Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Hidrovias Interiores - RS: 90.000 visitas!


Nos últimos doze meses, a média de visitas ao blog atingiu o valor de 3.083 visitas mensais.

Os vinte principais países de origem dos visitantes, em ordem decrescente: Brasil, Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, Uruguai, Argentina, Espanha, Moçambique, Alemanha, Canadá, França, Holanda, Itália, Angola, Rússia, Filipinas, Suíça, Chile, México e Japão.

As vinte principais cidades brasileiras dos visitantes, por número de visitas: Porto Alegre, São Paulo, Pelotas, Rio de Janeiro, Rio Grande, Brasília, Belo Horizonte, Canoas, Curitiba, Florianópolis, Novo Hamburgo, Santa Maria, Recife, Santos, Salvador, Fortaleza, Caxias do Sul, Vitória Campinas, Belém e Manaus. As dez principais cidades do exterior, pela ordem de importância: Lisboa, Montevideo, Maputo, Buenos Aires, Nova Iorque, Luanda, Almada, Kaliningrado, Braga e Madri.

Fonte: Google Analytics.

Travessia Porto Alegre-Guaíba - Empresa decide ampliar viagens de barco entre Porto Alegre e Guaíba

Mais de 5 mil pessoas usaram o serviço neste fim de semana e faltou lugar

Empresa decide ampliar viagens de barco entre Porto Alegre e Guaíba
Crédito: Pedro Revillion / CP Memória

A empresa responsável pelo serviço de transporte hidroviário entre Porto Alegre e Guaíba, decidiu, neste domingo, ampliar o número de viagens nos finais de semana e feriados. De acordo com o diretor da CatSul, Carlos Bernaud, mais de 5 mil passageiros utilizaram o transporte neste final de semana e outras mil não conseguiram fazer a viagem por falta de lugar. Os novos horários, vigoram já nesta quarta-feira, Dia de Finados.

No início das operações, eram oferecidos sete horários em cada sentido. Já a partir desta quarta-feira, nos domingos e feriados, o Catamarã vai fazer a primeira viagem de Porto Alegre para Guaíba às 9h e a última às 19h. No sentido inverso, às 8h30min e às 19h30min.

Ao todo, a CatSul contabilizou 5.015 passageiros, entre os dois sentidos nos dois dias. Para o diretor da CatSul a procura é resultado de três fatores, “a rapidez da viagem, feita em apenas 20 minutos, a qualidade do serviço e o interesse da população das duas cidades pelo transporte hidroviário”.

Fonte: Correio do Povo, 31/10/2011. Geral.

Nota do Editor

Apesar das dificuldades oferecidas pela atual direção da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), superadas pela pronta ação do Governo do Estado através da Secretaria de Infra-estrutura e Logística (Seinfra), o transporte hidroviário de passageiros entre Porto Alegre e Guaíba finalmente aconteceu, e a procura tem aumentado. O estacionamento no Cais Mauá, o último obstáculo criado pela SPH, também foi removido por intervenção do Governo do Estado. Felizmente, os passageiros constituem o maior incentivo ao transporte hidroviário. 

sábado, 29 de outubro de 2011

A volta da doca *

* Luís Bissigo

Antes de Porto Alegre ser apartada do seu querido – porém maltratado – Guaíba pelo muro da Avenida Mauá, a doca do armazém B3 era muito frequentada e fazia parte do dia a dia dos moradores da Capital – e também dos que habitavam as cidades que ficam às margens dos rios que compõem o delta do Jacuí.

A doca do armazém B3 nos anos 1960. 
Foto: José Abraham, acervo de Alfonso Abraham.

Era dali que saíam os barcos de passeio e excursões. Era ali que chegavam as embarcações repletas de laranjas e bergamotas vindas da região do Taquari. Quem comprava em quantidade conseguia preços vantajosos, e muitos cruzavam a cidade para adquirir as frutas.

A doca por outro ângulo, com o antigo prédio da Secretaria da Educação em destaque. 
Foto: José Abraham, acervo de Alfonso Abraham.

Um faquir chamado Silk, certa feita, fez da doca o palco de demonstração da sua habilidade. Mergulhou acorrentado dentro de um saco e, minutos depois, veio à tona para alívio geral dos espectadores.
A partir de hoje, com a inauguração da linha de catamarãs entre Guaíba e Porto Alegre, a doca do armazém B3, onde fica o terminal, poderá reviver, quem sabe, seus movimentados dias do passado.
Fonte: Almanaque Gaúcho Ricardo Chaves, Blog Almanaque Gaúcho.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Travessia Porto Alegre – Guaíba: Uma viagem no tempo

Século XX 
Antes da década de 60

Passageiros e Cargas - 1936

Veículos de Cargas/Passageiros -1958

Década de 80
(Experiências malogradas)

Barcas Réia e Tétis - 1981

Catamarã Navetur I

Século XXI

2011

Catamarã CatSul I/Viagem inaugural - 27/10/2011.


27/10/2011 - CatSul I (Fortunati, Tarso e Villaverde)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Como foi a construção da Ponte do Guaíba

Do orgulho à encrenca

Luís Bissigo *

A ponte do Guaíba foi a solução para um baita problema. Hoje ela é um baita problema que aguarda solução.

Imagens da construção da ponte do Guaíba. 
Fotos: José Abraham/Acervo de Alfonso Abraham.

Nos anos 1950, as estradas que ligavam o resto do país à capital do Estado esbarravam no quase intransponível Delta do Jacuí para ir ao sul, e mesmo ao oeste. A ligação era feita por barcas do Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) que saíam da Vila Assunção, levando veículos e passageiros numa viagem de 20 minutos – mais outros 40 minutos para embarque e desembarque.


Em 1953, quando o movimento era de 600 veículos e mais de mil passageiros por dia, o sistema exigia alternativas. Cinco anos depois, em 28 de dezembro de 1958, foi inaugurado o complexo de quatro pontes da sonhada travessia rodoviária, que foi denominada Régis Bittencourt, em homenagem ao primeiro diretor do DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem). Em 1962, o governador Leonel Brizola mudou o nome da ponte do Guaíba para Travessia Getúlio Vargas, mas o nome não foi reconhecido pelo governo federal.


A parte mais vistosa e complexa da obra foi a construção do vão móvel, que se tornou um dos cartões-postais da cidade. Sustentado por quatro torres de 43m de altura, um trecho de 58m de extensão – que pesa 400 toneladas – pode ser elevado mecanicamente a 24m, permitindo a passagem de embarcações de médio porte.


O que já foi tecnologia de ponta e orgulho gaúcho agora causa a inconveniente interrupção do fluxo de 40 mil veículos por dia e se revela uma grande encrenca.

Pane no sistema de freios do vão móvel paralisa o trânsito de veículos 
na ponte do Guaíba. Foto: Fernando Gomes, BD, 01/10/2010.

Os engenheiros alemães autores do projeto previram que poderíamos ter problemas 35 anos depois da inauguração. Como a ponte tem 53 anos e nada foi feito, aí estão eles. Estamos 18 anos atrasados. Dá para entender? (Colaborou Alfonso Abraham)


* Almanaque Gaúcho/Ricardo Chaves

Fonte: Blog Almanaque Gaúcho, Almanaque Gaúcho.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ISPS Code *: O porto da Capital é porto de tráfego internacional de cargas (longo curso)?

Em 2010, os portos públicos gaúchos - Rio Grande e Porto Alegre, movimentaram 13.060.940 toneladas na navegação de longo curso. Ver Tabela 2.1.6. Mas a movimentação de cargas na navegação de longo curso não se esgota nos portos públicos, pois parte significativa dessa movimentação ocorre nos terminais de uso privativo (TUP's), que movimentaram 8.521.066 toneladas (excluída a movimentação do Terminal Almirante Soares Dutra - TEDUT, localizado na costa gaúcha, Tramandaí/RS). Ver Tabela 2.1.7

Excluindo a movimentação do TEDUT (offshore), a movimentação total (portos públicos + TUP's) na navegação de longo curso é de 21.582.006 toneladas (100%). A movimentação de cargas com navios de tráfego internacional no Porto de Rio Grande e TUP's marítimos localizados no entorno é de 21.117.279 toneladas, representando uma participação de 97,85% da navegação de longo curso no Rio Grande do Sul. Em consequência, a movimentação de longo curso no porto da Capital, que movimentou 464.727 toneladas em 2010, representa apenas 2,15% do total movimentado no tráfego internacional no RS.

Os números acima constam do Anuário Estatístico Aquaviário/2010, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), e mostram que o Porto de Porto Alegre apresenta um a movimentação residual em termos de tráfego internacional (longo curso). Não é, portanto, um porto cuja movimentação de longo curso (tráfego internacional) justifique despesas de capital com a implantação do ISPS Code.

Fonte: Agência Nacional de Transportes Aquaviários,Antaq.

* International Ship and Port Facility Security Code (ISPS) consists of a comprehensive set of measures to enhance the security of international shipping and port facilities. The Code’s objective is to provide a standardised and consistent framework for evaluating risk, as well as preventing and combating acts of terrorism and sabotage. The Code applies to all ships which operate in international traffic and all ports that serve such vessels.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Assembléia Legislativa debate sistema hidroviário do RS

Hidrovias em discussão na ALRS (Foto: Marco Couto/Agência ALRS)

A Comissão de Segurança e Serviços Públicos da ALERGS realizou segunda-feira (24)  audiência pública sobre o tema “Sistema Hidroviário no Rio Grande do Sul", para tratar da expansão do setor à luz dos aspectos geográficos do Estado.

O deputado Luis Fernando Schmidt (PT), presidente da Comissão, ressaltou a importância  das hidrovias gaúchas e a necessidade do transporte multimodal para o desenvolvimentdo Rio Grande do Sul. O parlamentar afirmou que é necessário de transformar o investimento no sistema hidroviário numa política de Estado, independente de governos. 

O deputado Carlos Gomes (PRB), proponente do evento, enfatizou que audiência pública possibilitou a troca de informações entre autoridades, especialistas e usuários do sistema hidroviário gaúcho. Avaliou que os investimentos públicos em dragagem são insignificantes em comparação ao que é gasto na manutenção de rodovias. Disse ainda que existe um passivo de obras de dragagem, e que sua execução é necessária ao escoamento produção de muitas regiões do Rio Grande do Sul. 

O representante do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge/RS), engenheiro Hermes Vargas dos Santos, discorreu sobre o sistema hidroviário do RS mostrando que da década de 70 até hoje ocorreu uma diminuição significativa do total de cargas transportadas pelas hidrovias no estado.  Ele considera fundamental que o Rio Grande do Sul volte a ter uma política hidroviária, materializada num plano hidroviário atualizado, com objetivos e metas claramente definidas.

Também participaram da audiência pública representantes da Antaq, AHSul, Seinfra, ABTP, Marinha do Brasil, Sindicato dos Armadores do RS, SUPRG, SPH, Ulbra, Fiergs, Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do RS, além de secretários municipais e vereadores. 

Fonte: Assembléia Legislativa do RS, http://www.al.rs.gov.br.

Cálculo On-Line: Flutuabilidade de Tubulações de Descarga de Dragagem


Para executar os cálculos clique no link Matemática Superior

Fonte: Matemática Essencial. Ulysses Sodré

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A importância dos canais artificiais para a navegação

por Sílvio dos Santos *

Os primeiros canais de navegação foram construídos antes da invenção das estradas de ferro e se tornaram o embrião da integração modal. O primeiro canal artificial foi o Grande Canal da China no século VI, na Europa o Navíglio Grande ligou Milão ao Mar Adriático no século XI e na França o Canal de Briare em 1642.

Na segunda metade do século XVIII nos Estados Unidos, surgiram os primeiros planos e projetos para a construção de canais artificiais ligando os rios navegáveis a áreas produtivas e também às principais cidades do próspero nordeste americano. Nesse período que se estende até 1830, denominado de Febre dos Canais, os estados do nordeste americano investiram pesadamente na construção de canais, barragens e eclusas, e estruturaram a rede de navegação fluvial.

O mesmo fenômeno ocorreu na Europa até a invenção da ferrovia, em 1825, que tomou o lugar da navegação fluvial como o transporte mais importante da época, pois a navegação fluvial atendia apenas as regiões banhadas pelos canais e rios navegáveis, enquanto as estradas permitiam somente o pequeno tráfego de cavalos e carroças.

Outros canais importantes foram construídos como o Canal do Midi, do Reno ao Danúbio, o Canal do Norte, o Canal do Marne do Reno, do Reno ao Ródano.

Principais canais artificiais de navegação: confira as datas de construção e localizações

Referência bibliográfica
Copyright © 1999-2005, Jean-Paul Rodrigue, Dept. of Economics & Geography, Hofstra University, Hempstead, NY, 11549 USA.

* Sílvio dos Santos foi gerente de Transportes Hidroviários e Marítimos da Secretaria de Infra-Estrutura de Santa Catarina e conselheiro dos CAPs dos portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. Mestre em engenharia pela UFSC, atualmente está cursando doutorado. Iniciou sua vida profissional como engenheiro da Cia. do Metropolitano de SP e trabalhou também na Ferrovias Paulistas S.A. (Fepasa), Ferrovia Norte Brasil (Ferronorte) e no Escritório Técnico Figueiredo Ferraz. Seus cursos de especialização em navegação fluvial, portos e ferrovias foram realizados na França com bolsa da ACTIM. Professor de Planejamento de Transportes na Poli-USP, no IME e na Universidade Católica de Santos, onde também lecionou a disciplinas Portos e Navegação Fluvial. Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi professor de Ferrovias e Portos, Rios e Canais, durante o estágio de docência. Na Única, em Florianópolis, lecionou a disciplina Transportes e Seguros do Curso de Administração em Comércio Exterior. Atualmente, é engenheiro do Laboratório de Transportes e Logística no convênio da Secretaria Especial de Portos (SEP) com a UFSC. silvio@labtrans.ufsc.br

Fonte: PortoGente, 24/10/2011. Transporte Modal/Comércio Internacional

sábado, 22 de outubro de 2011

Política portuária sem rumo

por Carla Diéguez *


Temos sido brindados diariamente com notícias sobre os rumos da política portuária nacional. Primeiro, fala-se em centralização da política portuária, depois se discorre sobre a ineficiência dos portos e da política portuária empreendida atualmente, mais a frente volta a cena a necessidade de maior investimento nos portos por parte do empresariado. Ou seja, o que nos parece é que a política portuária nacional segue novamente sem rumo.

Para melhorar os portos, tomam-se como exemplos as políticas portuárias internacionais. A bola da vez é a China, que possui os portos com maior movimentação de contêineres do mundo, mas, o que é importante lembrar, administrados pelo Estado chinês. Outrora já foram Bélgica e Holanda. Pergunto-me, até quando vamos nos basear em receitas estrangeiras para resolver os problemas dos nossos portos?

Neste imbróglio, o discurso de Fernando Fialho aparenta lucidez diante do processo. Mesmo com toda a pujança dos portos chineses, o diretor-presidente da Antaq manda de lá o recado: o nosso Estado não tem como manter os nossos portos, e se o setor portuário privado quer eficiência e rapidez nas operações, terá que investir na infra e na superestrutura, através das Parcerias Público-Privadas. Ou seja, não adianta anotarmos a receita do bolo chinês, se em casa nos faltam os ingredientes para fazer o bolo crescer.

Este discurso, contudo, conflita com o do ministro Leônidas Cristino, que fala sobre maior intervenção pública nas Autoridades Portuárias e a continuação da licitação para a concessão de portos públicos. Aliando este processo a demora das autorizações e licenças envolvendo tantos outros ministérios que dão suporte as atividades portuárias, os investimentos propostos por Fialho, assim como o seu discurso, parecem cair no vazio.

A verdade é que a política portuária nada contra a maré, sem rumo, sem bússola, sem leme e, pior, sem capitão.

Para você, qual a melhor política para o setor portuário?

1) Concessão das Autoridades Portuárias ao setor privado aliada ao modelo atual (concessão de terminais e operações portuárias ao setor privado);

2) O atual modelo, com APs estatais e terminais e operações portuárias privadas, mas com maior participação do setor privado na construção de terminais;

3) O atual modelo com redefinição dos papéis das demais autoridades envolvidas na política portuária;

4) Outro modelo.

Fonte: PortoGente, Colunas/Porto Ciência.



* Carla Regina Mota Alonso Diéguez é mestre em Sociologia pela USP (2007), com ênfase em sociologia do trabalho, e bacharel em Ciências Sociais pela Unesp (2001). Atualmente, é docente e pesquisadora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo com atuação nas linhas de pesquisa sociologia do desenvolvimento e sociologia do trabalho e doutoranda em Ciências Sociais pela Universidade de Campinas (Unicamp). E-mail: cadieguez@hotmail.com.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Polícia Federal apreende areia retirada do rio Jacuí

Operação, na quarta-feira, fiscalizou extração irregular em 80 quilômetros

Ações conjuntas serão intensificadas para coibir danos ao meio ambiente 
Crédito: DIVULGAÇÃO POLÍCIA FEDERAL/CP

A Polícia Federal divulgou ontem o balanço da operação de fiscalização de embarcações que atuam na extração de areia ao longo do leito do rio Jacuí. Mais de 80 quilômetros foram percorridos na quarta-feira passada, com o objetivo de identificar a extração irregular do minério, quando a dragagem é feita fora da distância regulamentar da margem, prevista na legislação ambiental, ou por empresas que não possuem licença ou concessão para a exploração.

A ação teve apoio da Brigada Militar e da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente, da Polícia Federal. Pelo menos 30 embarcações foram utilizadas para operar entre Porto Alegre e General Câmara. Durante a fiscalização, uma draga de sucção, carregada com 257 metros cúbicos de areia, foi apreendida por estar com a licença de operação vencida. O proprietário vai responder por extração de recursos minerais irregular.

Já a empresa concessionária da área de onde a areia foi retirada será investigada. As informações serão repassadas à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para que sejam tomadas as medidas administrativas. De acordo com a Polícia Federal, a extração de areia fora dos limites estabelecidos causa danos irreparáveis ao meio ambiente, como, por exemplo, a degradação das margens dos rios e o desaparecimento de praias e ilhas, com prejuízos à fauna e à flora da região.

As ações de fiscalização serão intensificadas com a instalação da base do Grupo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal às margens do Guaíba.

Fonte: Correio do Povo, 21/10/2011. Geral

Sistema Hidroviário do RS em pauta na Assembleia Legislativa

N/M Professor Lelis Espartel (Foto: Hermes Vargas dos Santos)

Uma audiência pública da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa promoverá a discussão, na próxima segunda-feira (24), sobre as condições do sistema hidroviário no Rio Grande do Sul. Proposto pelo deputado Carlos Gomes, o encontro tratará da relação entre as possibilidades geográficas do Estado e a expansão do setor, buscando caminhos para estimular o modelo de transporte. Esta é mais uma das tantas audiencias já realizadas pela Assembléia, sem resultado prático.

Segundo informações da Celulose Rio Grandense, a empresa tem uma produção anual de 450 mil toneladas. Desse total, 400 mil são transportados para Rio Grande por meio de barcaças. “Essas 400 mil toneladas caberiam em mais de 13 mil caminhões, dependendo do modelo até 14 mil veículos que deixam de trafegar por nossas estradas, evitando acidentes e desgaste das rodovias. Um exemplo claro de como esse meio de locomoção, além de mais econômico, ajuda a poupar vidas”, destaca Carlos Gomes, que planeja a possibilidade da criação de uma Frente Parlamentar para viabilizar o transporte hidroviário no Estado.

Foram convidados representantes do Poder Executivo Estadual, dos municípios, além de instituições e entidades envolvidas no tema. Já está confirmada a presença dos representantes do Porto de Rio Grande, Dirceu Silva Lopes e Luiz Gustavo Garima; do diretor de Hidrovias da Superintendência de Portos e Hidrovias do Estado, Pedro Homero Flores Obelar; do representante do Comando da Marinha do Brasil, Sérgio Luís Corrêa de Vasconcelos; do professor da Unisinos João Hermes Junqueira; do presidente do Sindicato dos Armadores de Navegação Interior dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul (Sindarsul), Fernando Ferreira Becker.

Fonte: Integração Notícias, 20-10-2011. Notícias

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Banco da Ilha da Pólvora: Boia de bifurcação (VEV) garrou, e está próxima à Ilha das Balseiras

A boia de bifurcação do Banco da Ilha da Pólvora, situada em frente às instalações da Fundação Zoobotânica/SEMA, garrou e se encontra adernada entre a Ilha Mauá e a Ilha das Balseiras, conforme é mostrado na figura abaixo. A informação é de Mário Vasconcelos, ex-servidor do DEPRC (atual SPH) e morador da Ilha da Pintada.

CN 2109 - Ilha da Pólvora, Boia de Bifurcação (VEV)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O conhecimento da batimetria dos oceanos deu segurança à navegação

por Sílvio dos Santos *

No século XIX, a morfologia do fundo dos mares e as suas profundidades eram desconhecidas, principalmente em oceano aberto, pois as medições existentes eram imprecisas e em número bastante reduzido. Desde o século XVI, alguns navegadores portugueses, tinham realizado algumas sondagens esporádicas em oceano aberto, tendo obtido resultados que sugeriam diversidade na distribuição das profundidades. No entanto, a sondagem com fio de prumo, que se utilizava na época para as grandes profundidades, era bastante demorada, trabalhosa e pouco precisa, e por isso só feita muito esporadicamente.

O conhecimento do fundo dos oceanos interessava apenas as empresas de navegação e a uma pequena comunidade de alguns cientistas, mas de um modo geral a comunidade não reconhecia qualquer interesse importante neste tipo de investimento. Neste contexto, a idéia geral instalada era a de que os fundos oceânicos profundos eram bastante aplainados e de morfologia bastante suave, e o que o mais importante era conhecer as baias, enseadas e seus canais de navegação de acesso aos portos.

A quantidade de medições de profundidade (sondagens batimétricas) em oceano aberto foi significativamente ampliada no século XIX quando começaram a serem efetuados alguns levantamentos batimétricos no Atlântico Norte e no Mar das Caraíbas. A carta batimétrica do Atlântico Norte, de Matthew Maury, publicada em 1854, foi provavelmente a primeira em que se representaram as montanhas submarinas no meio do oceano, as quais Maury denominou de "Middle Ground". Estas elevações foram mais tarde confirmadas quando dos trabalhos de mar preparatórios do lançamento do cabo telegráfico transatlântico.

A ampliação dos conhecimentos realizada cerca de meio século após a publicação do mapa de Maury é bem evidente quando se compara esta com a carta batimétrica editada em 1911, e onde é bem visível já o esboço da crista médio-atlântica.

Mapa de Maury, publicado em 1854, e carta batimétrica de 1911

Somente após a 2ª Guerra Mundial (1914-18) e que foi desenvolvida uma nova técnica para a batimetria: a eco-sondagem. Com essa técnica foi possível ter uma visão global e mais precisa da batimetria dos oceanos. A eco-sondagem baseia na emissão de um som, a partir do navio, o qual se propaga até ao fundo, sendo nele refletido. O som refletido é captado no navio, e o tempo entre a emissão e recepção é rigorosamente medido. Com o conhecimento da velocidade do som na água do mar, é determinada a profundidade no local.

O sonar é a sigla em inglês de Sound Navigation And Ranging, ou "navegação e determinação da distância pelo som". É um instrumento auxiliar da navegação marítima. Este sistema inicialmente era empregado na localização de submarinos (em guerras), mas hoje em dia é também usado no estudo e pesquisa dos oceanos (determinação de profundidades ou de depressões) e na pesca, para a localização de cardumes. O sonar permite obter imagens mais detalhadas que o ecobatímetro, pois utiliza o ultra som.

Perfis de um sonar e de um ecobatímetro

Embarcação com ecobatímetro

Referências

Leighly, J. (ed) (1963) The Physical Geography of the Sea and its Meteorology by Matthew Fontaine Maury, 8th Edition, Cambridge, MA: Belknap Press. Cited by R.D. Knowles (2005) "Transport Shaping Space", Fleming Lecture in Transportation Geography, AAG Annual Meeting, Denver, Colorado.



* Sílvio dos Santos foi gerente de Transportes Hidroviários e Marítimos da Secretaria de Infra-Estrutura de Santa Catarina e conselheiro dos CAPs dos portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. Mestre em engenharia pela UFSC, atualmente está cursando doutorado. Iniciou sua vida profissional como engenheiro da Cia. do Metropolitano de SP e trabalhou também na Ferrovias Paulistas S.A. (Fepasa), Ferrovia Norte Brasil (Ferronorte) e no Escritório Técnico Figueiredo Ferraz. Seus cursos de especialização em navegação fluvial, portos e ferrovias foram realizados na França com bolsa da ACTIM. Professor de Planejamento de Transportes na Poli-USP, no IME e na Universidade Católica de Santos, onde também lecionou a disciplinas Portos e Navegação Fluvial. Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi professor de Ferrovias e Portos, Rios e Canais, durante o estágio de docência. Na Única, em Florianópolis, lecionou a disciplina Transportes e Seguros do Curso de Administração em Comércio Exterior. Atualmente, é engenheiro do Laboratório de Transportes e Logística no convênio da Secretaria Especial de Portos (SEP) com a UFSC. silvio@labtrans.ufsc.br

Fonte: PortoGente, 18-10-2011. Colunas/Transporte Modal

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Secretário de Obras fiscaliza instalações do terminal da Hidrovia Porto Alegre/Guaíba

Na manhã desta segunda-feira (17), o secretário de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, Luiz Carlos Busato, esteve no galpão B3 do Cais do Porto para fiscalizar as instalações do terminal de acesso ao catamarã na capital. O transporte ainda não foi liberado, pois algumas adequações devem ser efetuadas. Na próxima quinta-feira (20), às 14h, será realizada a inspeção do barco e do terminal de Guaíba.

Foto destaque
Secretário Busato esteve no galpão B3 do Cais 
do Porto para fiscalizar as instalações do terminal

De acordo com Busato, no terminal de Porto Alegre o acesso para cadeirantes ainda terá de ser construído. "Temos que adequar a entrada ao catamarã para pessoas com deficiência, bem como a cobertura e o corrimão para auxiliar os idosos". O titular da Secretaria de Obras destacou, ainda, que as instalações do terminal estão muito boas, o ambiente é climatizado, os sanitários e as catracas estão devidamente adequados.

O diretor de Transportes do Metroplan, Antônio Damiani, explicou que a Marinha havia liberado a rota e os barcos, mas a Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, por meio da Metroplan, é responsável pelo transporte de passageiros. "Temos de nos certificar, em nome do Governo do Estado, de que as embarcações e os terminais estão seguros para a população", explico Damiani. Acompanhou a visita o diretor da CatSul, Carlos Bernaud.

Catamarã

O transporte hidroviário entre Porto Alegre-Guaíba é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano. A ação atende, além dos municípios de Porto Alegre e Guaíba, as cidades de Arroio dos Ratos, São Jerônimo, Charqueadas e Eldorado do Sul, por meio da integração física ao terminal de Guaíba.

O novo meio de transporte oferece 120 poltronas estofadas e TVs de LCD. A cabine de passageiros é protegida de chuva e vento. A expectativa é que duas mil pessoas usem o serviço diariamente. Os 15 quilômetros do percurso devem durar de 20 a 25 minutos. O contrato do novo modal foi firmado entre a Secretaria e a empresa Catsul Guaíba. Nos primeiros dias de viagens as tarifas serão promocionais, custando R$ 6 durante a semana e R$ 7, sábados e domingos. Após estes dias, as passagens custarão R$ 7.

Texto: Assessoria de Imprensa
Foto: Walter Fagundes
Edição: Redação Secom - fone (51) 3210-4305

Fonte: Portal do Estado do RS, http://www.estado.rs.gov.br.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Hidrovias do RS têm o pior índice de eficácia dos balizamentos de acesso portuário do Sul


ÍNDICE DE EFICÁCIA DE UM BALIZAMENTO OU SINAL NÁUTICO


O “Índice de Eficácia” é uma figura de mérito recomendada pela IALA e adotada pelo Brasil, e utilizada como parâmetro para a avaliação da qualidade dos serviços de manutenção dos balizamentos existentes em território nacional ou nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB).

a) o “Índice de Eficácia”, também denominado “disponibilidade”, é definido como a probabilidade de um sinal náutico estar continuamente operando em qualquer intervalo de tempo aleatoriamente escolhido, ou por extensão, uma estimativa dessa probabilidade. Pode ser calculado dividindo-se o tempo em que o sinal operou corretamente pelo tempo total em que deveria ter operado corretamente; 

b) de acordo com a IALA, são quatro as categorias de Índice de Eficácia para um sinal náutico ou sistema de sinais: 

- Categoria 1: faróis guarnecidos e luzes de alinhamento: 99,8%; 
- Categoria 2: sinais fixos em geral, auxílios radioelétricos e bóias de grande porte: 99%; 
- Categoria 3: bóias luminosas em geral: 97%; e 
- Categoria 4: eficácia mínima aceitável: 95%.

c) para efeitos de avaliação e controle de um balizamento, o Índice de Eficácia adotado no Brasil é o de 95%; 

d) concorrem para a degradação da qualidade de manutenção de um balizamento e, portanto, reduzem seu “Índice de Eficácia”, os seguintes fatores:

- posicionamento irregular do sinal (bóias fora de posição, à deriva ou desaparecidas); 
- característica luminosa irregular (sinais apagados, exibindo luz fixa ou com setor de visibilidade alterado ou obstruído); 

- alcance luminoso em desacordo com o estabelecido nos documentos náuticos; e

- reconhecimento diurno do sinal náutico prejudicado em decorrência de mau estado de conservação, ou pela falta de algum componente de sua estrutura.


Fonte: Marinha do Brasil, CAMR.

sábado, 15 de outubro de 2011

Sinalização Náutica: Bóia garrada no Rio Guaíba

Garrou* a bóia de número 126 do Canal do Leitão, no Rio Guaíba, em Porto Alegre, indo encalhar na costa sul da Ponta Grossa.

Além da ausência da marca de sinalização no canal de navegação, há o risco à navegação, pela possibilidade de tornar-se um obstáculo à deriva no rio.

A foto ao lado, de Luiz Paulo Castro, mostra a bóia encalhada na Ponta Grossa.


As boias são fixadas por uma corrente a uma poita, que é um bloco de concreto depositado no leito do rio.


Com uma subida das águas, a bóia voltará a flutuar e, dependendo dos ventos, poderá retornar ao rio, flutuando à deriva.
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(*) O verbo "garrar" é pouco conhecido e comumente confundido com "desgarrar". Garrar, do espanhol, significa "deslocar-se em virtude de haver-se desunhado sua âncora (ou poita, no caso da bóia) por ação do vento, maré ou correnteza" (Aurélio, a não ser o parêntesis). Gráfico: Luiz Paulo Castro

Fonte: www.popa.com.br, Notícias.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Travessia Porto Alegre - Guaíba: CatSul suspende passeio gratuito

A CatSul suspendeu os passeios gratuitos na travessia Porto Alegre-Guaíba, programados para ontem e hoje. A decisão atende à determinação da Metroplan de vistoriar o barco que fará a travessia a partir de 28 de outubro. A CatSul esclarece que a embarcação já foi examinada e liberada pela Marinha do Brasil, a quem cabe a fiscalização e autorização do equipamento para o transporte marítimo e fluvial, conforme legislação em vigor. A operação comercial na travessia terá 14 horários em cada sentido. Nos sábados, domingos e feriados, serão sete horários.

Fonte: Correio do Povo, 14/10/2011. Geral

História Naval: João Cândido e o Integralismo

Ficheiro:Joao Candido.jpg
Marinheiros durante a Revolta da Chibata, com João Cândido ao centro, em 1910.

João Cândido - A adesão ao Integralismo

Em 1933 foi convidado e aderiu à Ação Integralista Brasileira, movimento nacionalista de direita inspirado no fascismo italiano fundado em 1932 pelo escritor Plínio Salgado, chegando a ser o líder do núcleo Integralista da Gamboa, bairro portuário da cidade do Rio de Janeiro. Em entrevista ao historiador Hélio Silva, gravada em 1968 e arquivada no Museu da Imagem e do Som (MIS), João Cândido declarou manter sua amizade com Plínio Salgado e de ter orgulho em ter sido integralista. O Integralismo permitia que mulheres e negros se filiassem ao partido, no que se diferenciava do nazismo. João Cândido, que era sobretudo um ex-militar que sonhava voltar à Marinha de Guerra, foi muito assediado por parte de oficiais da Marinha para que fizesse parte do movimento integralista, com a promessa de reintegrá-lo. Muitas personalidades na época aderiram ao Integralismo: o líder negro Abdias Nascimento e o bispo Dom Hélder Câmara são alguns exemplos.

Master Of The Seas

Fonte: Wikipédia, João Cândido.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Movimentação do Porto de Porto Alegre apresenta redução de 1,81 % em relação ao ano passado

Movimentação em Toneladas

Fonte: SPH, Estatísticas Portuárias.

Travessia hidroviária Porto Alegre – Guaíba recomeçará em 27 de outubro

by Gilberto Simon

Empresa vencedora da licitação fará viagens gratuitas até sexta-feira

O diretor da CatSul, empresa gaúcha que venceu a licitação para reativação da travessia entre Porto Alegre e Guaiba, Carlos Bernaud, anunciou nesta terça-feira que a inauguração da ligação hidroviária irá ocorrer no dia 27 deste mês. O anúncio ocorreu junto ao ancoradouro da estação hidroviária, na cidade de Guaíba, cujas obras estão em fase de acabamento.

Com isso, as operações de transporte dos passageiros, que inicia no dia 28, terá 14 horários em cada sentido, de segunda a sexta-feira, e sete horários aos sábados e domingos. O tempo da travessia ficará em 20 minutos e o desembarque e embarque, no porto da Capital, será na área do Cais que serviu ao Grêmio Náutico União.

Bernaud lembrou ainda que o valor da passagem será de R$ 7,00, sendo que, de segunda a sexta-feira, a tarifa será promocional no valor de R$ 6,00. A compra da passagem poder ser feita com antecedência e o pagamento com cartão de débito.

Transporte hidroviário atingiu auge em 1953

O transporte hidroviário entre Porto Alegre e o município vizinho foi interrompido em 1960, quando houve o estabelecimento da ligação entre as duas cidades por via rodoviária, com a inauguração das pontes em 1958, e o incremento da indústria automobilística. A estrutura construída em 1940, atingiu o auge em 1953, quando as quatro embarcações que realizavam o serviço transportavam cerca de 600 veículos e mais de mil passageiros por dia.

A empresa também irá divulgar o novo serviço, já a partir desta quarta-feira, com o transporte experimental aos moradores de Guaíba. Nesta quarta-feira, serão duas viagens: às 11h e 15h. Até sexta-feira ocorrerão novas viagens gratuitas.

Fonte: Blog PortoImagem, PortoImagem.

* Veja o sítio da empresa CatSul, Travessia Porto Alegre-Guaíba.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Porto do Rio Grande recebe casco da Plataforma P-58

Devido ao tamanho da embarcação, foi necessária manobra especial 
para entrada da estrutura no Porto (Foto: Claudio Fachel \ Palácio Piratini)

O Porto do Rio Grande recebeu, nesta terça-feira (11), o Navio MT Welsh Venture, que será transformado no casco da Plataforma P-58. Foram dez horas de operação até o navio atracar no cais do Porto Novo, no canteiro da Queiroz Galvão. Esta é a segunda estrutura deste tipo a ser construída na cidade.

A operação iniciou às 4h com a chegada dos práticos a bordo do navio. Às 7h10min, o navio estava localizado na entrada do canal de acesso ao Porto, em frente aos Molhes da Barra. Às 11h45min, o navio foi fundeado na chamada área Eco, próximo ao terminal da Braskem. A operação recomeçou por volta das 14h30min e a atracação só ocorreu às 16h15min. Durante este período, a entrada e saída de navios do Porto e Rio Grande esteve suspensa, mas as operações de carga e descarga forma realizadas normalmente. Devido ao tamanho da embarcação, foi necessária a realização de uma manobra especial para entrada no porto, supervisionada pela Capitania dos Portos.

De acordo com o superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, a importância da P-58 é a tradução da política naval no Brasil, onde a cidade do Rio Grande colhe frutos. "Nós tivemos uma operação bastante tranquila. Agora temos aqui a tradução em geração de emprego e renda de uma política acertada de Lula e continuada por Dilma. Nós temos um grande período pela frente de crescimento. Essa foi uma das três plataformas que entrarão em seis meses aqui na cidade", destacou.

Segundo o superintendente, a chegada da estrutura representa a consolidação do Polo Naval gaúcho. "O que nós estamos presenciando aqui na planta da Quip e ali no Dique Seco são a implantação e a consolidação do Polo Naval no RS. Nós colhemos os frutos que o governo brasileiro plantou ao acertar em trazer para cá aquilo que era feito lá fora. Agora é aproveitar esse momento de desenvolvimento sócio-econômico". Além disso ressalta que a plataforma vai trazer mais empregos para a cidade.

P-58

A plataforma é uma unidade flutuante do tipo FPSO que produz, processa, armazena e escoa petróleo, com capacidade de produção de 180 mil barris de óleo/dia, de compressão de 6 milhões de metros cúbicos de gás/dia, de injeção de água de 350 mil barris/dia e de acomodações para 110 pessoas. O término dos serviços em Rio Grande e a saída do Porto Novo estão previstos para junho de 2013. No total, o investimento na construção da P-58 está orçado em 1,34 bilhões de dólares.

Texto: Lorena BarrosGaribaldi
Edição: Redação Secom (51) 3210-4305

Fonte: Portal do Estado do RS, Portal RS.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Prefeitura discute mais uma etapa do Cais Mauá

10/10/2011 18:28:15

Ilustração: Projeto Cais Mauá/Divulgação

Amanhã, 11, às 9h, ocorre reunião da Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge), na Secretaria de Planejamento Municipal. A comissão, formada por secretarias e departamentos da prefeitura, irá discutir as diretrizes para a aprovação do Termo de Referencia (TR), que relaciona os documentos que devem integrar o Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) do empreendimento Cais Mauá.

Com a emissão do TR na Cauge, a prefeitura cumpre, no prazo estipulado pelo prefeito, mais uma etapa necessária ao processo de aprovação do estudo de viabilidade do empreendimento. Emitido o TR pela Cauge, o mesmo deve ser aprovado pelo CMDUA e homologado pelo prefeito.

O próximo passo é a contratação do EIA-RIMA pelo empreendedor, com base no TR entregue. O EIA-RIMA, após elaborado pelo empreendeedor, é apresentado ao município, na Cauge, onde todas as secretarias fazem suas análises e, após aceito, marca-se uma audiência pública para conhecimento pela comunidade. Depois desta etapa, aprova-se o estudo de viabilidade na Cauge e no CMDUA. Por fim, são aprovados os projetos arquitetônicos e executivos necessários.

Fonte: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, PMPA.

domingo, 9 de outubro de 2011

Travessia Rio Grande - SJN: Barco pesqueiro bate em lancha de passageiros em Rio Grande

Ao perceberem a aproximação, passageiros correram para outro lado do barco, e não se feriram.

Cerca de 60 passageiros estavam na lancha Mara no momento do acidente
Foto:Roberto Witter, Agência RBS

Roberto Witter, de Rio Grande | roberto.witter@gruporbs.com.br

Um barco pesqueiro bateu em uma lancha de passageiros que realizava a travessia entre São José do Norte e Rio Grande, no sul do Estado. O acidente ocorreu na manhã deste sábado, no canal Miguel da Cunha, na Lagoa dos Patos. 

A Lancha Mara havia saído da hidroviária de São José do Norte às 9h30min. Quando faltavam cerca de cinco minutos para concluir o trajeto, que leva cerca de 30 minutos, a embarcação de passageiros foi atingida na lateral esquerda pelo pesqueiro Rosa do Mar, de São José do Norte. 

A colisão entre as embarcações aconteceu próximo do Porto Velho de Rio Grande, em frente ao cais de atracação das balsas que transportam veículos entre os dois municípios.

Foto: Roberto Witter, Agência RBS

No momento do abalroamento, cerca de 60 passageiros estavam na lancha Mara, que tem capacidade para 113 pessoas, sendo 110 passageiros e três integrantes de tripulação — que realizam os serviços de pilotagem e atracação do barco.

— Os passageiros que estavam no lado atingido perceberam que o pesqueiro vinha na nossa direção. Tentamos desviar ao máximo. Como as pessoas viram que o barco ia nos atingir, correram para o outro lado da lancha. Por isso, ninguém se machucou. Cerca de três minutos antes esse mesmo barco já tinha quase batido em um rebocador — conta Ubirajara Costa, mestre da Lancha Mara.

No canal Miguel da Cunha, a velocidade máxima permitida para as embarcações é de 5 milhas*, cerca de 8 km/h. A embarcação Rosa do Mar foi apreendida pela Capitania dos Portos e está atracada em Rio Grande. Um inquérito será aberto para apurar as circunstâncias do acidente.

Fonte: ZERO HORA, Geral.

* Nota do Editor: A velocidade acima referida é, na verdade, de 5 nós (5 milhas por hora), sendo que cada milha náutica vale 1852 metros. Essa velocidade corresponde a 9,26 quilômetros hora.

sábado, 8 de outubro de 2011

Rio Grande: Porto realiza embarque de oito mil animais para Jordânia e Turquia

Porto realiza embarque de oito mil animais para Jordânia e Turquia
(Foto: Leandro Domingues)

O Porto do Rio Grande está realizando o quarto embarque de gado deste ano. Ao todo, oito mil novilhos serão embarcados no navio-curral Kenoz, de bandeira panamenha, que está atracado no Porto Novo. Os animais têm como destino a Turquia e a Jordânia. O embarque iniciou na noite desta quinta-feira (6) e teve continuidade durante o dia de hoje (7). A previsão é de que a operação seja finalizada ao meio-dia deste sábado (8).

No mês de setembro, 2.600 animais foram embarcados no navio Neameh. O embarque anterior foi em maio, quando dois mil bovinos embarcaram para o Líbano, que tradicionalmente realiza esse tipo de importação.  A Turquia é considerada um novo mercado para o gado gaúcho, já que a primeira exportação de bovinos para o país foi realizado em setembro do ano passado.

Lorena Barros Garibaldi
Assessoria de Comunicação Social
Superintendência do Porto do Rio Grande


Fonte: Superintendência do Porto de Rio Grande, SUPRG

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

São José do Norte: Protesto impede saída de balsa

Usuários reclamam da precariedade do serviço de transporte hidroviário entre as cidades de Rio Grande e S. José do Norte

Fila de caminhões se estendia ontem por quase 2 quilômetros 
Crédito: PAULO NOZARI/ESPECIAL/CP

Indignados com a longa espera a que são submetidos para fazer a travessia entre Rio Grande e São José do Norte por balsa, caminhoneiros, empresários e outros usuários do serviço realizaram protesto ontem pela manhã. O ato foi realizado em São José do Norte, onde eles trancaram a saída da embarcação com caminhões e impediram a descida dos veículos que chegavam de Rio Grande. A manifestação ocorreu das 10h30min até perto das 12h. Nem mesmo um automóvel da Brigada Militar, que estava na balsa e seguiria para Tramandaí foi liberado.

Conforme Paulo Nozari, diretor da Florestal Pinus Sul Brasil, de São José do Norte, foi um protesto pacífico. "É a única arma que temos para lutar. Tem caminhões que estão há três dias esperando para fazer a travessia. A empresa (responsável pelo serviço) faz quantas viagens quer. Isso está insuportável", salienta o empresário. Ontem, a fila de caminhões se estendia por quase 2 quilômetros, a partir do ponto de atracação da balsa até a entrada da BR 101, no trecho entre São José do Norte e Tavares.

O número de veículos que fazem a travessia aumentou significativamente nas últimas semanas devido ao escoamento da safra agrícola de Santa Catarina, principalmente a de arroz. Depois que foi asfaltada, a BR 101 vem sendo bastante utilizada por caminhões que transportam cargas para o Porto de Rio Grande. Porém, ao chegar a São José do Norte é preciso utilizar a travessia por balsa para dirigir-se ao porto rio-grandino.

Nozari diz que sua empresa vem perdendo prazos de embarques e de vistorias, entre outros problemas, por causa da precariedade do transporte hidroviário entre os dois municípios. Devido à longa espera, de acordo com ele, a Florestal Pinus utiliza oito ou dez caminhões para levar seus produtos até Rio Grande, quando poderia usar apenas dois. "Se não houvesse essa demora, seria possível fazer três viagens por dia", salienta.

O protesto terminou a partir de negociação, via telefone, com o representante da empresa F. Andreis, localizada em Rio Grande, responsável pelo serviço de balsa. A conversa foi intermediada pelo tenente Paulo Sergio Araújo Bitencourt, da Brigada Militar. Ele explicou que precisou intervir porque a manifestação impedia o direito de ir e vir.

Segundo Bitencourt e Nozari, a empresa prometeu que a partir de hoje a embarcação passará a fazer sete viagens por dia, começando o transporte hidroviário de veículos às 6h. A F. Andreis também se comprometeu a colocar, no final deste mês, mais uma balsa para fazer o serviço, deixando duas em operação.

O diretor da Florestal advertiu que, se não houver cumprimento da promessa, acontecerão novos protestos e, nesses, serão trancadas as saídas da embarcação tanto em São José do Norte quanto em Rio Grande. "Não queremos violência e nem bagunça. Apenas precisamos que o serviço de balsa funcione bem. A região cresceu, a estrada foi asfaltada e a travessia continua como há 10 anos", concluiu o empresário.

Fonte: Correio do Povo, 07-10-2011. Cidades 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Busato anuncia viagem da travessia do Catamarã

Estação Hidroviária/Porto Alegre, 06/10/2011. 
(Foto: Hermes Vargas dos Santos)

A primeira viagem do barco que fará a travessia Porto Alegre/Guaíba acontece no próximo dia 27 de outubro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (05) pelo secretário de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, Luiz Carlos Busato. O novo modal será por meio de embarcações do tipo catamarã. O modelo tem capacidade para 120 passageiros sentados.

Busato lembrou que a iniciativa não atende apenas as duas cidades, mas também aos municípios de Arroio dos Ratos, São Jerônimo, Charqueadas e Eldorado do Sul, por meio de integração física no terminal de Guaíba. "Desde janeiro, quando assumimos a pasta, trabalhamos para a viabilização do transporte hidroviário, inclusive apontando uma rota alternativa", disse.

Viagem Inaugural, 20/12/2010.  (Foto: Rene' Cabrales)

O novo meio de transporte oferece poltronas estofadas, TVs de LCD e ambiente climatizado. A cabine de passageiros é protegida de chuva e vento. Além disso, foram criados dispositivos que facilitam o acesso das pessoas portadoras de pessoas com deficiência física, obesos, gestantes e idosos. A expectativa é de que duas mil pessoas usem o serviço diariamente.

As passagens custarão R$ 7. Os 15 quilômetros do percurso devem durar de 20 a 25 minutos. O contrato do novo modal foi firmado entre a Metroplan e a empresa Catsul Guaíba e homologado pelo Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs).

FonteSecretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, SOPS.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Defeito para lancha com passageiros

Problema ocorreu no meio do canal, entre Rio Grande e São José do Norte.

Embarcação foi retirada do tráfego após inspeção da Capitania dos Portos<br /><b>Crédito: </b> FÁBIO DUTRA / ESPECIAL / CP
Embarcação foi retirada do tráfego após inspeção
 da Capitania dos Portos. (Foto: Fábio Dutra/CP)

A lancha Mara, que atua no transporte hidroviário de pessoas entre Rio Grande e São José do Norte, teve um problema mecânico ontem e parou no meio do canal. Conforme o empresário Paulo Nozari, um dos passageiros, a embarcação, que partiu de Rio Grande às 7h, permaneceu de 15 a 20 minutos sem motor e ninguém informou o que ocorria. "É no mínimo um descaso com os usuários do serviço", afirmou, acrescentando que a lancha que sai às 7h15min passou perto da Mara, com menos da metade do número de pessoas que comporta, e não recolheu os que estavam na embarcação avariada.

Nozari acredita que o problema se deve à falta de manutenção, o que, segundo ele, só acontece quando as lanchas quebram ou a Capitania dos Portos proíbe que sejam usadas. O empresário observa que a licitação da Metroplan referente à concessão do serviço de transporte foi novamente impedida por liminar.

O gerente administrativo da empresa proprietária da Mara, Danúbio Roig, afirma que a lancha parou porque houve rompimento da correia que aciona a bomba da água responsável por resfriar o motor. Segundo ele, a embarcação ficou parada apenas 9 minutos, enquanto a peça era substituída. Roig diz que os passageiros foram informados sobre o que estava acontecendo. "Não houve falta de manutenção, nem riscos ao meio ambiente ou às pessoas que estavam a bordo. Pedimos desculpas aos usuários pelo transtorno", salienta.

A Capitania dos Portos inspecionou a embarcação ainda pela manhã. De acordo com o ajudante do órgão, Hugo Fortes, entre os problemas verificados estão falta de isolamento térmico do motor, vazamento no tanque de expansão e ausência de fita reflexiva nas boias salva-vidas. A empresa foi autuada e a lancha retirada do tráfego. À tarde, outra equipe, mais técnica, fez nova vistoria na Mara, que só deve voltar ao serviço após sanar as falhas.

Na primeira tentativa de licitação do serviço, realizada este ano pela Metroplan, uma das empresas proprietárias de lanchas conseguiu na Justiça fixação de nova data para recebimento de propostas. Foi designado o 26 de setembro e, neste dia, houve nova suspensão por liminares obtidas por outra empresa e pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre. Desta vez, segundo a Metroplan, se questionou especificações técnicas constantes no edital. Agora, o Estado deve decidir se vai tentar caçar as liminares ou rever os aspectos técnicos.

Fonte: Correio do Povo, 05-10-2011. Cidades