Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Engenharia Naval - Oxcorp assina termo para instalação de estaleiro em Pelotas

30 de janeiro de 2012

Por Giane Guerra

O Grupo Oxcorp assinou à tarde termo de compromisso com a Prefeitura de Pelotas para encaminhar em até 30 dias o projeto do estaleiro que a empresa vai construir no município. Os diretores Vítor Lopes e Giuseppe Miraglia também darão início ao processo de licenciamento ambiental.

O investimento será de cerca de R$ 35 milhões e deve gerar 250 empregos diretos. O objetivo é iniciar o empreendimento em junho deste ano. A Oxcorp tem foco na manutenção de embarcações de pequeno e médio porte.

A empresa deve se instalar na área de sete hectares junto ao Canal São Gonçalo, que pertence ao engenho Pedro Osório.


Localização do empreendimento naval

Engenho Coronel Pedro Osório - Canal do São Gonçalo/Pelotas
Foto: Infocenter Diário Popular - Chico Madri


Localização do futuro estaleiro Oxcorp (Blog Hidrovias Interiores - RS)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

São José do Norte - Capitania aponta medidas de segurança para Procissão Marítima

A Prefeitura de São José do Norte recebeu nota da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul informando sobre as normas estabelecidas pela Autoridade Marítima, visando garantir a segurança da navegação, a proteção da vida humana no mar e a prevenção da poluição hídrica, durante a Procissão Marítima de Nossa Senhora dos Navegantes, que será realizada na próxima quinta-feira, dia 2.

Segurança da navegação e prevenção de poluição são as preocupações 
da capitania durante a procissão. (Foto: Deyver Dias/Arquivo JA)

Os responsáveis pelas embarcações que participarão do cortejo em louvor à santa deverão, dentre outras considerações, constantes no documento:

- observar o Programa para a Segurança distribuído pela capitania;

- preparar a embarcação previamente, verificando os equipamentos de navegação e de salvamento, as condições gerais das máquinas e de outros compartimentos, além do abastecimento da embarcação;

- respeitar, rigorosamente, o limite de lotação determinado;

- disponibilizar, a bordo, a quantidade de coletes salva-vidas suficiente para atender a todos os tripulantes e passageiros.

De acordo com a Capitania dos Portos, será realizada Inspeção Naval durante o evento, sendo que o descumprimento das normas previstas na Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (Lesta) e no Regulamento para Evitar Abalroamento no Mar (Ripeam) poderá determinar a aplicação de penalidades, como a retenção da embarcação e a notificação do seu condutor pela Capitania dos Portos, sem prejuízo da aplicação de outras sanções previstas em lei.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. São José do Norte

domingo, 29 de janeiro de 2012

28 de janeiro de 1808 - De Napoleão à Lei 8.630 e os portuários brasileiros

Por Federação Nacional dos Portuários


No século XIX, Napoleão Bonaparte, imperador da França, exercia seu domínio militar sobre toda a Europa. A única potência que ainda fazia frente ao seu poderio era a Inglaterra. Donos de uma poderosa frota naval, os ingleses o derrotaram na Batalha de Trafalgar, em 1805.

Para enfrentar a Inglaterra, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, que consistia em mantê-la isolada em sua ilha, sem contato comercial com outras nações. Nenhum país poderia comercializar com a Inglaterra, sob a ameaça de represália militar francesa. Como Portugal sempre foi um dos principais parceiros comerciais da Inglaterra, não desejava respeitar o bloqueio. Assim, aconselhada pelos ingleses, a família real portuguesa mudou-se com toda a corte para o Brasil. Em 1807, logo após a partida da família real, Napoleão invadiu Portugal.

Portugal não tinha como se defender dos franceses; precisava da proteção dos ingleses. Por isso, a Inglaterra solicitou a abertura dos portos brasileiros como condição para apoiar a fuga da família real. Portugal teve, então, de assinar um tratado que taxava em 15% as mercadorias dos navios ingleses.

O Imposto aplicado aos ingleses era menor que aquele aplicado às outras nações, incluindo Portugal. Assim, o comércio brasileiro ficou entregue aos ingleses durante muito tempo.

Em 1808, por meio de decreto real, os portos brasileiros foram abertos a todas as nações amigas que quisessem comercializar com a Colônia, fato que foi considerado o primeiro grande passo para a independência política e econômica do Brasil, apesar do domínio inglês.

Esta é a história antiga e oficial, de lá para cá as coisas mudaram e muito. Todo o sistema portuário nacional mudou com a Lei 8.630, de 1993. São dezenove anos de muita luta e persistência.

Tivemos que enfrentar mudanças profundas nas relações de trabalho com o advento da conteinerização das cargas, com a aquisição de equipamentos modernos, com a privatização das operações portuárias, com a figura do Operador passando a ser titular das operações portuárias, podendo inclusive definir o modelo de contratação dos trabalhadores e sendo responsáveis pela Gestão de Mão de Obra Avulsa com a criação dos Ogmos, e com as Administrações Portuárias passando a contar com os Conselhos de Autoridade Portuária (CAP).

Nós somos aqueles profissionais que trabalham nos portos como avulsos e empregados, usando luvas e capacetes, carregando e descarregando mercadorias, dirigindo guindastes e empilhadeiras, conferindo e pesando cargas, movimentando contêineres dentro e fora dos navios, fiscalizando entrada e saída de mercadorias e passageiros, também cuidamos da manutenção dos equipamentos, da segurança patrimonial do trabalho e do meio ambiente, da atracação dos navios, no controle alfandegário, na gestão portuária elaborando projetos de construção e no melhoramento da infraestrutura, e até mesmo, quando aposentados, continuamos vigilantes, ali nas cercanias dos portos brasileiros.

Esse trabalho é muito importante, pois é por meio do porto que se faz o exercício do comércio interno e externo, que redunda em divisas para o país e melhoria das condições de vida do povo gerando empregos e renda.

Alguns ficaram pelo caminho nesta batalha, mas a maioria continua na luta, tendo a certeza do seu papel para o crescimento da economia e consequentemente o crescimento do nosso país.

Fonte: PortoGente, http://www.portogente.com.br.

SAIBA MAIS SOBRE O TRABALHO PORTUÁRIO

Os portuários tiveram suas relações de trabalho profundamente alteradas em 1993, pela chamada Lei de Modernização de Portos. Quase 20 anos depois, como está a situação desses trabalhadores, que já figuraram entre os mais bem pagos do país? Para falar do tema, nada melhor do que alguém que lida diariamente com essas questões. Ricardo Córdova Diniz atua desde 2006 em Itajaí, cidade catarinense onde está um dos principais portos do Brasil. Ele também é professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e possui mestrado em Ciências Jurídicas, obtido junto à mesma instituição.


O impacto da privatização dos portos no trabalho portuário

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Porto do Rio Grande atingiu 30 milhões de toneladas em 2011

A Superintendência do Porto realizou um café da manhã com a imprensa para apresentação dos resultados do porto gaúcho no ano de 2011. Um novo recorde foi atingido no último ano com o registro de 30.483.228 milhões de toneladas movimentadas.

Porto do Rio Grande atingiu 30 milhões de toneladas em 2011

A Superintendência do Porto do Rio Grande realizou, nesta quinta-feira (26), um café da manhã com a imprensa para apresentação dos resultados do porto gaúcho referentes ao ano de 2011. Um novo recorde foi atingido no último ano com o registro de 30.483.228 milhões de toneladas movimentadas. Estes números representam um aumento de 9,99% em relação ao ano de 2010, quando foram registradas 27.715.203 milhões de toneladas movimentadas*. Os dados da movimentação portuária foram apresentados pelo Superintendente do porto, Dirceu Lopes, que destacou também os projetos e perspectivas para este ano.

A média mensal de mercadorias em 2010 foi de 2.309.600 toneladas e a média mensal de mercadorias em 2011 foi de 2.540.269. Tendo em vista o tipo de navegação de mercadoria, foram registradas 2.169.090 de toneladas por Cabotagem, 23.824.934 de toneladas por Longo curso e 4.469.790 de toneladas por Navegação interior.

Na movimentação por segmento de carga em 2011, o maior percentual é o de granel sólido com 19.652.579 toneladas, o que representa um crescimento de 19,37% em relação a 2010. Em relação à carga geral e ao segmento granel líquido foram movimentadas 7.111.980 toneladas e 3.718.669 toneladas, respectivamente.

Entre as principais mercadorias exportadas pelo porto em 2011 estão a soja em grão (5.979.193 ton), o farelo de soja lowpro (2.089.818 ton), o trigo (1.641.656 ton) e o arroz (1.039.262 ton). Na exportação, os principais países de destino são China, Espanha, Holanda, Japão e França.

Entre as principais mercadorias importadas em 2011 estão Uréia (792.140 ton), Cloreto de potássio granulado (722.871 ton), Fosfato cálcio natural (504.785 ton) e Ácido sulfúrico (344.587 ton). Na importação, os principais países de origem são Argentina, Marrocos, Lituânia, China e Estados Unidos.

Lopes destacou que apesar da previsão de queda na safra agrícola deste ano devido à estiagem e mesmo com a crise econômica européia, a movimentação do porto deve crescer em 2012 com a conquista de novos mercados e de cargas de projetos já contratados para a região sul do Brasil.

Assessoria de Comunicação Social da SUPRG

Fonte: Superintendência do Porto de Rio Grande. SUPRG

* NOTA DO EDITOR

Na manhã do primeiro dia útil deste ano (02/01), com base nos dados estatísticos disponíveis no sítio da SUPRG (que ainda não apresentavam a movimentação de dezembro/2011), estimei um crescimento de 8,87% na movimentação do porto marítimo de Rio Grande em relação ao ano de 2010. Foi uma estimativa razoável em termos técnicos, com erro de apenas 11,21%, compatível com o compromisso existente entre a técnica e a verdade (relação que não é possível quando feita a partir da política).

Posteriormente, na tarde de 02/01, a SUPRG publicou a movimentação de dezembro/2011 e, a partir dessa informação, o percentual de crescimento em relação ao ano de 2010 seria de 8,69%. No entanto, hoje (26/01) a SUPRG atualizou a movimentação de dezembro/2011, que provavelmente não considerava ainda as movimentações dos últimos dias do ano passado, sendo que a variação definitiva na movimentação de cargas no porto marítimo em relação a 2010 atingiu a marca de 9,99%, um crescimento razoável, acima da taxa de crescimento vegetativo (5%).

É importante ressaltar que a taxa de crescimento econômico do RS foi de 5,7% (FEE).

Por outro lado, a situação do porto fluvial de Porto Alegre é preocupante, e demanda medidas governamentais urgentes, especialmente quanto à mudança na atual política de gestão, pois houve uma brutal diminuição na movimentação de cargas (-18,9%), o que implica revisar a política de exclusão do modelo de gestão profissionalizada (técnica) em favor da gestão política (leiga, desqualificada).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

La Niña provoca maior concentração de sal na Lagoa dos Patos e deixa a água mais clara

O fenômeno natural é um dos efeitos da persistência do tempo seco

Joice Bacelo
joice.bacelo@zerohora.com.br

Uma temporada para chamar os balneários da Costa Doce de praias de águas salgadas. Fazia, pelo menos, cinco anos que a Lagoa dos Patos não apresentava níveis de salinidade tão próximos aos do oceano.

O fenômeno natural é um dos efeitos da persistência do tempo seco e tem como consequência uma boa notícia para os banhistas: praias de águas mais claras.

No Laranjal, em Pelotas, o fenômeno agrada ainda mais por ter ocorrido na mesma época em que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) deu parecer favorável às condições da água. A praia, que chegou a permanecer 24 anos sob a classificação de imprópria, tem 10 pontos liberados para o banho.

— Não dá mais para dizer que precisa sair daqui porque aqui não tem mar — avalia Aluizio Nazareth Costa Júnior, 31 anos, que mora no Laranjal e pratica canoagem na lagoa há quase um ano.

La Niña provoca maior concentração de sal na Lagoa dos Patos e deixa a água mais clara Nauro Júnior/Agencia RBS
Na praia do Laranjal, em Pelotas, a Fepam considerou a água 
própria para banho em 10 pontos. Foto: Nauro Júnior/Agencia RBS

Com o efeito da salinização, é como se um mar sem ondas se formasse pelos quase 110 quilômetros de praia da Lagoa dos Patos.

Nos balneários dos cinco municípios que formam a Costa Doce — Barra do Ribeiro, Tapes, Arambaré, São Lourenço do Sul e Pelotas — são semelhantes os índices de salinidade que foram coletados pela equipe do doutor em Oceanografia e professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Osmar Möller.

Neste verão, a concentração na Lagoa dos Patos subiu de zero para 20 partes de sal por mil partes de água. Índice considerado altíssimo pelo especialista, que utiliza como medida comparativa os níveis encontrados nas praias oceânicas, onde, em média, a variação é de 32 a 34 partes de sal por mil partes de água.

O último ano em que esteve tão alto o índice foi 2007, quando foram registradas 28 partes de sal por mil partes de água.

— Esse fenômeno natural é um dos efeitos do La Niña, que combina tempo seco com maior incidência de vento sul e tem como resultado o deslocamento de uma grande quantidade de água salgada do oceano para as praias da laguna.

Está bom mesmo para os veranistas, que devem ter percebido uma água mais clara, efeito visível da entrada dessa grande quantidade de água salgada na Lagoa — diz Osmar Möller.

Fonte: ZERO HORA, Verão.

Fórum Social Temático: artistas oferecem beleza ao Muro da Mauá

Trinta obras de arte irão garantir beleza a um dos equipamentos urbanos mais conhecidos de Porto Alegre, o Muro da Mauá. Os trabalhos serão distribuídos em uma área de 450 metros cedidos pela prefeitura para o projeto Arte do Muro, do Festival Internacional de Cultura Livre (FIC Livre) do Fórum Social Temático 2012. Artistas plásticos e gráficos fizeram os primeiros esboços na terça-feira, 24 – data de abertura do Fórum. Nesta quarta-feira, 25, a construção de alvenaria ganhou as primeiras pinceladas e cores.(fotos)

O Grupo Superfície, de Pelotas, por exemplo, assina a obra “Multiplicação”, pintada a dez mãos em uma área de 36 metros quadrados (12 X 3 metros). O título do trabalho é homônimo à exposição montada atualmente pelo Superfície na Casa de Cultura Mário Quintana. De acordo com Mariza Fernanda, 47 anos, integrante do coletivo, a pintura deverá estar concluída nesta quinta-feira, 26 – a inauguração geral do Arte no Muro está prevista para sábado, dia 28.

Alguns metros adiante de Mariza, o artista gráfico Eugênio Neves, 57 anos, de Porto Alegre, aplica tinta preta em obra de autoria própria, sem nome. Neves, que realizou produções semelhantes em Ivoti e Novo Hamburgo, enfrentava o calor na tarde desta quarta-feira para gravar no muro o esboço rabiscado, em escala bem menor, em um pequeno pedaço de papel. “Pela manhã, estava nublado e bem melhor para trabalhar”, disse.

Prefeitura cedeu 450 metros do Muro da Mauá para instalações artísticas
Foto: Evandro Oliveira/PMPA

Já Leonardo Pereira, 36 anos – ele assina Léo(nardo) Pereira –, artista plástico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pretende concluir a pintura Hiperlink somente no sábado. Ele utiliza tinta acrílica fosca – azul, branco e amarelo são as cores principais –, além de tecidos e cordas, para compor a imagem que, de acordo com o artista, representa “a conexão do indivíduo com algo maior”.

Representando a Associação de Artista Visuais do Vale do Gravataí (Agir), o trio formado por Waldemar Max, 54 anos, Denise Pacheco Lopes, 34 anos e Samanta Mezzalina da Silva, 14 anos – filha de Max – planeja encerrar ainda nesta quarta-feira o mural que trata dos temas diversidade, paz, cultura, harmonia e educação. “Sem educação, tudo fica mais difícil”, diz Max, salientando que o lema da Agir é “A arte como instrumento de educação”. Na elaboração do esboço, Max revela ter utilizado fotografias do cais do porto feitas durante a Bienal do Mercosul, em 2011. Ele afirma ainda que ter a oportunidade de trabalhar sobre o Muro da Mauá constituía um antigo sonho de artista: “Sempre tive vontade de pintar este murão”.

Trinta obras de arte de artistas plásticos proporcionam novo aspecto ao muro
Foto: Evandro Oliveira/PMPA

O Fórum Social Temático 2012 ocorre até domingo, 29. O evento faz parte do calendário de mobilizações preparatórias para a Conferência das Nações Unidas Rio+20, marcada para junho de 2012, no Rio de Janeiro (RJ). A realização do Fórum em Porto Alegre foi viabilizada pela prefeitura, que investiu R$ 2 milhões em infraestrutura, além de desenvolver atividades na programação.

Fonte: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, PMPA.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Estiagem - Sinos volta a preocupar

Caso não chova pelo menos 80 milímetros, o manancial pode atingir o nível crítico até o fim do mês

De segunda-feira para ontem, o rio baixou 80 centímetros em São Leopoldo
 e 25 centímetros em Novo Hamburgo. Crédito: Felipe de Oliveira/Especial/CP

A queda acentuada no nível do Rio dos Sinos preocupa as operadoras de abastecimento público de água da região. Depois dos índices elevados de chuva registrados há 10 dias, o manancial havia se recuperado da situação crítica que obrigou a aplicação de planos de racionamento em Novo Hamburgo e São Leopoldo, suspensos na semana passada. Prognósticos do Consórcio Pró-Sinos, no entanto, indicam que, caso não chova pelo menos 80 milímetros, as medidas podem voltar a ficar próximas de 1 metro até o fim do mês.

A precipitação que chegou à região no final da tarde de ontem foi causada por frente fria que se mantém hoje, mas só em pontos isolados. "O volume de água pode ser grande, mas não é possível precisar onde", explica o coordenador da unidade do Instituto Nacional de Meteorologia de Campo Bom, Nilson Wolff, lembrando que, para que o Sinos seja beneficiado, é preciso que chova parelho em toda a bacia hidrográfica, sobretudo nas cabeceiras, como em Caraá, na nascente, e Santo Antônio da Patrulha.

De segunda para terça-feira, na base de captação do Serviço Municipal de Água e Esgoto de São Leopoldo (Semae), o nível baixou 80 centímetros: de 3,60 metros para 2,80 m. Já a Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo mediu ontem 4,7 m na base de captação, queda de 25 cm em relação ao dia anterior. As operadoras não descartam voltar a interromper o abastecimento, com o sistema de rodízio entre os bairros, na hipótese de o nível baixar demais.

O diretor-executivo do Pró-Sinos, Julio Dorneles, aponta a vazão natural do rio em detrimento da falta de chuvas como motivo principal para a queda acentuada. A tendência deve ser essa pelo menos até ao meio-dia de hoje. Por outro lado, reafirma a avaliação do consórcio de que a captação de água para a irrigação das lavouras de arroz agrava a situação. Os arrozeiros só ficam impedidos de captar livremente no Sinos quando o nível baixa a 80 cm na bomba da Corsan, em Campo Bom, 72 cm na Comusa e 60 cm no Semae. "Se o rio seguir baixando vamos recomendar às operadoras que retomem o racionamento na semana que vem", antecipa Dorneles.

A temperatura mais alta do Estado ontem foi registrada em Campo Bom, diz Wolff, onde fez 37 graus, com sensação térmica de 43 graus. A orientação é para os usuários economizarem água.

Fonte: Correio do Povo, 25-01-2012. Cidades

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Novo estaleiro em Pelotas será oficializado no dia 31

Marcelo Beledeli

O grupo Oxcorp vai oficializar no dia 31 a instalação, em Pelotas, de seu estaleiro Oxnaval. O investimento, no valor de R$ 35 milhões, será montado em uma área de sete hectares junto ao canal São Gonçalo, pertencente ao engenho Coronel Pedro Osório. O local será usado para manutenção de embarcações, especialmente barcos pesqueiros.

O novo estaleiro terá dois cais de atracação, com capacidade de receber até 12 navios ao mesmo tempo. As embarcações atendidas serão de pequeno e médio porte, com no máximo 100 metros de comprimento e até 3,5 mil toneladas.

De acordo com a direção do Oxcorp, os trabalhos de montagem do estaleiro devem estar prontos até junho. As operações devem começar com a manutenção de navios pesqueiros coreanos, que atuam na região da Patagônia e das Malvinas. “Já firmamos documentos de parceria com empresas de pesca da Coreia do Sul durante a visita que o governador Tarso Genro fez àquele país em maio do ano passado”, explica Giuseppe Miraglia, diretor administrativo do grupo.

Engenho Coronel Pedro Osório - Canal do São Gonçalo/Pelotas
Foto: Infocenter Diário Popular - Chico Madri

No entanto, Miraglia destaca que outras empresas de navegação estrangeiras e nacionais já demonstraram interesse no uso do espaço. “Mais de duas mil embarcações pesqueiras atuam nessa região do Atlântico Sul e necessitam de um estaleiro para realizar a manutenção obrigatória, exigida pelas companhias de seguro”, explica.

Segundo o diretor, o empreendimento deverá atender um mercado que, no Brasil, é carente deste tipo de serviço. “Mesmo no Rio Grande do Sul os estaleiros estão voltados para a construção e manutenção de grandes embarcações e petroleiros. Nós vamos atender a um segmento onde a demanda por este tipo de serviço está muito alta.”

Uma das razões apontadas para o interesse dos barcos pesqueiros internacionais no empreendimento de Pelotas são os altos custos operacionais nos portos da região do Rio da Prata, onde tradicionalmente eram realizadas as manutenções. “O volume de embarcações pesqueiras que atuam no Atlântico Sul aumentou muito nos últimos anos, o que tem encarecido o uso de estaleiros no Uruguai e Argentina”, comenta Vitor Lopes, diretor de operações do grupo Oxcorp.

Localização do futuro estaleiro Oxcorp (Blog Hidrovias Interiores - RS)

Inicialmente, o empreendimento deve gerar cerca de 200 empregos diretos, podendo chegar a 1,2 mil durante o pico das operações. Para atender à demanda por trabalhadores especializados, a Agência de Desenvolvimento da Lagoa Mirim (ALM), que realizou os estudos de viabilidade do projeto, está criando parcerias com instituições de ensino da região. “Estamos organizando cursos de preparação de mão de obra, como soldadores e eletricistas”, explica Alexandre Barum, administrador técnico de projetos da ALM.

Barum lembra que a realização dos trabalhos de manutenção de barcos pesqueiros em Pelotas deverá alavancar outros setores econômicos da cidade. “Cada embarcação leva cerca de 45 tripulantes. Durante o período que são realizados os serviços, que dura em torno de 20 dias, essas pessoas precisarão de alimentação, hospedagem, transporte, ajudando a movimentar a economia regional.”

O novo estaleiro em Pelotas será o primeiro grande investimento do Oxcorp na área naval e também o primeiro no Rio Grande do Sul. Atualmente, o grupo empresarial atua principalmente na área de saúde, com ênfase em administração de benefícios e seguros.

Fonte: Jornal do Comércio, 24-01-2012. Economia

Barco do Pró-Sinos começa a operar

Desde ontem o Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos) não depende mais do apoio das prefeituras da região para navegar pelo manancial. Entrou em operação o primeiro barco do consórcio para monitorar a qualidade da água e fiscalizar a bacia ao longo dos 32 municípios que a compõem. Segundo o diretor executivo da entidade, Julio Dorneles, a intenção é ampliar o rigor para evitar despejos ilegais de efluentes e a pesca fora da época permitida.

A embarcação, que tem capacidade para seis pessoas e pode percorrer 300 quilômetros sem reabastecer, custou R$ 40 mil, pagos pelo Pró-Sinos e Fundo Estadual de Recursos Hídricos da Secretaria de Meio Ambiente. Segundo Dorneles, até o fim do ano, outros dois barcos devem ser adquiridos, o que demandará a ampliação do quadro de pessoal e de equipamentos. A partir do Sistema de Gerenciamento Integrado da Bacia do Sinos, mantido pelas prefeituras da região, o consórcio recebe, anualmente, R$ 200 mil para os trabalhos.

A embarcação pode percorrer até 300 quilômetros sem reabastecer 
Crédito: Felipe de Oliveira/Especial/CP

Os relatórios gerados com os dados coletados com o barco servirão para orientar as autoridades ambientais. O Pró-Sinos mantém parceria com a MetSul Meteorologia e com o Instituto Martin Pescador para o processamento e análise das informações.

Ontem, na primeira expedição do barco com vistas ao monitoramento do nível e da qualidade da água, os dados coletados não foram animadores. O manancial voltou a baixar em São Leopoldo, e a tendência é que, caso não chova pelo menos 50 milímetros em toda a bacia, a situação volte a ficar crítica até o final do mês. Na bomba de captação do Serviço Municipal de Água e Esgoto, o rio estava em 3,55 metros.

Fonte: Correio do Povo, 24-01-2011. Cidades

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Rio Paraguai: Sem navegação comercial avança estoque de minério

Os efeitos operacionais já começam a surgir por falta de estrutura portuária para estocar a produção que segue em grande escala.

Produção de minério continua e estoques estão elevados
Foto: Arquivo Correio do Estado

SíLVIO ANDRADE/CORUMBÁ

A paralisação da navegação comercial no Rio Paraguai desde novembro de 2011, devido a longa seca depois de uma das maiores cheias dos últimos 15 anos, não está acarretando apenas prejuízos financeiros às mineradoras e operadoras da hidrovia. Os efeitos operacionais já começam a surgir por falta de estrutura portuária para estocar a produção que segue em grande escala.

Como as minas se mantiveram em operação, a Vale, que extrai o maior volume de minério de ferro e manganês das reservas de Urucum, já não tem mais espaços físicos para estocar material. A empresa não se pronuncia sobre estas dificuldades, mas a reportagem apurou que o Porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, atingiu sua capacidade máxima (cerca de 600 mil toneladas).

Devido à suspensão, em dezembro, do transporte (por ferrovia, da estação de Maria Coelho) de minério para o Gregório Curvo, de onde a Vale exporta grande parte de sua produção para mercados latinos, europeus e asiáticos, a empresa amplia seu pátio no Porto Sobramil, entre Corumbá e Ladário. Para esse porto, o transporte do minério é rodoviário e o movimento de caminhões é ininterrupto.

A segunda maior mineradora, a MMX, retornou as operações na mina 63 na semana passada, depois de conceder férias coletivas aos setores de operação e administrativo, desde 6 de dezembro, por conta da suspensão do transporte fluvial. A empresa já enfrenta limitações de estocagem desde o ano passado, por problemas logísticos, mas acaba de contratar uma operadora gaúcha.

Fonte: Correio do Estado, Economia.

sábado, 21 de janeiro de 2012

SPH - Receitas e Gastos Totais 2008/2011


CAGE-Contadoria e Auditoria-Geral do Estado
e-mail: transparenciars@sefaz.rs.gov.br

Fonte: Portal da Transparência RS, Transparência RS

Apenas três lanchas estão atuando no transporte de passageiros

Mais uma embarcação foi retirada do serviço esta semana. Metroplan busca solução para o problema

Lancha Princesa Daiana foi retirada do serviço, pela Capitania  
dos Portos, na última quarta (Foto: Leandro Carvalho/Especial JA)

A situação do transporte hidroviário de passageiros na travessia entre Rio Grande e São José do Norte está preocupando a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan). Desde 19 de dezembro, quando a lancha Mara foi interditada, o serviço vinha sendo feito por quatro embarcações. Na última quarta-feira, outra lancha - a Princesa Daiana - foi retirada do serviço pela Capitania dos Portos, uma vez que ela está com o certificado de segurança vencido e com uma série de deficiências técnicas a serem corrigidas. A partir dessa medida, apenas três lanchas estão fazendo o transporte de passageiros na travessia.

Devido a esse problema, o diretor de Transporte Metropolitano, da Metroplan, Marcus Damiani, acompanhado do coordenador de Sistema Hidroviário, Paulo Ricardo Osório, veio para Rio Grande na tarde desta quinta-feira. Conforme Damiani, o atendimento aos usuários do serviço ficou mais difícil. E como as embarcações em atividade estão trabalhando praticamente de forma ininterrupta para atender todos os horários que vêm sendo feitos, a manutenção das lanchas, que costuma ser feita nos períodos de menor movimento, fica prejudicada. "Essa situação toda está nos preocupando. Mas em primeiro lugar está a segurança dos usuários, o que não existia na Princesa Daiana", relatou, depois de ter estado na Capitania dos Portos buscando mais detalhes sobre a situação da lancha retirada da travessia.

O diretor de Transporte Metropolitano disse que a população usuária vai ter que entender o que está ocorrendo e esperar que a Metroplan consiga resolver o problema. Na próxima segunda-feira, a Metroplan enviará um documento à empresa proprietária da Princesa Daiana informando que, num prazo de 15 dias, ela terá que substituir a embarcação retirada do serviço. Segundo ele, a lei estabelece que a empresa tem que fazer a substituição ou poderá ter cassada a permissão para atuar na travessia.

O capitão dos portos, Sérgio Luiz Correia de Vasconcelos, informou que a Princesa Daiana foi afastada do transporte hidroviário de passageiros a partir de relatório emitido por um vistoriador naval da Marinha. O vistoriador examinou a embarcação e apontou uma série de pendências técnicas, das quais oito são impeditivas da atuação da lancha no transporte hidroviário de passageiros.

A empresa está com o certificado de segurança vencido e a capitania precisa da aprovação dos planos da embarcação para emitir novo certificado. E para que isso ocorra, as exigências técnicas feitas pelo vistoriador precisam ser providenciadas pela empresa. "A preocupação da Marinha com as embarcações de transporte de passageiros vem aumentando e as exigências têm sido mais rigorosas. As lanchas antigas têm que se adaptar", concluiu Vasconcelos.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Travessia RG/SJN

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

2012: Vidência ou Ação?

por Frederico Bussinger *

“As bolas difíceis não sei: pego umas... outras entram... O que
procuro garantir é que as fáceis não entrem!” (Gilmar - grande 
goleiro da Copa/58: questionado como pegar bolas difíceis).

Europa resolverá sua crise? Obras da Copa e Olimpíadas resgatarão seus cronogramas? China reduzirá o ritmo de crescimento? Surpresas nos inúmeros países que terão eleições gerais? Nossos maus indicadores econômicos, do final de 2011, foram pontuais ou trata-se de uma tendência? A Bolsa; o Dólar, como terminarão o ano? Quantas medalhas o Brasil trará de Londres? Há palpites para todos os gostos!

Há muito de imponderável. Mas isso nos exime de definir uma agenda? Estabelecer metas? E, claro, nos comprometer e cumprir?

Para a logística brasileira, que avanços poderíamos ter em 2012? Algumas sugestões:

Concluir, o mais cedo possível, os instrumentos de planejamento nacional: PNLT, PNLP, PGO, estudo portuário do BNDES e plano hidroviário. E, mais importante, que eles fossem convergentes: O pior, seria haver diferenças de estratégia entre eles, ou, mesmo, de prioridades. Também, que os portos, ora revisando seus PDZs, nos ofertem textos menos dissertativos (cultura geral) e mais assertivos (não hipotéticos ou condicionais), articulados intermodalmente e com seus municípios, claros e legitimados junto à comunidade. Isso, para balizar e dar segurança, tanto aos planos e orçamentos públicos, como aos projetos e investimentos privados.

Lógico: Planos são para serem cumpridos. E orçamentos executados: Poderíamos almejar ultrapassar, pelo menos, a barreira dos 50% de execução?

Há temas empoeirados! A solução para os contratos de arrendamento firmados antes da “Lei dos Portos”; essencial para a estabilidade jurídica e destravar, aí, novos investimentos. E o insolúvel imbróglio do “Portus”? A “família portuária” aguarda e os executivos das Docas precisam se liberar para se dedicar a seus portos! A conclusão da revisão da Norma de Dragagem (CONAMA-344), esperançosamente com uma norma mais inteligente e eficaz; solução de compromisso entre o ambiental, o econômico e o social.

É sonho? Muito para 12 meses? Ao trabalho!

Ah! Sugestões para a agenda são bem vindas.


* Frederico Bussinger escreve semanalmente às quintas-feiras no Portogente. 
fbussinger@katalysis.com.br

Fonte: PortoGente, Logística.

NOTA DO EDITOR

Frederico Bussinger, Engenheiro, é ex-Presidente da Companhia Docas de São Sebastião e ex-Diretor do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo. Ocupou os cargos de secretário dos Transportes do Município de São Paulo e diretor-residente da São Paulo Transporte (SPTrans). Foi diretor de gestão portuária da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), presidente da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM), diretor de operações da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e secretário executivo dos Ministérios dos Transportes. Presidiu, ainda, o Conselho de Administração da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) e também o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Dnit promete lançar em fevereiro licitação para fazer uma radiografia dos rios

Pouco saiu do papel até agora, mas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) promete, mais uma vez, tirar as hidrovias do mundo das ideias.

No próximo mês, diz Adão Marcondes Proença, diretor de infraestrutura aquaviária do Dnit, serão lançadas licitações para contratar os “Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental” (Evtea).

A expectativa da autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes é de que os estudos sejam concluídos em até dois anos.

“Os estudos vão fornecer uma radiografia em alta resolução do sistema hidroviário brasileiro”, diz.

O plano do Dnit é verificar in loco, com dados primários, as condições de navegabilidade dos rios brasileiros, o potencial de transporte de cargas na sua área de abrangência e as condições ambientais envolvidas.

“De forma concomitante, serão elaborados os projetos de dragagem, sinalização e balizamento das hidrovias, com licitação imediata para a execução dos serviços”, comenta Proença.

Com os estudos na mão, o Dnit quer definir os “corredores de desenvolvimento nacional” nas margens das hidrovias, integrando os diferentes meios de transporte.

Os benefícios que transformam os rios num caminho mais atrativo para o transporte de carga não são poucos. Um comboio de soja, normalmente composto por quatro balsas, tem capacidade de transportar 6 mil toneladas de grão.

 
Hidrovia Tietê-Paraná

Seriam necessários 240 caminhões carregados de grãos para fazer o mesmo serviço. Nas rodovias, mil toneladas de carga por quilômetro consomem 96 litros de combustível, enquanto nas hidrovias esse volume cai para apenas cinco litros, ou seja, os gastos com combustível nos rios costumam ser 20 vezes menores que nas estradas.

A preservação ambiental também ganha com as estradas d’água. No modal rodoviário, são lançados no ar 4,6 mil quilos de monóxido de carbono para transportar mil toneladas de carga por quilômetro. Nos rios, essa emissão cai para 254 quilos.

Apesar dos benefícios, as hidrovias continuam a ser marcadas pelo alto grau de informalidade que toma conta do setor, principalmente quando se trata de transporte de pessoas.

Há mais de 500 portos fluviais, as chamadas instalações portuárias públicas de pequeno porte, em operação no país, das quais a maioria está localizada na região amazônica.

Até um ano atrás, mais da metade dessas estruturas operava em situação irregular, sem autorização da Antaq.

Segundo Adalberto Tokarski, superintendente de navegação interior da Antaq, foi iniciado um trabalho de regularização dessas estruturas, mas a situação atual permanece praticamente inalterada.

A informalidade dificulta a fiscalização dos serviços pelo governo e impede que seus proprietários busquem crédito público, por exemplo, para investir na melhoria das estruturas.

Um estudo recente realizado entre a Antaq e a Universidade Federal do Pará revelou que 12 milhões de passageiros são transportados na região amazônica por ano, entre os Estados do Pará, Amapá, Rondônia, Roraima e Amazonas. (AB).

Fonte: Valor Econômico. Agência T1

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Rio dos Sinos - Nidera vai investir R$ 100 milhões em Canoas

Jefferson Klein

A empresa Nidera Sementes planeja instalar um terminal portuário em Canoas, às margens do rio dos Sinos. O investimento inicial oscila entre R$ 40 milhões e R$ 45 milhões, abrangendo a compra de área e a construção de silos. Futuramente, o objetivo é implementar também uma unidade de esmagamento de soja no local, o que faria o aporte chegar a cerca de R$ 100 milhões até 2016.

O complexo será utilizado para escoar produtos como soja, milho e trigo. A planta de esmagamento de soja, em um primeiro momento, será voltada apenas para a produção de óleo, porém, posteriormente, poderá ser aproveitada para a fabricação de biodiesel. O gerente regional da Nidera Sementes, Leonardo Sayão, revela que um empecilho que precisa ser resolvido para a companhia comprar o terreno desejado é que ele está classificado como zoneamento turístico e a empresa almeja um zoneamento industrial. "Estamos aguardando essa mudança por parte da prefeitura para adquirir a área", afirma o dirigente. A questão sendo solucionada, a meta é começar a construção do terminal neste ano, para operar a partir de 2013.

O secretário do Desenvolvimento Econômico de Canoas, Eltamar Salvadori, diz que não se pronunciará sobre o tema, pois o assunto ainda está sendo discutido entre as partes. A questão sendo solucionada, a meta é começar a construção do terminal neste ano, para operar a partir de 2013.

Conforme o gerente regional, a produção da Nidera, a partir do terminal, será deslocada até o porto de Rio Grande e depois seguirá para a exportação, principalmente para a Ásia. A estrutura de Canoas facilitará ainda a importação de trigo argentino por parte da companhia. O terminal terá uma capacidade estática inicial de aproximadamente 105 mil toneladas e a perspectiva é movimentar de 700 mil toneladas até 1 milhão de toneladas por ano. O complexo também poderá prestar serviços para terceiros.

Leia mais ...

Fonte: Jornal do Comércio, 18-01-2012.


NOTA DO EDITOR

A Nidera Sementes é uma companhia internacional de trading e agronegócios estabelecida nos Países Baixos, e possui subsidiárias em 16 países. No Brasil, a matriz do grupo está sediada em São Paulo, com filiais no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sob o luar da Toscana

Gilberto Rodrigues *

Costa Concordia, noite alta, sob o luar da Toscana… Esse poderia ter sido o começo de uma mensagem postada no Facebook, por algum passageiro romântico, a bordo do transatlântico às margens do território italiano. Uma rachadura de cinquenta metros no casco não apenas impediu aquela mensagem, mas provocou um dos maiores desastres marítimos da história.


Relatos de passageiros salvos, inclusive brasileiros, descrevem um cenário de caos, desespero e impotência diante dos minutos que se seguiram à avaria da nave. Tudo leva a crer que um dos mais luxuosos transatlânticos do mundo falhou no principal quesito de qualquer meio de transporte na atualidade: a segurança das pessoas.

O abandono do navio pelo comandante, bem antes de se completar o resgate dos passageiros, agrega um componente a mais na tragédia. Comandantes devem ser os últimos a abandonar o barco, é o que afirma o dito popular, embasado nos códigos de navegação. Detido pela polícia italiana e indiciado por homicídio culposo – imperícia e negligência – o “capo” do Costa Concordia deverá enfrentar um processo, cujos desdobramentos podem atingir também autoridades em terra – que não fiscalizaram adequadamente as condições de treinamento da tripulação.

Desde a tragédia do Titanic, há cem anos, alimenta-se o imaginário sobre o perigo que ronda os navios no mar. Naquela época, não havia GPS… A tecnologia melhorou a segurança, mas não substituiu a expertise humana. Comandantes e tripulações devem estar preparados para o imponderável, o imprevisto, o incalculável… Hoje se destina muitos recursos para a segurança antiterrorismo no transporte aéreo e marítimo, mas acidentes como o do Concordia indicam que a segurança básica ainda é minimizada.


Os autos desse processo de apuração das responsabilidades serão volumosos, cheios de provas técnicas, perícias e depoimentos. Talvez se chegue próximo à verdade dos acontecimentos. O fato de que a garrafa de champanhe não quebrou no batismo do Concordia explicará, para os supersticiosos, o destino selado da embarcação.

* Gilberto Rodrigues é professor do curso de Relações Internacionais da Faculdade Santa Marcelina, foi professor visitante da Universidade de Notre Dame (EUA), doutor em Relações Internacionais pela PUC-SP, mestre pela Universidad para La Paz (ONU/Costa Rica) e pós-graduado pela Universidade de Uppsala (Suécia).

Fonte: PortoGente, Internacional.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Casco da P-55 atraca no Porto de Rio Grande

Plataforma é destinada à produção de 180 mil barris de óleo por dia

Plataforma é destinada à produção de 180 mil barris de óleo por dia
Crédito: Petrobras/Divulgação/CP

O casco da plataforma P-55 atracou no Porto de Rio Grande por volta das 14h desta segunda-feira. O navio cruzou o acesso ao porto da cidade no começo da manhã e chegou no estaleiro gaúcho às 13h20min, quando tiveram início as manobras para atracar. A operação estava inicialmente prevista para a manhã desse domingo, mas foi adiada devido às condições meteorológicas.

Saiba mais

A estrutura saiu de Pernambuco no dia 22 de dezembro em direção a Rio Grande, puxada por dois rebocadores oceânicos. Ao ingressar no porto, ancora no cais Sul, no Estaleiro Rio Grande (ERG1), onde passa por um processo de liberação alfandegária e por uma posterior preparação para o "mating", que é união do deckbox com o casco. A previsão da Petrobras é de que na última semana de fevereiro o casco entre no dique seco para ser unido ao deckbox (convés).

A P-55 trata-se de uma plataforma do tipo semissubmersível. Será a maior desse tipo construída no Brasil e vai atuar no Campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos, na costa Norte no estado do Rio de Janeiro.

A plataforma é destinada à produção de 180 mil barris de óleo por dia e, junto com o petróleo, deverá produzir 4,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Em sua construção, será investido um valor entre 1,5 bilhão e 2 bilhões de dólares.

Fonte: Carmem Ziebell/Correio do Povo. Geral

Limpeza manual e rechego mecânico no porão do navio


Enviado por Fredson1969, em 10/12/2011.

Fonte: www.youtube.com, http://youtu.be/S3-dQO_K1mA.

Porto de Rio Grande - Navios de ajuda humanitária seguem rumo à África

Os navios que estavam atracados no Terminal Graneleiro da Tergrasa, no Porto do Rio Grande, desde a semana passada, devem partir rumo à Africa, nesta segunda-feira, 16. Eles irão transportar doações de alimentos do governo federal em caráter de cooperação humanitária. O Genius Star IX foi carregado com 10.662 toneladas de arroz e viaja rumo à Etiópia. Já o Baltic Carrier irá levar 7.567 toneladas de arroz, com destino ao Quênia.

Genius Star IX foi carregado com arroz e seguiu com destino à Etiópia
Foto: Leandro Carvalho/Especial JA

A ação integra os compromissos do Brasil com a assistência humanitária internacional. Em junho de 2011, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que autoriza a doação de estoques públicos de alimentos, através do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, para países em situação de vulnerabilidade alimentar e nutricional. A iniciativa é do Ministério das Relações Exteriores, através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e em parceria com o Porto do Rio Grande.

Por Anelize Kosinski
anelize@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Partida

sábado, 14 de janeiro de 2012

Porto de Rio Grande: Casco da P-55 deve entrar no porto segunda-feira

A Petrobras informou, na tarde desta sexta-feira, 13, que o casco da plataforma P-55 deve chegar na área de Rio Grande no domingo à noite. E a operação de entrada no porto rio-grandino deverá ocorrer na manhã de segunda-feira, uma vez que deve ser feita à luz do dia. Conforme plano apresentado pela Praticagem da Barra em reunião na Superintendência do Porto de Rio Grande (Suprg), na tarde de quinta-feira, são necessárias sete horas e meia para a operação de ingresso.

Plataforma P-55 (Foto: Divulgação/Petrobras)

Para a entrada no porto, o casco será conduzido por dois rebocadores oceânicos e quatro portuários. A estrutura saiu de Pernambuco no dia 22 de dezembro em direção a Rio Grande, puxado por dois rebocadores oceânicos. Quando ingressar no porto, ele irá ancorar no cais sul do dique seco, no Estaleiro Rio Grande (ERG1), onde passará por processo de liberação alfandegária e posterior preparação para o "mating" (união do deckbox com o casco). A previsão da Petrobras é de que na última semana de fevereiro ele entre no dique seco para ser unido ao deckbox (convés).

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Plataforma.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Marinha intensifica fiscalização durante Operação Verão

Fiscalizar embarcações, como também orientar a população sobre a importância da salvaguarda da vida humana no mar, é a proposta da Marinha do Brasil, representatada pelo Comando do 5º Distrito Naval, com a Operação Verão 2011/2012, iniciada dia 19 de dezembro no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Durante as ações, os militares fiscalizam, entre outras questões, o excesso de lotação das embarcações, disponibilidade de coletes salva-vidas e sinalização.

A Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul (CPRS) vem realizando ações de inspeções navais e de presença nas diversas localidades de balneabilidade e concentração de embarcações de esporte recreio nas regiões de praias e no interior do Estado. As mais frequentes são na região da praia do Cassino, Lagoa dos Patos e Molhes da Barra, em Rio Grande; na Praia do Mar Grosso (São José do Norte); Laranjal e Canal de São Gonçalo, em Pelotas, além de São Lourenço do Sul, Tapes e Arambaré.

Fiscalização tem como objeto as embarcações que navegam na costa sul
Foto: Divulgação/5.º Distrito Naval

Na região da Lagoa Mirim, estão ocorrendo fiscalizações em Santa Vitória do Palmar e Jaguarão, entre outras. Em Santa Catarina, a Operação Verão vem desenvolvendo ações diárias de conscientização, orientação e inspeção naval, nas áreas de maior concentração de embarcações da Ilha de Santa Catarina e arredores, notadamente na Baía Norte (Jurerê, Canasvieiras e Tinguá), Lagoa da Conceição e Baía Sul, bem como na ilha do Campeche e na praia da Guarda do Embaú.
Segundo o Comando do 5º Distrito Naval, as principais infrações notificadas são referentes à condução de embarcações por patrão não-habilitado ou sem registro do barco e tráfego em áreas reservadas aos banhistas, a menos de 200 metros da costa.

No Paraná, a Capitania dos Portos do Paraná (CPPR) realiza a Operação no Litoral do Estado. Diariamente, equipes de inspeção naval percorrem diferentes pontos das baías de Paranaguá e de Guaratuba, ilhas e demais acessos marítimos, com o propósito de fiscalizar embarcações e orientar navegadores quanto à segurança da navegação, com o cumprimento das normas vigentes. Até o dia 3 de janeiro, a CPPR inspecionou 437 embarcações, apreendeu outras seis e emitiu 52 notificações.

As aeronaves do 5º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-5) também estão atuando na salvaguarda da vida humana nas águas jurisdicionais do Comando do 5ºDN. O término da Operação Verão 2011/2012 da Marinha está previsto para 16 de março.

Orientações para navegação segura

Para uma navegação segura, a Marinha orienta que há cinco passos a seguir: (1) não conduzir uma embarcação se ingerir bebida alcoólica; (2) ser habilitado para navegar; (3) estar preparado - com equipamentos de segurança necessários instalados na embarcação, combustível suficiente e navegando só na área para a qual o barco é classificado; (4) consultar os boletins meteorológicos e (5) usar colete salva-vidas.

Fonte: Jornal Agora, 12-01-2012. Segurança

NOTA DO EDITOR

Na notícia acima, como é possível observar, não houve qualquer referência a operações de fiscalização da segurança do tráfego aquaviário no Rio Guaíba e no Delta do Jacui.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Falta de chuva já afetou mais de um milhão de pessoas no Rio Grande do Sul

Falta chuva já afetou mais de um milhão de pessoas no Rio Grande do Sul Mateus Bruxel/Agencia RBS
Em Porto Alegre, nível do Guaíba esta baixo próximo à Usina do Gasômetro
Foto: Mateus Bruxel/Agencia RBS

Situação levou a prefeitura de Santana do Livramento a implantar racionamento de água

Mais de um milhão de gaúchos já são afetados diretamente pela seca, conforme dados da Defesa Civil. Boletim divulgado pelo órgão no fim da tarde indica que 188 cidades já decretaram situação de emergência. Além disso, as prefeituras de Porto Mauá, na Região Noroeste, Carazinho, no Norte, Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo, e Imigrante, no Vale do Taquari, assinaram o documento e devem ser incluídos na lista.

A situação levou aproximadamente 25% dos moradores de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, ao racionamento de água durante a tarde e o início da noite. Segundo o diretor operacional do Departamento de Água e Esgoto da cidade, Manoel Antônio Costa, cerca de 25 mil pessoas são afetadas pelo corte de água, que dura sete horas, entre 14h e 21h.

Em Tenente Portela, não chove desde 15 de dezembro. Moradores da zona rural sofrem com a falta de água para consumo humano e animal. Três caminhões-pipa levam água para a população. Os prejuízos estimados até o momento são de R$12 milhões, com perdas de 25% nas lavouras de soja, 50% nas de milho e 10% na produção leiteira.

— Se não chover até o próximo final de semana, os 21 municípios da Associação dos Municípios da Região Celeiro do Rio Grande (Amuceleiro) devem decretar situação de emergência — afirma Carboni, presidente da entidade.

Passo Fundo também deve decretar emergência

No interior de Passo Fundo, o quadro começa a se agravar. Uma reunião na tarde de hoje com a Emater e sindicatos apontou que já existe 60% de perda nas lavouras de milho, 20% na soja e 30% na produção leiteira, o que deve levar o município a decretar situação de emergência ainda nesta quarta-feira.

A falta de água para abastecimento animal no interior do município fez com que a prefeitura mobilizasse todo o maquinário possível para abertura de açudes e bebedouros para animais. Três comunidades que tinham abastecimento de poços e vertentes ficaram sem água potável.

— Tudo está secando no interior e estas comunidades também ficaram sem água, exigindo atendimento de emergência — salienta o Secretário Municipal do Interior Gilberto Simor.

Num projeto emergencial, a prefeitura vai construir 15 mil metros de rede para levar água de poços artesianos para 90 famílias das comunidades Santa Terezinha, São Pedrinho e assentamento Bom Recreio, num investimento de R$500 mil.

Novo decreto coletivo

No próximo sábado, o governador Tarso Genro fará um sobrevoo na região de Ijuí e assinará novo decreto de emergência coletivo no município de Jóia. Na ocasião, serão anunciadas novas medidas que estão sendo trabalhadas pelo Piratini.

Fonte: Zero Hora, 11-01-2012. Geral

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Trabalhadores morrem em terminal portuário de SC

Estivador morre e arrumador está soterrado em terminal portuário de SC

Álvaro da Silva Porto Júnior, estivador de Santa Catarina, entrou para trabalhar, no Terminal Portuário de Santa Catarina (Tesc), nesta quarta-feira (11), às 7 horas da manhã, no desembarque de soda em pó. A carga estava sendo movimentada para um caminhão por meio de um funil do próprio navio CS Caprice, que estava atracado no berço 301-B e estava pela agência Litoral. Por volta das 10h, a estrutura que segurava o funil desabou e caiu em cima do caminhão.

Álvaro da Silva Porto Júnior, de cerca de 40 anos de idade, não conseguiu escapar. Mais de 40 toneladas da carga vieram abaixo atingindo Álvaro, que morreu quando estava sendo colocado na ambulância.

Ismael de Oliveira Costa, 53 anos de idade, arrumador, também entrou no trabalho no Tesc às 7 horas, na mesma turma de Álvaro. Neste momento, às 11h51, ainda estava soterrado pela carga de soda. Ainda sem a informação se está com vida.

Essas primeiras informações foram passadas, por telefone, pela jornalista Vera Gasparetto para a redação do Portogente. A jornalista está conversando com os portuários, no local, que reclamam da falta de segurança no terminal.

Tesc

O Terminal Santa Catarina (Tesc) é arrendatário de um berço no porto de São Francisco do Sul, no Litoral Norte catarinense.


Morre segundo trabalhador no terminal de Santa Catarina

O arrumador Ismael de Oliveira Costa, de 53 anos de idade, foi retirado, às 13h desta quarta-feira (11), debaixo de muitas toneladas de soda em pó, sem vida. Ele e o estivador Álvaro da Silva Porto Júnior, que também morreu, estavam trabalhando na descarga de soda em pó do navio CS Caprice, no berço 301-B, no Terminal Portuário de Santa Catarina (Tesc), no Porto de São Francisco do Sul (Santa Catarina), quando a estrutura do funil do navio desabou em cima do caminhão que recebia a carga.

Portuários e familiares dos dois trabalhadores mortos estão revoltados e denunciam as péssimas condições de trabalho no terminal.

Nota oficial do Tesc sobre acidente que matou dois portuários

O Terminal Portuário de Santa Catarina (Tesc), arrendatária de dois berços no Porto de São Francisco do Sul, divulgou, no início da tarde desta quarta-feira (11), nota oficial sobre acidente no navio CS Caprice que matou o estivador Álvaro da Silva Porto Júnior e o arrumador Ismael de Oliveira Costa.

“Em relação ao acidente ocorrido hoje [11] às 9h50, ocasionando o falecimento de dois trabalhadores portuários, o Tesc (Terminal Portuário de Santa Catarina) informa que está tomando todas as providências necessárias no sentido de apoiar os familiares das vítimas e investigar as causas do ocorrido. Os técnicos e engenheiros do terminal estão mobilizados de forma a averiguar todos os detalhes da operação.

“Operações de descarga de granel ocorrem desde 2004 e fazem parte do cotidiano do Tesc, sendo que os trabalhadores portuários recebem os treinamentos específicos para realizá-los, assim como os equipamentos utilizados recebem as manutenções periódicas e necessárias para garantir a segurança dos procedimentos.

“Desde que o terminal entrou em operação nenhum acidente com óbito havia sido registrado e, desta forma, a empresa lamenta profundamente o ocorrido e reforça que continuará trabalhando no sentido de aprimorar a cada dia a segurança nas suas operações”.

Depreende-se pela nota oficial do Tesc que Álvaro da Silva Porto Júnior e Ismael de Oliveira Costa fizeram apenas uma coisa errada: ir trabalhar no terminal nesta quarta-feira (11).

Acidentes no trabalho não são e nunca serão “fatalidades”.

Fonte: PortoGente, 11-01-2012. Dia-a-Dia Blog

Agergs cancela audiência sobre reajuste da tarifa do serviço de balsa

Decisão foi motivada pelo não-cumprimento, por parte da empresa, da colocação de segunda balsa

A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs) informou, nesta terça-feira, 10, que foi cancelada a audiência pública que seria realizada em Rio Grande nesta quarta-feira, 11. A reunião trataria sobre a implantação de nova balsa na travessia aquaviária de veículos entre Rio Grande e São José do Norte, implantação esta atrelada à correspondente revisão tarifária. Em nota divulgada à tarde, a Agergs disse que o não-cumprimento, pela empresa responsável pelo serviço, do acordo de colocação, a partir de hoje (10), de uma segunda balsa na realização do serviço, "motivou a suspensão da audiência e do procedimento de reajuste e revisão tarifária".

No dia prometido para entrada da segunda balsa, apenas a Deusa 
do Mar seguia operando na travessia (Foto: Deyver Dias/Arquivo JA)

Conforme a Agergs, a partir da confirmação da Capitania dos Portos da impossibilidade do funcionamento da embarcação definida para ser incluída na travessia, o Conselho Superior da agência deliberou pelo adiamento por tempo indeterminado da audiência pública. A nota usou termos duros ao se referir ao serviço prestado. "A ação reflete a preocupação do Colegiado com o mau serviço apresentado pela empresa, que é amplamente difundido pela imprensa local e percebido pela área técnica da Agergs através da recorrente documentação incompleta recebida".

Na nota é destacado ainda que a Agergs busca assegurar a qualidade dos serviços públicos delegados no Estado, entendendo o equilíbrio econômico-financeiro como fundamental neste processo. "Tanto o reajuste anual, que busca compensar a inflação do período, como a revisão deste cálculo, que foi construída já com vistas à manutenção da segunda embarcação, foram estudados pela Diretoria de Tarifas com este fim. O Conselho Superior solicitou uma reavaliação sobre o processo antes de qualquer definição", ressalta a agência.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Travessia RG/SJN

2010 - Conheça a maior dragagem de material contaminado do mundo

Sábado, 15/01/2011.

A maior operação de dragagem de um rio em andamento no Brasil, utiliza uma das mais modernas tecnologias disponíveis no mundo. Neste programa, acompanhe de perto esta solução tecnológica.

Vídeo exibido em 24-03-2010.

Fonte: G1, Cidades e Soluções.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Travessia RG/SJN - Capitania diz que segunda balsa não entra em operação nesta terça

A empresa F. Andreis, responsável pelo transporte de veículos na travessia entre Rio Grande e São José do Norte, prometeu colocar uma segunda balsa no serviço a partir desta terça-feira, 10. E nesta segunda, 9, à tarde, a sócia administradora da firma, Carmenlis Bizzi, disse que essa é a intenção da empresa. Ela informou que entrará em operação a embarcação denominada Priscila, menor que a que está atuando e só para automóveis de passeio, e explicou que estava dependendo apenas de documentação da certificação e da Capitania.

Carmenlis falou que estava aguardando essa documentação. No entanto, a Capitania dos Portos afirmou que a balsa não está pronta para funcionar e portanto não ingressará no serviço nesta terça-feira.

Travessia RG/SJN - Veículos (Foto: SJN, Prefeitura Municipal)

O capitão dos portos, Sérgio Correia de Vasconcelos, disse que a empresa não apresentou a documentação necessária e só na manhã desta segunda-feira pediu vistoria na balsa. "Mesmo assim, fizemos a vistoria. Ela apresenta nove discrepâncias. Não está pronta para funcionar", afirmou. Segundo ele, uma das inconformidades é a existência de um vão atrás dos bancos do abrigo para passageiros, que deixa risco de crianças caírem na água. O abrigo não atende à Portaria nº 13, de 2011, da Capitania dos Portos.

"Apesar das várias reuniões que foram feitas desde fevereiro, a empresa ainda não apresentou a documentação obrigatória e nem o plano da embarcação", ressaltou. Vasconcelos salientou que a F. Andreis sabe, desde fevereiro do ano passado, o que precisa ser feito e a Capitania ainda se preocupou em chamar, na semana passada, o engenheiro responsável pela supervisão da obra de reforma da Priscila, para dirimir quaisquer dúvidas. "Não se pode aceitar que ela (balsa) entre em funcionamento com itens faltando. A Marinha só vai liberar quando ela estiver pronta. Falta pouco. Se houver empenho, ela fica pronta rapidamente".

Audiência pública

Nesta quarta-feira, 11, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs) vai realizar, no auditório da Câmara de Comércio do Rio Grande, audiência pública para apresentar os cálculos da revisão das tarifas com vistas a garantir a operação da travessia com duas balsas. A realização desse encontro foi confirmada ontem pela Agergs.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Travessia RG/SJN.

Hidrovias do RS/2011 - Manutenção do balizamento noturno apresentou o pior índice de eficácia da região sul

O desempenho sofrível do serviço de manutenção dos sinais náuticos do RS é devido especialmente às discrepâncias do balizamento noturno, onde estão localizados 83,33 % dos problemas.

 

Clique na tabela para ampliar.

Fonte: Diretoria de Hidrografia e Navegação/CAMR, Índice de Eficácia.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Navio encalhado quebra em duas peças na Nova Zelândia

Casco da embarcação já estava rachado.
Cargueiro causou catástrofe ao vazar 350 toneladas de combustível.


O cargueiro Rena, que causou uma catástrofe ecológica ao encalhar no dia 5 de outubro perto do litoral norte da Nova Zelândia, quebrou em duas peças após tempestades durante a noite com ondas de até seis metros.

O casco do navio já estava rachado e, segundo autoridades marítimas, era "questão de tempo" que embarcação se partisse em dois pedaços.

Cargueiro quebrou em duas peças após tempestades (Foto: AP Photo/Maritime New Zealand)
Cargueiro quebrou em duas peças após tempestades 
(Foto: AP Photo/Maritime New Zealand)

O Rena continha cerca de 1.733 toneladas de combustível quando encalhou no recife de Astrolabe, a cerca de 12 quilômetros da cidade portuária de Tauranga, na Ilha do Norte.

Após o acidente 350 toneladas de combustível vazaram e a maré negra chegou ao litoral de Tauranga, causando a morte de pelo menos 1.946 aves. As autoridades acusaram o capitão do Rena e o segundo oficial, que supostamente causaram o acidente ao realizar uma manobra brusca para encurtar a rota.

Fonte: G1, Globo Natureza.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Passa de 100 o número de municípios gaúchos em situação de emergência

Afetados pela falta de chuvas ultrapassam 452 mil pessoas no Estado

Nova Palma é uma das cidades que decretaram emergência por causa da seca
Foto: Diego Vara/Agencia RBS

O Rio Grande do Sul tem 102 municípios em situação de emergência pela Estiagem. O número foi divulgado em boletim da Defesa Civil às 18h30min deste sábado. Até a noite dessa sexta-feira, 92 cidades haviam tido seus decretos acrescentados à lista do órgão, que adicionou ainda os pedidos das prefeituras de Caçapava do Sul, Ibarama, Dona Francisca, Lago dos Três Cantos, Novo Barreiro, Quevedos, São Valério do Sul, Tapera, Espumoso, Sagrada Família.

O número de cidades em situação de emergência ainda pode ser ampliado, pois outras 35 prefeituras gaúchas enviaram notificação de desastre (Nopred) à Defesa Civil do Estado. Segundo o boletim publicado, a estimativa é de que mais de 452 mil pessoas tenham sido diretamente afetadas pela falta de chuvas até o momento.

Fonte: Zero Hora, 07-01-2012. Notícias

sábado, 7 de janeiro de 2012

Esclarecimento da Petrobras

A Petrobras divulgou nota nesta sexta-feira, destacando que a operação do Polo Naval em Rio Grande é "única e exclusiva da Petrobras".

De acordo com a nota, "a Engevix (Ecovix) é uma de nossas contratadas, assim como a Quip e Iesa". A nota corrige informação veiculada na edição desta sexta-feira, onde constou o que segue: "Na minicidade operada pela Engevix em parceria com a Petrobras, onde atuam três mil trabalhadores, as equipes preparam-se para a gigantesca operação de união do casco da P-55, que deve chegar a Rio Grande no próximo dia 15, com o convés", quando na verdade, destaca a nota, a Engevix é contratada pela Petrobras.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande, 07-01-2010. Petrobras

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Casco da P-55 chega dia 15 no Porto de Rio Grande

Está programada para o próximo dia 15 a chegada do casco da plataforma P-55 em Rio Grande. Ele saiu dia 22 de dezembro de Suape, Pernambuco, conduzido por dois rebocadores.

O gerente de Implementação de Empreendimentos para a P-55, Edmilson de Medeiros, disse que no mesmo dia em que chegar, deve ser feita entrada no Porto de Rio Grande.

Ao chegar, casco vai ancorar no cais sul do dique seco
Foto: Deyver Dias/Especial/CP

A previsão é que a plataforma fique pronta em dezembro. A P-55 é uma unidade do tipo semissubmersível e será a maior do tipo construída no Brasil. Atuará no Campo de Roncador, na Bacia de Campos. Ficará ancorada em profundidade de 1.800 metros e terá 18 poços a ela ligados. É destinada à produção de 180 mil barris de óleo por dia e, junto com o petróleo, deverá produzir 4,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Em sua construção, serão investidos de 1,5 a 2 bilhões de dólares.

Hoje, as atividades envolvem 3 mil trabalhadores. Em 2013, com os projetos do Polo Naval de Rio Grande, a previsão é de absorver até 10 mil trabalhadores.

Fonte: Correio do Povo, 06-01-2012. Economia

O vídeo abaixo mostra como/onde funcionará a plataforma P-55, detalhes do acesso no dique seco do porto de Rio Grande e como serão as próximas fases da construção. 

Vídeo institucional. Divulgação QUIP.

Fonte: Zero Hora, 06-01-2012. Economia

Estiagem leva Estado a assinar decreto coletivo de situação de emergência

Nesta sexta, será decidido se o documento vai ser feito de forma conjunta ou separado por regiões

Estiagem leva Estado a assinar decreto coletivo de situação de emergência Jean Pimentel/Agencia RBS
No distrito de Passo do Verde, em Santa Maria, rio Vacacaí está praticamente seco
Foto: Jean Pimentel/Agencia RBS

Joana Colussi
joana.colussi@zerohora.com.br

A comissão composta por 19 órgãos e instituições que acompanha a situação da seca se reuniu nesta quinta-feira e confirmou a estratégia de colocar o Estado em situação de emergência por meio de um decreto coletivo.

Nesta sexta, será decidido se o documento vai ser feito de forma totalmente conjunta ou separado por regiões.

O decreto coletivo foi sugerido pela ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. O objetivo é acelerar o acesso ao ressarcimento por agricultores prejudicados. Isso evitaria que produtores de municípios que não preenchem todos os requisitos para entrar em situação de emergência, mas que estão registrando perdas, fiquem sem os recursos.

Fonte: Zero Hora, Geral.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

2011 - Movimentação de Fertilizantes por Hidrovias

Porto de Rio Grande - Descarga de Fertilizantes

Em 2011, desembarcaram 2.036.099 toneladas de fertilizantes no porto marítimo de Rio Grande, com origem no exterior (transporte de longo curso). Desde o porto de Rio Grande com destino à RMPA,foram embarcadas 894.017 toneladas por navegação interior, valor que representa 43,91% do total desembarcado no porto marítimo. Além desse volume de carga aportado pela navegação interior aos terminais da RMPA, especialmente nos terminais localizados no Rio Gravataí, mais 423.301 toneladas de fertilizantes foram recebidas no porto fluvial da Capital por navegação de longo curso, no cais público, totalizando uma movimentação total de 1.317.318 toneladas por hidrovias interiores (53,56% do volume total que chegou ao RS por navegação marítima de longo curso, que atingiu a marca de 2.459.400 toneladas). * Valores atualizados em 06-01-2012

Fonte: Porto de Rio Grande, SUPRG. Estatísticas

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Nova balsa deve ser colocada na travessia entre RG e SJN

A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) informou, nesta terça-feira, que a empresa F. Andreis, responsável pelo transporte de veículos na travessia entre os municípios de Rio Grande e São José do Norte, se comprometeu a colocar uma segunda balsa em funcionamento neste serviço a partir do próximo dia 10. A promessa foi feita em reunião realizada na Agergs, no último dia 28.

Na segunda quinzena de outubro, em encontro ocorrido na Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), a empresa havia prometido colocar, em 45 dias, uma segunda balsa no serviço e em ampliar o número de horários para fazer a travessia. No entanto, o compromisso não foi cumprido. Conforme a assessoria da Agergs, o que motivou a reunião da semana passada foi justamente este fato. A F. Andreis pediu então prorrogação do prazo ao poder concedente, que é a SPH, e a Superintendência e a Agergs a chamaram para uma nova reunião, na qual ficou estabelecido que no próximo dia 10 a empresa deve colocar mais uma balsa para fazer o transporte hidroviário de veículos entre Rio Grande e São José do Norte.

Travessia de Veículos Rio Grande/SJN (Foto: Deyver Dias)

"A nova balsa vem suprir a necessidade do aumento de demanda da travessia, evitando a espera dos usuários, em especial no período de verão e do transporte de cargas", observa a Agência. A Agergs informou ainda que no dia 11 deste mês, no auditório da Câmara de Comércio do Rio Grande, fará audiência pública para apresentar os cálculos da revisão das tarifas já com vistas a garantir a operação da travessia com duas balsas.

A agência destaca que mantém sua posição quanto à necessidade de realização de licitação para a regularização e qualificação deste tipo de serviço, a exemplo de sua atuação no processo da travessia entre os municípios de Porto Alegre e Guaíba.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Travessia RG/SJN