Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O efeito da construção de pontes rodoviárias sobre o transporte hidroviário urbano de passageiros

“Apesar do menor tempo de viagem pelo modo hidroviário convencional entre o Rio e Niterói, vem ocorrendo preferência crescente pelo rodoviário, que pode ser creditada, por um lado, à deterioração do serviço de travessia e por outro, à ausência de integração tarifária, tornando a opção ônibus-barcas-ônibus inacessível à maioria dos usuários do transporte coletivo nesta rota.” (BNDES, Transporte Hidroviário Urbano de Passageiros, Cadernos de Infra-estrutura, número 13, Setembro/1999)

Evolução dos principais sistemas de ferries convencionais
Período 1982-1998

O sistema hidroviário do Rio de Janeiro, sozinho, transportava cerca de 60 milhões de passageiros em 1973, antes da construção da ponte Rio - Niterói (1974). O gráfico acima mostra o que aconteceu com o transporte hidroviários de passageiros depois da construção da ponte Rio - Niterói (a curva superior descreve a evolução do transporte hidroviário no Rio de Janeiro).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Travessia Porto Alegre - Guaíba: Assunto recorrente, sempre em anos eleitorais!

O Governo do Estado anunciou hoje (29), no cais do Porto da Capital, a abertura de concorrência para exploração do transporte hidroviário de passageiros entre Porto Alegre e Guaíba. Também anunciou o lançamento do edital de concorrência que pretende alterar o atual sistema de travessia de passageiros entre Rio Grande e São José do Norte, que está em operação há mais de 80 anos. A publicação desses editais foi autorizada após a homologação da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados -Agergs), em reunião realizada ontem (28) na sede da Agergs.

As críticas à proposta de alteração da travessia Rio Grande - São José do Norte, com movimento diário de 4 mil usuários, podem ser vistas na matéria abaixo, postada em 28/09/2010.

Uma dessas travessias existe e funciona desde 1922 - é a travessia Rio Grande/São José do Norte); a outra travessia, Porto Alegre/Guaíba, existiu até 1958, quando foi desativada devido à construção das atuais pontes da travessia rodoviária Getúlio Vargas (a ponte do vão móvel, Ponte Régis Bittencourt, é a mais conhecida).

O prazo de concessão das duas travessias será de 30 anos, com prorrogação por mais 20 anos, e envolverá embarcações do tipo catamarã (duplo casco), que serão exigidas nos dois casos. Para a travessia Porto Alegre - Guaíba, as empresas interessadas deverão garantir apenas duas embarcações de 120 lugares cada, o que caracteriza o serviço como de turismo e recreação - o transporte hidroviário coletivo de passageiros demanda um número maior de embarcações (em Rio Grande, por exemplo, existem nove embarcações).

Estação Hidroviária/Porto Alegre, Doca 1, Armazém A-3
(Foto: André Netto, JC)

No caso da proposta de reativação da travessia Porto Alegre - Guaíba, nas concorrências anteriores, realizadas nos anos 1980 e 1995, não houve interessados (licitações vazias); na última tentativa, também feita em época eleitoral, em 2006, o único interessado foi inabilitado por não cumprir as exigência mínimas para a prestação do serviço. Nessa nova tentativa. a Metroplan tentará vencer a falta de interesse aumentando o prazo de concessão, de 20 para 30 anos, sendo que o critério de julgamento será o da proposta de menor valor tarifário.

O plano atual de reativação dessa travessia consiste na implantação do serviço em duas etapas, a saber: a primeira embarcação começaria a operar em 90 dias após a assinatura do contrato, prevista para o primeiro semestre de 2011; a partir daí, a segunda embarcação iniciaria a operação em 180 dias, no segundo semestre do próximo ano.

Não existe nada de concreto ainda, para conferir qualquer possibilidade de reativação dessa travessia - estações hidroviárias (Porto Alegre e Guaíba), embarcações (duas, no mínimo), plano de integração modal com o transporte rodoviário por ônibus nas pontas (condição indispensável para o sucesso do empreendimento), nem estudos de viabilidade técnica (tipo de embarcações, equipamento de navegação, sinalização náutica e canal de acesso) e econômica (matriz de origem/destino, cálculo de demanda, custos e tarifas competitivas).

A legislação federal é muito clara a esse respeito - as obras e os serviços somente poderão ser licitados quando houver projeto básico* aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório (LF 8666/93, art. 7.°, § 2.°, I).

* Projeto Básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes elementos: a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza; b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem; c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução; d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução; e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso; f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados(LF 8666/93, art. 6.°, IX).

Os documentos atuais existentes sobre o assunto - estudo preliminar, termo de referência, minuta de edital, minuta de contrato, etc., podem ser examinados no link http://tinyurl.com/29cxh4l

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Travessia Hidroviária Rio Grande/São José do Norte - Empresário reclama de descaso do governo estadual *

Integrante da família precursora da navegação de passageiros no Sul, Nelson Ribeiro, dono da Transportes Hidroviários Grande Norte e cujo filho tem outra operadora do serviço, lamenta que a licença existente seja desconsiderada pelo governo. "Mais de 80 anos operando não é contrato precário", protesta o empresário, que se queixa ainda da defasagem da tarifa atual de R$ 2,00 e da demora da Agergs em aprovar a correção. "O valor deveria ser de R$ 2,40." A adoção de modelo de dois cascos poderá ser outro complicador, ante o investimento, superior a R$ 1,2 milhão por unidade. Antes de lançar a licitação, a Metroplan teria prometido fazer avaliação patrimonial da frota dos quatro atuais operadores, para eventual indenização, o que não teria ocorrido.

Travessia Rio Grande-SJN (Transporte de Passageiros)

Ribeiro adianta que aguardará o edital para tomar uma posição e não descarta ingressar na Justiça para fazer valer os direitos de décadas de funcionamento. O dono da Grande Norte, que tem dois barcos, um deles com 250 assentos, aponta ainda dificuldades de acesso a linhas de crédito da CaixaRS para aquisição de embarcações. O diretor-superintendente da Metroplan, Nelson Lidio Nunes, acredita que haverá recursos e não cogita fracasso na licitação. "Não trabalhamos com a hipótese de ficar sem operador." O serviço funciona entre 6h e meia-noite, com quase 70 horários.

Travessia Rio Grande - SJN (Transporte de Veículos)

Na Capital, a Metroplan tentará vencer a barreira da falta de interessados em condições de bancar o serviço. O aumento do prazo para 30 anos na concessão seria uma precaução. Em editais anteriores (1995 e 2006), com prazos de 20 anos, não houve vencedores. No último, o único candidato não atendeu às exigências. Agora, vencerá a proposta de menor valor.

A empresa escolhida deverá implantar a conexão em duas etapas - a primeira embarcação começa a cruzar o lago em 90 dias após a assinatura do contrato, e a segunda, em 180 dias. A expectativa é que o tíquete acompanhe o valor dos coletivos rodoviários, entre R$ 4,00 e R$ 5,90.

* Patrícia Comunello, Jornal do Comércio, 28/09/2010.

Para saber mais detalhes sobre os problemas da travessia hidroviária Rio Grande-São José do Norte, ver matéria que trata da questão da falta de dragagem do Canal Miguel da Cunha, através de que é feita a atual travessia, postada neste blog em dezembro de 2009. Clicar no link abaixo.

http://hidroviasinteriores.blogspot.com/2009/12/travessia-sao-jose-do-norte-rio-grande.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Travessia Porto Alegre-Guaíba: Uma alternativa tecnológica de 1942!

Foto: Bela Szandelszky/AP

O primeiro ônibus anfíbio da Europa mergulha nas águas do Rio Danúbio em Budapeste, na Hungria. O ônibus será usado para levar, por dentro do rio, os turistas em um passeio especial pelos pontos turísticos da capital húngara. O veículo atinge 112 km/h no asfalto e 20 km/h na água. O fabricante pretende lançar um novo modelo em Belfast, na Irlanda do Norte

Em 1942, a General Motors projetou o sistema de barcaças anfíbias, que foram usadas pelos aliados no desembarque do "Dia D", na Normandia. O ônibus anfíbio da foto é baseado na mesma tecnologia, e já está sendo usado para fins de turismo em diversos países europeus (Alemanha, Holanda, Hungria, Portugal, Inglaterra, etc.). Nenhuma novidade técnica, portanto. Além disso, o vídeo acima mostra que essa alternativa praticamente dispensa as dragagens implantação e de manutenção do canal de navegação, pois o veículo/barco demanda uma profundidade total de, no máximo, um metro e meio. Basta sinalização diurna/noturna da rota.

domingo, 26 de setembro de 2010

Sábado, 25/9 - Passeio Náutico no Rio Jacui

Nessa sábado, 25/9, aconteceu o Passeio Náutico no Rio Jacui, organizado pelo clube náutico Veleiros do Sul, evento que envolveu dezenas de lanchas e jet skis.

Estação Hidroviária, São Jerônimo (Foto: Veleiros do Sul)

Veja mais detalhes e fotos no site do VDS:
http://tinyurl.com/2vrn4es

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Rio Taquari - Enchente deixa mais de 130 pessoas fora de casa

A chuva que atinge o Rio Grande do Sul provocou cheia nos rios Taquari e Jacuí, segundo informações da Defesa Civil do estado. Mais de 130 pessoas tiveram de deixar suas casas no estado, entre desabrigados e desalojados.

O primeiro município a registrar alagamento da região ribeirinha foi Lajeado, onde o Rio Taquari chegou a 8 metros acima do nível normal, na noite desta quarta-feira (22). Já nesta quinta- feira (23), houve enchente em São Jerônimo, que deve decretar situação de emergência.

De acordo com Luís Felipe Finkler, coordenador da Defesa Civil Municipal de Lajeado, nesta quinta, o rio já está começando a baixar. Segundo ele, “o auge foi ontem à noite, o rio chegou a 21,5 metros e o nível normal é 13,5”. Entre 22h30 de quarta e 5h desta quinta, 20 famílias precisaram deixar suas casas, num total de 70 pessoas. Treze famílias estão alojadas no Parque do Imigrante e as demais recorreram ao auxílio de parentes. “Estamos monitorando o rio, de prontidão para retirada de mais pessoas se for o caso”, disse Finkler.

Foto: Fernanda Galvão, Divulgação (Zero Hora)

Na tarde desta quinta-feira, a Defesa Civil Estadual foi acionada para reforçar a equipe local de São Jerônimo. Em função de uma chuva forte durante a manhã, os rios Taquari e Jacuí transbordaram e, no fim da tarde, já atingiam a marca de 5,5 metros acima do nível normal. Pelo menos 40 pessoas estão desabrigadas e 20, desalojadas. O Parque de Exposições foi transformado em abrigo provisório para atender as vítimas.

O subchefe da Defesa Civil estadual, major Aurivan Chiocheta, estima que o quadro em São Jerônimo pode piorar. Segundo ele, “provavelmente, à noite, teremos mais desabrigados, pois a água ainda está subindo, estamos monitorando junto com a Defesa Civil Municipal para articular algumas ações”. A Defesa Civil já recebeu uma notificação preliminar de desastre do município. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, será decretada situação de emergência na cidade.

Fonte: Gazeta do Povo, http://tinyurl.com/28dverv

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Porto de Cachoeira do Sul: Governo Federal autoriza arrendamentos

GIULIANO FERNANDES*

Cachoeira do Sul está com o caminho livre para iniciar uma nova fase de industrialização, onde junto com o governo do estado poderá lotear e definir estratégias de ocupação dos 183,5 hectares da área do porto do Rio Jacuí. Esse procedimento já era possível, mas de maneira precária, pois a autorização estadual dada para a Granol em 2007 foi com base em um convênio que não previa o arrendamento ou subcessão do local. A cessão de uso que foi entregue ontem ao prefeito Sérgio Ghignatti estava sendo pedida desde 2006 e agora dá reais poderes de administrar o patrimônio que segue em nome da União.


Na prática, a portaria número 406 do Ministério do Planejamento renovou e ampliou os poderes do Estado para usar o imóvel. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento, Ronaldo Tonet, a grande novidade é a segurança jurídica que a Granol ganha com essa cessão da área ao Estado e a oportunidade de implantação de um novo distrito industrial portuário. A documentação entregue ontem ao prefeito Ghignatti reendossa o decreto assinado em 2007 pelo então governador Germano Rigotto e facilita novas decências em razão da explícita autorização dada ao Estado para gerenciar o uso do território.


Terminal CESA (Rio Jacui)

GRANOL - A cessão de uso da área do porto não garante para a Granol a doação definitiva da área. Por se tratar de área pública, é praticamente impossível que alguma indústria que venha a se instalar no local tenha algum dia a titularidade do imóvel. A cedência para o Estado é pelo prazo de 25 anos, podendo haver prorrogações por iguais períodos. O gerente da Granol em Cachoeira do Sul, Armando Hiroshi, destacou ontem que a garantia de área sempre foi o maior entrave para os projetos da indústria. Ele comemorou os efeitos da portaria 406 e disse que essa garantia era esperada para dar continuidade aos investimentos que podem duplicar a capacidade de produção de biocombustível.

Importante: A portaria com a cessão de uso da área do porto foi assinada quarta-feira pelo secretário executivo do Ministério do Planejamento, João Bernardo de Azevedo Bringel. A cópia da documentação foi trazida a Cachoeira do Sul pelo assessor parlamentar Marlon Beck, que trabalha no gabinete do deputado federal Marco Maia (PT). O prefeito Ghignatti ressaltou a importância de Maia para agilizar o andamento do processo e disse que são conquistas como essa que estão preparando Cachoeira do Sul para um futuro melhor. (Nota do Jornal do Povo, 17-09-2010).

* Jornal do Povo, Cachoeira do Sul, 17-09-2010.

ANTAQ estima em 760 milhões de toneladas movimentação de cargas nos portos e terminais em 2010

A movimentação de carga nos portos e terminais de uso privativo do país no segundo trimestre de 2010 foi de 182 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 9,6% em relação a igual período de 2009. Somado ao volume do primeiro semestre deste ano e às expectativas em relação ao desempenho das economias brasileira e mundial, a previsão, segundo a ANTAQ, é que neste ano os portos e terminais brasileiros deverão movimentar 760 milhões de toneladas de cargas.

O volume representa um aumento de 3,8% em relação ao ano passado, quando foram movimentadas 732,9 milhões de toneladas. Apesar do crescimento, a circulação de mercadorias não deverá atingir os patamares de 2008, quando chegou a 768,3 milhões de toneladas.

Os números fazem parte do Boletim Informativo Portuário sobre o 2º trimestre de 2010, que foi produzido pela ANTAQ com base nos dados enviados pelos portos e terminais de uso privativo (TUPs) para o Sistema de Desempenho Portuário da Agência.

O informativo, com a movimentação de cada porto e TUP e as cargas movimentadas, está disponível na página inicial do site da Agência na internet, no link "Estatísticas", "Boletim Portuário".

No acumulado do ano (soma do primeiro e do segundo semestres), o país já atingiu a marca de 344 milhões de toneladas, representando 11,7% acima da movimentação registrada em igual período de 2009. Desse total, dois terços foram movimentados pelos terminais de uso privativo.
“Os dados apurados até aqui mostram a continuidade do processo de expansão da carga bruta movimentada nos portos públicos e terminais de uso privativo do país, que deve se manter até o final do período”, avalia o gerente de Gestão e Desempenho Portuário da ANTAQ, Bruno Pinheiro, diante das expectativas em relação ao desempenho da economia brasileira e mundial.

Os números do segundo trimestre dos portos e terminais brasileiros confirmam a avaliação do gerente da ANTAQ, ao registrar uma movimentação 3,6% superior a igual período de 2008, fase pré-crise econômica mundial.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ

terça-feira, 21 de setembro de 2010

19º Circuito Conesul de Vela de Oceano

"Kamikaze XI" e "Mandinga" venceram o ConeSul.
"C'est la vie" ficou com o Troféu Seival e "Buccaneer" com a Regata Farroupilha

O 19.º Circuito Conesul de Vela de Oceano chegou ao final nesta segunda-feira depois de seis regatas realizadas em dois fins de semanas no Veleiros do Sul. O título na classe ORC Internacional ficou com o barco Kamikaze XI, de Hilton Piccolo. E na classe RGS o vencedor foi o Mandinga, de Gustavo Erle Lis. Na classe J/24 que encerrou a competição no sábado teve como campeão o barco Iucca, de Ronaldo Ruschel.

O Circuito encerrou com a disputa das regatas longas, em geral as mais difíceis, que largaram no domingo às 11h30min em frente a Usina do Gasômetro, zona central de Porto Alegre. No 40º Troféu Seival, na distância de 90 milhas, correram as classes ORC Internacional e Bico de Proa. O barco Ângela II, de Renato Plass, levou a taça Xodó por ter sido o primeiro a cruzar a linha de chegada, próxima a Ilha das Pedras Brancas no Guaíba, às 6h24min49s de hoje. No tempo corrigido da ORCI apontou a vitória do C’est la vie, de Henrique Dias, que agora se tornou o bicampeão da Seival (2005 e 2010).

O comandante do C’est la vie definiu como dramática a conquista do Seival. “Tínhamos que andar próximo do Kamikaze, que é um barco mais rápido que nós e ainda não podíamos contar com a vela certa, pois rasgamos uma das genoas durante a regata. Foi um campeonato bem difícil para nós porque tivemos que superar diversas condições adversas,” disse Henrique Dias, 22 anos.

O Kamikaze XI ficou na segunda colocação na regata Seival, mas na soma de pontos na classificação geral garantiu ao comandante Piccolo, 53, seu primeiro título do Circuito Conesul na ORCI. “Apesar de poucos barcos na classe o Circuito foi muito disputado. Sofremos uma desclassificação em uma das regatas, mas nos recuperamos. A Seival foi cansativa demais, teve vento forte que depois sumiu. Até andamos de ré na correnteza quando já nos encontrávamos perto da chegada”, falou o comandante campeão.

Na 21ª Regata Farroupilha destinada para a classe RGS o vencedor foi o Buccaneer, de Marcelo Bernd, ao chegar às 19h53min48s da noite de domingo. O Mandinga, de Gustavo Lis, ficou na quinta colocação, mas a boa média de resultados durante o Circuito lhe proporcionou a vitória na classe. O comandante Gustavo Lis, 32, destacou o papel de sua tripulação para alcançar o título. “Nossa equipe mostrou que é boa e está de parabéns. Não tivemos nenhum problema durante o campeonato. Conseguimos andar perto dos barcos maiores e isso nos animou.”, comentou Lis.

Na Lagoa dos Patos as tripulações enfrentaram vento forte, que alcançou 32 nós de intensidade de direção leste, ondas altas e baixa temperatura que castigaram os velejadores. Na opinião de alguns competidores, a perna entre os faroletes da Barba Negra e Desertas foi a mais difícil de navegar em razão de um duro contravento. E no final da madrugada a calmaria que prolongou ainda mais o tempo da regata, maltratando as já cansadas tripulações.

Entre as duas regatas houve cinco desistências, algumas por avarias nos barcos. O Friday Night, de Frederico Roth, foi o único a chegar na classe Bico de Proa do Seival, às 7h53min02s. No 13º Velejaço Farroupilha o barco Vento e Alma, comandado por Geison Mendes e tripulado com crianças da flotilha de Optimist foi o vencedor na Força Livre.

O 19º Circuito Conesul teve a participação de 27 barcos no total de Porto Alegre e Pelotas (Veleiros do Sul, Clube dos Jangadeiros, Iate Clube Guaíba e Veleiros Saldanha da Gama) e contou com o patrocínio da Unifertil e apoio do estaleiro DeltaYachts e Equinautic. No final da tarde foi realizada a premiação do Circuito Conesul.

Fonte: Veleiros do Sul (Texto e Fotos)
http://www.vds.com.br/

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

AVISO DE MAU TEMPO - ÁREAS ALFA E SUL OCEÂNICA

AVISO NR 679/2010
AVISO DE MAR GROSSO
EMITIDO ÀS 2200 HMG - DOM - 19/SET/2010
ÁREA ALFA E ÁREA SUL OCEÂNICA AO SUL DE 33S E OESTE DE 043W A PARTIR DE 210000 HMG. ONDAS DE NE/N 3.0/3.5 METROS.
VÁLIDO ATÉ 212000 HMG.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Banco das Desertas: Falta de sinalização leva clubes náuticos à improvisação

Na regata longa do Conesul - 40º Troféu Seival - uma das marcas a ser montada na Lagoa dos Patos é o farolete das Desertas. No entanto ele está submerso e, para manter visível a marca, o clube providenciou uma bóia inflável com lampejo encarnado que ficará fundeada na posição S30º 32,548 e W 050º 50, 842 que deverá ser deixada por BB. Este ponto está a 0,26 MN a oeste (285º) da posição original do farolete das Desertas.


A última etapa do 19º Circuito Conesul será no fim de semana, com a realização de mais duas regatas de barlasota no sábado, e no domingo as regatas longas: 40° Troféu Seival (ORC Internacional e bico de proa monocasco), com 90 milhas de distância, cujo percurso é feito pelo rio Guaíba e Lagoa dos Patos, a 21ª Regata Farroupilha (RGS - 45 milhas de distância) e o 13º Velejaço Farroupilha (barcos de cruzeiro).


Fonte: Veleiros do Sul

Circuito Conesul de Vela de Oceano*

Considerado o mais importante evento da classe Oceano no Rio Grande do Sul, o Circuito Conesul de Vela de Oceano chega ao fim neste final de semana. A disputa - que teve início no último dia 10 no Clube Veleiros do Sul, em Porto Alegre, RS – está na sua 19ª edição e terminará com a realização de tradicionais regatas no Estado.

Com 90 milhas de percurso, o 40º Troféu Seival será a regata longa da competição. O trajeto, que percorre o rio Guaíba e a Lagoa dos Patos, é feito em parte à noite e normalmente exige bastante dos velejadores pelas condições de chuva e fortes ventos que apresenta. A largada da prova está prevista para as 11h de domingo e a chegada para a madrugada de segunda-feira, 21, data de Revolução Farroupilha e feriado estadual.

Destinado para veleiros das classes ORC Internacional e Bico de Proa, o Troféu Seival contará com ao menos um participante da classe J-24: a Diferencial Sailing Team, que confirmou a sua participação na regata. A equipe gaúcha entrará na água com Nelson Ilha como capitão e Giorgia Rodrigues e Pedro Ilha na tripulação.

“Acreditamos ser muito importante prestigiar a regata mais longa em água doce, mesmo sendo uma regata dura para fazer com um barco pequeno como o de J-24”, explicou Ilha.

A segunda prova clássica que fechará o Circuito Conesul será a 21ª Regata Farroupilha para a classe RGS, com percurso de 45 milhas. Ambas terão largada na manhã de domingo e área de regatas no Rio Guaíba e Lagoa dos Patos. Para a classe Cruzeiro haverá o 13º Velejaço Farroupilha (barcos não medidos).

* Marianna Ritter (Final Comunicação e Marketing Esportivo)

NOTA DO EDITOR

Um leitor ligado ao mundo náutico enviou-me um e-mail sobre o assunto abordado acima, e usou uma expressão significativa: "a que ponto chegamos!". É verdade, é uma situação constrangedora para a administração pública estadual, que tem a obrigação de manter os sinais náuticos em boas condições, de garantir a segurança da navegação. A estrutura do farolete do Banco das Desertas está avariada e submersa há muitos meses, conforme consta nos avisos aos navegantes emitidos pela Marinha do Brasil.

As fotos acima mostram a falência do atual modelo de gestão hidroviária, e nem poderia ser diferente - não temos nem mesmo uma política para as hidrovias! A ausência do poder público leva as pessoas a fazerem o que é possível, com seus próprios meios, até mesmo improvisando sinais náuticos. Um farolete soçobrado corresponde a um perigoso obstáculo à navegação e, nessa medida, deveria ser retirado do local, ou devidamente sinalizado, com sinal de perigo isolado, para evitar a navegação próxima ao local.

Outro aspecto importante é que a implantação de qualquer sinal náutico deve ser previamente examinado e autorizado pela Marinha do Brasil, pois isso interfere com a sinalização existente na área. É de se observar ainda, que a luz da bóia improvisada é encarnada, mas a carta náutica 2140 indica que o sinal náutico nessa posição, marcando o Banco das Desertas, é de lampejo verde (Lp.V.5s6m9M). Isso significa que a embarcação que adentra à Lagoa do Casamento deve deixá-lo por bombordo.

Isso não é uma crítica à iniciativa dos navegadores que, de qualquer forma, teriam que fazer alguma coisa para garantir a segurança dos barcos quanto a esse perigo isolado; o que queremos destacar é que iniciativas isoladas, ainda que compreensíveis, podem eventualmente trazer mais problemas à navegação. Nessa medida, a melhor ação ainda é cobrar providências das autoridades encarregadas da manutenção da sinalização náutica, exigindo que cumpram suas obrigações quanto à segurança da navegação.

Para visualizar a área, os leitores podem clicar no link http://tinyurl.com/28xj8m3, e examinar a matéria postada neste blog, em junho deste ano, sobre a situação crítica da sinalização náutica nas hidrovias do RS.

Leia mais sobre o assunto no site do Veleiros do Sul, no link http://tinyurl.com/2g4yccf.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Reunião da Seção Brasileira da Comissão Brasil-Uruguai para o Desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim

A reunião ocorreu no último dia 10, em Pelotas (RS), e teve por objetivo discutir o tema “Hidrovia Uruguai-Brasil”, com a avaliação do Acordo de Navegação assinado pelos dois países e a definição de estratégias para implantação da hidrovia da Lagoa Mirim. Na oportunidade, foram definidas as providências a serem adotadas pelo lado brasileiro e a preparação para a próxima reunião da Comissão Mista Brasileiro-Uruguaia, que deve acontecer no mês que vem.

A coordenação da reunião ficou a cargo do Ministério da Integração Nacional e contou com participação de representantes do Itamaraty, do Ministério dos Transportes, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Administração das Hidrovias do Sul (AHSUL), da agência local de desenvolvimento da Lagoa Mirim (ALM), de professores ligados à Universidade Federal de Pelotas e da ANTAQ.

A Agência foi representada na reunião pelo especialista em Regulação de Transportes Aquaviários da Gerência de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior, José Allama. Além da questão da hidrovia, foram tratados, em fóruns específicos, temas relacionados ao desenvolvimento da bacia da Lagoa Mirim, tais como recursos pesqueiros, saneamento, meio ambiente e a proposta de data para a próxima reunião da Comissão Mista Brasil-Uruguai.

Acordo internacional

Recentemente, os presidentes brasileiro e uruguaio assinaram um acordo para o transporte fluvial e lacustre internacional de carga e de passageiros na Hidrovia Uruguai-Brasil. A efetiva implantação da hidrovia depende de esforços bilaterais para preparação da infraestrutura necessária, tais como dragagens, construção de terminais, sinalização, melhorias na hidrovia e na interconexão com outros modais.

Pelo lado brasileiro, os investimentos estão previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e já estão em andamento. No lado uruguaio, também há a necessidade de investimento na infraestrutura da lagoa e nos seus dois principais afluentes: os rios Cebollati e Taquari.

A Lagoa Mirim apresenta interesse binacional, uma vez que 47% de sua superfície está em território brasileiro, no Estado do Rio Grande do Sul, e o restante no Uruguai. Trata-se de águas de interior, com divisa internacional. É também denominada “mar de dentro”, a considerar o grande volume de água da região, ainda mais quando combinada com a Lagoa dos Patos e a da Mangueira.

Hidrovia Brasil-Uruguai

Ligando a Lagoa Mirim à dos Patos existe o Canal de São Gonçalo. Uma ligação natural de 76 km de extensão, alcançando até 300 metros de largura, com uma profundidade mínima de cinco metros.

O implantação da hidrovia da Lagoa Mirim permitirá ampliar o comércio entre os dois países, contribuindo para o desenvolvimento da região da Lagoa e de sua hinterlândia. A partir dessa rota lacustre, os produtores uruguaios poderão alcançar o porto de Rio Grande, com saída através da cabotagem para os 8.500 km de costa brasileira, ou para a navegação de longo curso, em mercados internacionais.

Pode, ainda, por via flúvio-lacustre, chegar a capital gaúcha e ao porto de Estrela, no interior do Estado, onde existe a intermodalidade com a ferrovia, com capacidade de alcançar os mercados consumidores do centro do país. Em sentido oposto, os produtos brasileiros podem alcançar o mercado uruguaio.

Visita à eclusa de São Gonçalo

Após a reunião, foi realizada uma visita técnica à barragem-eclusa do Canal de São Gonçalo, localizada na extremidade nordeste do canal, distante 3km da cidade de Pelotas. A barragem foi construída com a finalidade de evitar a intrusão de água salgada na Lagoa Mirim, preservando a qualidade das águas e assegurando um melhor aproveitamento dos recursos naturais, especialmente para a irrigação.

Foto de Satélite, Google Earth. Ilustrações, www.popa.com.br

Em operação desde março de 1977, a barragem é formada de uma estrutura de concreto armado com 245m de comprimento. Possui 18 comportas basculantes, com 12m de largura e 3,20m de altura.

Na margem esquerda do Canal, foi construída a eclusa, com 120m de comprimento, 17m de largura e 5m de profundidade. Nas duas cabeceiras estão localizados os portões basculantes com 17m de largura e 8m de altura, bem como as comportas que equalizam os níveis de água, permitindo a passagem das embarcações.

Fonte: Antaq

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Antaq amplia plano de outorgas e inclui hidrovias

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, anunciou hoje que o Plano Geral de Outorgas (PGO) do setor portuário será ampliado, incluindo projetos de hidrovias.

Segundo ele, os novos investimentos ao setor de hidrovias serão aplicados daqui a um ano. Desde o ano passado, o governo tem anunciado o lançamento do plano de outorga, com 45 possibilidades de instalação de portos no país.

Fialho afirmou que a inclusão de hidrovias ocorreu no momento em que era prevista a primeira revisão do plano. “O plano de outorga é o estudo que identifica as novas oportunidades ao setor de portos. Ele já está em vigor e já é utilizado como referência pelas empresas do país”, afirmou o diretor-geral em anúncio na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O objetivo do governo é operar de forma significativa a configuração da matriz brasileira de transportes, elevando de 13% para 29% a participação das hidrovias até 2025. Atualmente, as ferrovias detêm 27%, enquanto as rodovias têm 60% da matriz.

Porto de Porto Alegre (Delta do Jacui, Rio Guaíba)

Durante o anúncio, Fialho ressaltou que foram identificados os principais corredores de cargas pelos rios do país. Segundo ele, esses corredores já interagem com as grandes obras de infraestrutura, incluindo as hidrelétricas com eclusas, que permitem o uso dos rios por embarcações.

Fialho citou oito corredores hidrográficos que constam do novo PGO: Madeira, Tapajós, Telles Pires, Tucuruí (rio Tocantins), Parnaíba, São Francisco, Tietê/Paraná, Mercosul (rios Jacuí, Ibicuí e Lagoa dos Patos) e o Paraguai.

“Esses corredores estarão a serviço da produção no interior do país”, afirmou Fialho, ao se referir, em especial, ao escoamento da produção agrícola e mineral.

A Antaq estima que a redução do custo de frete em hidrovias, em relação ás rodovias, varia entre 20% e 30%. Outra vantagem citada se refere à emissão de CO2.

Fonte: Rafael Bitencourt (Valor on Line)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

AVISO DE MAU TEMPO - ÁREAS ALFA E BRAVO

AVISO NR 665/2010
AVISO DE VENTO FORTE/DURO
EMITIDO ÀS 1400 HMG – SEG - 13/SET/2010
ÁREAS ALFA E BRAVO. VENTO NE/NW PASSANDO NW/SW FORÇA 7/9 COM RAJADAS
VÁLIDO ATÉ 150600 HMG

DATA E HORA REFERENCIADA AO MERIDIANO DE GREENWICH - HMG, PRESSÃO EM HECTOPASCAL - HPA, VENTO NA ESCALA BEAUFORT, ONDAS EM METROS. ÁREA ALFA (ARROIO CHUÍ-CABO DE SANTA MARTA). ÁREA BRAVO (CABO DE SANTA MARTA-CABO FRIO, OCEÂNICA).

domingo, 12 de setembro de 2010

12/9 - Rebocador Torres (SPH) busca refúgio no Clube Náutico Tapense (CNT)


Também neste domingo (12/09) encontrava-se no CNT em Tapes, o rebocador Torres da SPH/RS. Não há informações dos motivos da atracação, mas provavelmente está aguardando a definição do tempo, visto haver alertas meteorológicos para os próximos dias.

Fonte: www.conjuminando.com.br

sábado, 11 de setembro de 2010

Obstáculo à Navegação no Rio Guaíba

Obstáculo no Rio Guaíba, Canal do Junco.

O obstáculo está encalhado numa área que possui profundidade superior a 3 metros, a meia milha da bóia 107 do canal do Junco, nas coordenadas 30º 18.684'S/051º 06.671'W (datum WGS-84). Possivelmente é um tronco de uma árvore, e oferece risco especialmente à navegação de recreio. Na foto que mostra o obstáculo, ao fundo, aparece a Ilha Francisco Manoel. Foto: Eduardo Secco Hofmeister (Ferrugem)

Canal do Junco (próximo ao Farol de Itapuã)

Fonte: http://www.popa.com.br/

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Estiagem dificulta navegabilidade nos rios da Amazônia

A falta de chuvas na Amazônia tem deixado rios da região com vazão abaixo da média e dificultado a navegação em algumas cidades. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), pelo menos dez rios estão com níveis abaixo da média, entre eles o Madeira, em Rondônia, e os rios Negro e Solimões, no Amazonas.

Por causa da seca e da redução da vazão, a navegabilidade dos rios fica comprometida. Como em algumas cidades o caminho fluvial é o principal meio de chegada de alimentos, o abastecimento é prejudicado. As restrições à navegação também atingem o transporte de passageiros e veículos.

De acordo com a ANA, além dos prejuízos à navegabilidade, a baixa na vazão também compromete a qualidade das águas, devido à grande quantidade de peixes mortos por causa da redução do nível dos rios.

Além dos rios Madeira, Negro e Solimões, a agência registra níveis abaixo da média nos rios Javari, Juruá, Japurá, Acre, Purus, Iça e Jutaí, todos na Bacia Amazônica.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

09/09 - CPTEC alerta para ocorrência de temporais no RS e SC

O grupo de previsão de tempo do CPTEC alerta para a aproximação e chegada de uma frente fria neste sábado (11/09) que provocará temporais sobre grande parte do RS e sul e centro-oeste de SC. As áreas mais vulneráveis serão o oeste e centro-oeste de SC. As chuvas fortes virão acompanhadas de abundantes descargas elétricas, rajadas de vento e ocasional queda de granizo. Não se descartam episódios de tempo ainda mais severos em algumas localidades desta região.

No domingo (12/09) os temporais deverão afetar o extremo norte do RS e o estado de SC. Ver mais detalhes no link http://tinyurl.com/388j9vx

Fonte: Grupo de Previsão de Tempo (GPT)/CPTEC/INPE

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

RIO JACUÍ - Sem navegabilidade, sem investimentos

Navegação emperra interesse dos franceses

Luis Bacedoni

Passado mais de um ano da visita a Cachoeira do Sul feita pelo representante do grupo francês Roullier, Alain Fossoux, nenhuma medida concreta foi adotada para assegurar o investimento na área de fertilizantes. O interesse dos franceses, de instalar na área do porto um centro de distribuição para todo o estado, esbarrou na navegabilidade do Rio Jacuí, que até agora não passou pelo processo de dragagem e demarcação da hidrovia. “Sem essas condições, a empresa sequer aceita discutir o investimento”, disse o diretor de Indústria e Comércio da Prefeitura, Simon Boustany.

Ele lembrou que a Superintendência de Portos e Hidrovia (SPH), órgão ligado ao governo do estado, já deveria ter dado condições de navegabilidade para o rio. “Se eles quisessem, já teriam feito”, declarou Boustany, revelando que ocorre um jogo de empurra entre a SPH e os navegadores. Conforme o diretor da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, o Estado já deveria ter efetuado a dragagem e também a demarcação da hidrovia. “Eles alegam agora problemas com as boias”, destacou.

Porto de Cachoeira do Sul

TIMAC - A Roullier, que passou a se chamar no Brasil Timac Agro, quer se instalar em Cachoeira do Sul porque a cidade está estrategicamente colocada no mercado das cooperativas agrícolas. “A cidade encontra-se na região central, no caminho das principais cooperativas, que agrega os clientes que a empresa quer atingir”, explicou Boustany. O diretor lamentou a falta de empenho do Estado em dar condições de navegação a um rio do porte do Jacuí.

Além dos franceses, outros investidores já demonstraram interesse de utilizar a hidrovia para levar e trazer produtos do superporto de Rio Grande. A Granol é uma das empresas que tem planos de utilizar o rio para mandar para fora seus dois principais produtos, o farelo de soja e o biocombustível. O arroz é outro produto que também aguarda pela sinalização do rio para seguir. Nas experiências feitas com o transporte do grão pela hidrovia, as embarcações tiveram dificuldade em navegar devido ao calado do rio, que não foi dragado.

Fonte: Jornal do Povo, Cachoeira do Sul/RS, 06/SET/2010.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Decreto federal vai agilizar processo de licenciamento ambiental dos portos

O Governo Federal publicará, até esta sexta-feira, um decreto para agilizar os processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos portuários no Brasil, anunciou o ministro dos Portos, Pedro Brito, na manhã de ontem, em Brasília, durante sua participação na abertura do Santos Export 2010 - Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos.

Segundo Brito, com as novas regras, a liberação dos projetos, que hoje leva de um a dois anos, deve ocorrer em até seis meses. “Hoje, todos os processos demoram muito. E tudo o que se faz em um porto, das menores às maiores intervenções, tem de ser licenciado. Temos de garantir uma maior celeridade para o setor”, afirmou o ministro. De acordo com o titular da Secretaria Especial de Portos, o decreto irá acelerar a liberação ambiental dos projetos portuários com a formação de equipes específicas nos órgãos licenciadores - na área federal, o Ibama. “Haverá equipes diferenciadas para tratar dessas questões. Os portos serão priorizados”, explicou.

Em seu pronunciamento no Santos Export, Brito destacou a preocupação do Governo Federal em desenvolver o sistema portuário nacional, principalmente diante do crescimento do comércio exterior brasileiro e da importância dos complexos durante a Copa do Mundo de 2014. A ideia da União é complementar o sistema hoteleiro nacional com transatlânticos, que ficariam nos portos próximos às cidades-sede da Copa. O ministro Pedro Brito também destacou cinco grandes desafios para o crescimento do setor portuário. O primeiro deles é a necessidade de se ampliar a intermodalidade no transportes das cargas entre os terminais e o interior do Brasil.

Porto do Rio de Janeiro (Foto: Agência T1)

A principal ação é ampliar a utilização de ferrovias, hidrovias e dutovias,reduzindo a participação do modal rodoviário. Atualmente, as estradas são responsáveis por 58% das cargas transportadas no País. “Temos de ter acessos terrestres (aos portos) eficientes, mas isso só será possível com o melhor uso de trens e das hidrovias. Temos, por exemplo, de dobrar a participação das ferrovias”.

O aumento da intermodalidade é estratégico, principalmente, no Porto de Santos, destacou Brito. Atualmente, passam pelo complexo entre 14 mil e 15 mil caminhões por dia, o que deixa os acessos viários à área portuária próximo de seu limite operacional, afirmou. Para o ministro, “há a necessidade de soluções criativas. Santos continuará crescendo. Temos de garantir esse crescimento e essas saídas são uma responsabilidade de todos, do Governo Federal, do Estado, dos municípios e da iniciativa privada”.

O segundo desafio do setor está na melhora da “inteligência logística”, ou seja, na otimização das operações portuárias. Para isso, a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da União, prevê investimentos de R$ 500 milhões. “É o único item do PAC 2 que não está relacionado com obras físicas”, destacou Brito.

Entre as ações planejadas, estão a implantação do sistema de controle do tráfego marítimo (o VTMIS) nos sete principais portos do País, o início do projeto Porto Sem Papel, reduzindo a burocracia no comércio exterior brasileiro, a uniformização dos sistemas operacionais das companhias docas e a elaboração de um plano de desenvolvimento para o setor. Brito também destacou, como desafios, a ampliação do uso das hidrovias, mudanças na gestão dos portos secos e garantir a expansão do Porto de Santos de forma organizada.

Fonte: Agência T1

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Navegação Interior - Cooperação Técnica Brasil/Holanda

Indústrias devem estar próximas a rios e canais para estimular transporte hidroviário

A implantação de indústrias brasileiras nas margens de rios e canais é fundamental para estimular o transporte hidroviário no Brasil. A estratégia é adotada com sucesso entre os holandeses e foi elogiada durante o Seminário de Navegação Interior e Cooperação Técnica Brasil-Holanda, realizado no dia 25 de agosto, em Brasília. O planejamento nas cidades holandesas direciona as atividades industriais para as margens dos rios e canais e facilita o embarque e desembarque das mercadorias produzidas nestes locais.

Simuladores de navegação são utilizados no ensino holandês

Na Holanda, o transporte hidroviário representa aproximadamente 50% da matriz de transporte de cargas. Os empreendimentos bem sucedidos no país europeu foram destacados com veemência na apresentação do consultor jurídico do Ministério dos Transportes do Brasil, Rafael Furtado. Segundo ele, o incentivo ao transporte hidroviário é levado até as escolas e o Poder Público busca ações permanentes para maximizar a efetividade do modal.

A forte base educacional da navegação interior é essencial para o sucesso holandês no equilíbrio da matriz de transporte. Além de centros de pesquisa e qualificação por meio de simuladores, os holandeses se preocupam com a capacitação dos operadores de logística, propagando o milenar conhecimento da população local a respeito das águas. As dificuldades enfrentadas pelo fato de 26% do território da Holanda estar abaixo do nível do mar fizeram com que fossem desenvolvidas centenas de pesquisas a respeito das águas para, entre outras finalidades, evitar sua invasão. O treinamento prático também foi destacado na apresentação de Furtado, que utilizou a expressão “fazer é entender”.

Rios da Holanda são usados também para lazer e em grandes eventos,como na recepção da seleção de futebol, atual vice-campeã mundial

Na visão do governo holandês, a constatação de o transporte hidroviário ser o mais limpo dos modais não deve evitar inovações e retardar regulamentações ambientais mais severas. Prova disso é que há normas rígidas sobre emissões de gases poluentes e qualidade dos combustíveis. Lá como aqui no Brasil, os licenciamentos ambientais despertam muita atenção, mas as obras em hidrovias ainda são consideradas menos problemáticas do que manter uma grande frota de caminhões circulando no país.

Fonte: PortoGente, por Bruno Merlin, em 31/08/2010.