Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

SPH instala linígrafo junto à Régua da Harmonia

Equipamento garante leitura das variações de nível da água em tempo real. Informações serão disponibilizadas pelo site da SPH.

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Foto: Cristiane Franco

Uma parceria entre a Superintendência de Portos e Hidrovias e a Metroclima permitiu a instalação de um linígrafo junto à régua da Harmonia, no Cais Mauá. O equipamento se destina a registrar a variação do nível da água de rios e lagos em tempo real. As informações deverão ser disponibilizadas no site da SPH e deve ser utilizado pela Defesa Civil e outros órgãos. Com um custo estimado em R$ 40 mil, o equipamento foi instalado junto ao prédio da autarquia sem qualquer custo. 

De acordo com o geógrafo da SPH, Eduardo da Silva Alves o equipamento se vale de um sistema de medição de nível que utiliza o princípio do borbulhamento. “Com este sistema vamos ter acesso aos níveis do Delta do Jacuí e Guaíba em tempo real e disponibilizaremos essa informação para todos os órgãos que precisam desses dados para garantir a segurança da população de Porto Alegre, em eventos naturais que ofereçam ameaças”, explicou. 

A parceria, segundo Alves, atende ainda às necessidades da SPH, especialmente para o planejamento da Divisão de Estudos e Projetos (DEP/SPH). “O linigrafo será usado para os nossos levantamentos hidrográficos, fundamentais para o trabalho desenvolvido pela DEP. Até agora, nossa leitura de níveis era feita manualmente. Com o equipamento instalado teremos a informação a qualquer hora do dia, incluindo finais de semana e feriado”, disse. 

PREVENÇÃO 

Para o responsável pela Metroclima no Centro de Operação e Controle da Prefeitura de Porto Alegre, Valmor Luis Grieber, o linígrafo permitirá que sejam realizadas ações preventivas. “As leitura que acompanharemos permitirão ações preventivas da defesa Civil e outros órgãos que atuam em eventos climáticos como enxurradas e temporais. A parceria com a SPH para a instalação do equipamento foi de grande importância para que o nosso trabalho ofereça uma resposta mais rápida nessas situações”, avalia. 

Valmor explicou que as informações devem estar disponibilizadas nos sites da SPH e da Metroclima para que qualquer pessoa tenha acesso. “Queremos que essa informação esteja ao alcance de todos os órgãos que atuam junto à Defesa Civil e SPH, bem como da comunidade. A expectativa é de que nos próximos 15 dias as informações comecem a ser publicadas”, disse. 

SISTEMA DE LEITURA DE NÍVEIS

O linígrafo instalado junto à Régua da Harmonia, no Cais Mauá, possui a vantagem de apresentar um baixo índice de manutenção e permitir que o circuito eletrônico de medição esteja completamente isolado da água. Isso garante a total segurança, evitando por completo que qualquer tipo de descarga elétrica do equipamento possa atingir a água. O sistema permite a transmissão dos dados coletados via GPRS (telefonia móvel) para servidores especializados, incluindo servidores Web. O sistema é equipado com uma placa de energia solar e o acompanhamento poderá ser feito de três formas: software de gerenciamento de nível; internet e dispositivos móveis como telefones celulares ou smartphones.

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias, SPH.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Píer do catamarã na zona Sul fica pronto em janeiro

Após liberação da Marinha, atracadouro em frente ao BarraShoppingSul já poderá ser utilizado pelos passageiros.

Terminal com 30 metros dentro do lago atenderá 500 passageiros
(Foto: João Mattos/JC)

Em 20 dias estará pronto o novo atracadouro do catamarã, localizado em frente ao BarraShoppingSul, em Porto Alegre. Esse ponto de partida e chegada das duas embarcações existentes representará um aumento inicial de 500 passageiros diários para o transporte, que já desloca duas mil pessoas por dia. Para que as viagens se iniciem no local, falta também uma liberação da Marinha, que deve ser emitida até o final de janeiro, segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). A autorização diz respeito à trafegabilidade nas águas do lago. Atualmente, o catamarã possui duas paradas - uma no Cais Mauá, também na Capital, e outra no município de Guaíba.

“A construção do píer, que possui extensão de 30 metros para dentro do lago Guaíba, está em sua fase final. A obra é uma parceria entre a CatSul, que opera o sistema, e a Multiplan, administradora do shopping, que se beneficiará com o fluxo de pessoas que se deslocarão de Guaíba para o estabelecimento”, explica o diretor de operação da CatSul, Carlos Bernaud. De acordo com ele, serão realizadas oito novas viagens diárias para atender à demanda, com duração de oito minutos para ambos os sentidos, pois o shopping fica localizado na metade do trajeto entre Guaíba e a Capital.

“As oito viagens são para avaliar a quantidade de passageiros que utilizarão o píer. Se necessário, ampliaremos o número. Atualmente, o catamarã tem 30 horários de partida diários”, ressalta Bernaud. Para o diretor, após 60 dias do início do serviço já será possível fazer uma análise da receptividade do novo terminal. A assessoria da CatSul informa que o local para a venda das passagens ainda não foi definido, podendo ser feito em um posto construído junto ao píer ou dentro do shopping. A tarifa será de R$ 5,00 da zona Sul ao Centro da Capital e de R$ 7,25 até Guaíba.

No dia 31 de outubro, o modal completou um ano com a marca de 700 mil pessoas transportadas. Nesses 12 meses, apenas um atraso de quatro minutos foi constatado, o que trouxe confiabilidade ao serviço, principalmente para o trabalhador que cruza o trecho diariamente.

Fonte: Jornal do Comércio,Transporte.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Canal Miguel da Cunha pode ter calado reduzido

NOTA DO EDITOR

O canal Miguel da Cunha está dentro da área do porto de Rio Grande, e é da responsabilidade da SUPRG, pois a área que é da competência da SPH está localizada ao norte do paralelo 32 Sul, conforme a Portaria-MT nº 1.009, de 16/12/93 (D.O.U. de 17/12/93), a área do porto organizado de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, é constituída:

a) pelas instalações portuárias existentes na margem esquerda do rio Guaíba, estendendo-se desde a extremidade sul do Cais Comercial, junto à Ponta da Cadeia até a extremidade norte, junto ao Saco do Cabral, abrangendo todos os cais, docas, pontes, píeres de atracação e acostagem, armazéns, silos, rampas ro-ro, pátios, edificações em geral, vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas faixas marginais e em suas adjacências, pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Porto Alegre ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário, tais como áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso ao norte do paralelo 32° S, áreas adjacentes a esse, até as margens das instalações do porto organizado, conforme definidas no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou outro órgão do poder público.

Imagem: Google Earth

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) tem até o próximo dia 21 para iniciar a dragagem do canal Miguel da Cunha ou apresentar levantamento hidrográfico que demonstre que a profundidade dele é segura para a navegação. Do contrário, a Capitania dos Portos determinará a redução do calado do canal, situado no estuário da Lagoa dos Patos, entre Rio Grande e São José do Norte. Em ofício encaminhado à SPH, a Capitania deu prazo de 30 dias, a contar do recebimento da correspondência, para que ela adote uma das duas medidas.

Ocorrendo a diminuição do calado, algumas embarcações não poderão passar pelo Miguel da Cunha e para fazer a travessia entre Rio Grande e São José, terão que contornar a Ilha do Terrapleno, o que aumentará o percurso em 11 quilômetros. Na rota atual, que inclui a passagem pelo canal, o trecho a ser navegado pelas lanchas e balsas, que fazem o transporte de passageiros e veículos, respectivamente, é de aproximadamente quatro quilômetros.

Serviço de balsa será prejudicado caso o calado do canal seja reduzido
Foto: Arquivo JA

O calado habitual do Miguel da Cunha é de três metros, mas boa parte do canal está assoreada. Em maio de 2011 já havia a necessidade de retirada de 75 mil metros cúbicos de sedimentos. "O assoreamento vem crescendo e a SPH, deveria tomar medidas para garantir a profundidade do canal. Em janeiro já havia promessa de fazer a dragagem. Não se pode esperar eternamente por uma draga", ressaltou o capitão dos Portos, Nilson Seixas dos Santos.

No momento, o risco maior é para a balsa que faz o transporte de veículos, pois os dois rebocadores que a conduzem possuem calado maior do que o existente no canal. A Superintendência de Portos e Hidrovias informou, nesta terça, que ainda está aguardando a conclusão da recuperação da draga Euclides Triches para começar o desassoreamento do Miguel da Cunha. Nesta quarta-feira, o superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar, e o engenheiro Edson Machry, farão vistoria nas obras de recuperação da draga, que estão sendo feitas no porto de Pelotas.

Conforme a SPH, assim que o conserto do equipamento estiver concluído será solicitada licença à Marinha para o início da dragagem do canal Miguel da Cunha. O tempo que ainda será necessário esperar só poderá ser estimado após a vistoria que será feita nesta quarta-feira.

Por Carmem Ziebell carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SPH inicia batimetria no Canal Miguel da Cunha nesta semana

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) inicia, na próxima semana, a batimetria no Canal Miguel da Cunha, acesso hidroviário que liga os municípios de Rio Grande e São José do Norte, por meio de balsas. O levantamento deve ser apresentado à Capitania dos Portos de Rio Grande, até o dia 21 de dezembro, juntamente com o planejamento de dragagem solicitado pela Marinha do Brasil.

De acordo com o Superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar, o levantamento batimétrico será executado pela equipe da Divisão de Estudos e Projetos da SPH, a partir do dia 11. "Estamos trabalhando intensamente para qualificar a travessia hidroviária entre as duas cidades, mas dependemos da recuperação da draga Euclides Triches, que está em reforma na oficina do Porto de Pelotas", disse.

Na tarde de quarta-feira (05), o superintendente acompanhou o dia de trabalho da equipe de técnicos responsável pela recuperação da draga. "Fizemos uma vistoria para ver de perto as dificuldades que a equipe está enfrentando. Trata-se de uma embarcação de 40 anos e que já não se encontram peças de reposição", explicou Obelar.

Os mecânicos informaram que apenas uma das peças do motor levou 20 dias para chegar à oficina. "E, em alguns casos, é necessário fabricar e adaptar novas peças ao motor da draga", disse o superintendente. "Ainda não temos como precisar uma data de início da dragagem, mas tão logo a embarcação esteja em condições de operar, iniciaremos o serviço no canal Miguel da Cunha."

Para levar a embarcação até Rio Grande, a SPH deve apresentar à Marinha do Brasil o plano de reboque da draga e de mais 400 metros de canaria. A vistoria nas obras de recuperação da draga foi acompanhada pelo chefe da Divisão de Operações e Fiscalização (DOF/SPH), o engenheiro mecânico Edson Machry e pelo representante do Porto de Rio Grande, Leonardo Maurano.

Balizamento

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Levantamento deve ser apresentado à Capitania dos Portos de  
Rio Grande até o dia 21 de dezembro. (Foto: Alvaro Mello/SPH)

A SPH concluiu, na terça feira (04), a recuperação da sinalização do Canal Miguel da Cunha. A operação realizada, em parceria com a Superintendência do Porto de Rio Grande, consistiu na recolocação das boias de numero 3 e 7 que estavam fora do canal e foi acompanhada por dois engenheiros da SPH.

O chefe da divisão do Divisão de Estudos e Projetos (DEP/SPH), o engenheiro Alvaro Francisco Mello explicou que a operação durou apenas um dia, mas mobilizou as equipes mecânicas do Porto de Pelotas e de Rio Grande. Para montagem e posicionamento das boias, foi necessária a utilização da cábria Acre (espécie de guindaste de grande porte pertencente ao Porto de Rio Grande) e do rebocador Rienze.

Segundo Mello, a boia de numero 7 estava fora do canal de navegação, há cerca de 15 dias, e a de numero 3, ficou desaparecida por mais tempo. "A operação foi mais demorada em razão de termos que levar de Triunfo uma boia metálica para substituir a que desapareceu", explicou. "Com este trabalho, a sinalização está regularizada, sem oferecer maiores riscos à travessia das balsas."

Fonte: Portal do Estado do Rio Grande do Sul.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Áreas da Superintendência de Portos e Hidrovias retornarão ao patrimônio público em um ano

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) firmou, nesta terça-feira (04), o primeiro acordo com uma das empresas que ocupava irregularmente um lote de área pertencente à autarquia, em Porto Alegre. O termo foi assinado com a direção da empresa HV Comércio e Transporte de Areia e contou com o apoio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Ministério Público Estadual (MPE) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam). A ação faz parte do processo de reintegração de posse de 21 áreas dos Cais Navegantes, Marcílio Dias e da Vila Deprc, na Capital.

O titular da SPH, Pedro Obelar, explicou que o termo consiste na liberação definitiva do espaço no prazo de um ano, podendo ser prorrogado por mais seis meses. "No entanto, essa prorrogação só se dará se o proprietário apresentar documentos que comprovem o contrato de novo local para a transferência da empresa, respeitando o período estabelecido em acordo", explica. O documento especifica, ainda, que a área deve ser devolvida à Superintendência limpa e recuperada de qualquer indício de dano ambiental.

Obelar salientou que o acordo faz parte do processo de reintegração de mais de 45 mil metros quadrados de áreas localizadas no Cais Navegantes, junto ao Porto de Porto Alegre e Vila Deprc, que estavam sendo exploradas de forma irregular. A ação de reintegração de posse foi intensificada, em julho deste ano, quando uma força tarefa montada com a SPH e PGE entregaram as ordens judiciais aos ocupantes determinando a saída imediata do local. "A medida faz parte de um trabalho que se iniciou, em 2003, quando a SPH tentou, em forma de conciliação, retomar as áreas através de acordos com os empresários. No entanto, nenhuma das 28 empresas se manifestou favorável ao acordo", disse.

O titular da SPH disse que as ações só começaram a ser ajuizadas, a partir de 2009, e neste ano as reintegrações começaram a ser executadas. "Nosso objetivo é regularizar as áreas pertencentes ao patrimônio público. A Superintendência, como gestora, não pode manter as ocupações irregulares, sem gerar receita aos cofres da autarquia." Com as áreas regularizadas poderemos encaminhar processo licitatório para a implementação de terminais multimodais na área do Porto da Capital.

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Áreas

Na primeira etapa foram sete áreas restabelecidas para o patrimônio da SPH, compreendendo em 41,5 mil metros quadrados, sendo quatro delas na Vila Deprc e outras três no Cais Marcílio Dias. A maioria dos espaços é utilizada por empresas de extração de areia e de produção de concreto, bem como ferro-velho, nenhuma delas com atividades ligadas ao sistema hidroportuário.

A partir da liberação dos espaços, a SPH inicia o processo de licitação, dando igualdade de participação a todas as empresas que tiverem interesse na utilização das áreas de porto, com vistas ao aproveitamento da hidrovia como modal de escoamento de produção.

Texto e foto: Cristiane Franco
Edição: Redação Secom

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias, Notícias.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Catamarã alavanca o crescimento de Guaíba *

Em um ano, transporte mudou a paisagem e a economia local

Terminal foi revitalizado para receber os turistas que fazem a travessia
(Foto: João Mattos/JC)

* Cláudia Rodrigues Barbosa

“Como o Catamarã está reorganizando Guaíba” é o tema do trabalho de conclusão do futuro géografo Diórgene Belzarina Angeli. Estudante da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), ele percebeu que a operação da hidrovia em um ano causou impactos significativos na parte urbana e central da vizinha da Capital.

“Guaíba não estava preparada para comportar tantos turistas que passaram a frequentar a cidade após o Catamarã”, diz Cássia Rodrigues da Silva, coordenadora da Vitrine Cultural, a Casa de Cultura do município. Conforme os dados da prefeitura, no feriadão de Finados, em 2 de novembro, Guaíba teve mais de quatro mil visitantes.

Em suas pesquisas, Angeli constatou que o movimento nos restaurantes aumentou em 60% nos finais de semana e que falta mão de obra para suprir a demanda. “Tem muito garçom saindo de Porto Alegre para trabalhar em Guaíba”, revela. A prefeitura, em parceria com o Sebrae, está oferecendo cursos de qualificação para atender ao novo público. “Essas pessoas que têm vindo para cá não buscam luxo, mas querem bom atendimento e boa comida”, detalha Cássia. Ela explica que, com o início da travessia Porto Alegre – Guaíba, em outubro de 2011, a população percebeu que precisava aproveitar esse turista que só estava fazendo um bate-e-volta.

“A cidade se voltou para o lago Guaíba durante esse um ano de transporte hidroviário”, avalia Ana Soster, coordenadora do curso de Geografia da Pucrs. Para ela, é possível verificar essa mudança de paradigma nos projetos de revitalização da orla. Na saída da hidrovia, por exemplo, foi colocado um calçamento. O camelódromo, porta de entrada para quem desembarca, está em vias de ser transferido para um espaço que será intitulado Centro de Compras.

A Praça da Bandeira, no Centro, será incrementada com livraria e cafeteria. Na orla, onde fica o eixo gastronômico, há um incentivo para que os casarões antigos sejam reabertos como forma de fomentar a economia local e oferecer variedade na alimentação.

Antes, o sítio histórico de Guaíba só era usado na Semana Farroupilha. “Agora produzimos um roteiro para quem quer conhecer a casa, a erma do Gomes Jardim e o cipreste farroupilha. Um city tour em uma jardineira percorre esses pontos”, propagandeia Cássia.

A procura tem sido tão intensa que a prefeitura está negociando com a família, que mora no local histórico, para abrir mais áreas da residência à visitação. No momento, só é possível acessar uma parte, onde alunos da rede municipal encenam a morte de Bento Gonçalves. Às sombras do cipreste, nesta fazenda de Gomes Jardim (que veio a ser vice-presidente da República Riograndense), os líderes farroupilhas realizaram as últimas tratativas para tomar Porto Alegre, em 1835.

Em outubro, quando a travessia de 14,5 quilômetros e com duração de 20 minutos completou um ano, foi divulgado que o percurso, realizado 10.930 vezes no período, transportou 701.320 passageiros. Os números são referentes aos dois catamarãs, batizados de Ana Terra e Carlos Nobre.

Fonte: Jornal do Comércio, Mobilidade Urbana.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ministério dos Transportes quer Vieira fora da Codesp após prisão na Operação Porto Seguro

A repórter de política do Estadão, Julia Duailibi, informa que o Ministério dos Transportes enviou ofício nesta terça-feira (27) à Companhia Docas de São Paulo (Codesp) pedindo a destituição de Paulo Rodrigues Vieira do Conselho de Administração (Consad) da entidade. Para isso, seria necessária a convocação de uma assembleia extraordinária do Consad.

Vieira é ex-diretor da Agência Nacional de Águas (Ana) e está nos holofotes do noticiário nacional após ter sido preso na Operação Porto Seguro. Embora tenha sido indicado pelo PT, o seu assento na Codesp faz parte da cota do Ministério dos Transportes, um feudo do PR desde o início do Governo Lula.

Paulo Rodrigues Vieira ocupou diversos cargos na esfera federal

A jornalista Duailibi lembra, ainda, que Vieira já foi presidente do Conselho Fiscal da administradora do Porto de Santos, o principal do País.

A procuradora da República, Suzana Fairbenks, que coordenou a investigação no Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, afirmou que Paulo Rodrigues Vieira, juntamente com o seu irmão Rubens Carlos Vieira, ex-diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), "não param de cometer crimes".

A declaração que a procuradora deu à Agência Brasil é bastante enfática: “A documentação dos autos é muito característica. Eles não param de cometer crimes, a polícia até usa essa expressão quando pede as prisões. O fundamento é: eles simplesmente não param de cometer crimes. E foi o que a gente percebeu. É o tempo inteiro, é o modus operandi deles, está na vida deles, eles só fazem isso o tempo inteiro”.

Fonte: Portogente, Dia-a-Dia.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Australiano bate recorde de velocidade da navegação a vela

Voando pela água

O australiano Paul Larsen bateu o recorde mundial de velocidade em um barco a vela.


A marca é de 63,5 nós, o equivalente a 117 km/h.

De acordo com ele, a velocidade média foi de 59 nós (cerca de 109 km/h) durante o percurso de 500 metros.

Ele tentava quebrar o recorde mundial de velocidade de uma embarcação a vela há dez anos.

O australiano "voou pelas águas" a bordo do Vestas Sailrocket 2.

Veleiro tentará quebrar
O Sailrocket  foi baseado em um projeto desenhado há mais de 40 anos, embora 
utilize os materiais mais modernos em sua construção. (Imagem: Vestas)

"Barreira do som" aquática

Embora construído com base em um projeto feito há mais de 40 anos, o barco foi seguidamente aprimorado com o objetivo de superar a marca de 55,65 nós, equivalente a 103 quilômetros por hora, estabelecida em 2010 por Rob Douglas, dos Estados Unidos.

"Passar de 50 para 60 nós é como quebrar a barreira do som," afirmou Larsen quando ainda se preparava para o feito.

O australiano foi até a baía de Walvis, na Namíbia, em busca de fortes ventos para a realização da façanha.

O grande desafio dos recordes de navegação a vela é que tanto a pista quanto a propulsão mudam continuamente.

Apesar da façanha longamente esperada, o Conselho Mundial de Recordes a Vela destacou em sua página na internet que já existe outra alegação de superação da velocidade de Larsen em análise.

FonteInovação Tecnológica.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Rio Grande - Operação Pandora encontra drogas e armas em sindicatos da área portuária

Todo material apreendido foi encontrado nos armários 
dos dois sindicatos. (Foto: Fabio Dutra/JA)

Na tarde desta quinta-feira, 22, a Polícia Civil realizou uma megaoperação na região portuária do Rio Grande. A ação foi batizada como Operação Pandora. Foram utilizados 100 policiais civis de diversas localidades da região Sul e cinco delegados, sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em dois sindicatos locais, Sindicato dos Estivadores do Rio Grande e Sindicato dos Arrumadores do Rio Grande e São José do Norte.

A operação foi realizada pela Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), e coordenada pelo delegado Ronaldo Vladimir Coelho. A ação também contou com a participação de mais quatro delegados, policiais civis de todas as delegacias da cidade e mais o reforço de agentes dos municípios de Pelotas, Camaquã e Bagé, contabilizando ao todo 100 policiais civis e mais de 20 viaturas.

Segundo o delegado Ronaldo, a operação teve como objetivo localizar armas e drogas nas instalações dos sindicatos, bem como nos armários dos funcionários.

O delegado relatou que as investigações que culminaram nesta operação, realizada nos dois sindicatos, tiveram início há cerca de dois anos. Neste período, os agentes da Defrec passaram a colher evidências e provas que ligassem e comprovassem a venda e circulação de drogas em ambas as associações.

Com base nas provas obtidas, foi solicitado ao Poder Judiciário mandados para os dois sindicatos.

No início da tarde de quinta-feira, 22, distribuídos em equipes, sendo cada unidade coordenada por um delegado, os agentes seguiram para as dependências das associações.

Dando início a operação, os policiais passaram a abrir todos os armários encontrados nos dois sindicatos. Durante a ação, os agentes encontraram cinco revólveres de vários calibres, farta munição para as armas, e munição calibre 44 e 45 restritas de uso militar, duas balanças de precisão, 2,8 quilos de maconha distribuídas em vários tijolos de diversos tamanhos e pesos, 2,250 quilos de cocaína e 3,5 gramas de crack. "Consideramos o resultado obtido na ação satisfatório, pois o Estado se fez presente em um local que a população sempre achou que era intocável", salientou o delegado Ronaldo.

O delegado também informou que apenas um homem foi preso em flagrante, A.F.P., de 67 anos. Em seu armário foram encontrados R$ 7 mil e cerca de 497 gramas de maconha.

Além das drogas e das armas, os agentes também apreenderam dois computadores, um de cada associação, que possuem imagens que serão analisadas.

Para finalizar, o delegado informou que os dois presidentes dos sindicatos deverão comparecer na Defrec, para prestarem depoimento.

Por Patrick Chivanski patrick@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Entorpecentes

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CCMar/FURG - Barco construído por alunos carentes é lançado à água em Rio Grande

Rafael Diverio
rafael.diverio@zerohora.com.br

Barco servirá para adestramento dos cursos promovidos pelo CCMar

A embarcação foi totalmente montada por alunos do curso de Marcenaria Naval do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar), da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). A solenidade de lançamento da embarcação ao estuário da Lagoa dos Patos foi organizada pelo diretor do Museu Oceanográfico, Lauro Barcellos. Resgatando as tradições seculares gregas, foi cercada de simbolismos náuticos e históricos.

Fonte: Zero Hora, 21-11-2012.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Rio Grande - Praticagem resgata veleiro alemão fora da Barra

Na última sexta-feira, 16, um resgate teve que ser feito a um veleiro próximo aos Molhes da Barra do Rio Grande. O veleiro “Iracema”, de bandeira alemã, com três tripulantes, estava fazendo “água aberta” com risco de naufragar e precisou ser socorrido. Ao todo, oito profissionais da Praticagem da Barra - entre operadores da Pilot Station, tripulação de lancha e práticos - estiveram envolvidos na operação. 

Lancha da Praticagem rebocou o veleiro alemão para águas seguras
(Foto: Divulgação/Praticagem da Barra)
Por volta do meio dia, a Praticagem da Barra foi acionada pela autoridade marítima local para prestar serviço de salvaguarda da vida humana no mar. Após a solicitação, uma lancha da praticagem foi deslocada para a posição da embarcação, que se encontrava fora da barra do porto de Rio Grande. 

Alguns minutos depois uma segunda lancha de praticagem chegou ao local para rebocar o veleiro para águas tranquilas, enquanto a primeira lancha seguiu para embarcar um prático no navio GasChem Atlantic. O veleiro foi rebocado até o Terminal de Contêineres - Tecon, na área do Super Porto, quando então foi repassado a uma lancha da Capitania dos Portos, com destino final ao Yacht Club do Rio Grande. Toda operação ocorreu sem interrupção da programação do porto.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Resgate

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Píer de Ipanema deve ficar pronto até início de dezembro

Deve ficar pronto até dezembro o píer flutuante, junto à orla do bairro Ipanema, que irá criar uma nova alternativa de embarque e desembarque de passageiros para os barcos de pequeno e médio porte que fazem passeios turísticos nesta região da orla do Lago Guaíba.

As obras foram visitadas, nesta quarta-feira (14), pelo secretário municipal de Turismo Luiz Fernando Moraes, e pela presidente da Associação do Turismo Náutico (Atun-RS), Adriane Ebling. Na ocasião, eles receberam da Cooperativa Good Cooper, empresa responsável pela execução da obra, a confirmação de que o equipamento estará pronto no início do próximo mês.

Instalação da estrutura do píer para embarcações está em andamento.
Foto: Divulgação/PMPA/JC

"Já para o verão que se aproxima teremos à disposição dos visitantes e porto-alegrenses maior oferta no turismo náutico nesta região privilegiada da orla com passeios diferenciados", afirmou o secretário.

A etapa em andamento atualmente é a instalação dos cabos subterrâneos para levar energia até o píer, que será iluminado em toda sua extensão, de 20 metros, e a colocação das 12 estacas que sustentarão o equipamento dentro d’agua. Seis delas já estão fixadas.

A presidente da Atun-RS antecipou que os passeios com saída do píer de Ipanema serão realizados por três embarcações. Uma delas, o barco Travessia, realiza passeios há vários anos na região. Uma nova embarcação estará licenciada até o final deste mês, pronta para entrar no circuito dos passeios náuticos, e a terceira ficará pronta no final de dezembro.

Fonte: Jornal do Comércio, Transporte.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

P-58 é afastada do cais e manobrada para receber módulo

Plataforma foi afastada do cais e reposicionada para 
receber módulo número 7. (Foto: Leandro Carvalho)

Na manhã desta quinta, a movimentação da plataforma P-58 no canal do Porto Novo chamou atenção de quem passava pela Ponte dos Franceses, na BR-392. Conforme informações da assessoria da Quip S/A, a plataforma, que está em construção no canteiro de obras da empresa, foi desatracada para inversão de sua posição de junto ao cais. A manobra, na qual foram usados seis rebocadores, objetivou possibilitar o içamento e colocação do módulo número 7 no convés da unidade.

A manobra da P-5 começou no início da manhã e durou seis horas. Já a operação de elevação e colocação do módulo sobre o convés, denominada lifting, foi realizada à tarde, com uso do guindaste PTC 200 DS, o maior deste modelo no mundo. Outros vários módulos já estão sobre o convés da P-58. No total, essa plataforma receberá 23 módulos. Conforme José Roberto Fernandes dos Santos, gestor executivo da P-58, até o fim de novembro será concluído o processo de lifting dos 23 módulos, ou seja, todos estarão içados e posicionados no convés.

Santos também informou que foi iniciada a integração dos módulos já posicionados na plataforma. A construção da Plataforma P-58 é de responsabilidade da CQG Construções Offshore. A Quip S/A atua nesse projeto nas áreas de Engenharia e Suprimentos. A P-58 é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês para plataforma flutuante que produz, processa, armazena e escoa petróleo) e irá operar no Campo de Baleia Azul, no Parque das Baleias de Campos, situado ao largo do litoral sul do estado do Espírito Santo (ES).

Esta plataforma terá capacidade de produção de 180 mil barris dia, 6 milhões de m³/d de gás e uma capacidade mínima de armazenamento de 1,6 milhão de barris de petróleo bruto.

Por Carmem Ziebell carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Porto Novo

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Praticagem - Para os armadores, os custos dos portos brasileiros são os mais caros do mundo

O Brasil está prestes a mudar o centenário e milionário serviço de praticagem — que consiste no apoio para que navios cheguem aos portos com profissionais, os práticos, treinados para conduzi-los nos estreitos canais de acesso aos terminais. A Marinha reconhece que poderá dispensar, já a partir do ano que vem, a contratação do serviço de assessoria aos comandantes de navios habituados a certos terminais portuários.

Outra mudança efetiva poderá surgir de um comitê, que está sendo criado pelo governo para rever os altos custos, que, segundo os armadores, são até 1.000% superiores aos registrados em países vizinhos, o que compromete a competitividade nacional. Além disso, cria uma elite de cerca de 400 profissionais no País que, não raro, recebem até R$ 150 mil mensais, ou até R$ 300 mil mensais no Maranhão.

Empresários do setor de navegação afirmam que os custos dos serviços de praticagem nos portos brasileiros estão entre os mais altos do mundo. E citam o preço para atracar navio médio (de 20 mil a 30 mil toneladas) no porto de Paranaguá (PR): R$ 28.241,18 (pouco mais de US$ 14 mil), para operação que leva em média duas horas. Nos Estados Unidos, em portos com características próximas às de Paranaguá, dizem eles, como o de Brownsville, no Texas, no Golfo do México (também terminal de escoamento de grãos), o preço da atracação é de US$ 5.712 (cerca de R$ 11 mil). “Não queremos que os práticos ganhem mal, mas os valores que cobram aqui são estratosféricos”, diz um empresário, que não quis ser identificado. De acordo com os armadores, a diferença é ainda maior na comparação com portos chilenos: lá são cobrados US$ 1.287. Ou seja, o serviço brasileiro é 987% mais caro.

O Sindicato Nacional de Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) afirma que o custo da praticagem “afeta diretamente a competitividade das empresas”. Para atracar um navio no porto de Manaus, o preço dos serviços dos práticos, segundo os armadores, chega a R$ 250 mil. Eles podem ter de esperar três dias por um profissional. “Um prático, em média, ganha sete vezes mais do que o comandante de um navio. E não podemos dizer que a responsabilidade deles seja maior. Se o navio bate, mesmo na manobra, o responsável é o comandante, não o prático”, afirmou André Mello, um dos diretores do Syndarma.

No porto de Santos, o maior e mais movimentado da América Latina em contêineres, a praticagem é oferecida por uma única empresa, a Praticagem de São Paulo, uma sociedade de cotas que tem os próprios profissionais como sócios. A prática se repete pelo País. “Todo esse processo nós fazemos baseados na legislação; não é algo da nossa cabeça”, garante Paulo Barbosa, diretor-superintendente da Praticagem de São Paulo, rebatendo as acusações, que diz serem comuns, das companhias de navegação.

Ao todo, 52 práticos são responsáveis pela movimentação dos navios em Santos e no porto de São Sebastião (SP). Eles fazem, em média, 36 manobras de atracação e desatracação por dia. Na temporada de cruzeiros, o número chega a 60 manobras diárias. “Com a formação que temos hoje (52 práticos), daria para fazer até 180 manobras”, admite o diretor-superintendente.

Paulo Barbosa, afirma que os profissionais do setor se baseiam na 
legislação existente. (Foto: Reinaldo Marques/Agência O Globo/JC)

Barbosa, de 54 anos, é ex-oficial da Marinha Mercante e há 18 anos dedica-se à praticagem. Repórteres do jornal O Globo acompanharam a manobra de atracação de um navio com uma carga de veículos com bandeira de Cingapura e tripulação filipina, desde a barra do porto de Santos até o terminal. Com 190 metros de comprimento e capacidade para 47 mil toneladas, a embarcação foi comandada por Barbosa durante 1h30min até completar a atração. Pelo serviço, a empresa cobrou R$ 13.345,00.

Esses custos, porém, podem estar com os dias contados. Vai começar a funcionar um comitê, com Marinha, práticos, armadores, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e os ministérios da Fazenda e do Planejamento, para enfrentar o assunto. O vice-almirante Ilques Barbosa Junior, diretor de Portos e Costas, adiantou que o objetivo é diminuir os custos, sem abrir mão da qualidade e da segurança da operação. Segundo ele, em 2013, os primeiros comandantes habituados a determinados portos poderão dispensar os serviços dos práticos. Antes, precisarão passar por um teste. Essa possibilidade existia na legislação, mas nunca foi utilizada. “Esse tipo de crítica (sobre os custos) carece de dados mais sólidos, haja vista que as diversas organizações envolvidas no serviço de praticagem (entidades, autoridades, empresas e outros) diferem sensivelmente entre os países, que também têm legislações diversas”, afirma o vice-almirante.

“O que se pode afirmar é que os preços de praticagem, de uma maneira geral, são elevados no mundo inteiro. Além disso, pela legislação brasileira em vigor, os preços dos serviços de praticagem são negociados pelas partes interessadas, ou seja, praticagem e armadores. Em casos excepcionais, onde não haja acordo, é que caberá à autoridade marítima estabelecer um preço entre as partes”, diz Barbosa Junior.

Os práticos rebatem as críticas. Otávio Fragoso, diretor do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) e vice-presidente sênior da Associação Internacional de Praticagem (Impa, na sigla em inglês), afirma que a praticagem no Brasil não é mais cara que a média mundial. Ele diz que a FGV fez estudo, contratado pelo próprio Conapra, que prova que, em média, os custos de Santos, por exemplo, são 10% a 31% superiores à média mundial, o que seria, em grande parte, decorrente do câmbio. “Muitos afirmam que aqui é caro, mas não provam. Basta mostrar uma nota fiscal por um serviço em outro porto”, afirmou Fragoso, na sexta-feira passada durante a atracação de navio de contêineres de 260 metros no porto do Rio, oriundo da Ásia, que pagou R$ 8 mil pelo serviço, conduzido pelo prático Durvalino Ferreira. “Para navios brasileiros de cabotagem, o custo é muito menor, não chega a R$ 2 mil.”

Fragoso disse que o serviço é complexo, pois envolve o interesse público. Para ele, não se deve pensar em privatizá-lo. Seria o mesmo que fazer dos controladores de voo, empregados das companhias aéreas, compara. “Um comandante de navio pensa em milhas; nós, em metros. Eles são pilotos de ônibus; nós, de Fórmula-1.”

Ele também rebate críticas aos salários do setor. Diz que os práticos recebem pró-labore, de R$ 5 mil a R$ 18 mil. O restante é variável. Em um mês bom, receberiam até R$ 80 mil, diz Fragoso. “A discussão é infundada. Podemos discutir o valor da praticagem, mas, garanto que o preço brasileiro está na média mundial. E este preço não afeta a competitividade do País. Se reduzirmos os preços, o frete do navio vai cair? Garanto que não, há um oligopólio no setor.”

Memória

1808 - A praticagem começou no Brasil com a abertura dos portos, promovida por Dom João VI, no ano de 1808. Foram implantados os primeiros Serviços de Praticagem organizados no Brasil, que apresentavam características que ainda são preservadas até os dias atuais.

• 1889 - Primeira regulamentação dos práticos no Brasil, com decreto que definia e detalhava os serviços de praticagem. Foi quando ficou mais nítido que a praticagem seria vinculada à autoridade marítima, a Marinha.

 • Novos regulamentos e aperfeiçoamentos voltaram a ser publicados nos anos de 1926, 1940, 1959, 1961, 1986 e 1991, quando a autoridade marítima se desvinculou da atividade de forma definitiva.

• 1997 - Gustavo Franco, então presidente do Banco Central, afirmou em uma palestra que os práticos eram “os flanelinhas de navios”, abrindo uma discussão sobre o monopólio do serviço que acabou no Cade e que gerou um acordo do setor com os armadores.

Fonte: Jornal do Comércio, Praticagem

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Catamarã transportou 700 mil pessoas em um ano

Jessica Gustafson

A retomada do transporte hidroviário de passageiros na Região Metropolitana de Porto Alegre completou um ano nesta quarta-feira. A data marca os 12 meses de operação de Ana Terra e Carlos Nobre, os dois catamarãs que fazem a trajetória entre a Capital e o município de Guaíba. Neste período, a travessia de 14,5 quilômetros e com duração de 20 minutos foi realizada 10.930 vezes, transportando 701.320 passageiros, somando, assim, 158.485 quilômetros percorridos. “Isso representa mais de três voltas ao redor da Terra”, brinca o diretor de Operações do catamarã, Carlos Augusto Bernaud. 

Para o próximo ano, a CatSul, empresa que administra os barcos, colocará mais uma parada, em frente ao BarraShopping Sul, à disposição da população. O local está sendo construído em parceria com a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) e deve ficar pronto entre janeiro e fevereiro de 2013. Para suprir esta nova demanda, uma terceira embarcação será disponibilizada. 

O transporte naval foi esquecido por cerca de 50 anos, mas vem tendo boa receptividade em sua retomada. Em 1953, todos os dias cruzavam pelas águas do Guaíba mais de mil passageiros. O trajeto era feito por quatro barcas utilizadas na Segunda Guerra Mundial pelos Estados Unidos. Porém, nos anos 1960, com o estabelecimento da ligação entre Guaíba e a Capital por via rodoviária e com o grande incremento da indústria automobilística, a travessia por barcas foi desativada.

 

“Para a implantação do serviço, enfrentamos alguns desafios. Primeiramente, queríamos saber se a população iria aceitar e utilizar o modal. Essa dúvida foi respondida neste ano, com total aprovação da população”, explica Hugo Fleck, diretor-presidente da empresa. Segundo ele, outro problema encontrado foi o fim da cultura de utilização do modal e, com isso, o enfraquecimento da indústria naval. Em decorrência disso, a construção dos catamarãs é feita em parceria com outra empresa, somente para a utilização da CatSul. “Cada embarcação, com capacidade para 120 pessoas, custa em média R$ 2 milhões. Nós desenvolvemos todo o projeto de construção. Parte do equipamento é feita em Santa Catarina e a outra no Estado. Atuamos também em Santarém, no Pará, onde temos 12 barcos”, relata Fleck. A experiência no rio Amazonas, que já dura cinco anos, auxiliou na implantação dos barcos no Estado. 

Nesses 12 meses, apenas um atraso de quatro minutos foi constatado, o que trouxe confiabilidade ao serviço, principalmente para o trabalhador que cruza o trecho diariamente. Segundo o cálculo da administração, nesse período, em torno de 15 mil carros deixaram de circular entre as duas cidades. 

“Está sendo discutida com a Transurb a possibilidade de redução tarifária para o uso dos dois modais. Em setembro, teve início a integração com os ônibus em Guaíba”, afirma Bernaud. A CatSul já tem o projeto de implantar mais uma parada na Ilha da Pintada, sem data definida ainda, e também não descarta a possibilidade de criar mais rotas dentro da Capital.

Fonte: Jornal do Comércio. Transporte

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Rio Gravataí - A solução ambiental é dragar, retirar o lodo contaminado do fundo do canal

O principal impacto ambiental da atividade de dragagem nos rios navegáveis é que o material de fundo dos canais é revolvido durante a operação de escavação; além da turbidez provocada na água, se o material de fundo for contaminado os poluentes serão liberados e poderão comprometer o uso da água pela fauna aquática e pela própria população ribeirinha.

No caso específico do rio Gravataí, há muito tempo estamos tentando convencer os técnicos dos órgãos ambientais que a permanência do lodo contaminado no fundo do rio é prejudicial ao corpo hídrico, por uma singela razão: a dragagem não é a única ação que tem o poder de revolver o material de fundo, causando turbidez e liberando os poluentes que comprometem a vida aquática e os pontos de captação de água para abastecimento a jusante.

Ao contrário, a dragagem é uma atividade intermitente, periódica, que é feita raramente, no máximo de quatro em quatro anos. O efeito dos temporais, por exemplo, que ocorrem com muita frequência, causam a movimentação descontrolada do material de fundo, com a formação de enormes plumas de poluição que prejudicam a fauna e comprometem a captação da água de abastecimento das populações ribeirinhas.

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Dragagem do rio Gravataí (Draga Triches/SPH)

Outra atividade que movimenta diariamente o material de fundo, também de forma descontrolada, é a própria navegação que, nesse caso, provoca o revolvimento do material contaminado existente no fundo do canal devido à ação dos hélices e ao arraste de âncoras (manobra para manter a direção da proa da embarcação, entrando ou saindo do canal).

Proibir a navegação resolve o problema do rio Gravataí? Creio que não, pois os temporais continuariam, e as condições do tempo não estão sob a jurisdição dos órgãos ambientais; vale dizer, os órgãos ambientais não podem proibir os temporais ... Sem falar que o lançamento de lixo e efluentes poluídos continuaria sendo feito, da mesma forma que hoje - de forma impune, sem qualquer fiscalização

Então, para os engenheiros a questão é muito clara: para salvar o rio Gravataí é necessário, a curto prazo, remover o material contaminado do fundo do rio, e a única ação que permite isso é a dragagem; a longo prazo, os órgãos ambientais deveriam atacar as fontes da contaminação do material de fundo do rio, fiscalizando as prefeituras e as empresas industriais, e proibindo o lançamento de poluentes nas águas do rio Gravataí. Mas para fazer isso é necessário competência técnica, muito trabalho e vontade política, atributos que não são encontrados atualmente nos órgãos ambientais. 

Dessa forma, a dragagem não é apenas útil à navegação, também é fundamental para a sobrevivência do rio Gravataí, e a remoção do lodo contaminado do fundo do canal somente não acontece por culpa exclusiva dos órgãos ambientais que, nesse caso, são os maiores inimigos do corpo hídrico - não permitem sua limpeza, nem impedem que os poluidores continuem lançando no rio, impunemente, esgoto "in natura", lixo e efluentes industriais contaminados.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SUPRG realiza vistoria em píer de São José do Norte após colisão de navio

O navio MV Marcos Dias, que estava fundeado na área Golfo 3, foi deslocado pela força dos ventos e colidiu com o píer de atracação em SJN. Uma equipe técnica da SUPRG realizou uma vistoria no local.

SUPRG realiza vistoria em píer de São José 
São José após colisão de navio. (Foto: SUPRG)

Nesta terça-feira (23), por volta das 10h30min, a Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) verificou que o navio MV Marcos Dias, que estava fundeado na área Golfo 3 no canal de acesso ao Porto do Rio Grande, garreou e foi deslocado pela força dos ventos, colidindo com o píer de atracação em São José do Norte/RS. Uma equipe técnica da SUPRG, sob a supervisão do engenheiro civil Celso Pedreira, realizou uma vistoria no local para avaliar o ocorrido. 

No local foi constatado, preliminarmente, que após a colisão na cabeceira norte do píer foram arrancados o paramento lateral norte do cais e a escada do mesmo, assim como ocorreram algumas possíveis fissuras e deformações. Uma nova inspeção será realizada em condições meteorológicas normais.  

A SUPRG acionou a agência responsável pelo navio, que deve apresentar um laudo técnico a fim de avaliar os danos ocorridos no local para posteriores reparos. Enquanto é realizada esta análise estrutural, ficaram suspensas as atracações no píer. 

O navio graneleiro de bandeira brasileira estava fundeado desde domingo (21) e aguardava para realizar a operação de embarque de trigo no terminal Bianchini. O navio foi retirado do local ainda pela manhã por rebocadores de apoio. 

Fonte: Superintendência do Porto de Rio Grande. SUPRG

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vento de até 114 km/hora causa transtornos em Rio Grande e São José do Norte

O vento soprou forte durante toda a terça-feira em Rio Grande, chegando, por volta das 12h, a 114 quilômetros por hora na 4ª Seção da Barra. A ventania causou diversos problemas em Rio Grande e São José do Norte. O serviço de transporte hidroviário de veículos na travessia entre os dois municípios ficou suspenso a partir das 9h30min e deve ser retomado somente na manhã desta quarta-feira, se as condições climáticas permitirem. Durante todo o dia, a balsa fez apenas uma viagem de ida e volta, saindo do atracadouro rio-grandino às 7h30min.

Já o transporte de passageiros, por lanchas, foi interrompido às 12h30min e retomado às 17h, quando a intensidade do vento diminuiu um pouco. Por volta das 10h30min, o navio graneleiro Marcos Dias, que estava fundeado na área Golfo 3, próximo a São José do Norte, foi deslocado pelo vento e acabou batendo no cais nortense. Com o impacto, parte do cais quebrou e pedaços de concreto caíram na água. A embarcação foi retirada do local pouco depois das 11h por dois rebocadores. Depois fundeou fora da Barra do Rio Grande.


Em São José do Norte, graneleiro colidiu com o píer
(Foto: Fabio Dutra)

Devido à ventania e à forte correnteza, às 11h30min a Barra do Rio Grande foi fechada para a movimentação de navios e assim permanecia até as 18h40min e sem previsão de abertura, pois o vento continuava forte. Neste horário, havia dois navios ancorados fora da Barra esperando para ingressar no porto e outros dois, atracados em terminais portuários, esperando para sair. 

Em diferentes pontos da cidade, também ocorreram quedas de árvores, de placas e de uma tampa de caixa d'água de uma escola. Na vila Mangueira, uma árvore caiu sobre uma casa. O Centro Regional Litoral Sul da CEEE recebeu 120 reclamações de ocorrências de falta de energia elétrica devido a condutores rebentados e alguns postes quebrados, em diferentes pontos do Município. Parte dos casos foi resolvido até o meio da tarde e a intenção era solucionar o restante até a noite. 

 Fiscalização no cais

No final da manhã desta terça-feira, o diretor superintendente do Porto de Rio Grande, Dirceu Lopes, acompanhado de uma equipe técnica, realizou uma vistoria no cais nortense para avaliar o dano causado pelo navio Marcos Dias. De acordo com o comandante da Guarda Portuária, Rafael Paranhos, no local foi constatado, preliminarmente, que após a colisão na cabeceira norte do cais foram arrancados o parâmetro lateral norte da estrutura e a escada dela, assim como ocorreram algumas possíveis fissuras e deformações. Uma nova inspeção será realizada em condições meteorológicas normais. 

A Superintendência do Porto de Rio Grande (Suprg) acionou a agência responsável pelo navio, que deve apresentar um laudo técnico a fim de avaliar os danos ocorridos no local para posteriores reparos. Enquanto é realizada esta análise estrutural, ficaram suspensas as atracações no píer. O navio graneleiro de bandeira brasileira estava fundeado no local desde domingo, 21, aguardando para realizar a operação de embarque de trigo no terminal Bianchini. 

Por Carmem Ziebell carmem@jornalagora.com.br

 Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Mau tempo

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Rio Grande - Vento forte causa transtornos à navegação

A segunda-feira, 22, em Rio Grande foi marcada por chuva, até o meio da tarde, e vento forte. O vento ficou mais forte a partir das 15h e às 17h, na 4ª Seção da Barra, chegou à velocidade de 99 quilômetros por hora na rajada. A ventania chegou a impedir a viagem (de ida e volta) das 15h da balsa que faz o transporte de veículos na travessia do estuário da Lagoa dos Patos entre Rio Grande e São José do Norte.

 
Travessia de Veículos RG-SJN com ventos muito fortes
(Foto: Guto Vieira da Fonseca) www.popa.com.br

E por volta das 14h, a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil divulgou novo aviso de previsão de vento forte e mar agitado para a área compreendida entre o Chuí (RS) e o Cabo de Santa Marta (SC). A previsão divulgada foi de vento com velocidade de até 87 quilômetros por hora, com validade para o período compreendido entre as 22h de desta segunda e as 16h de quarta, dia 24. Com relação ao mar, a previsão é de que fique bastante agitado, com ondas de 3,5 a 5,5 metros de altura, a partir das 10h da manhã desta terça-feira. Esse aviso é válido até às 22h de quarta. 

Em decorrência da previsão de mau tempo, com vento forte e mar agitado, o navio de socorro submarino Felinto Perry, que partiria no último domingo para a Baia do Almirantado, na Antártica, permanece atracado no cais do Porto Novo do Rio Grande. Sua saída do porto rio-grandino com destino ao continente gelado, para prestar apoio a 31ª Operação Antártica, foi transferida para amanhã, às 8h30min. 

Por Carmem Ziebell carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Tempo

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

P-55 é retirada do dique de Rio Grande após operação de mais de 24 horas

A maior plataforma semissubmersível do país foi deslocada pelo canal de acesso ao Porto para o cais sul, onde continuará sendo construída até junho de 2013.

P-55 é retirada do dique de Rio Grande após operação de mais de 24 horas Marcio Gandra/Especial
Dique precisou ser inundado para que a manobra fosse realizada
(Foto: Marcio Gandra/Especial)

Joice Bacelo joice.bacelo@zerohora.com.br 

Após três meses da estreia da operação de inundação do dique do Estaleiro Rio Grande - quando foi feita a manobra de entrada da P-55 - o mesmo processo torna a se repetir. Só que desta vez, para a retirada da plataforma.

A embarcação foi deslocada nesta noite para o cais sul, onde continuará sendo construída. Uma operação que durou mais de 24 horas e encerra o primeiro trabalho realizado dentro do dique, o que credencia a cidade do sul do Estado como um dos principais polos navais do Brasil.

O preenchimento da “piscina gigante” começou na tarde de sábado. Foram necessários 642 milhões de litros de água para inundar a estrutura que tem 350 metros de comprimento por 130 metros de largura e profundidade de 13,8 metros abaixo do nível do mar. Para a manobra da plataforma, a porta batel – que separa o dique do canal de acesso ao Porto – precisou ser retirada. A P-55 foi guiada por quatro rebocadores desde a saída do dique até o cais sul.

Com previsão de conclusão em junho do ano que vem, a P-55 – a maior plataforma semissubmersível do país - será transportada de Rio Grande até o campo de Roncador, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. A plataforma, que deve começar a operar em setembro de 2013, terá capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. O investimento da P-55 é estimado em R$ 3,4 bilhões.

A plataforma foi a primeira embarcação a passar pelo processo de manobra de entrada e saída do dique pelo canal de acesso ao Porto. Dentro da estrutura, foi feito o mating – que é a união do casco com o convés.

A liberação do dique foi necessária para que a Ecovix (braço de construções oceânicas da Engevix) possa dar início às obras dos cascos replicantes – chamados assim porque são feitos em série. A previsão é de que os cascos das plataformas P-66 e P-67 sejam levados para dentro do dique ainda neste ano.

Fonte: Zero Hora, Economia.

sábado, 20 de outubro de 2012

SPH recupera balizamento no Rio Guaíba

O navio balizador Benjamin Constant, da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) voltou às operações para manutenção do balizamento no Rio Guaíba. O trecho atendido na manhã desta quinta-feira, 18, foi o Canal do Leitão, quando foi recolocada uma boia cega e resgatada uma boia luminosa. 

Durante a operação, os tripulantes da embarcação recolocaram a BCV 122, recuperada pelos técnicos do Estaleiro de Triunfo. Também foi feito o resgate da BLE 119 que estava a cerca de 500 metros do canal, depois de perder parte do equipamento de ancoragem. 

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Conforme o engenheiro Reinaldo Gambim, da Divisão de Operações e Fiscalização (DOF/SPH) ao trabalho foi considerado um sucesso. “A estratégia de recuperação dos sinais náuticos e do balizamento dos canais, estabelecida pela SPH, está correndo de acordo com o planejado. A recolocação dos sinais do Rio Guaíba se estenderá por cerca de 50 quilômetros, entre o Porto de Porto Alegre e o Canal de Itapuã”, explicou. 

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ECONOMIA

O restabelecimento dos sinais náuticos, sob fiscalização da Marinha do Brasil, é realizado pela SPH com mão de obra e equipamentos próprios. Conforme o Superintendente de Portos e Hidrovias, estas ações garantem uma economia de até 70%, em relação à contratação de terceiros. A SPH tem corpo técnico e equipamentos capazes de realizar essa manutenção sem onerar os cofres públicos. 

EMBARCAÇÃO

O Navio Balizador Benjamin Constant tem 36 metros de comprimento, 7,5 metros de boca e calado de 2,40 metros. 

Fotos: Cristiane Franco

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias. SPH

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Travessia Rio Grande-SJN: Vento forte prejudica transporte hidroviário de veículos

Serviço deve voltar à normalidade nesta quinta-feira
(Foto: Fabio Dutra)

O transporte hidroviário de veículos entre Rio Grande e São José do Norte foi prejudicado nesta quarta, 17, devido ao forte vento ocorrido nas duas cidades. Em Rio Grande, por volta das 13h, o vento chegou a atingir a velocidade de 70 quilômetros por hora na rajada. A partir das 11h, o serviço foi interrompido. As viagens de balsa das 11h e das 13h, com saída do atracadouro rio-grandino, não foram realizadas. Em consequência, também não houve partidas de São José do Norte. Com o serviço interrompido, formou-se longa fila de caminhões do lado do Rio Grande à espera da retomada da travessia. 

Às 14h30min, objetivando diminuir o número de veículos na fila, a balsa Sofia fez uma viagem para a cidade nortense, acompanhada de dois rebocadores para garantir a segurança no trajeto. Ela chegou em São José do Norte, carregou e retornou a Rio Grande. Na chegada, o serviço foi novamente suspenso para ser retomado somente na manhã de quinta-feira, se as condições climáticas permitirem. Conforme Alfonso Montone, gerente de Logística da F. Andreis, empresa responsável pelo serviço de transporte de veículos nessa travessia, o vento forte tornava a viagem muito arriscada. 

Montone explicou que o vento soprava no sentido Rio Grande/São José do Norte e atrapalhava as manobras, empurrando a balsa para os baixios existentes no canal Miguel da Cunha. Segundo ele, na volta de São José do Norte, à tarde, a balsa chegou ter um breve encalhe, resolvido pelos rebocadores que a acompanhavam. Quatro viagens deixaram de ser feitas ontem por causa do vento forte. 

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

SPH recupera rebocador Marechal Deodoro

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) está investindo na recuperação do parque de dragagem com o objetivo que qualificar o trabalho na manutenção das hidrovias gaúchas. Desde o começo do mês a equipe de técnicos do Estaleiro de Triunfo está voltada para a reforma total do rebocador Marechal Deodoro. O trabalho está orçado em cerca de R$ 150 mil e deve ser pago com recursos próprios da autarquia.

A embarcação integra a frota da Divisão de Operação e Fiscalização (DOF/SPH), sendo que a reforma irá atender uma demanda do atual governo, que está empenhado em qualificar o modal hidroviário no RS. "Firmamos um compromisso no começo deste ano com o governo federal para a recuperação de todo o parque de dragagem e embarcações da SPH, sendo que a autarquia realiza esta recuperação com recursos próprios", explicou o secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque.

O Superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar salientou a importância da utilização do Estaleiro de Triunfo para a reforma. “O investimento de R$ 150 mil para recuperar uma embarcação do porte de um rebocador é baixo, especialmente por que não teremos custo com mão de obra e docagem, que acaba sendo o mais oneroso para o nosso setor”, disse.

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Reforma da LR Marechal Deodoro no Estaleiro da SPH em Triunfo

ATUAÇÃO - Conforme o chefe da DOF/SPH, o engenheiro Edson Machry, a última reforma geral que o rebocador recebeu foi há 30 anos, em 1982, no mesmo estaleiro. “Essa durabilidade e vida útil das embarcações tem a ver, principalmente com a atenção dos servidores que trabalham embarcados. A qualquer sinal de avaria, eles param e fazem a manutenção necessária”, explicou.
Machry explicou a reforma geral da embarcação foi programada em razão do trabalho que deve ser feito nas hidrovias, o que exigirá uma frota com plenas condições operacionais. A recuperação prevê o jateamento de granalha de cobre e substituição parcial de chapas de aço no casco. “Na parte mecânica, já recuperamos o propulsor que tem potência de 200CV”, disse.

A EMBARCAÇÃO

O Rebocador Marechal Deodoro mede 14,6 metros de comprimento, 3,7 metros de largura e navega com calado de 1,30 metro. É utilizado nos serviços de apoio às dragagens executadas nas hidrovias dos rios Jacuí e Taquari. Após execução reforma prevista para os próximos 60 dias, a embarcação será utilizada nos serviços de Dragagem em apóio as dragas Engenheiro Geraldo Serrano e Santo Amaro, ambas em fase de recuperação.

Foto: Cristiane Franco

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias, SPH.Notícias

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

PISA - DMAE será autuado pela FEPAM devido a diversas infrações na dragagem das cavas do emissário subaquático

Na audiência realizada ontem (09) no Ministério Público Estadual, em razão de processo movido por Igor Volpatto da Silva e outros* sobre os problemas ambientais e de segurança da navegação causados pela dragagem das cavas do emissários subaquático, ficou bastante evidente que a dragagem foi realizada à revelia da FEPAM, sem o necessário licenciamento no devido tempo, e que a sinalização náutica é rudimentar, deficiente e irregular, não cumprindo com o objetivo de resguardar a segurança das embarcações ao longo de todo o trecho dragado (bancos laterais em 10 quilômetros de extensão). 

A manifestação do diretor técnico da FEPAM, Rafael Volquid, foi muito esclarecedor quanto às infrações ambientais cometidas pelo DMAE, mas a declaração da assessora jurídica da FEPAM, Natália Back, foi inusitada, pois confessou que o órgão ambiental não autuou o DMAE na época em razão das eleições municipais, que estavam próximas. Vale dizer, não cumpriu suas obrigações por motivos políticos, como se a legislação ambiental deixasse de existir em períodos pré-eleitorais ...

O representante do DMAE, Valdir Flores, destoando do ambiente civilizado da audiência, manifestou-se fora dos padrões de urbanidade, de maneira belicosa, agressiva, afirmando que foram tomadas todas as providências junto à FEPAM e à Marinha do Brasil, mas sua manifestação não convenceu o promotor de justiça, Fábio Roque Sbardellotto, que, em razão das contradições do depoimento, advertiu o representante do DMAE sobre a necessidade de cumprimento das leis ambientais pelos órgãos públicos.

A manifestação do representante da delegacia da Capitania dos Portos, Jayme Tavares, foi feita no sentido de relativizar a observância das normas da Marinha do Brasil, Normam-11 e Normam-17, que regem as obras no espaço aquaviário e sua sinalização, manifestando-se favoravelmente à atuação do DMAE, embora tais normas condicionem a autorização de dragagem, por parte da delegacia da CP/RS, à existência de prévia licença ambiental junto ao órgão competente. No entanto, a dragagem foi autorizada e executada sem a licença de instalação. 

De outra parte, também com o objetivo de minimizar a atuação irregular do DMAE, o representante da delegacia da CP/RS tentou, sem êxito, descaracterizar a atividade de dragagem; vale dizer, defender a ideia de que a  escavação do leito do rio para abertura das cavas do emissário subaquático não seria atividade de dragagem (!). Esse "parecer" também não prosperou, devido à presença de engenheiros na audiência, pois trata-se de atividade de engenharia, e não compete aos leigos estabelecerem o que é dragagem e o que não é. Por óbvio, trata-se de dragagem, e como tal foi tratada pelos profissionais dos órgãos envolvidos com as obras do Projeto Integrado Socioambiental (PISA).

Da audiência resultou, em síntese, o seguinte: O DMAE ficou obrigado a manter e verificar a regularidade da sinalização a cada 15 dias e, da mesma forma, comprovar em 10 dias que os bancos estão sendo removidos. O compromisso firmado junto ao MPE é de que até meados de novembro os bancos estarão totalmente removidos, e que a Marinha do Brasil fiscalizará a execução das exigências estabelecidas na audiência pelo MPE.

* Danilo Chagas Ribeiro, Hermes Vargas dos Santos, Jorge Alberto Albrecht Filho, Francisco Stockinger e Fernando Lisboa.

domingo, 7 de outubro de 2012

Rio Grande - Avança a colocação de módulos na plataforma P-58

A construção da plataforma P-58, que ocorre em Rio Grande, no canteiro de obras da Quip S/A, avançou para uma nova e importante etapa desde o último dia 14, quando teve início a operação de lifting dos módulos de processo. Esta operação consiste na elevação, posicionamento e soldagem inicial de módulos no convés da plataforma. 

Ao todo serão elevados 23 módulos, sendo eles para tratamento eletrostático, remoção de sulfato e de enxofre, separadores, pipe rack, um módulo elétrico, o flare, o helideck, entre outros. Já estão sobre a plataforma cinco módulos, que são três partes do pipe rack, mais os módulos M09 (compressão de gás) e M05 (processamento de óleo). 

A previsão de término da operação de lifting é para o final do mês de outubro, dependendo das condições atmosféricas, pois estas influenciam no andamento da operação. São necessárias condições adequadas - sem ocorrência de chuva e vento fortes - para que não haja interrupção dos trabalhos.

 
Segundo a Quip, o guindaste PTC 200 DS, usado nesta  
operação, é o maior deste modelo no mundo. (Foto: Divulgação)

O gestor executivo de operações da P-58, engenheiro José Roberto dos Santos, destaca o ineditismo do lifting dos módulos desta plataforma, já que é a primeira vez que o guindaste PTC 200 DS, o maior deste modelo no mundo, segundo ele, está operando. Além disso, ele ressalta todo o comprometimento e profissionalismo da equipe de trabalho, que vem desempenhando suas funções de maneira excelente e em tempo recorde. 

A construção da Plataforma p-58 é de responsabilidade da CQG Construções Offshore. A Quip S/A atua nesse projeto nas áreas de Engenharia e Suprimentos. A p-58 é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês para plataforma flutuante que produz, processa, armazena e escoa petróleo) e irá operar no Campo de Baleia Azul, no Parque das Baleias de Campos, situado ao largo do litoral sul do estado do Espírito Santo (ES). 

A P-58 terá capacidade de produção de 180 mil barris dia, 6 milhões de m³/d de gás e uma capacidade mínima de armazenamento de 1,6 milhão de barris de petróleo bruto.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Porto

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Rio Taquari - Empresa retomará transporte hidroviário

Representantes da Navegação Aliança se reúnem com líderes para viabilizar serviço

Vale do Taquari - A empresa Navegação Aliança, que faz a linha de barcos Estrela/Taquari/Porto Alegre, pretende retomar o transporte de contêineres por sistema hidroviário. Para isso, quer auxílio da Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC/VT) para atrair empresas a usarem o serviço. O assunto será discutido na próxima sexta-feira, em reunião sobre o porto de Estrela com órgãos federais e estaduais. 

O pedido foi feito pela empresa nessa semana. Ela quer a relação de possíveis clientes que são exportadores ou importadores e a forma de contatá-las. É a segunda tentativa da Navegação Aliança de viabilizar esse tipo de transporte, a primeira foi frustrada. De acordo com o presidente da CIC/VT, Ardêmio Oreno Heineck, a entidade auxiliará na busca por clientes. 

A empresa planeja desenvolver um projeto customizado por meio de uma logística integrada (planejamento-armazenagem-transporte), buscando ofertar serviços de transporte de contêineres para o Porto de Rio Grande. 

Heineck destaca que esse sistema usado pela empresa é um mecanismo de redução de custos e deverá retirar dezenas de caminhões do trecho Estrela/Rio Grande sem prejudicar os transportadores rodoviários. Ele cita que um barco carrega 70 contêineres em Estrela e completa a carga em Taquari. Para ele, trata-se de uma atividade econômica vantajosa que melhora a logística e os negócios do Vale do Taquari e faz com que o Porto de Estrela tenha movimentação.


O Porto Fluvial de Estrela movimenta menos de 20% da sua capacidade anual, que pode chegar até três milhões de toneladas. Dos 50 barcos que há duas décadas faziam o transporte, restam apenas 20. Movimentos são organizados para reativar o local, mas até agora tudo segue no papel. Em 2009, um seminário foi realizado no município com o Ministério dos Transportes para elaborar um plano de reutilização do porto e agora entidades se reúnem de novo para discutir o assunto. 

A demora do transporte hidroviário e o custo são apontados como os principais fatores para o desuso do porto. Em um primeiro momento, o transporte custa 20% a menos, mas quando somado a taxas de embarque e descarga, o preço se assemelha ao rodoviário.

Incentivo aos contêineres

Reportagem divulgada há duas semanas mostra o abandono do porto de Estrela, o pouco interesse de empresas privadas e a falta de incentivo governamental. Contudo, o superintendente das Hidrovias do Sul, José Luiz Fay de Azambuja, disse que pelo Rio Taquari é possível transportar mais do que grãos e areia e defende o uso de contêineres. Segundo ele, a modalidade permite levar diversos produtos, como móveis, fumo e frango para Rio Grande.

Fonte: A Hora do Vale. www.jornalahora.inf.br 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Hidrovia do Mercosul em discussão

Hidrovia I

O primeiro passo para a Hidrovia do Mercosul poderá ser dado, amanhã e sexta-feira, na cidade uruguaia de Treinta y Tres, com uma reunião de autoridades públicas e de empresas privadas do Brasil e do Uruguai para discutir o desenvolvimento de uma hidrovia na bacia da Lagoa Mirim, projeto que se discute desde os tempos da extinta Sudesul (criada em 1967 e extinta em 1990). Os principais temas a serem debatidos pelos participantes serão a navegabilidade, os portos da região, a infraestrutura, a conectividade, o transporte, os empreendimentos públicos e privados, o desenvolvimento produtivo e a proteção ao meio ambiente. A única empresa gaúcha de navegação a participar será a Aliança.

Hidrovia II

O objetivo do seminário é propor um programa de ações, geral e setorial, para a hidrovia da Lagoa Mirim e identificar projetos que possam impulsionar seu desenvolvimento em curto e médio prazo. A participação das empresas ligadas ao setor da navegação é importante para se conhecer a realidade atual e a potencialidade da bacia e da hidrovia. A expectativa é identificar projetos prioritários e a possibilidade de financiamento para a realizá-los, além de formular uma carta com recomendações de ações públicas e privadas. 

Hidrovia III

A empresa gaúcha Trevisa Investimentos, proprietária da Navegação Aliança, será representada por Fernando Ferreira Becker, que fará palestra sobre o transporte fluvial na Lagoa dos Patos e sobre a viabilidade dessa experiência ser adaptada para desenvolver o transporte hidroviário na Lagoa Mirim. A bacia da Lagoa Mirim ocupa cerca de seis milhões de hectares, distribuídos entre o Brasil e o Uruguai. Para os nossos vizinhos, é a maior reserva de água doce do país. Apesar de não ter saída direta para o mar, seu acesso pode ser feito através do Canal do São Gonçalo, em Pelotas, atingindo a Lagoa dos Patos e o porto do Rio Grande, criando, assim, uma nova rota de exportação para a produção uruguaia da região Nordeste, que fica muito distante do já congestionado porto de Montevidéu. 

Navio Trevo Verde poderá navegar pela Lagoa Mirim
(Foto: Aliança/Navegação/JC)
Hidrovia IV 

O encontro transfronteiriço acontece por um crescente processo de internacionalização e integração regional entre Brasil e Uruguai, que oferecem uma variada gama de opções de cooperação entre os países. Na atual conjuntura, um importante número de iniciativas, tanto de infraestrutura como de produção, serviços e ações sociais e comunitárias estão sendo implantadas entre os governos dos dois países. A nova agenda de cooperação se mobiliza em diferentes níveis de governo e, certamente, o desenvolvimento da navegação pela bacia da Lagoa Mirim vai dar maior fluidez e respostas mais rápidas às demandas locais de ambos os países.

Fonte: Jornal do Comércio. Painel Econômico

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Peças gigantes destinadas à Refap seguem para Triunfo na terça

Equipamentos já chegaram ao Cais de Porto Alegre

Partida das balsas do Porto Novo de Rio Grande deu    
início à megaoperação de transporte dos equipamentos. 
(Foto: Newvani Correa/Divulgação/CP) 

Já chegaram ao Cais de Porto Alegre as quatro peças gigantes que serão utilizadas na ampliação da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, na Região Metropolitana. O material deve seguir, por via fluvial, a partir das 6h desta terça-feira, para a cidade de Triunfo e, após, ser descarregado, na tarde de quarta-feira, transportado via terrestre até a refinaria. A operação é considerada a maior da história do transporte rodoviário brasileiro em função da altura dos equipamentos. 

De acordo com o gerente de Logística da Darcy Pacheco, Newvani Cirolini Correa, as peças vieram do Porto de Rio Grande e foram deslocadas pela hidrovia através de uma barcaça de 85 metros. Juntas, as quatro peças possuem 160 toneladas. Serão transportados dois tanques de tamanhos próximos a um prédio de quase três andares, com 14 metros de comprimento, 8,4 metros de largura, 8,2 metros de altura. “As peças serão levadas de Triunfo a partir de quarta-feira, mas caso não cheguem até o destino na sexta, precisaremos interromper o trajeto e retomar na segunda-feira, para respeitar a lei eleitoral”, explicou Correa. Nesse período, nenhuma operação pode obstruir estradas, segundo a legislação. 

A operação era prevista originalmente para a primeira quinzena de setembro, mas foi transferida em razão da greve dos auditores da Receita Federal. O comboio deve utilizar as rodovias TF-10 (municipal), ERS-122 (estadual), BR-386 e BR-116 (federais). Na última, segundo a empresa, o transporte só pode ser feito a partir das 22h em função do movimento da estrada. Serão necessários bloqueios parciais e até totais em pontos determinados do trajeto.

Fonte: Correio do Povo. Geral