Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Quais as dimensões máximas dos navios, compatíveis com o gabarito da hidrovia Rio Guaíba - Lagoa dos Patos?






NOTAS DO EDITOR

1 - Nas condições atuais da hidrovia Rio Guaíba - Lagoa dos Patos, inexistindo sobrelargura nas curvas dos canais, as dimensões máximas dos navios a serem observadas são as seguintes: boca (21,334 metros), comprimento (117,359 metros), e calado (5,18 metros);

2 - A profundidade requerida para o calado de 5,18 metros (17 pés), sem considerar a folga preventiva devida ao assoreamento e às imprecisões de dragagem e batimetria, é de 6,50 metros. Se for considerada essa folga, a profundidade disponível deverá ser de 6,80 metros;

3 - A curva utilizada para o cálculo é a do Canal da Feitoria, com raio de curvatura de 939 metros, para um ângulo de giro de 35º (Turn Angle);

4 - Os valores considerados são referentes ao nível de redução (NR), ao zero hidrográfico (estiagem), e pressupõem os canais nas condições de gabarito (dragados), a sinalização náutica em boas condições de manutenção, condições de tempo normais e embarcações com boa manobrabilidade;

5 - Na hipótese de regularização das sobrelarguras dos canais, mantidas as demais condições acima referidas, o comprimento dos navios poderá ser aumentado para 150 metros, no máximo, tendo em vista as limitações geométricas da bacia de manobras do Cais Navegantes (Porto de Porto Alegre), conforme avaliação feita em matéria anterior; Ver NM Santa Katarina.

6 - Os valores adotados no cálculo acima, bem como as dimensões consequentes, são válidas para os canais localizados entre a boia do Mendanha, a montante de São José do Norte, até o Porto de Porto Alegre (Cais Navegantes), com exceção do Canal da Barra do São Gonçalo (que também não possui a largura de 80 metros).

Fonte: Canadian Waterways Manouevring Guidelines, Channel Design Parameters.  

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Dragagem de Areia em Cava - Crime ambiental e corrupção em Viamão

Ministério Público e Polícia Civil cumprem mandados de busca na prefeitura de Viamão.


Nesta segunda-feira, 26/12/2011, ocorreu mais  um desdobramento de uma investigação do Ministério Público e Polícia Civil em Viamão; é a segunda ação neste ano, agora a promotoria de Viamão apura esquema de cobrança de propinas para a liberação de licenças ambientais às empresas de mineração.

Extração de areia em área de Viamão (Foto: MP/Viamão)

No início desse ano, o Ministério Público do RS enviou à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) a recomendação de que não fossem mais concedidas licenças ambientais para atividades de mineração de areia a céu aberto em áreas de proteção ambiental (APA). Veja aqui.

Há poucos dias, o assessor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Jorge de Souza Azevedo, foi preso em flagrante recebendo 11 mil reais em dinheiro. De acordo com o Ministério Público, a propina serviria para liberar as atividades da empresa mineradora Morro Grande Limitada para atuar no município.

Foto: Arquivo Jornal de Viamão

A promotora Luciane Winglert informa que será investigada a eventual participação do secretário Ricardo Gross. Segunda a promotora, uma vez que o assessor foi preso em flagrante na prática deste crime, Ricardo Gross passa a ser investigado também; além disso, está sendo investigado se outras mineradoras também pagaram propina.

Fonte: Rádio Gaúcha. Chamada Geral


Extração de Areia: Perda da Biodiversidade

A figura acima ilustra o processo de extração de areia em cursos d'água navegáveis, onde os prejuízos ambientais são ainda mais intensos do que a mineração em cavas. Para saber mais sobre o assunto, veja o trabalho desenvolvido pela Universidade do Vale do Paraíba no link Univap.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Nível do Sinos volta a cair em NH

Chuva do fim de semana foi inexpressiva para o rio. Período de racionamento diário poderá ser ampliado a partir de janeiro

Aferição de nível no trecho hamburguense é feita na base de captação da Comusa
Crédito: felipe de oliveira/especial/CP

Os moradores de Novo Hamburgo correm o risco de começar 2012 sem água durante o dia. A Comusa - Serviços de Água e Esgoto poderá ampliar o horário do racionamento no abastecimento público em razão do baixo nível do Rio dos Sinos a partir de janeiro. Hoje, o plano é aplicado entre 22h e 4h, de segunda a sexta-feira, conforme rodízio nos cinco setores em que o sistema foi dividido. Se a escassez de chuva persistir, alerta o diretor da autarquia, Mozar Dietrich, os cortes ocorrerão também aos fins de semana e em horários de maior consumo.

Ontem, o nível do manancial na base de captação estava a apenas 66 centímetros da bomba, quando o mínimo admitido para evitar o colapso é de 50 cm. Em relação à medida do solo à superfície, o nível era de 2,21 metros. A chuva que caiu na região no fim de semana foi inexpressiva, avalia o coordenador da unidade de Campo Bom do Inmet, Nilson Wolff. No sábado, a precipitação foi de apenas 2,3 milímetros, que, mesmo somados aos 11 mm de quinta-feira, não alteraram a situação do Sinos. Só uma chuva de 100 mm em toda a bacia hidrográfica seria capaz de recuperar o manancial.

Desde domingo, às 14h, arrozeiros do Vale estão usando água do rio para irrigar as lavouras. Foi quando terminou a ordem de suspensão da captação emitida pelo Departamento Estadual de Recursos Hídricos. Acordo articulado pelo Comitesinos, na última quinta-feira, estabelece a suspensão e a coleta intercaladas por 48 horas quando o nível atinge menos de 72 cm acima da bomba da Comusa, 60 cm no Semae, em São Leopoldo, e 80 cm na Corsan, em Campo Bom. Na sexta, em Novo Hamburgo, a medição chegou a 63 cm, quando a proibição foi determinada. A situação será reavaliada hoje, segundo o Comitesinos.

Fonte: Correio do Povo, 27-12-2011. Cidades

Estatísticas do nível d'água do Rio dos Sinos, ver  Hidrologia.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Elvis Presley & Martina McBride - Blue Christmas


Blue Christmas

(Billy Hayes and Jay W. Johnson)

I have a blue Christmas without you
I'll be so blue just thinking about you
Decorations of red, on a green Christmas tree
Just won't be the same darling, if you're not here with me.

And when those blue snow flakes start falling,
That's when those blue memories start calling,
You'll be doing alright, with your Christmas of white,
but I'll have a blue... blue, blue, blue, blue Christmas.

You'll be doing alright with your Christmas of white
but I'll have a blue blue Christmas.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Portos e Hidrovias Interiores/2011 - Receitas de Serviços e Arrendamentos



NOTAS DO EDITOR

1 - Em 2011, em relação ao ano passado, houve um aumento de 12,87 % da receita operacional, que é devida aos serviços prestados pela SPH, mas essa receita ainda está muito abaixo da arrecadada no ano de 2003;

2 - Da mesma forma, em comparação com o ano de 2010, a receita patrimonial obtida em 2011 com contratos de arrendamentos apresentou um aumento de 5,15 %, mas ainda é inferior à receita arrecadada no ano de 2008.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

2011 - Porto de Pelotas, uma retrospectiva da estagnação portuária

A movimentação de cargas no Porto de Pelotas em 2011 sofreu uma queda de 22,84 % em relação ao ano passado


A tabela acima mostra a movimentação do Porto de Pelotas nos últimos oito anos e, em razão dos pequenos volumes de cargas movimentadas, confirma que esse porto está virtualmente desativado. Neste ano, trafegaram pelo Canal São Gonçalo 322.189 toneladas de carga, mas desse total apenas 24.899 toneladas são geradas no porto pelotense (7,72 %). Isso significa que mais de noventa por cento do tráfego aquaviário do Canal São Gonçalo é resultado da movimentação fora do cais, produzida por um terminal de uso privativo localizado fora da área do porto (TUP Cimbagé).

A navegação interior é responsável por 92,27 % do tráfego aquaviário no Canal São Gonçalo e, nessa medida, os gastos com dragagem de manutenção da hidrovia poderiam ser reduzidos, limitando-se à área da barra (Canal da Barra), com um calado máximo de 15 pés, correspondente a uma profundidade de 5 metros (4,57 m + 0,43 m), para um canal com uma largura máxima de 40 metros.

O gráfico abaixo permite visualizar a fraca movimentação do Porto de Pelotas.  


Na verdade, não existe justificativa técnica e econômica para os gastos do governo gaúcho com a manutenção dessas instalações portuárias em Pelotas, ainda que a cada troca de governo os partidos políticos disputem com ferocidade o único cargo em comissão existente na estrutura local. Não tem nenhuma importância eleitoral, mas certamente é o cargo comissionado mais caro do planeta ...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - Movimentação de Cargas nas Hidrovias Interiores do RS

2011 - A movimentação de cargas nas hidrovias interiores gaúchas sofreu uma queda de 6,85 % em relação ao ano anterior (2010)


* O valor final da movimentação de 2011 é estimado, usando-se a média calculada até o mês de novembro, com a projeção desse valor para o mês de dezembro, a saber: 3.892.590 t/11 meses = 353.872 t/mês; 3.892.590 t + 353.872 t = 4.246.462 t (2011). Na verdade, é uma estimativa otimista, porque é sabido que a movimentação em dezembro sempre é reduzida, abaixo da média.    

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). Estatísticas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Portos e Hidrovias Interiores - Uma retrospectiva (2011)

No final de cada ano, especialmente ao término de um primeiro período anual de gestão, é comum proceder-se ao balanço da administração, confrontando-se os resultados obtidos com as metas expressas nos respectivos planos setoriais de ação pública (se existirem), e com os resultados anteriores. No setor de portos e hidrovias interiores, os indicadores básicos a serem avaliados são os seguintes: movimentação portuária, para os portos fluviais, e condições da navegabilidades das hidrovias interiores (dragagem e sinalização náutica).

Os portos fluviais sob administração estadual são dois, a saber: o porto da Capital e o porto de Pelotas (o terminal de Cachoeira do Sul é apenas uma ideia, continua inativo há muitos anos). O porto pelotense, situado às margens do Canal São Gonçalo, também se encontra numa situação muito difícil, virtualmente desativado há dezenas de anos; rigorosamente falando, a única movimentação de cargas no Canal São Gonçalo é devida a um terminal privado localizado fora do cais público, e que movimenta clínquer (Cimbagé). A movimentação média desse terminal privado é de 340 mil toneladas anuais (2006/2011), enquanto que a movimentação do porto de Pelotas é ocasional e de natureza residual, sem valor estatístico.

O porto fluvial da Capital, por outro lado, desativou o Cais Mauá, que será objeto de revitalização urbanística, e as operações portuárias foram transferidas em 2005 para o Cais Navegantes. Em 2011, a movimentação do porto de Porto Alegre sofreu uma queda de 18,9 % em relação ao ano passado (2010), com uma perda de 181 mil toneladas de carga, conforme é mostrado na tabela abaixo.


Mas esse resultado revela apenas mais uma etapa do processo de esvaziamento do porto fluvial da Capital, que iniciou há mais de 40 anos, quando o porto marítimo de Rio Grande mostrou-se mais adequado às demandas da cabotagem e da navegação de longo curso (calado). Assim, como é revelado no gráfico abaixo, nos últimos dezoito anos o porto da Capital sofreu uma redução de 56 % nos volumes de movimentação anual de cargas. Esse processo se tornou mais grave devido à manutenção de uma política voltada à cabotagem e à navegação de longo curso que, é sabido, exigem calados que nossas hidrovias interiores, de águas rasas, não podem oferecer nos aspectos técnico, econômico e ambiental.

No que se refere às hidrovias, infelizmente a situação não é muito diferente, mas elas apresentam a vantagem de não dependerem dos portos interiores, pois cerca de 80 % do tráfego aquaviário interior não embarca/desembarca nos portos públicos fluviais, na medida que está vinculado aos terminais de uso privativo (TUP's). Mas as necessidades de dragagem e sinalização náutica não estão sendo atendidas de forma satisfatória, de acordo com os documentos expedidos pela Marinha do Brasil (DHN e CAMR, Avisos aos Navegantes e Boletins do Índice de Eficácia). Ver matérias anteriores publicadas aqui no blog (arquivo).

Existe um contrato de dragagem de manutenção em andamento, contratado na administração anterior, mas cujos resultados ainda não aparecem nos avisos aos navegantes, que continuam apontando dezenas de assoreamentos nos canais de navegação das hidrovias Lagoa dos Patos e Rio Guaíba. O parque de dragagem da administração estadual - dragas e embarcações auxiliares, está obsoleto e sucateado há muitos anos, contando com apenas uma draga em precárias condições de operação. A sinalização náutica, especialmente no que se refere aos sinais do balizamento luminoso existente, continua à espera de modernização, da substituição das boias metálicas cegas e luminosas e faroletes atuais por sinais de polietileno, dotados de lâmpadas LED e baterias alimentadas a energia solar.

As demandas por dragagem e balizamento náutico da navegação interior, responsável pela grande maioria das cargas que circulam nas hidrovias gaúchas (cerca de 4,6 milhões de toneladas anuais), persistem e, nessa medida exigem: (1) a adoção de uma política hidroviária por parte do setor público, hoje inexistente; e, (2) a reavaliação da atual estrutura autárquica encarregada da manutenção da malha hidroviária, que se encontra sucateada e cujo modelo de organização tornou-se anacrônico.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Travessia Rio Grande-São José do Norte: Metroplan interdita a lancha Mara

Embarcação terá de passar por uma revisão total para 
que não apresente mais os problemas (Foto: Divulgação/JA)

O diretor-superintendente da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Elir Girardi, quatro fiscais e o coordenador da área de transporte aquaviário da Metroplan, nesta segunda-feira, 19, estiveram fazendo fiscalização nas lanchas que atuam no transporte de passageiros na travessia entre Rio Grande e São José do Norte e a interdição da lancha Mara. Conforme Girardi, a Mara tem que passar por uma revisão total para que não apresente mais os problemas que vem registrando na travessia.

Elir Girardi relatou ter recebido muitas reclamações de usuários e das Câmaras de Vereadores rio-grandina e nortense, além de recomendação do Ministério Público nortense, em relação às embarcações que fazem a travessia e principalmente à lancha Mara. Ele observou que a Mara irá passar por uma vistoria para verificação de suas condições de navegação, objetivando a segurança e tranquilidade dos passageiros. "A intenção é que não ocorra uma situação que ninguém deseja", ressaltou.

Girardi informou que a equipe de fiscalização da Metroplan virá verificar, a cada 15 dias, a situação das lanchas que atuam no serviço de transporte de passageiros na travessia entre Rio Grande e São José do Norte, até que a fundação consiga deixar uma equipe de fiscalização em Rio Grande. "Queremos ter uma presença maior no local para melhor atender as necessidades dos usuários", destacou.

Quanto à licitação para concessão do serviço, que teve seu processo suspenso por liminar concedida pela Justiça a uma das empresas que executam o serviço, a Metroplan está aguardando uma decisão final do Judiciário para definir os próximos passos. "O foco da Metroplan é dar sustentabilidade aos empreendedores, mas acima de tudo tranquilidade aos usuários", acrescentou.

O gerente administrativo da Roig e Cia, para a qual a Mara opera, Danúbio Roig, disse que a empresa ficou surpresa com a medida adotada pela Metroplan, uma vez que a embarcação já passou por várias inspeções feitas pela Capitania dos Portos, mas está aguardando a vistoria da fundação.

Ministério Público

O promotor Everton Meneses, do MP nortense, informou ter recomendado à Metroplan a cassação da autorização da empresa para a qual a lancha Mara opera, considerando a precariedade do serviço prestado por esta embarcação, que seguidamente vai para o estaleiro. Conforme ele, em função disso a empresa não mantém a regularidade na prestação do serviço.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Travessia

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Complexo Cais Mauá / b720 Fermím Vázquez e Arquitectos e Jaime Lerner Arquitetos Associados

Projeto Cais Mauá Vista Geral
Projeto Cais Mauá - Vista Geral

Arquitetos: b720 Fermím Vázquez e Arquitectos e Jaime Lerner Arquitetos Associados
Ano Projeto:2010
Área construída:203000 m²
Área do terreno:187000 m²
Localização: Porto Alegre, RS, Brasil
Fotógrafo: Cortesia Jaime Lerner Arquitetos Associados

Implantação GeralSetor Docas -  Business Park Vista Geral

Setor Armazéns - Acesso principal 1Proposta muro 2

Cais Mauá: Um Novo Porto para um Novo Tempo

O Cais Mauá se localiza contíguo ao centro de Porto Alegre, numa área aterrada de 187.000m² costeira ao lago Guaíba. Integrava a estrutura portuária que serve a capital gaúcha, mas a partir de 1970 perdeu paulatinamente relevância, sofrendo progressivo abandono.

Setor Armazéns - Acesso Principal 2

Barreiras físicas apartaram ao longo do tempo esse território do restante da cidade: o muro integrante do sistema de contenção de cheias, construído em decorrência da grande inundação de 1941, ao proteger a cidade das enchentes afastou o Cais do centro e o centro do Rio Guaíba; e a linha do Trensurb, da década de 80, que corre paralela ao muro em uma extensão considerável. Fica portanto ociosa uma porção privilegiada do território urbano adjacente ao núcleo dinâmico constituído pelo centro de Porto Alegre, que é a região que concentra grande diversidade de atividades institucionais, de comércio e de serviços, além de equipamentos culturais e espaços públicos que são referências da capital gaúcha, tais como o Mercado Público e o Centro Cultural Usina do Gasômetro.

Setor Gasômetro - Vista Geral Centro Comercial

A recuperação dessa área faz também parte de um processo maior de qualificação do centro de Porto Alegre, que compreende intervenções na área da mobilidade, turismo, da recuperação dos espaços públicos e do patrimônio histórico.

Cais Mauá- Implantação Geral

A área de intervenção do Cais Mauá foi dividida em três setores: Setor Gasômetro, com 37.000m², corresponde ao território localizado no final da Av. Mauá, em frente à Praça Brigadeiro Sampaio e ao lado da Usina do Gasômetro; Setor Armazéns, com 86.000m² e cerca de 1400 metros de waterfront para o Lago Guaíba, corresponde ao território localizado paralelamente a Av. Mauá, do Mercado Público até a Praça Brigadeiro Sampaio. Possui antigos armazéns utilizados quando ainda do funcionamento do porto. É o setor que apresenta maiores particularidades e limitantes à intervenção devido à concentração de imóveis nesta área protegidos pela legislação do patrimônio histórico.

Setor Armazéns - Acesso PrincipaL 2

Destaca-se o Pórtico Central, importado da França na década de 20, bem como seus armazéns contíguos, imóveis tombados pelo IPHAN e que integram o Programa Monumenta; e Setor Docas, com 64.000m² e cerca de 400m de waterfront, corresponde ao território localizado paralelamente à Av. Mauá, entre a rodoviária e o Mercado Público, onde estão as docas de atracação do antigo porto da cidade. Aí encontram-se grandes galpões utilizados como depósito, um antigo frigorífico e a Praça Edgar Schneider.

Setor Gasômetro - Vista Geral Centro Comercial

No Setor Gasômetro, uma âncora comercial, dialogando com o terreno de forma a não obstruir a relação com o rio, abrirá o circuito interno de animação do projeto e fará a ponte com o Centro Cultural Usina do Gasômetro e com a seqüência da Orla, fortalecendo a frente fluvial da cidade. A ligação desse setor com a Praça Brigadeiro Sampaio através do rebaixamento da Av. João Goulart permitirá uma nova ligação peatonal entre o Cais e a cidade. Por possuir boas condições de acesso veicular pela Avenida Mauá/ Avenida João Goulart, esse setor também será receptor de áreas estratégicas de estacionamento.

Setor Armazéns - Exterior Terraços e Plataformas

No Setor Armazéns é essencial que as interferências visuais sejam mínimas, buscando-se tão somente complementar e valorizar os elementos existentes em função dos novos usos incorporados – haverá áreas destinadas à cultura, lazer, gastronomia, educação, artesanato, entre outras. É um compartimento estratégico do projeto, que possibilita uma série de costuras entre o Cais e o tecido urbano circundante e que consolida um importante nó intermodal de transporte coletivo próximo à Praça Revolução Farroupilha.

Setor Docas - Detalhe Business Park

No Setor Docas, três novas torres implantadas nas duas primeiras docas formam um interessante jogo compositivo e se incorporam com elegância à silhueta da cidade, agregando usos que trazem nova vida a uma área pouco dinâmica. Essa área fica vocacionada a acolher importantes âncoras empresariais e hoteleiras do empreendimento, com a implantação do Business Park e Hotel. Ainda, devido à possibilidade de acolher fluxos viários metropolitanos e urbanos, receberá um dos principais bolsões de estacionamento. O conjunto da Praça Edgar Schneider e do antigo prédio do frigorífico, na terceira doca, será revitalizado e oferecido à população como um grande espaço para a celebração cultural e encontro da juventude.

Setor Armazéns - Cais

Novas praças farão parte do Cais Mauá, e as existentes serão valorizadas. A partir das conexões físicas e visuais que serão implantadas ao longo de todos os setores, tanto entre si quanto em sua relação com a cidade – integrando marcos culturais e arquitetônicos importantes do centro.

Setor Armazéns - Via Interna

Na construção do partido urbanístico que orientará a concepção e as ações de implantação do projeto, cinco temas foram destacados: máxima conexão com a cidade,(que busca recuperar visuais e reduzir barreiras físicas - aumentando tanto em número quanto em largura as comportas ao longo do muro e melhorando as conexões para pedestres – , incrementar as condições de mobilidade e acessibilidade (conexões com as diversas modalidades de transporte público); reabilitação e otimização do patrimônio histórico (de forma a conciliar as características básicas dos bens tombados com as novas edificações propostas sem perder de vista a integridade do conjunto existente e a possibilidade de impulsionar a revitalização do entorno); criação de um novo ícone urbano para Porto Alegre; valorização dos espaços públicos e de encontro (integrando os trajetos de praças e marcos urbanos já referidos e a nova linha de decks flutuantes que adentram ao Guaíba); e princípios de sustentabilidade (reuso da água das chuvas, a utilização de cobertura verde no Centro Comercial e na praça que cobre o novo bloco de estacionamento adjacente a Praça Edgar Schneider, a utilização de sistema de alta eficiência (LEDs) para a iluminação das áreas externas do projeto, a utilização de madeira tratada de floresta renovável em itens do mobiliário e nos decks, e na valorização da utilização do transporte coletivo para o acesso à área).

Setor Armazéns - Decks

As propostas de mobilidade e acessibilidade relacionaram as conexões a serem estabelecidas entre a área e a cidade, considerando fluxos de pedestres, veículos de passeio e de carga, o transporte público, bem como os fluxos e circulações internas entre os setores do Cais. Os fluxos para a área do projeto foram analisados em termos de sua origem (regional/metropolitano, urbano e local) e natureza (pedestres, transporte coletivo, veículos de passeio, de carga e de uso específico, como táxis e ônibus de turismo), relacionados às características de acessibilidade e uso de cada setor.

Setor Armazéns - Via Interna 1

Foram previstos seis acessos de pedestres à área do Cais.Internamente à área do projeto, a circulação de veículos será feita por uma via que liga os acessos principais de veículos no Setor Docas ao final do Setor Armazéns. Prevê-se ainda a implantação de ciclovia, predominantemente ao longo da Orla, a qual se conecta a rede cicloviária da cidade.

Setor Gasômetro - Vista Exterior Centro Comercial e Terraços

Internamente à área do Projeto estão previstas duas modalidades de transporte coletivo para atender visitantes e funcionários, aproveitando as potencialidades do sítio e reforçando a singularidade deste renovado endereço da cidade: por Bondes, condicionado aos estudos de viabilidade, cria uma conexão interna confortável entre os três setores do projeto utilizando uma modalidade de transporte silenciosa e movida à energia limpa, o que contribui para desestimular a presença de veículos de passeio individuais no interior do Cais; e Fluvial, reforça a interface “terra-água” e cria uma alternativa de mobilidade interna ao mesmo tempo em que oferece um atrativo turístico e uma maneira diferenciada de perceber a paisagem.

Setor Armazéns - Acesso Principal 1

No que diz respeito as propostas de desenho urbano e composição da paisagem, o partido adotado foi de mínima interferência, buscando valorizar as características intrínsecas dos principais elementos constitutivos da paisagem: os bens tombados, como os armazéns, os pisos graníticos, trilhos e guindastes, a nova arquitetura agregada, o cenário natural do Guaíba.

Setor Gasômetro - Tapete Verde e Acesso ao Centro Comercial

Os pisos graníticos constituem um elegante “tapete” contínuo em sua extensão protegida, pontuado pelos elementos necessários ao ordenamento seguro dos diferentes fluxos e aos quais se integram, com materiais de natureza afim, as faixas de circulação necessárias para garantir a acessibilidade universal. Decks flutuantes em madeira ampliam generosamente a área de interface com a água, criando novos percursos e perspectivas.

Proposta Detalhe Muro

Mereceu especial atenção o tratamento do muro, elemento emblemático da separação física da área do Cais e do Centro. De forma simbólica, o Guaíba voltará a banhar a cidade, derramando-se na forma de uma cortina d’água na face externa do muro, reaproximando metaforicamente as dimensões terra-água e convidando ao ingresso na área. À noite, essa torrente se converte em uma dinâmica luminária para Porto Alegre. Em sua face interna receberá tratamento visando criar um “muro verde”, através de fixação de tela metálica recoberta com vegetação.

Ficha técnica:

Arquitetos: b720 Fermím Vázquez e Arquitectos e Jaime Lerner Arquitetos Associados
Ano: 2010
Área construída: 203000 m²
Área do terreno: 187000 m²
Tipo de projeto: Urbanismo
Operação projetual: Requalificação
Status: Concurso
Localização: Porto Alegre, RS, Brasil
Implantação no terreno:Isolado

Equipe:

b720 FERMÍN VAZQUÉZ ARQUITETOS (Barcelona, Espanha)
JAIME LERNER ARQUITETOS ASSOCIADOS (Curitiba, Brasil)

Informação Complementar:

b720 FERMÍM VÁZQUEZ ARQUITETOS (Barcelona, Espanha): Peco Mulet, Francesc de Fuentes, Pablo Garrido, Paco Chocano, Ivan Arellano, Zélia Costa, Ángel Gaspar, Francisco Marques, Leonardo Novelo, Gemma Ojeda, Giuzy Ottonelli, Nicolas Perfumo, Juan Pablo Porta, Oriol Roig, Laura Rubi.
JAIME LERNER ARQUITETOS ASSOCIADOS (Curitiba): Domingos Bongestabs, Paulo Kawahara, Valéria Bechara, Fernando Canalli, Gianna De Rossi, Fernando Popp, Ariadne Daher, Fabiana Martins, Felipe Guerra, Danielle Schappo, Magali Pahl, Rodrigo Poltosi, Heloisa Strobel, Catherine Narezzi
GESTÃO DO EMPREENDIMENTO:LANDSIDE ( Madri, Espanha) Javier Arán Iglesia, Eduardo Gutiérrez BonillaGIS TRADE CENTER (Barcelona, Espanha) José Munné CostaPROACTIVA (Madri, Espanha) Miguel Hernández López, Daniel Calvo GanSPIM (Madri, Espanha) Luís Felipe Manchón ContrerasCONTERN CONSTRUÇÕES E COMÉRCIO (São Paulo) Mauro Rache Freitas, José Alberto Bethonico, Cleberson Luis Marques
MODELAGEM ECONOMICA E FINANCEIRAM. STORTTI BUSINESS CONSULTING GROUP (Porto Alegre) Maurenio Stortti, Rejane Gadonski

Área novas edificações: 203.000 m2
Área de reciclagens: 33.000 m2

Fonte: ArchDaily Brasil, http://www.archdaily.com.br.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Lagos dos Patos e Rio Guaíba - Condições atuais de navegabilidade quanto às profundidades disponíveis


HG 139(T)/93 BRASIL - LAGOA DOS PATOS - Existência de assoreamento - Carta nº 2105
Canal da Feitoria
Assoreamento ao longo  do canal, no trecho compreendido  entre os faroletes  nºs  68  e 71 e as bóias  cegas nºs 80 e 83. Face ao estreitamento do canal, o  navegante,  durante  a  travessia,  deve manter-se entre o eixo  longitudinal do  canal e a uma  distância mínima de 15 metros da margem  do  canal  balizado  pelos sinais pares. Relembra-se que o balizamento  dista das margens do  canal 35 metros, para  fora. O navegante  neste trecho deve evitar cruzamentos e  ultrapassagens de embarcações. Este Aviso substitui o Aviso Preliminar nº P 83(P)/93.

HG 164(P)/96 BRASIL - LAGOA DOS PATOS - Existência de assoreamento - Cartas  nºs 2109/2111/ 2140 - Proximidades da Ponta do Melo 
Canal do Cristal
Posição -  30º 04'.30 S   51º 14'.72 W
Existência de assoreamento no canal do Cristal nas proximidades do Fte. Cristal nº 129. Este Aviso cancela o Aviso-rádio nº P 7675/96.

HG 176(T)/97 BRASIL - LAGOA DOS PATOS - Existência de trechos assoreados - Cartas nºs 2103/2105/2106/2107/2108/2109/2111/2112
Balizamento deficiente devido à existência de trechos assoreados, com previsão de  restabelecimento após dragagem, comprometendo a segurança da navegação nos canais: São Gonçalo, da Feitoria, do Nascimento,  do Junco, de Belém, do Leitão e das Pedras Brancas. Recomenda-se aos navegantes só demandarem os referidos canais durante o dia, com boa visibilidade e com perfeito conhecimento do local. Este Aviso cancela o Aviso-rádio nº P 7791 e o Aviso Temporário nº P 127(T)/97.

HG 75(P)/98 BRASIL - LAGOA DOS PATOS - Existência de profundidades menores - Cartas nºs 2103/2108/2109
Canais: Coroa do Meio, do Junco, de Belém, do Leitão e das Pedras Brancas
Existência de profundidades menores 4,5 metros no canal Coroa do Meio entre os faroletes Coroa do Meio nº 56 e Gambeta nº 55, 4,5 metros nos canais, do Junco e de Belém entre a bóia de luz nº 114 e a bóia cega Belém nº 109, 4,3 metros no canal do Leitão nas proximidades da bóia de luz nº 132 e 4,3 metros no canal das Pedras Brancas entre os faroletes Piava nº 127 e Veleiros do Sul em Vila Assunção. Este Aviso cancela o Aviso-rádio nº P 7131/98.

HG 31(P)/00 BRASIL - LAGOA DOS PATOS - Alterações na batimetria, no limite do  canal e no canal dragado - Cartas nºs 2104/2103 - Proximidades da ponta do Laranjal
Canal da Barra
Posições: a) 31º 48'.20 S   52º 10'.55 W; b) 31º 48'.22 S, 52º 10'.55 W; c) 31º 47'.77 S, 52º 11'.77 W;d) 31º 47'.80 S, 52º 11'.78 W; e) 31º 47'.73 S, 52º 11'.91 W;  f) 31º 47'.75 S, 52º 11'.92 W; g) 31º 47'.63 S, 52º 12'.21 W; h) 31º 47'.67 S, 52º 12'.22 W;  i) 31º 47'.51 S, 52º 12'.53 W; j) 31º 47'.53 S, 52º 12'.54 W; k) 31º 47'.44 S, 52º 12'.69 W; l) 31º 47'.46 S, 52º 12'.70 W; m) 31º 47'.39 S, 52º 12'.91 W. Os navegantes deverão ter atenção ao novo limite do canal da Barra: Por “BE” entre as posições a), c), e), g), i), k) e m) e por “BB” entre as posições b), d), f), h), j) e l). Será inserido no novo canal da Barra a anotação “Dragado a 4,3 m (1999)”. Será cancelado o limite do antigo canal da Barra e a anotação “Dragado a 2.4m (1983)”.

Fonte: Diretoria de Navegação e Hidrografia, DHN. Avisos aos Navegantes

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Estaleiro de R$ 1, 2 bilhão em São José do Norte recebe licença prévia para construção

Presidente da Fepam diz que documento é o "mais complexo da história do órgão"

Estaleiro de R$ 1, 2 bilhão em São José do Norte recebe licença prévia para construção  EBR/Reprodução
Imagem mostra como será o empreendimento quando pronto
Foto: EBR/Reprodução

Rafael Diverio
rafael.diverio@zerohora.com.br

Prevista para novembro, a licença prévia para a construção do estaleiro Brasil, em São José do Norte, no sul do Estado, foi assinada na tarde de hoje pela Fepam. Com investimento total que ultrapassa os R$ 1,2 bilhão, o empreendimento é tratado como uma revolução para a região, que tradicionalmente vive de pesca e agricultura.

— Considero veloz o trâmite do documento, que é o mais complexo da história da Fepam — diz o diretor-presidente do órgão, Carlos Fernando Niedersberg.

Por levar em consideração aspectos ambientais, econômicos e sociais, a documentação foi analisada por mais de um ano e meio. Agora, a empresa precisará fazer pequenos ajustes antes de receber a licença de instalação, que permitirá o início das obras. A expectativa é que o documento seja recebido no início do próximo ano.

O estaleiro de São José do Norte possuirá 1,5 milhão m2 de área construída (o triplo do tamanho do Estaleiro Rio Grande, que possui cerca de 500 mil m2). A expectativa é que o empreendimento gere mais de 20 mil empregos diretos e indiretos. A cidade tem cerca de 24 mil habitantes.

Fonte: Zero Hora, Economia

Lançada a proposta que prevê transporte hidroviário na Capital

A oportunidade de explorar o lago Guaíba como opção turística e nova alternativa de transporte público à zona Sul foi apresentada hoje, 15, pelo prefeito José Fortunati. Juntamente com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, o prefeito assinou o edital de manifestação de interesse para apresentação de estudos de viabilidade e propostas de operação de Transporte Hidroviário de passageiros. 

Até o final de 2012 deve ser licitado o serviço de transporte hidroviário urbano
Foto: Cristine Rochol/PMPA

A intenção é buscar empresas parceiras que detenham conhecimento na área, visando subsídios para um futuro edital de concessão de transporte hidroviário municipal, para transporte diário ou turismo. A meta da prefeitura é que, até o final de 2012, seja realizada a licitação para Concessão do serviço de transporte hidroviário urbano.

De acordo com o prefeito, a novidade é que, havendo uma empresa interessada para operar no Guaíba, a prefeitura irá autorizar a sua utilização no período experimental de 365 dias. Para isso, a empresa deverá apresentar proposta opcional de operação, em caráter experimental, informando os locais com potencial para estações hidroviárias. A manifestação de interesse deve apresentar garantias de capacidade operacional de transporte hidroviário, com estudos de viabilidade jurídica, técnica, econômica e financeira.

Durante a solenidade, o prefeito lembrou o êxito da operação que ocorre desde outubro no lago, que voltou a ser navegado por barcos destinados a passageiros que transitam entre Porto Alegre e Guaíba. O prefeito destacou também que a iniciativa se incorpora à revitalização de 5,9 quilômetros da orla, a partir de contrato que será assinado amanhã, 16, às 9h30, com o grupo do arquiteto Jaime Lerner. “São inúmeras ações que visam à valorização do Guaíba, agregando valor ao turismo na cidade”, afirmou.

Em relação à mobilidade urbana, Cappellari ressaltou que a alternativa fluvial contribuirá para desafogar o transporte rodoviário do Centro à zona Sul. “Essa ação possibilitará retirarmos das nossas vias centenas de automóveis.”


O exemplo da operação Porto Alegre-Guaíba - O número de pessoas transportadas surpreendeu positivamente, acima das expectativas iniciais, com mais de 60 mil usuários no primeiro mês de operação. A receptividade da população de Porto Alegre ao modal oportuniza à cidade resgatar sua vocação original relacionada ao rio para transporte diário.

Potencial do modal - Com a gradativa inserção de complexos de comércio e lazer e sua consolidação, o modal hidroviário passa a ser uma alternativa real na área da mobilidade urbana. Moradias e empregos estão sendo planejados e implantados na orla, situação nova para o planejamento urbano da cidade.

Inserção dos novos complexos na orla: Cais Mauá, Complexo Arena, Porto de Porto Alegre,Complexo Beira Rio, Shopping Barra Sul, Praia de Ipanema, Tristeza, Belém Novo, Lami, etc.

Fonte: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Transporte.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Estiagem - Nível do Guaíba baixa e deixa o banco da Ilha do Chico Inglês à mostra

Proprietários de barcos turísticos têm reclamado da dificuldade de navegação causada pelo baixo nível das águas  :imagem 2
Pontas e Bancos - Ilha do Chico Inglês
Foto: Ronaldo Bernardi

Fonte: Zero Hora, Marinha em alerta.

GRÁFICO DAS COTAS MÉDIAS
DELTA DO JACUÍ - 1988/2008

Estação da Harmonia, Cais Mauá

Fonte: Eng. Hermes Vargas dos Santos, ex-Chefe da Divisão de Estudos e Projetos (DEP/SPH), mediante processamento de dados hidrológicos do sistema SIH/ANA, realizado em 15/06/2008, através do programa HIDRO (ANA).