presença excessiva de Zinco na água utilizada por assentamento em Nova Santa Rita

Rio Caí - De acordo com O IBGE, o oitavo rio mais poluído do Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) em Canoas (RS) acompanha a situação do lançamento de material tóxico no Rio Caí, que banha o assentamento Santa Rita II, no município de Nova Santa Rita, região metropolitana de Porto Alegre. A água do rio recebe descarte de resíduos tanto de uma empresa de galvanização quanto de um posto de combustível localizados em seu entorno.

Em reunião que ocorreu na Procuradoria da República em Canoas, representantes do assentamento puderam ouvir garantias de que será feito o controle da qualidade da água do rio – utilizada pelos assentados para o plantio de arroz e para consumo próprio. Participaram da reunião com o procurador da República Pedro Antônio Roso representantes da prefeitura de Nova Santa Rita, do Incra, do Ibama, da Fepam e do “Posto Valentina”.

Análise realizada pela perita em Engenharia Sanitária do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS) comprovou a má qualidade da água e a presença de Zinco na mesma em níveis acima dos permitidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

A prefeitura de Nova Santa Rita deverá informar ao MPF/RS em até 20 dias se pode realizar uma nova análise do solo e da água da região. O MPF/RS irá requisitar à galvanizadora Beretta para que esta monitore a qualidade da água e do solo de seu entorno pelos próximos seis meses, através de empresa credenciada à Fepam. Foi também pedido - pelos próprios assentados - que a UFRGS monitore a qualidade do solo e da água do assentamento.

Uma nova reunião para tratar do assunto vai se realizar na Procuradoria da República em Canoas em 23 de abril próximo, às 15h.

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Rio Grande do Sul
ascom@prrs.mpf.gov.br
(51) 3284.7369 / 3284.7370
Twitter: http://twitter.com/mpf_rs

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SPH - Superintendente prevê futuro promissor para hidrovia gaúcha

Jefferson Klein

O interesse de novas empresas na hidrovia, aliado a investimentos em dragagem, sinalização e balizamento, faz com que o superintendente da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), Pedro Homero Flores Obelar, preveja um grande desenvolvimento do modal para os próximos anos. O dirigente, que entrou na autarquia como técnico em hidrologia, em maio de 1980, quando ela ainda era Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais (Deprec), assumiu neste mês o cargo máximo da instituição.

Obras de dragagens e sinalização náuticas são metas de Obelar à frente da SPH
Dragagem e Sinalização Náutica são metas 
de Pedro Obelar. (Foto:Cristiane Franco)

Jornal do Comércio (JC) – Qual a sua expectativa quanto ao aproveitamento da hidrovia gaúcha?

Pedro Homero Flores Obelar – Eu sou muito otimista quanto ao aumento da movimentação. Acho que finalmente a hidrovia está recebendo a atenção que merece. Tem muitos olhos e interesses econômicos voltados para isso. O polo naval de Rio Grande contribuirá para alavancar esse modal. Várias empresas desejam se instalar próximas à hidrovia, porque desejam produzir peças e equipamentos e levar os itens pela via fluvial até Rio Grande. Esse é o momento da hidrovia, é um modal seguro, menos poluente e uma forma de desafogar as rodovias.

JC – Quais serão as suas metas à frente da SPH?

Obelar – Vamos dar continuidade às dragagens de desassoreamento dos canais de navegação, o que ocorre no momento na Lagoa dos Patos. Finalizada essa tarefa, vamos realizar a ação nos canais do Guaíba, Delta do Jacuí e Gravataí. Estamos com um trabalho técnico de topo-hidrografia e batimetria do rio Jacuí, onde pretendemos realizar a dragagem de desassoreamento e a sinalização náutica da hidrovia para torná-la plenamente operacional desde Cachoeira do Sul até Rio Grande e outros portos. Faremos a dragagem do rio Taquari para que possamos dar melhores condições de navegação até o porto de Estrela. Em conjunto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), vamos trabalhar a hidrovia Brasil-Uruguai. Também investiremos na sinalização náutica para dar condições de navegação 24 horas por dia em todos os nossos canais.

JC – O porto de Porto Alegre poderá receber um terminal de contêineres?

Obelar – O porto possui ainda uma área destinada a esse fim, próxima às instalações da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa). Quem vai responder pela realização do empreendimento são as empresas. Estamos preparando a documentação e os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para realizar uma licitação do terminal de contêineres. Quem vai dar a viabilidade ao complexo é a demanda regional, é o mercado. O que faremos é dar condições para que os interessados possam operar.

JC – E a implantação do terminal turístico da Capital?

Obelar – Também existe esse projeto. É um terminal turístico voltado para a demanda da Copa do Mundo de 2014. Havendo a disponibilidade financeira, o investimento federal, vamos dar continuidade. A SPH tem buscado parcerias para realizar o empreendimento.

JC – Será mantido o processo de regularização das áreas portuárias?

Obelar – Sim. Até porque os contratos são muito antigos e temos essa obrigação, pois somos fiscalizados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Estamos buscando a regularização das áreas para fazer novos contratos e procurar instalar projetos que levem em conta a utilização do porto e da hidrovia.

JC – O senhor acredita que 2012 marcará, finalmente, a remoção dos navios paraguaios que há vários anos foram abandonados no porto da Capital gaúcha?

Obelar – Eu creio que neste ano resolveremos esse problema. A licitação (de venda dos navios) será feita pela Central de Compras do Estado (Cecom). A expectativa é de que, até maio, já seja possível receber as ofertas de empresas interessadas nas embarcações. A perspectiva é boa, está tudo preparado, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) esteve presente neste processo e a Cecom vai fazer esse certame licitatório. 

Fonte: Jornal do Comércio, 23-02-2012. Logística

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Estação Antártica Comandante Ferraz, base militar e científica operada pela Marinha, é destruída por incêndio

Fogo pode ter destruído 40% da pesquisa na região, diz glaciologista

Imagem da Armada de Chile mostra fogo consumindo a estação brasileira (Divulgação/Armada de Chile)
Incêndio destrói Estação Antártica Comandante Ferraz 
(Foto: Armada de Chile)

Prejuízo com incêndio em base da Antártica deve chegar a R$ 10 milhões

O incêndio que atingiu a Estação Comandante Ferraz, base científica e militar brasileira na Antártica, pode ter destruído 40% dos programas de pesquisa nacionais que permitem estudar o impacto das mudanças ambientais globais no continente antártico e suas consequências para as Américas, segundo o diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Jefferson Cardia Simões. De acordo com o glaciologista, o prejuízo pode chegar a R$ 10 milhões.


Por meio da Ufrgs, Simões desenvolve pesquisas conjuntas com cientistas da base antártica. Conforme o professor, o incidente gera um “momento crítico” para o trabalho realizado até o momento. ”O prejuízo nas pesquisas relacionadas à atividade humana no local, da biodiversidade e da composição química da atmosfera, é bastante evidente”, disse Simões.

(Pedro Guerreiro, Arquivo Pessoal)
Foto: Pedro Guerreiro (Arquivo Pessoal)

O pesquisador ressalta que outros 60% da pesquisa brasileira na região são realizados em navios e acampamentos dentro do continente antártico. “Nessa região são pesquisados o aumento da temperatura global, o efeito estufa, o aumento do buraco da camada de ozônio, o aumento do nível dos oceanos, além de recolhidos elementos provenientes da poluição causada em sua maioria pelos países do hemisfério norte”, afirma o glaciologista que liderou a primeira expedição terrestre do Brasil ao interior do continente antártico.

Avião da FAB que transportará sobreviventes pousa em Punta Arenas Nauro Júnior/Agencia RBS
Resgate dos brasileiros - Avião da FAB fez escala em Pelotas
(Foto: Nauro Júnior/Agência RBS)

O incêndio ocorreu na Praça de Máquinas, onde ficam os geradores de energia. Cientistas que estavam na estação contam que dois sargentos não conseguiram sair do local, destruído pelas chamas. Um ferido conseguiu ser resgatado por colegas da Marinha e foi levado para a base polonesa de Arctowski, próxima à brasileira, para receber os primeiros socorros.

Furg enviará 180 quilos de roupas para militares

A Estação de Apoio Antártico (Esantar) da Universidade do Rio Grande (Furg) enviará 180 quilos de roupas especiais para os militares que vão até a Estação Antártica Comandante Ferraz após incêndio ocorrido na madrugada deste sábado. Um voo da Marinha deve decolar às 15h30min do Rio de Janeiro e chegar ao aeroporto de Pelotas, no Sul do Estado, por volta das 18h.

Fonte: Ronaldo Berwanger/Correio do Povo, Geral.

"A base estava equipada com sistema anti-incêndio, que não funcionou devido à perda de energia motivada pela falha de geradores, não havendo um sistema de fornecimento de energia alternativo." (Adelino Canário, Centro de Ciências Marinhas/Universidade do Algarve/Faro/Portugal, Estação Arctowski, Baía do Almirantado).


Fonte: Zero Hora, Vídeos clicRBS.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Molhes da Barra de Rio Grande terão qualificação

A ideia é realizar o processo de qualificação dos molhes em conjunto com os vagoneteiros e a ONG Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema). O trabalho deve ser de sustentabilidade ambiental, sócio-econômico e turístico.

Molhes da Barra de Rio Grande terão qualificação 
ambiental, sócio-econômica e turística

Após a obra de ampliação dos Molhes da Barra, realizada pelo Governo Federal, o Porto do Rio Grande ficou responsável pelo cuidado da estrutura dos molhes, considerado um dos mais importantes pontos turísticos do Litoral Sul, por suas belezas naturais, espécies marinhas e grandiosidade. O Superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, diz que o espaço dos molhes sempre foi uma atração turística não planejada, e que agora deverá ser qualificado e receber um memorial.

"Os molhes são um espaço de visitação pública que as pessoas faziam de forma voluntária. A ideia agora é realizar o processo de qualificação dos molhes, em conjunto com os vagoneteiros e a ONG Núcleo de Estudos Ambientais (Nema)", ressalta ele. O trabalho deve ser de sustentabilidade ambiental, sócio-econômico e turístico, que resgate a história da construção dos molhes da barra, contada através de fotos e textos que remontam desde a concepção até a construção efetiva nos dias de hoje. "A idéia é utilizar o local do antigo farol para a construção deste memorial", afirma Dirceu.

Segurança e orientação

Conforme ele, o projeto busca zelar pela segurança dos visitantes, por isso haverá um processo de orientação dos passeios, entrega de folders com instruções, e informações serão distribuídas permanentemente, chamando a atenção de quem usa este bem para os aspectos de educação ambiental e segurança. O desenvolvimento do projeto deverá ser discutido com todos os envolvidos, para que este seja um espaço de visitação e conhecimento público das belezas de todo conjunto dos Molhes Leste e Oeste.

Os vagoneteiros, responsáveis pelo passeio, serão de extrema importância para a realização plena do projeto. "Todos deverão participar, seja no processo de capacitação, na questão do aprendizado de outras línguas, atendimento à população, melhorias nas vagonetas, que são seu instrumento de trabalho, e nas condições para que permaneçam fazendo seu trabalho. Eles são fundamentais para que o processo tenha êxito", concluiu o Superintendente do Porto.

Grupo de Trabalho

A SUPRG já criou o Grupo de Trabalho do Plano Turístico dos Molhes da Barra, que inclui setores como engenharia, arquitetura, meio ambiente, jurídico e comunicação. As reuniões estão ocorrendo semanalmente para dar andamento nos trabalhos. O projeto é divido em três etapas em curto, médio e longo prazo, sendo que a primeira fase é considerada emergencial e as atividades serão realizadas ainda neste veraneio. A SUPRG já realizou uma reunião com os vagoneteiros, quando mais de cinquenta estiveram presentes e colocaram suas reivindicações e sugestões.

Assessoria de Imprensa Palácio Piratini
Assessoria de Comunicação da SUPRG

Fonte: Superintendência do Porto de Rio Grande, SUPRG.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Estrutura para montagem da P-55 chega ao dique seco

Depois de três dias de viagem, chegou nesta quinta, 23, ao Estaleiro Rio Grande (ERG1), onde está localizado o primeiro dique seco de grande porte do País, o "Spread Truss". Trata-se de uma estrutura de 18 metros de comprimento, seis metros de largura e peso de 14 toneladas, fabricada pela Cooperativa dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas (CTMC) para as obras de montagem da plataforma P-55.

Estrutura será utilizada como auxílio na montagem do módulo 7
(Foto: Fabio Dutra)

A carreta extensiva que a transportou saiu às 10h de segunda-feira de Canoas, sendo que, durante a noite, interrompia a viagem, ficando em um posto de combustível. Na quarta-feira, às 17h, parou em um posto da localidade de Povo Novo, na BR-392, já em área do município do Rio Grande. E às 11h da manhã desta quinta, 23, seguiu para o ERG1, onde entrou pelo portão da área ocupada pela Quip S/A por volta das 12h30min.

Avaliado em R$ 960 mil, o equipamento foi fabricado em um período de 30 dias. Consiste em uma peça que servirá de apoio na montagem do módulo 7 (gas booster eteg) da P-55. O transporte do equipamento desde Canoas até Rio Grande foi efetuado com acompanhamento das Polícias Rodoviárias Federal e Estadual, mais escolta particular e de uma viatura da Pacheco Logística (Grupo Darcy Pacheco).
A plataforma P-55 está sendo executada pela Quip S/A e a previsão é de que ela fique pronta em dezembro de 2012. Depois de pronta, a P-55, que é uma unidade do tipo semissubmersível, atuará no Campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos, onde ficará ancorada em profundidade de 1.800 metros e terá, no total, 18 poços a ela ligados.
Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Plataforma.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Parceria entre DNIT e Governo gaúcho visa incrementar transporte hidroviário

Termo de cooperação foi assinado quinta-feira passada(16)

Parceria entre DNIT e Governo gaúcho visa incrementar transporte hidroviário

A Diretoria de Infraestrutura Aquaviária do DNIT irá firmar um protocolo de cooperação técnica e financeira com a Secretaria de Infraestrutura do Rio Grande do Sul - SEINFRA/RS e com a Superintendência de Portos e Hidrovias - SPH/RS. A assinatura do termo será realizada em Porto Alegre, dia 16 de fevereiro, às 14 horas.

A parceria entre os órgãos visa a modernização da hidrovia Uruguai-Brasil, em seus aspectos técnicos de dragagem, sinalização, balizamento e instrumentação. Estas ações serão desenvolvidas conjuntamente entre a Administração de Hidrovias do Sul – AHSUL e a SPH/RS.

O projeto, que conta com um investimento total de R$ 270 milhões, pretende desenvolver o tráfego hidroviário local, passando de 6 milhões de toneladas ao ano para 17,5 milhões em um prazo de 5 anos, já tendo um investimento inicial de R$34 milhões.

Entre as ações previstas, estão a recuperação do parque de dragagem da SPH; a dragagem, sinalização e balizamento dos rios Jacuí, Taquari, Gravataí, Sinos, Caí, lago Guaíba, lagoa dos Patos, Lagoa Mirim, Rio Jaguarão; acessos aos futuros terminais portuários de Guaíba, Tapes, Palmares do Sul e outros portos hidroviários que o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA), a ser licitado até março de 2012, apontar como necessário.

Atualmente a hidrovia é utilizada parcialmente devido, principalmente, a falta de condições de navegabilidade noturna*. Esta condição será saneada graças a parceria entre os governos Federal e Estadual, concretizando mais uma ação do PAC.

* Nota do Editor: A navegação noturna existe há mais de 50 anos na principal hidrovia do RS, a hidrovia Rio Guaíba-Lagoa dos Patos, desde que foi implantada a sinalização luminosa no complexo flúvio-lacustre. Desde então, essa sinalização tem sido modernizada, conforme pode ser visto na matéria publicada abaixo.

Também serão construídos terminais de contêineres em Estrela, Porto Alegre e Rio Grande, dedicados a navegação interior, criando assim mais uma moderna modalidade de transporte de cargas no Rio Grande do Sul.

A plena utilização da hidrovia pretende modificar o transporte de cargas no Estado. As cargas de menor volume irão utilizar o meio rodoviário para transportes de curtas distâncias, do produtor, indústria ou agro-negócio até o porto; e as cargas de maior volume, serão conduzidas por barcos, navios e trens, em longas distâncias. Tais modificações irão proporcionar maior rentabilidade de frete, o que aumentará consideravelmente a competitividade dos produtos gaúchos nos mercados nacional e internacional.

Entre outros benefícios indiretos, de impacto e a curto prazo, estão a redução de acidentes nas estradas devido à redução do trânsito de caminhões nas longas distâncias, a diminuição de emissão de poluentes na atmosfera e a melhor conservação das rodovias. Aliado a isto, a geração de empregos em estaleiros, portos e embarcações e a melhor formação educacional dirigida à técnica naval e portuária trarão inúmeros benefícios para a população do Rio Grande do Sul.

Fonte: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, DNIT.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Porto de Porto Alegre - Perspectivas sombrias para 2012

Gaúchos compram menos fertilizantes


Porto de Porto Alegre - Cais Navegantes

As entregas de fertilizantes no mercado gaúcho atingiram a 87,1 mil toneladas, em janeiro último, representando uma redução de 12,6% na comparação com igual mês de 2010, quando somaram 99,7 mil toneladas. A informação foi prestada pelo presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul, Torvaldo Antonio Marzolla Filho. Explicou que a retração foi ocasionada, basicamente, pelo impacto negativo da estiagem no agronegócio. O RS, que em janeiro de 2011 ocupava o quarto lugar entre os estados-líderes no consumo de fertilizantes no País, caiu para a sétima posição, sendo superado respectivamente por Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Gráfico: Hidrovias Interiores - RS

Torvaldo informou que, além da estiagem, as indústrias locais também estão sendo prejudicadas pela ‘guerra fiscal’, especialmente por força de um decreto do governo de Santa Catarina relativo à incidência do ICMS nas saídas de fertilizantes. As entregas de fertilizantes efetuadas pelos fabricantes gaúchos no mercado do Rio Grande do Sul em todo o ano de 2011 totalizaram a 3,3 milhões de toneladas, o que significou um crescimento de 6,42% na comparação com 2010, quando foram entregues 3,1 milhões de toneladas – recorde histórico do setor, até então. No País, a expansão foi de 15,5% em 2011, pois as entregas somaram 28,3 milhões de toneladas, contra 24,5 milhões de toneladas em 2010.

Fonte: Jornal do Comércio, Painel Econômico.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Por que esse tipo de carga não é transportada por hidrovia?

Estrutura da P-55 vai até Rio Grande

Fabricado pela Cooperativa dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas (CTMC) para equipar a Plataforma P-55, o Spreader Truss cruzou às 10h de ontem a Ponte do Guaíba rumo ao Município de Rio Grande, por encomenda do Consórcio Quip P-55. A estrutura gigante, avaliada em R$ 960 mil, pesa 14 toneladas. Sua dimensão é de 18 metros de comprimento por 6 metros de largura. A previsão do tempo de viagem é de três dias, segundo o gerente da Pacheco Logística (Grupo Darcy Pacheco), Newvani Correa, responsável pela operação.

Equipamento de 14 toneladas será instalado na extratora de petróleo 
Foto: Newvani Corrêa/Darci Pacheco/Divulgação

A velocidade limite para o transporte do Spreader Truss é de 30 km/h e conta com escoltas das polícias Rodoviária Federal (em BRs) e Estadual (em ERS), além do serviço de escolta particular. O percurso iniciado ontem começou na rota Porto Alegre - Pantano Grande (BR 290). Segue em direção ao Sul do Estado pela rodovia Rio Pardo - Canguçu (ERS 471) e se encerra quinta-feira na rodovia Canguçu - Rio Grande (BR 392). Depois de montada, a plataforma de exploração de petróleo e gás P-55 rumará para a Bacia de Campos (RJ).

Fonte: Correio do Povo, Economia.

Expansão do Canal do Panamá preocupa Estados Unidos

Porto de Los Angeles-Long Beach pode ter volumes amenizados

Um grupo de empresários, diretores e funcionários do terminal Los Angeles-Long Beach, nos Estados Unidos, tem buscado um maneira de evitar que a expansão do Canal do Panamá reduza em um quarto suas operações de carga.

portolosnageles
Porto de Los Angeles

Os principais países usuários do canal no ano passado foram, além dos Estados Unidos, a China, o Perú e a Colômbia.

Maior complexo portuários dos Estados Unidos e sexto mais ativo do mundo, o terminal Los Angeles-Long Beach, junto a cidades vizinhas e empresas ferroviárias, projeta realizar melhorias para esses portos – que recebem 40% da carga asiática de importação do país – para que continuem sendo competitivos.

Canal do Panamá

Entre os planos elaborados estão a colocação da carga em trens e o aumento da capacidade, embora haja resistência tanto dos habitantes da região quanto de grupos ambientais.

Segundo o jornal Los Angeles Times, o que está em jogo, neste caso, é a participação do porto americano no comércio internacional, que pode ser reduzida, já que com a ampliação do canal do Panamá – com conclusão prevista para 2014 – os grandes navios poderão evitar os portos da costa oeste, navegando diretamente para os terminais da costa leste e do Golfo do México.

Fonte: Guia Marítimo, Guia Marítimo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Travessia Rio Grande-SJN: Usuários reclamam de espera pela balsa

Na tarde desta quarta, 15, o serviço de transporte hidroviário de veículos na travessia entre Rio Grande e São José do Norte foi, novamente, motivo de reclamação. Por volta das 17h, usuários, que disseram estar esperando para fazer a viagem por balsa para o município nortense desde às 14h30min, se mostravam indignados. Segundo o médico veterinário Bento Mesquita, 56 anos, de Mostardas, logo depois que ele chegou, saiu uma balsa carregada e a menor estava no atracadouro, mas em vez de receber os veículos para a travessia, foi atracada ao lado, deixando ele e outros usuários na fila.

Veterinário Bento Mesquita e a esposa, de Mostardas, reclamaram
da demora e da falta de estrutura. (Foto: Fabio Dutra).

Acompanhado da esposa e de dois filhos, Bento Mesquita tinha ido ao Chuí e estava voltando para Mostardas. "Estamos aqui desde às 14h30min, sob o sol. Não há nenhuma estrutura aqui", reclamou. O aposentado Vitor Medvedovsky, 66 anos, que chegou ao local também às 14h30min, estava irritado com o fato de a empresa ter anunciado a colocação de uma segunda barca (denominada Priscila) no serviço, de a embarcação estar no local e não ter feito viagem para levar os veículos que estavam na fila.

Medvedovsky relatou que funcionários da F. Andreis, empresa responsável pelo serviço, disseram que era preciso esperar a balsa maior - Deusa do Mar - retornar de São José do Norte para levá-los. "Essas condições da travessia afugentam os turistas", salientou. Na fila também estava um casal de Santa Rosa - Marcos de Sá, 32 anos, e a esposa Adriana, 32 anos, que vai participar de um retiro da Igreja Adventista em São José do Norte no fim de semana. "É muito ruim essa espera. Estamos cansados. Saímos às 5h da manhã de casa, percorremos 670 quilômetros e estamos parados aqui", falou Marcos. "Temos parentes nos esperando em São José do Norte. Já estamos pensando em como faremos o retorno depois do retiro", completou Adriana.

Antes de ir para São José do Norte, casal de Santa Rosa afirmava 
que já estava preocupado com o retorno. (Foto: Fabio Dutra).

Funcionários da F. Andreis informaram que a Deusa do Mar iniciou viagem para a cidade nortense por volta de 15h40min e que no retorno faria outra. Afirmaram que os usuários que estavam reclamando tinham chegado ao local perto das 15h30min. Segundo um dos funcionários, que não quis se identificar, a Priscila já tinha feito quatro viagens. "Tem pessoas que vão participar do retiro em São José do Norte que já fizeram três viagens hoje. Se sobrarem carros na próxima saída da Deusa do Mar, a Priscila vai levar", acrescentou ele.

A segunda balsa foi colocada no serviço em 31 de janeiro. De acordo com a empresa, ela vai atuar conforme a demanda do serviço.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Travessia RG/SJN

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Balizamento luminoso - Há mais de 50 anos garantindo a navegação noturna na principal hidrovia do RS

A sinalização náutica luminosa da hidrovia Rio Guaíba-Lagoa dos Patos, que se estende desde Porto Alegre até Rio Grande, é constituída por faróis, faroletes e boias luminosas distribuídas ao longo dos canais navegáveis e de pontos notáveis da hidrovia. Os faróis (Itapuã, Cristóvão Pereira, Capão da Marca, etc.) estão sob a responsabilidade da Marinha do Brasil; os demais sinais luminosos - faroletes e boias, são mantidos pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH, ex-DEPRC)), autarquia pertencente ao Governo do Estado do RS.

Sinais Luminosos - Canal Pedras Brancas (Rio Guaíba)

Da mesma forma que em outros lugares do mundo, a sinalização luminosa das vias navegáveis gaúchas passou por quatro ciclos básicos quanto à fonte de energia - (1) combustível sólido (madeira e carvão, cujas fogueiras orientavam os pescadores primitivos); (2) combustível líquido (resinas e óleos naturais e artificiais, com combustão em recipientes ou mechas); (3) gases (propano, butano ou acetileno); e (4) energia elétrica, armazenada em baterias (fase atual).

Sinais Luminosos - Canal Feitoria (Lagoa dos Patos)

Até o final da década de 70 o balizamento noturno da hidrovia Rio Guaíba-Lagoa dos Patos era constituído de sinais luminosos alimentados por acetileno; a partir daí, no início da década de 80, as lanternas dos faroletes e boias luminosas passaram a ser alimentadas por energia elétrica armazenada em baterias marítimas, e dotadas de dispositivos automáticos (eclipsores, disjuntores e células fotoelétricas). A seguir, já no início da década de 90, nova modernização foi realizada com o advento da utilização da energia solar (coletores solares) e baterias automotivas, e a adoção de lanternas dotadas de lâmpadas LED (em substituição às lâmpadas de filamento).

Farol Cristóvão Pereira (LP) e Farol Itapuã (Rio Guaíba)

A próxima etapa, nesse processo evolutivo iniciado há mais de 50 anos, certamente promoverá a substituição do material da estrutura metálica das boias luminosas, com a adoção de estruturas leves de polietileno (que não demandam pintura, e não são atacadas por corrosão). Essa nova evolução tornará a navegação noturna ainda mais eficiente, econômica e segura, além de proporcionar maior agilidade/eficiência às fainas de sinalização náutica e redução de gastos com manutenção.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A CIDADANIA QUE NAVEGA NA HIDROVIA...

Na esteira do post anterior, se um exemplo vale mais que um bom argumento, melhor ainda são dois bons exemplos. Então, depois de abordar a travessia Porto Alegre - Guaíba, no Rio Grande do Sul, como parceria inteligente do Estado com a iniciativa privada para prestação de um serviço público essencial, que vai além do simples deslocamento de pessoas, damos um giro de 180º e vamos ao norte do país, na Amazônia, onde se tem outro caso de sucesso no uso da hidrovia: a Agência-barco da CAIXA.

Trata-se de ação estratégica de uma empresa essencialmente pública, mas que se submete também a regras do mundo privado na competição por mercados. Seu slogan atual “a vida pede mais que um banco” embala a missão de levar inclusão bancária e social para toda a população brasileira, e de modo especial, àquelas mais carentes de políticas públicas efetivas. Assim, mais do que produtos bancários e benefícios essa nova idéia leva, pela hidrovia, sementes de cidadania e de dignidade aos rincões mais longínquos e sofridos de nosso país continental. Vale frisar, dignidade que começa quando se é lembrado como brasileiro.

Agência-barco possui modernos conceitos de sustentabilidade
em sua construção e operação. (Foto Divulgação CEF)

Nesse contexto, ao final de 2010, a CAIXA inaugurou a primeira embarcação dedicada a uma agência bancária no Brasil. Batizou-a de Chico Mendes, em homenagem ao famoso líder e ativista ambiental que lutou brava e tragicamente até a morte pela preservação da floresta amazônica. A agência-barco tem 1200 m² e autosuficiência para navegar por 23 dias seguidos. Apresenta capacidade de transporte de 65 pessoas, entre tripulação e empregados habilitados para o atendimento a comunidades ribeirinhas, tanto na área comercial quanto na social do banco.

Ainda no tocante a embarcação, sua construção e operação observa conceitos modernos de sustentabilidade, uma vez que dispõe de recursos de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais ou mobilidade reduzida, para idosos e gestantes. Conta com sistema de coleta seletiva de lixo e de reciclagem, casco pintado com tinta atóxica, rede de iluminação que economiza energia, e uma estação própria para tratamento de efluentes de esgoto, a qual permite lançar, no rio, água 100% tratada.


O projeto, que começou no rio Solimões, no trecho Manaus-Coari, compreende os municípios de Careiro da Várzea, Iranduba, Manaquiri, Manacapuru, Anamã, Beruri, Anori e Codajás. Conforme dados do IBGE, essa região possui cerca de 153 mil habitantes (aproximadamente 4% da população do estado do Amazonas). Uma área que somada alcança 53 mil km², num território maior que a Suíça. Assim, nesse primeiro ano realizou milhares de atendimento em abertura de contas corrente, poupança e outros produtos bancários, bem como em programas sociais como Bolsa Família, Cartão do Cidadão, saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cadastramento no Programa de Integração Social (PIS), entre outros.

Tenho orgulho em falar da CAIXA, não apenas por ter sido seu empregado por quase uma década, mas por sua envergadura e importância para a sociedade e especialmente, pelas pessoas dedicadas que fazem parte da sua força de trabalho e vem mudando positivamente a imagem dessa instituição centenária. Atuando agora na área de regulação e desenvolvimento das hidrovias brasileiras maior ainda é a minha satisfação em vê-la inovar e fazer história nesse segmento, a partir de uma combinação habilidosa de suas estratégias de negócio com o uso do imenso potencial hidroviário do país.

Vamos torcer para que o projeto tenha cada vez mais sucesso, e em breve se encontre estendido para outras hidrovias, seja na própria Amazônia, seja em outras regiões do Brasil, permitindo que o objetivo de inclusão bancária e social viabilize também ações de promoção à saúde, à educação e à proteção ambiental. Enfim, que de algum modo esse modelo sirva de referência para outras iniciativas e que contribua, imediata e efetivamente, para o desenvolvimento socioeconômico de nossa nação, há séculos, tão almejado.

Por Jose Allama

Fonte: O Blog da Hidrovia, http://blogdahidrovia.blogspot.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Federalização - Hidrovias gaúchas recebem R$ 270 milhões

Rafael Vigna

A assinatura de um termo de cooperação nesta quinta-feira em Porto Alegre deu a largada para o início de uma série de investimentos calculados em R$ 270 milhões para a modernização da hidrovia Uruguai-Brasil. O documento firmado pelo secretário de Infraestrutura e Logística do Estado (Seinfra), Beto Albuquerque, e o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Adão Proença, inicia a gestão conjunta entre as esferas estadual e federal por meio da Administração de Hidrovias do Sul – AHSUL e a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).

A parceria começa com a liberação de R$ 12 milhões, de um total de R$ 34 milhões previstos para a recuperação do parque de máquinas da SPH, a dragagem, a sinalização e o balizamento dos rios Jacuí, Taquari, Gravataí, Sinos, Caí, lago Guaíba, Lagoa dos Patos, Lagoa Mirim e Rio Jaguarão.

A medida, conforme destaca Beto Albuquerque, permitirá a navegação noturna ao longo de todo o trajeto hidroviário até 2013. Atualmente, por questões de segurança, determinados tipos de cargas só podem percorrer a rota durante o dia. Com isso, a capacidade passará dos atuais 6 milhões de toneladas para 17,5 milhões ao ano em 2017. “As dragas não serão mais da SPH, mas sim das hidrovias gaúchas, seja na parte que até ontem era administrada pelo governo federal, ou no que era de responsabilidade do Estado”, esclarece.

O diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit explica que o termo de cooperação promove a gestão conjunta dos recursos federais através do aproveitamento dos conhecimentos técnicos do Estado. Segundo ele, até 2014, serão aportados R$ 48 milhões no Rio Grande do Sul, além dos R$ 735 milhões projetados pelo Plano Nacional de Desenvolvimento Hidroviário (PNDH) até 2025. “O investimento será em toda a extensão da hidrovia que passa a ter uma gestão compartilhada única. A recuperação da matriz hidroviária contempla uma série de itens e o novo modelo de gestão facilita a viabilidade dos recursos”, destaca Proença.

A reestruturação ainda prevê a construção de terminais de contêineres em Estrela, Porto Alegre e Rio Grande, dedicados à navegação interior. O secretário de Infraestrutura afirma que novos terminais devem surgir ao longo da hidrovia. “Diante de empreendedores concretos, vamos discutir as alternativas. Não podemos cometer os erros do passado, quando foram feitos terminais sem a prospecção de empreendedores nas regiões”, defende. Segundo Beto Albuquerque, a ideia é estar atento às exigências de mercado. Ele garante que toda a proposta da iniciativa privada será tratada com prioridade pela Seinfra.

Secretaria de Infraestrutura acredita que trajeto pode atrair o transporte de passageiros

O secretário de Infraestrutura e Logística de Infraestrutura e Logística (Seinfra) do Estado, Beto Albuquerque, acredita que os investimentos em melhorias na hidrovia gaúcha abram os caminhos para o transporte de passageiros no trajeto. Segundo ele, além de aumentar a competitividade logística nos setores produtivos, a reestruturação da malha inaugura um potencial turístico para a Copa de 2014. A expectativa é atrair rotas de navios-hotéis que possam desembarcar em Porto Alegre.

“Temos um projeto para isso, encaixado dentro da utilização dos recursos disponíveis. A Lagoa dos Patos é desconhecida de todos os gaúchos, e o potencial turístico da região é inegável. Poucos são os que navegam pela lagoa, com exceção de navios comerciais de cargas. No bojo da atividade econômica, há o espaço para o agregado turístico”, revela.

Mesmo sem destacar as embarcações tripuladas, o secretário ressalta que o foco prioritário está na navegação comercial. O objetivo, ressalta, é dar condições de competitividade e facilitar a redução de custos de transportes aos mais variados segmentos. Ele não descarta a possibilidade de empreendimentos nos modelos das Parcerias Público-Privadas (PPP) ao longo do percurso.

“Realizamos estudos que repetem o óbvio. Temos o que muitos países gostariam de ter e utilizamos muito pouco deste potencial. A dinamização da gestão da administração da hidrovia serve como um atrativo para a abertura de novas operações portuárias”, assegura.

Entre os retornos de curto prazo, o secretário destaca que 100% do Parque de Dragagem da SPH estará reformado e operando em toda a malha hidroviária do Rio Grande do Sul até o final do ano. De acordo com Beto Albuquerque, o principal benefício será aproveitado pelos empresários gaúchos, que terão vantagens competitivas com a utilização da hidrovia, a partir da estruturação de um plano logístico.

Fonte: Jornal do Comércio, 16-02-2012. Logística

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Governo Federal participará da gestão das hidrovias do RS

Governo do Estado e DNIT firmam convênio para modernização hidroviária

O secretário de Infraestrutura e Logística do RS, Beto Albuquerque, e o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), Adão Proença, oficializaram, nesta quinta-feira (16), um termo de cooperação de gestão compartilhada entre União e Estado para a modernização do sistema hidroviário no RS. Nesta etapa inicial, o Governo Federal investirá R$12 milhões na recuperação do parque de dragagem da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).

Acompanhado pelo titular da SPH, Pedro Obelar, Beto ressaltou a importância do convênio para melhorias nas condições operacionais da hidrovia, tanto no aspecto da segurança quanto, na questão econômica e turística da malha navegável no Estado. Ele anunciou também que a União investirá no projeto de balizamento e sinalização noturnos, o qual oferecerá maior segurança e operacionalidade à navegação. "A partir desta gestão compartilhada e única, vamos otimizar os recursos, racionalizar projetos e tornar nossas hidrovias mais competitivas", disse Beto Albuquerque. O secretário garantiu, ainda, que até o final de 2013 todo maquinário será recuperado e estará em funcionamento no Estado.

Hidrovias Gaúchas - União e Estado do RS firmam termo de cooperação 
Foto: Eduardo Seide/Palácio Piratini

Para Obelar, a parceria vai além da recuperação de maquinário e de dragagem dos canais navegáveis gaúchos. "O RS detém um potencial hidroviário diferenciado e desejado por outros estados. O que fizemos aqui hoje foi dar o primeiro passo para que nossas hidrovias ofereçam melhores condições navegação, especialmente no que diz respeito ao escoamento da nossa produção", disse. O titular da SPH avaliou que mais do que recuperar os equipamentos da Superintendência, o convênio firmado vai garantir uma gestão conjunta dos recursos técnicos da autarquia, beneficiando o Estado como um todo.

O diretor de Infraestrutura do DNIT, Adão Proença, defendeu a parceria entre os governos para melhor aproveitamento dos recursos federais. "Utilizem os programas federais para outros investimentos no Estado. O Governo Federal têm disponibilidade financeira para atuar em diversas áreas", garantiu.

Texto: Assessoria de Imprensa
Edição: Redação Secom (51) 3210-4305

Fonte: Portal do Estado do RS, http://www.estado.rs.gov.br.

Dragagem do Rio Gravataí é discutida em reunião entre SPH, ABTP e Fepam

O restabelecimento da capacidade de utilização plena das embarcações que navegam pelo Rio Gravataí foi o principal assunto tratado entre o superintendente de Portos e Hidrovias do Estado, Pedro Obelar na manhã desta quarta-feira, 15, na Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (FEPAM). O tema que começou a ser discutido na manhã de terça-feira, com os representantes da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP-Sul), Sérgio Kirsch e da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP/Canoas), João Batista Coronet, ganhou apoio junto a fundação.

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Dragagem do Rio Gravataí - SPH, Petrobras e ABTP
(Foto: Cristiane Franco)

Segundo o Superintendente, a reunião desta quarta-feira foi motivada pela conversa realizada entre os representantes da ABTP, Refap e Navegação Guarita. “A SPH não está medindo esforços para resolver a questão da dragagem do rio Gravataí e restabelecer a condição de navegabilidade com a maior segurança possível no trecho de acesso aos terminais privados. No entanto, algumas questões precisam ser tratadas com outros órgãos, em especial os que tratam sobre a proteção ao meio ambiente”, explicou. Obelar disse ainda que a reunião com representantes da Fepam foi positiva e deverá auxiliar no reinício da dragagem daquele canal.

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Draga Triches - Rio Gravataí
Foto: Hermes Vargas dos Santos)

Para Sérgio Kirsch, os dois encontros foram positivos e evoluíram para o que a associação dos terminais portuários deseja. “Nosso objetivo é trabalhar junto da SPH para garantir que a dragagem do Gravataí tenha continuidade. As empresas trabalham com uma limitação expontânea nas cargas de navios, mas queremos que seja restabelecida a utilização da capacidade das embarcações que ali circulam”, disse. “Ficamos muito otimistas com os encaminhamentos dados pela direção tanto da SPH, quanto junto à Fepam.”

Também participaram da reunião o representante da Navegação Guarita, Engenheiro Kraemer e da ABTP, Carlos Alípio.

Fotos: Cristiane Franco - Hermes Vargas dos Santos

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). Notícias

Nota de Editor

O maior problema para a dragagem do Rio Gravataí é, no fundo, a concepção ambiental ingênua que acredita que não dragar, não mexer com o material de fundo resolve a questão ambiental. Em diversas situações provocadas pela natureza - durante as águas altas (enchentes), temporais e a ação dos ventos, por exemplo, o material de fundo do Rio Gravataí é revolvido, com forte ressuspensão descontrolada dos sedimentos, que são moderadamente contaminados (conforme diversos análises laboratoriais).

A passagem diária das embarcações, tendo em vista que o hélice se encontra muito próximo do fundo, também provoca a ressuspensão dos sedimentos contaminados; em alguns casos, esse efeito é ampliado pelo arraste da âncora, que é feito para manter a proa estabilizada. Essa ação antrópica ocorre diariamente.

A dragagem, por óbvio, também promove a ressuspensão dos sedimentos contaminados, mas é uma atividade que só ocorre em intervalos de, pelo menos, quatro anos. Além disso, o material dragado é succionado de imediato, logo após a ação do desagregador da draga, o que reduz muito a perda de material e formação de pluma. O principal problema, por isso, é o local de descarte (despejo).

Por isso, no caso do Rio Gravataí, a dragagem não é problema, é solução. Deixar o lodo contaminado no fundo do rio, sujeito às ações da natureza e do homem, é uma postura contra o meio ambiente.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Rio dos Sinos - Começa elaboração do Plano de Bacia

Até março de 2013, soluções definitivas deverão ser apresentadas aos problemas de abastecimento de água no Vale do Sinos. É o prazo que saiu da primeira reunião do ano, na semana passada, do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos).

Segundo o presidente Silvio Klein, a elaboração do Plano de Bacia, que deveria estar pronto em janeiro, começará em março, com a liberação de R$ 400 mil do governo gaúcho para Mobilização Social. Klein explica que a ação prevê folders, material de mídia e banners apresentando as atividades para o Sinos. "Nenhum Plano de Bacia pode ser legitimado sem o conhecimento e o entendimento da comunidade", afirmou. O Pró-Sinos publicou estudo sobre a bacia no www.consorcioprosinos.com.br em 2011. Foi calculada a necessidade de R$ 3 bilhões em 20 anos. Mas, embora esteja na rede, o documento não é válido por não ter sido divulgado em outros meios.

O planejamento deverá apresentar soluções definitivas  
para os problemas de abastecimento no Vale do Sinos
Foto: felipe de oliveira/Especial/CP

A discussão do encontro concentrou-se nos acordos entre operadoras de abastecimento público e produtores de arroz que usam água do manancial para irrigação. Foram propostas a construção de uma barragem e a captação do rio Caí por meio de adutora. "Os comitês são fundamentais para a elaboração do Plano Estadual de Irrigação, por meio de estudos técnicos e participação da sociedade civil", disse o secretário estadual de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, Luiz Carlos Busato.

Reunião avalia cortes

- O diretor-geral do Semae de São Leopoldo, Luiz Antonio Castro, se reúne hoje com o prefeito Ary Vanazzi para discutir a possível retomada do racionamento. A reunião seria ontem, mas foi adiada. Como o rio está em 1,8 metro e há previsão de chuva, Castro antecipa que a chance de retomar os cortes é pequena.

Fonte: Correio do Povo, Cidades.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Catamarã facilita o acesso de turistas nas praias de Guaíba

A cidade de Guaíba, localizada a 25 km da Capital gaúcha, tem em suas histórias e belezas naturais seus principais atrativos. Guaíba tem a tradição de proporcionar aos seus visitantes uma série de eventos, atividades culturais e de lazer, intensificadas no período mais movimentado do ano: o verão.

Com a retomada da travessia náutica entre Porto Alegre e Guaíba, o acesso de turistas à orla tornou-se mais fácil, e conforme a historiadora da Secretaria de Turismo, Desporto e Cultura do município, Gislaine Costa da Silva, o número de turistas estrangeiros também aumentou, já que eles desembarcam em Porto Alegre e querem conhecer o que tem do outro lado do lago. "Mesmo a água não sendo balneável, é possível proporcionar ao turista conhecer os museus, prédios históricos, a beleza do calçadão da beira da orla, o parque da juventude e as praias da Florida e Alegria". Para realizar a travessia o investimento é de R$ 6 (durante a semana), e R$ 7 (nos finais de semana), valor válido até o dia 29 de fevereiro.


Atravessando para Guaíba, o acesso aos pontos turísticos é facilitado. É possível andar a pé por boa parte da orla ou utilizar os serviços de táxi e transporte público, que levam até as praias. No parque da juventude, local próximo a hidrovia do município, acontecem shows com artistas locais, há pistas de skate e patinação, quadras de vôlei e futevôlei, e, para aqueles que querem se refrescar sem entrar nas águas impróprias para banho, os chuveiros da Corsan estão espalhados por toda a extensão da praia.

O "Guaíba + Verão" atrai os veranistas com atividades culturais, que serão desenvolvidas até o dia 26 de fevereiro no parque da Juventude. Jogos de mesa, brinquedos infláveis, ginástica de praia, aula de street dance e verificação da pressão arterial são algumas das atividades proporcionadas. No dia 15 de fevereiro acontece a última atividade, um luau no parque, com inicio às 20h e show do Nova Virtude e convidados. Por conta destas peculiaridades, Guaíba caracteriza-se como um lugar ideal para quem busca um espaço tranquilo e belo para aproveitar a natureza em um espaço próximo à Capital do Estado.

Cipestre Farroupilha e Ilha Pedras Brancas

Outro ponto turístico que pode ser conhecidos em Guaíba é o Cipestre Farroupilha, uma árvore com mais de 300 anos e que, juntamente com a Casa de Gomes Jardim, compõe um dos cenários mais belos e significativos da história guaibense. Foi no entorno desses monumentos históricos que as principais lideranças farroupilhas planejaram a Revolução de 1835.

A Ilha Pedras Brancas, também conhecida como Ilha do Presídio, é uma estreita faixa de terra localizada no lago Guaíba, entre Porto Alegre e o município. A história da pequena ilha remonta a época da Revolução Farroupilha. Acredita-se que ela tenha servido de ponto de travessia para os rebeldes farroupilhas e também como ponto de observação aos imperiais. É possível conhecer a ilha a partir de um passeio náutico, que sai diariamente da hidrovia de Guaíba.

Texto: Daiane Roldão
Foto: Camila Domingues
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305

Fonte: Portal do Estado do RS, http://www.estado.rs.gov.br.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma das maiores conquistas de engenharia do planeta, Canal do Panamá passa por ampliação

Em 2014, poderão cruzar o canal navios com até 12,3 mil contêineres

Uma das maiores conquistas de engenharia do planeta, Canal do Panamá passa por ampliação Marcela Duarte/Agência RBS
Terceira maior fonte de recursos do país, o Canal repassou
US$ 1,043 bilhão ao governo em 2011 (Foto: Marcela Duarte)

Marcela Duarte*
marcela.duarte@zerohora.com.br

Conhecer a economia panamenha é ver um país em ebulição. O país cresce rapidamente, e a capital, Cidade do Panamá, pulsa, movida pelo desafio de ser não apenas referência em transporte marítimo, mas também principal ponto de ligação aérea das Américas. Para tanto, há obras por todos os lados, e a maior parte será inaugurada em 2014, quando coincidem o fim do mandato do presidente Ricardo Martinelli e o centenário do Canal do Panamá.

O canal recebe investimentos tão grandes quanto os indicadores de crescimento do país de 3,5 milhões de habitantes, cerca de um terço da população do Rio Grande do Sul. A injeção de verba na ampliação do Canal do Panamá, uma das obras prometidas para 2014, deve somar US$ 5,25 bilhões. Para comparar, o investimento nos principais portos nacionais acumulado foi equivalente a U$ 3,5 bilhões

Em infográfico, veja como funciona o Canal do Panamá


Como a obra permitirá a passagem de navios maiores, a taxa média cobrada deve saltar dos atuais US$ 200 mil a US$ 350 mil para mais de US$ 500 mil, por possibilitar a passagem de navios com mais do que o dobro da capacidade atual.

A partir de 2014, poderão cruzar os 80 quilômetros que ligam Atlântico e Pacífico embarcações que comportam até 12,3 mil contêineres, os chamados Postpanamax. Hoje, as maiores têm capacidade para 5 mil contêineres. Essa ampliação será possível com a construção de novas eclusas – elevadores de água por onde os navios chegam ao Lago Gatún, a meio caminho entre os oceanos, 26 metros acima do nível do mar. O novo sistema reaproveita 60% da água utilizada na operação.

Terceira maior fonte de recursos do país, o canal repassa US$ 1,043 bilhão ao governo em 2011. As duas principais são a Zona Franca de Colón, segunda maior do mundo, e a atividade bancária. Ambas, no entanto, devem tanto vigor à movimentação que o canal atrai. Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) panamenho cresceu 10,5%, e a projeção para este ano é de 7,5%.

Até 2014, outras obras de infraestrutura deverão ser concluídas, como um aeroporto em Rio Halo, cidade a uma hora e 40 minutos do centro da capital. No ano passado, o país recebeu mais de 2 milhões de turistas, um crescimento de mais de 30% sobre 2010. Mas o maior impacto para o turismo deve vir com reformas no centro antigo. Prédios históricos no chamado Casco Viejo, como o Teatro Nacional, devem ser revitalizados.

* Marcela Duarte viajou a convite da Copa Airlines

Fonte: Zero Hora, Corredor entre oceanos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Uma visita inesquecível: Passeio ao Ceclimar é atração em Imbé

Uma opção de passeio para as férias, principalmente para a criançada naqueles dias de tempo fechado e que não deu praia, é uma visita ao Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), em Imbé.

Dinossauros: Ciência e Ficção é a exposição que pode ser
conferida no Ceclimar até o final de março (Foto: Tarsila Pereira)

No local, há o Museu de Ciências Naturais, que recebe o público de terça-feira a domingo, das 15h às 19h. Também é possível visitar o Minizoológico e o Centro de Reabilitação de Fauna Marinha e Silvestre. Além de animais nativos da costa e da orla do Litoral Norte, o museu abriga espécies exóticas e expõe, atualmente, um acervo da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, com reproduções de dinossauros. É a exposição "Dinossauros: Ciência e Ficção" ficará instalada até o final de março no Ceclimar, e que trata sobre a origem e extinção dos dinossauros, a evolução anatômica e o conhecimento sobre fósseis. A mostra reúne seis peças que ilustram a anatomia destes animais. A taxa de ingresso é de R$ 3,00. Crianças menores de 6 anos e idosos não pagam.

A visitação ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e Marinhos ocorre de sexta-feira a domingo, das 15h30min às 17h30min. No local, os bichos feridos são tratados por biólogos e veterinários. Geralmente, aparecem pinguins e aves para serem cuidados. As duas tartarugas que estão no Ceclimar hoje ficaram doentes por conta do lixo que ingeriram no mar. "Nós já encontramos fita do Nosso Senhor do Bom Fim, bituca de cigarro e plástico dentro do trato intestinal delas", contou a bióloga Cariane Campos.

Um dos moradores mais famosos do Centro de Reabilitação é um leão-marinho de mais de 300 quilos, que chegou ao local ainda bebê e não conseguiu se adaptar novamente ao meio ambiente. "Tentamos libertá-lo várias vezes", disse Cariane. Segundo ela, pessoas desinformadas levam os animais encontrados na orla para o Ceclimar, porque pensam que estão doentes, mas isso é prejudicial. "Esse foi o caso do leão-marinho. Recomendamos que as pessoas recorram ao Ceclimar e à Patrulha Ambiental", disse. No minozoológico também estão animais que não puderam voltar para o habitat natural, como biguás, saguis e tucanos estão no local. O Ceclimar também oferece diversas oficinas durante o verão e os interessados podem buscar informações pelo telefone (51) 3627-1309.

Fonte: Correio do Povo, 12-02-2012. Verão

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Prática comum de Roubo de Areia no Delta do Jacuí *

* Texto original

Apos eu ser ameaçado e ter minha liberdade cerceada, ouve um ponto positivo, que consegui inúmeros aliados, na defesa do Rio Jacuí, entre estes, esta um areeiro, ou freteiro de areia, que me deixou estupefato de como funciona este mercado podre em nosso estado, que e que o controle esta na mão de praticamente 3 grande empresas, o já condenado, o Cartel da areia, que fazem o que querem e quando querem, para iniciar, ele me informou que há um grande numero de roubos de areia que acontece diariamente no Delta do Jacui, área protegida mas não vigiada, que tem inúmeros olheiros que informam quando as Polícias Federais se movimentam, ou a Policia Ambiental, o mais incrível é que ha um militar da marinha, sargento ou tenente não soube precisar que informa das todas as operações que chega ao conhecimento da marinha, e por estas informações recebe 50 reais por barco, este areeiro do bem, vamos chamá-lo assim, diz que trabalha rigorosamente dentro da lei, viaja 140 km para buscar areia acima da barragem, de Amaropolis onde leva 10 hs para encher o barco, de areia de péssima qualidade, por não haver mais areia nas jazidas legais, e tem que concorrer com uma concorrência desleal, pois tem que pagar todos os tributos e percorrer 150 km para buscar areia enquanto estes sacanas fazem inúmeras viagens dento do delta roubando areia e usando nota da mineradora mais próxima, a Somar mineradora, que com relação a estes ilicitudes dentro do delta não possui responsabilidade, mas tem ciência de tal fato, pois acaba indiretamente sendo beneficiada pela compra de sua areia de péssima qualidade então estes barcos visam com a Somar apenas uma coisa, a nota fiscal, nestes barcos, corriqueiros no roubo, todos se beneficiam, menos a sociedade, é pago por tripulante de cada barco draga, R$ 500 reais em media por viagem roubada no Delta, este pessoal esta se destacando dos demais, em crescimento pessoal pois desfilam com carros novos esnobando os colegas que não praticam este crime, esta pratica de roubo de areia esta enraizado na mentalidade da maioria deste pessoal, pela falta do produto nas jazidas, a alta carga tributaria e as longas distancias para extrair areia, mineradora mentem quando falam que são controladas por GPS, pois quem os controla, são eles, eles pagam as empresa “rastreadoras”, ou seja é a raposa guardando o Galinheiro, e hoje, como há muita escassez de areia, é o que me foi relatado, fica muito difícil trabalhar honestamente, não há controle e muito menos punição, são bandidos, cabe ao Estado nos proteger deles, neste caso o maior afetado é o meio ambiente, prejudicando o toda uma futura geração que vira.

Estes são os barcos que roubam diariamente no delta do Jacuí, usando notas da Somar mineradora: Bagual, Picasso, Sulista, Piracema, Normandie, Pangaré, Petiço e Solange, confio na fonte pois fui ate o seu barco, falamos com o seu capitão, que me contou em detalhes como acontece.

Isto e uma denuncia sem provas, cabe ao Ministerio Publico Estadual e Federal, Policia Federal, Policia Ambiental e Policia Civil, apurar, e punir os responsáveis, pois moradores da ilha dos marinheiros já alertaram a Brigada militar sobre o grande movimento de areiras que há ultimamente a noite dentro do Delta do Jacuí, nos como a Patrulha Ambiental na Defesa do Rio Jacuí, estamos levantando as denuncias agora é com vocês!

Indicação dos locais:
Ilhas próximas ao canal Braskem sentido Porto Alegre Interior


Fonte: Patrulha Ambiental, SOS Rio Jacuí.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Bóias GPS para medir nível do mar


O nível do mar sobe 3 milímetros por ano.

A estimativa realizada através de um sistema de satélites está a ser verificada pela Universidade da Tasmânia, na Austrália.

Para ter a certeza de que os dados sobre o nível do mar são corretos, os cientistas recorrem a um sistema de medida baseado em bóias GPS...

FonteEuronews

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Políticos transformam o setor de hidrovias e portos interiores em palco de luta fratricida por cargos

Bancada do PSB está dividida sobre caso SPH

Alexandre Leboutte

Deputados estaduais do PSB divergem sobre a decisão do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque (PSB), que exonerou Vanderlan Vasconcelos (PSB), na terça-feira, do comando da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).

O secretário justificou que a demissão segue uma orientação do governador Tarso Genro (PT) para que os pré-candidatos às eleições municipais deste ano deixem os cargos no governo até o final de janeiro. O ex-titular da SPH disputaria a prefeitura de Esteio, município que já comandou duas vezes.

Mas Vanderlan alega que ainda não existe candidatura definida para 2012 e que tomou conhecimento da exoneração após a publicação no Diário Oficial e que inclusive foi trabalhar na SPH na terça-feira.

O deputado Catarina Paladini (PSB) é contundente na avaliação. “A demissão de Vanderlan é extremamente precipitada”, critica. Embora o diretório estadual da legenda tenha decidido lançar candidaturas próprias a prefeito em 40 municípios do Estado, onde haveria condições de estabelecer uma disputa eleitoral com chances de vitória, a questão não estaria fechada em Esteio.

“Há um conjunto de composições que ainda precisam ser definidas e pode até acontecer de o PSB não lançar candidatura própria neste município”, complementa, projetando que a definição só ocorrerá em 7 de abril.

“Acredito que tenha havido um problema de comunicação interna. Existe, de fato, essa determinação do governador. Mas como em Esteio não houve ainda uma reunião partidária para deliberar qual o formato das candidaturas, quem vai ser o pré-candidato, se vai ter candidatura própria ou uma composição, estabelecer um julgamento agora é precipitado, pois o diretório local ainda não tem nada encaminhado”, reforçou Catarina.

Tentando serenar os ânimos, o deputado Miki Breier (PSB) entende que não há nenhuma crise na legenda. “Todo partido político tem momentos de discussão mais acalorados”, pondera, justificando que Beto Albuquerque, na função de secretário de Estado, deve executar as decisões do governador.

“O secretário também pediu a exoneração do Geraldinho (PSB), pré-candidato a prefeito de Viamão; do Serginho (PSB), que será candidato a vereador em Porto Alegre; e do Vanderlan, que é pré-candidato a prefeito de Esteio. Só um reclamou. Então, tem um problema pessoal aí”, observa Miki, acrescentando que qualquer discussão sobre ocupação de cargos deve se dar no âmbito interno do partido. “Lamento que isso tenha chegado à imprensa”, pontuou.

O líder da bancada socialista, deputado Heitor Schuch, foi cauteloso ao comentar o fato, ponderando que a SPH é subordinada à Seinfra. “Cabe ao secretário Beto Albuquerque definir o comando da autarquia. Mas só estou vendo exoneração de quadros do PSB. Não é possível que ninguém nos outros partidos (da base) vá concorrer. Tem muita gente no governo que vai disputar a eleição”, observou Schuch, avaliando que o ex-superintendente poderia ter permanecido mais tempo no cargo.

Fonte: Jornal do Comércio, 09-02-2012. Partidos

NOTA DO EDITOR

Enquanto os políticos brigam por cargos, a situação da SPH é muito grave - a sinalização náutica é a que apresenta o pior índice de eficácia dos principais sistemas de balizamento do País; o porto fluvial de Pelotas está virtualmente desativado; em 2011, o porto fluvial de Porto Alegre perdeu cerca de 20 % das cargas em relação ao ano de 2010; os boletins quinzenais da DHN/Marinha mostram que os canais navegáveis continuam assoreados, apesar dos gastos com a dragagem contratada; e, por último, a hidrovia do Jacuí continua abandonada.

O que os políticos e seus indicados para os cargos em comissão (verdadeiro câncer da administração pública) têm a dizer sobre o assunto? Quais são seus planos para o setor? Estão muito atrasados, está mais do que na hora de dizerem à sociedade o que pretendem fazer com as hidrovias e portos interiores (planos concretos, metas, com base em estudos sérios, e não discursos e promessas para o futuro distante). 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Governador Tarso Genro exonera Diretor-Superintendente da SPH

Além da exoneração do Diretor-Superintendente, advogado Vanderlan Vasconcelos (PSB, político profissional), também foi exonerado o Diretor de Portos, engenheiro Silvio David ("PT", DAER). Nenhum dos demitidos tinha formação e experiência profissional em portos e hidrovias interiores. O novo Diretor-Superintendente da SPH é o advogado Pedro Homero Obelar, Técnico em Hidrologia, e pertencente ao quadro de carreira da SPH.


Fonte: Diário Oficial do Estado, página 5, 7-2-2012. DOE/RS

Lanchas em atividade devem atender demanda no transporte de passageiros

Com licença provisória para um período de 90 dias, concedida pela Marinha, a lancha Princesa Daiana voltou a atuar no serviço de transporte hidroviário de passageiros na travessia entre Rio Grande e São José do Norte. Ela se encontrava fora da atividade desde 18 de janeiro por determinação da Capitania dos Portos, porque estava com o certificado de segurança vencido e com uma série de deficiências técnicas a serem corrigidas. Conforme o capitão dos Portos, Nilson Seixas dos Santos, o responsável pela lancha sanou as deficiências que eram impeditivas para a atuação da embarcação no serviço, por isso houve a liberação para o retorno.

Santos diz que ainda restam duas pendências, que dependem de autorização da Diretoria de Portos e Costas (DPC). No entanto, isoladamente elas não motivam a retenção da Princesa Daiana. A licença é provisória porque se faz necessário um processo interno de liberação, que demanda tempo, e a empresa responsável pela lancha estava em risco de perder a concessão.

Lancha Princesa Daiana tem restrição de acesso de passageiros ao convés superior
Foto: Leandro Carvalho

O coordenador de Sistema Hidroviário da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Paulo Ricardo Osório, esteve em Rio Grande e São José do Norte quinta e sexta-feira. Contou que seu deslocamento de Porto Alegre se deu devido ao aumento da demanda pelo transporte hidroviário, quinta-feira, originado pela Festa de Nossa Senhora dos Navegantes. Ainda durante a viagem, ele foi informado pela Capitania que a Princesa Daiana estava sendo liberada para operar.

No entanto, segundo Osório, a restrição de acesso de passageiros ao convés superior da embarcação se mantém e a demanda, em todos os horários, tem que ser atendida. Em função disso, ele entregou ofício ao responsável pela Princesa Daiana comunicando que em um prazo de sete dias deve ser informado à Metroplan quantos lugares a embarcação perdeu com essa restrição. À empresa responsável pelas outras três lanchas (Dona Armandina, Noiva do Mar e Noiva do Caí) que atuam no serviço, também foi entregue documento determinando que elas sejam mantidas na travessia. Isso porque a demanda tem que ser atendida.

"Se em um horário a ser cumprido pela Princesa Daiana o número de passageiros for maior do que ela comporta, os usuários ficarão prejudicados e isso não pode ocorrer. Os passageiros não podem ficar aguardando outro horário por falta de lugar na lancha", observou. Segundo Osório, as embarcações que atuam no transporte hidroviário de passageiros terão que se adequar à demanda até que sejam adotadas medidas para resolver os problemas nesta travessia.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Travessia RG/SJN

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ambientalistas lutam por criação de comitê para o rio Mampituba

Local é um dos poucos pontos monitorados no Litoral Norte que, constantemente, está impróprio para banho

Prefeitura de Torres solicitou à Fepam que o modo como o 
relatório é divulgado seja modificado (Foto: João Mattos/JC)

Juliano Tatsch

Torres é conhecida e proclamada como a mais bela praia do Litoral do Rio Grande do Sul. O título não foi dado à toa. A cidade é privilegiada em sua geografia, com seus morros e paredões de pedra à beira-mar. Entretanto, o município sofre há anos com uma mancha que prejudica sua imagem: a poluição no rio Mampituba e a marca de ter um dos poucos locais no mar do Litoral Norte que, geralmente, está impróprio para banho.

O rio Mampituba delimita, ao Leste, a fronteira entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os últimos relatórios de balneabilidade apresentados pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) apresentam variações nos pontos impróprios para os banhistas no Litoral Note gaúcho. A presença da região da foz do rio, porém, é uma constante.

Tramita na Justiça Federal um processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o prefeito de Torres, João Alberto Machado Cardoso. O prefeito é acusado de, em sua gestão, não ter implantado um sistema eficaz de tratamento de esgoto na cidade e de não ter eliminado ligações clandestinas que despejam dejetos na beira da praia. Segundo a denúncia, a contaminação da água por bactérias põe em risco a saúde da população, prejudica o bem-estar dos frequentadores de Torres e causa prejuízos econômicos à cidade, principalmente para o turismo.

Também tramita junto ao Judiciário de Santa Catarina uma ação movida pelo Instituto Eco&Ação contra o município de Passo de Torres, que tem sua fronteira com o Rio Grande do Sul demarcada pelo rio, em razão da existência de um lixão a céu aberto próximo das margens do Mampituba. No lado catarinense, resíduos oriundos da extração de carvão e da agricultura (agrotóxicos) somados ao despejo de esgoto sanitário são as causas principais da poluição do rio.

O secretário de Meio Ambiente de Torres, Alziro Ramos, afirma que o problema não é somente de responsabilidade do município. “É uma situação que preocupa bastante. Dezoito municípios estão ligados ao Mampituba, sendo dez em Santa Catarina e oito no Rio Grande do Sul. O único que trata mais de 60% do esgoto coletado é Torres”, enfatiza.

Ramos não concorda com o modo como os relatórios da Fepam são divulgados. Conforme ele, a amostra da água é coletada 200 metros para dentro do rio, em relação à sua foz. O secretário defende uma tese curiosa a respeito da situação. “O que está poluído é o rio, não a foz que deságua no mar. No rio ninguém toma banho, as pessoas se banham na praia”, diz. A prefeitura enviou uma equipe à Fepam para pedir que o modo como o relatório é divulgado seja modificado.

Um grupo de ambientalistas gaúchos e catarinenses luta há anos pela criação do Comitê da Bacia do Rio Mampituba. Atualmente, existe um pró-comitê que depende de tratativas entre os dois estados para a instalação definitiva do órgão. “Temos batalhado para a instalação definitiva. As maiores resistências governamentais para a criação do comitê partem da Agência Nacional das Águas (ANA). Olhando o mapa, eles não veem o Mampituba, ele não existe, pois é uma bacia muito pequena”, observa o ambientalista Tadeu Santos, secretário-executivo do pró-comitê.

Conforme Santos, em 2011 ocorreram avanços, como a publicação de uma portaria por parte da ANA designando os dois estados a criarem o comitê. Agora, depende da iniciativa dos governos gaúcho e catarinense para a efetiva instalação. “O comitê é importante, pois ordena o uso das águas, ele faz esse disciplinamento”, destaca ele, que também é conselheiro da ONG Sócios da Natureza, de Santa Catarina. Os comitês de bacia reúnem todas as partes que atuam no contexto de utilização das águas, sejam eles do setor empresarial, ambiental ou governamental.

O montador de móveis Clóvis Bencke, 46 anos, veraneia há 23 anos em Torres. Morador de Venâncio Aires, ele diz que nunca viu o rio, e consequentemente, a sua foz, limpos. “É uma tristeza. É muita sujeira. No ano passado passei três meses aqui e é sempre a mesma coisa”, afirma, destacando que, se fosse limpo, o rio poderia até ser usado como alternativa para as pessoas se banharem.

Por dividir dois estados, fiscalização ambiental é complexa

A fiscalização ambiental do Mampituba e as consequentes responsabilidades a respeito do mau uso e da poluição de suas águas envolvem diversos atores. Todos os municípios pelos quais o rio passa são responsáveis pelo cuidado na destinação de seus resíduos, sejam eles sólidos, de esgoto sanitário ou oriundos da agricultura. Além disso, como é uma formação natural que divide dois estados, órgãos federais também atuam, pois a Constituição define que as águas que fazem divisa entre estados são de domínio da União. No Estado, a fiscalização da qualidade da água é realizada pela Fepam. Em Santa Catarina, quem faz isso é a Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

Para Flávio Augusto de Andrade Strapason, procurador regional da República responsável pelo processo contra o prefeito de Torres, o fato de o rio ser de domínio da União não exclui os órgãos estaduais e municipais de suas responsabilidades. “Eles têm de agir, depois se vê quem tem a competência. Têm de atuar, até porque não são eles que definem se o que está ocorrendo é um crime estadual ou federal. Não pode haver omissão. O meio ambiente é de todos”, afirma. Strapason se utiliza de uma metáfora para exemplificar o que diz. “Se soldados da polícia estadual flagrarem tráfico de drogas em uma rodovia federal, eles têm a obrigação de agir. Depois se encaminha o caso para a instância federal, se for o caso. O que não pode é um lado ficar jogando a responsabilidade para o outro.”

Fonte: Jornal do Comércio, 06-02-2012. Meio Ambiente