Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Prédio ASD/DEPRC - Abandono e deterioração do patrimônio público hidroviário

Em meados da década de 90, durante o governo Antonio Britto, a Administração de Serviços Delegados (ASD), uma unidade de dragagem e sinalização náutica do antigo DEPRC (atual SPH), foi desalojada de sua sede em razão do projeto "Cais do Porto", que pretendia "revitalizar" a área contígua à Usina do Gasômetro com gigantescas edificações (centro internacional de eventos, hotel, shopping center, etc).

30/05/2010 - Prédio da antiga ASD/DEPRC

Passados quase 15 anos, a foto acima mostra a situação atual do prédio da antiga ASD/DEPRC, a mais recente e moderna edificação da SPH, construída na década de 70 para abrigar a ASD, administração encarregada da dragagem e sinalização náutica dos canais de navegação do Rio Guaíba, da Lagoa dos Patos, do Canal do São Gonçalo e do Porto de Rio Grande.

30/05/2010 - Prédio ASD/DEPRC (Entrada Principal)

O projeto de "revitalização" portuária, em razão de uma forte rejeição social, foi objeto de arrefecimento durante o governo Olívio Dutra, e o prédio foi cedido à prefeitura municipal de Porto Alegre, que ocupou suas instalações com os setores de coordenação de comunicação social, relações comunitárias e direitos humanos. Até o final do governo Germano Rigotto, essas instalações foram utilizadas pela PMPA, mas foram mantidas em boas condições.

30/05/2010 - Placa da PMPA cercada de mato

No biênio 2007/2008, já era possível observar o esvaziamento dessas instalações por parte da PMPA, que realocou suas unidades de comunicação social, relações comunitárias e direitos humanos em outros prédios do Centro. No ano passado, as instalações da antiga ASD/DEPRC abrigavam apenas alguns servidores da Guarda Municipal e seus veículos, e a deterioração do prédio já era bastante avançada - sinais de arrombamento, infiltrações, janelas quebradas e removidas, forro do teto e fiação elétrica estragados e matagal.

30/05/ 2010 - Prédio ASD/DEPRC (Interior/Danos)

A foto acima mostra a situação atual das instalações do prédio da antiga ASD/DEPRC, pois é possível fotografar o interior do prédio pelo lado de fora - as janelas foram removidas, e as instalações estão sujeitas à ação do tempo (chuva e vento). Atualmente, segundo informações de terceiros, algumas salas do pavimento superior estariam sendo usadas como depósito de máquinas caça-níquel apreendidas pela Polícia Civil.

Foto de Satélite (3 anos atrás)

À época da desmobilização do prédio da ASD/DEPRC, os técnicos da SPH defenderam sua futura utilização pela Marinha do Brasil, através da Delegacia da Capitania dos Portos (CP/RS), conforme interesse manifestado pelo comandante da CP/RS. Isso não impediria, por outro lado, que a área no entorno da doca fosse transformada, mediante prévia licitação, em marina pública, cujo projeto também seria objeto de licitação (concurso). A situação seria outra hoje ...

A restruturação e modernização de órgãos públicos é uma medida necessária e defensável, pois qualquer instituição pública precisa, após muitos anos de existência, se ajustar às novas condições da realidade econômica, política e social. No entanto, isso não pode dar margem a processos de desmonte e sucateamento de órgãos públicos - os famigerados "choques de gestão", que são ações típicas do neoliberalismo.

Para ver mais fotos, clique no link abaixo.

http://docs.google.com/leaf?id=0B9RldlaPRPPZM2UwNTZhYjMtZjQ3Yi00YmU1LTg2YzEtMjczNTcyZDEyODM3&hl=pt_BR

segunda-feira, 24 de maio de 2010

PAC - Investimento federal é de 39,5 bilhões de reais no RS

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) disponibiliza relatórios para todos os estados da Federação, o que permite que os gaúchos possam conhecer melhor os projetos e as realizações do PAC, na sua cidade e na sua região.

O relatório informa sobre o volume de recursos investidos em cada projeto. São dados e informações importantes para a avaliação dos cidadãos, especialmente nesse ano eleitoral, quando alguns políticos locais tentam se apropriar de ações políticas e obras conduzidas e gerenciadas pelo Governo Federal.

O relatório completo pode ser visto e descarregado no link abaixo.

http://tinyurl.com/27s2bxm

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pontal de Tapes/Banco São Simão - Navegadores criticam abandono da sinalização náutica!

O fim de uma bóia? *
* Matéria divulgada no site conjuminando.com.br

A bóia no extremo do Pontal de Tapes (Ponta do Sto Antônio), provavelmente tenha se soltado com os dois temporais do final de 2009 (28/11 e 12/12). Em fevereiro deste ano, o Claudio Toledo/Toledim/CNT fez estas fotos.

Durante a Semana Santa 2010, voltamos ao local. A situação agora é lamentável. A bateria, o sinalizador e até a tampa de aço da bóia foram depredados. A sua “quilha” está completamente enterrada e a vegetação já está cobrindo tudo.

A sua posição atual (encalhada) é 30ºS48,882’/51ºW17,113’ (originalmente funcionava em 30ºS49,608’ / 51W17,413’).

Foto de Satélite (Blog "Hidrovias Interiores-RS")

Esta parece ser mais uma sinalização fadada a desaparecer. Triste isso.

Perigo: Bóia submersa na Lagoa *
* Matéria divulgada no site conjuminando.com.br

Neste sábado (23/01) o Com. Heloiz Azevedo/Chapchap/CNT, navegando pela “costa de Mostardas”, entrou em contato via telefone para informar que uma bóia vermelha (que poderia ser a do São Simão, desaparecida há tempos), encontra-se afundada na altura do Cristovão Pereira no ponto estimado de 31º00.075’S/51º06.334’W.
O perigo a navegação é eminente, pois apenas o topo da bóia está na linha da água. Entre as vagas, ela fica submersa e não aparece. Lembre que esta era a posição no sábado, mas a mesma pode ter gareado. Assim, quem for navegar pelas cercanias, muita atenção.

Esboço e plotagem da localização: Com. Emilio Petry

terça-feira, 18 de maio de 2010

Governo Federal (SEP/PR) inicia dragagem para 18 metros no Porto de Rio Grande

A dragagem de aprofundamento do Porto do Rio Grande, que está sendo executada pelo consórcio Odebrecht - Jan de Nul do Brasil, já está no canal externo do Porto do Rio Grande (fora dos molhes), que será dragado para a profundidade 18 metros. A foto abaixo mostra o início da dragagem no primeiro trecho externo aos molhes

Dragagem no trecho externo aos molhes

No mês passado, o consórcio informou ter concluído a dragagem do canal interno do Porto, que vai do enraizamento dos molhes até o pier petroleiro, para a profundidade de 16 metros, trabalho que será verificado por técnicos da Secretaria Especial de Portos (SEP), órgão contratante vinculado ao Gabinete da Presidência da República.

Os trabalhos iniciaram em agosto de 2009 no trecho 4, que se entende desde as raízes dos molhes até suas extremidades, dragado para a profundidade de 16 metros. Depois os trabalhos de dragagem passaram para o trecho 5, do píer petroleiro até as raízes dos molhes, dragado para a mesma profundidade. Agora a draga está atuando no trecho 3, junto às cabeças dos molhes, e depois executará a dragagem nos trechos 2 e 1, todos externos aos molhes, para uma profundidade de 18 metros.

Molhes da Barra de Rio Grande - Visão Geral

A foto abaixo mostra a draga Juan Sebastián de Elcano, equipamento utilizado na dragagem de aprofundamento, que possui capacidade de cisterna de 16,5 mil metros cúbicos e é a maior em operação na América Latina, devendo concluir a obra de aprofundamento do porto de Rio Grande ainda no primeiro semestre deste ano. Após a obra, o consórcio ficará encarregado, por um prazo de dois anos, pela execução da dragagem de manutenção dos canais aprofundados.

Draga Juan Sebastián de Elcano

A obra representa um investimento do Governo Federal no valor de R$ 196 milhões , através da Secretaria Especial de Portos (SEP/PR), e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O contrato de dragagem de aprofundamento implicará a remoção de um volume total de 17 milhões de metros cúbicos de material.

Fonte: Secretaria Especial de Portos/PR

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Movimentação dos Portos Gaúchos - 2009

Os dados estatísticos da movimentação dos portos e terminais de uso privativo brasileiros podem ser consultados na site da Antaq (http://www.antaq.gov.br/Portal/default.asp), no setor de estatísticas (Anuário Portuário - 2009). Existem diversas tabelas através de que é possível examinar a movimentação dos portos - por ordem de grandeza e composição estrutural, por natureza das cargas, por sentido (embarque/desembarque), por tipo de navegação e outros.

A tabela abaixo mostra a movimentação nos portos gaúchos por tipo de navegação, informação que permite aferir a participação das hidrovias na cadeia de transporte interior, considerando que elas têm a mesma função as modalidades terrestres (rodovias e ferrovias) - fazer o transporte de cargas de/para o porto marítimo (Tabela 2.6, Anuário Estatístico, ANTAQ).

Movimentação Total nos Portos do RS - 2009 (toneladas)

* Movimentação de Contêineres em Rio Grande/2009: 629.586 TEU (6.199.554 ton)

Os números acima, além de permitir a comparação entre os portos interiores (Porto de Porto Alegre, Porto de Estrela e Porto de Pelotas), revelam que a participação do transporte hidroviário interior na movimentação dos portos gaúchos é de 19,57 % do total movimentado por via aquaviária das cargas embarcadas/desembarcadas no porto marítimo.

Os dados também mostram que a movimentação no Porto de Porto Alegre é, majoritariamente, devida à navegação interior (48,39 %), depois vem o longo curso (41,54 %) e a cabotagem (10,07 %); a tabela revela, além disso, que o Porto de Pelotas está virtualmente desativado.

A análise das cargas por tipo de navegação é a forma mais adequada para aferir a importância das hidrovias na matriz de transporte interior, evitando a comparação equivocada dessa modalidade com o total transportado por rodovias e ferrovias no território gaúcho. O motivo é bastante simples - muitas cargas transportadas por rodovias/ferrovias, com origem/destino no RS, não têm necessariamente destino/origem o porto marítimo riograndino, nem os demais portos.


Uma parcela significativa das cargas geradas/recebidas no norte do RS, por exemplo, estão fora da área de influência do porto marítimo de Rio Grande e, por conseqüência, não são passíveis de serem transportadas pelas hidrovias interiores. É o caso das cargas que estão na hinterlândia dos portos catarinenses e, eventualmente, de portos paranaenses. Outras cargas, além disso, nem se dirigem a tais portos, seguem/vêm por via rodoviária/ferroviária.

Movimentação Total nos TUP's do RS - 2009 (toneladas)

Mas a participação das hidrovias não se limita aos dados relativos aos portos, pois temos que considerar também a movimentação nos terminais de uso privativo (TUP), por tipo de navegação, conforme pode ser visto na tabela acima (Tabela 2.7b, Anuário Estatístico, ANTAQ).

Os números acima mostram que os terminais de uso privativo movimentaram 11.948.971 toneladas em 2009, sendo que desse total 4.429.880 toneladas referem-se à navegação interior; isso representa uma participação de 37,07 % da navegação interior. Combinando-se os valores percentuais das duas tabelas, verifica-se que a participação das hidrovias na movimentação dos portos e terminais gaúchos é de 27,03 %, um valor significativo que atesta a importância desse modal na malha de transporte do RS.

Fonte: Anuário Estatístico - 2009, ANTAQ/Governo Federal.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Assoreamento dos Canais de Navegação - Abril/2010

Avisos aos Navegantes - Folheto 08/2010 - DHN

HG 139(T)/93 – Canal da Feitoria – CN 2105 - Existência de assoreamento ao longo do canal, no trecho compreendido entre os faroletes 68 e 71 e as bóias cegas 80 e 83. Devido ao estreitamento do canal, o navegante deve manter-se entre o eixo do canal e a uma distância mínima de 15 metros da margem do canal balizado pelos sinais pares. O balizamento está a uma distancia de 15 metros das margens do canal. Nesse trecho o navegante deve evitar cruzamentos e ultrapassagens de embarcações.

HG 90(T)/94 - Canal do Gravataí – CN 2113 - Proximidades da ilha do Humaitá - Existência de navio soçobrado sinalizado por uma bóia de perigo isolado. Posição - 29º 58'.45 S 51º 12'.15 W.

HG 65(T)/95 - Rio Guaíba - CN 2113/2109/2111/2140. Proximidades de Porto Alegre e Ilha do Chico Inglês - Existência de navio soçobrado sinalizado por uma bóia cega de perigo isolado. Posição - 30º 01'.00 S 51º 13'.30 W.

HG 164(P)/96 - Canal do Cristal - Próximo à Ponta do Melo - CN 2109/2111/2140. Existência de assoreamento no canal nas proximidades do FTE 129. Posição - 30º 04'.30 S 51º 14'.72 W.

HG 176(T)/97 - Canais São Gonçalo, Feitoria, Nascimento, Junco, Belém, Leitão, Pedras Brancas - CN 2103/2105/2106/2107/2108/2109/2111/2112. Balizamento deficiente devido à existência de trechos assoreados, que comprometem a segurança da navegação nesses canais. Recomenda-se aos navegantes só demandarem os referidos canais durante o dia, com boa visibilidade e com perfeito conhecimento do local.

HG 75(P)/98 - Canais Coroa do Meio, Junco, Belém, Leitão e Pedras Brancas - CN 2103/2108/2109. Existência de profundidades menores que 4,5 metros no canal Coroa do Meio, entre os faroletes 56 e 55; que 4,5 metros nos canais Junco e Belém, entre a BL 114 e a BC 109; que 4,3 metros no canal do Leitão, nas proximidades da BL 132; e que 4,3 metros no canal Pedras Brancas, entre o FTE 127 (Piavas) e FTE Veleiros do Sul em Vila Assunção.

HG 31(P)/00 - Canal da Barra/SG. CN 2104/2103. Proximidades da Ponta do Laranjal. Alterações na batimetria, no limite do canal e no canal dragado. Posições: a) 31º 48'.20 S 52º 10'.55 W, b) 31º 48'.22 S 52º 10'.55 W, c) 31º 47'.77 S 52º 11'.77 W, d) 31º 47'.80 S 52º 11'.78 W, e) 31º 47'.73 S 52º 11'.91 W, f) 31º 47'.75 S 52º 11'.92 W, g) 31º 47'.63 S 52º 12'.21 W, h) 31º 47'.67 S 52º 12'.22 W, i) 31º 47'.51 S 52º 12'.53 W, j) 31º 47'.53 S 52º 12'.54 W, k) 31º 47'.44 S 52º 12'.69 W, l) 31º 47'.46 S 52º 12'.70 W, m) 31º 47'.39 S 52º 12'.91 W, Os navegantes deverão ter atenção ao novo limite do canal da Barra: Por “BE” entre as posições a), c), e), g), i), k) e m) e por “BB” entre as posições b), d), f), h), j) e l). Será inserido no novo canal da Barra a anotação “Dragado a 4,3 m (1999)”. Será cancelada a anotação “Dragado a 2.4m (1983)”.

HG 143(P)/03 - Próximo ao Canal Pedras Brancas - CN 2109/2111. Existência de rochas submersas nas posições: a) 30º 06'.06 S 51º 16'.54 W, b) 30º 05'.87 S 51º 16'.44 W, c) 30º 05'.93 S 51º 16'.19 W, d) 30º 05'.88 S 51º 16'.13 W, e) 30º 05'.85 S 51º 16'.15 W, perigosas à navegação com profundidades conhecidas de 5.4, 2.8, 5.7, 4.1 e 7.2 metros, respectivamente.

Fonte: Marinha do Brasil, DHN.

domingo, 9 de maio de 2010

Canal do Leitão - Farolete abalroado oferece risco à navegação

O farolete 119 (Canal do Leitão/Rio Guaíba), foi abalroado e encontrava-se tombado, semi-submerso na quarta-feira passada (5/5), representando importante risco à navegação, conforme notícia divulgada no site http://www.popa.com.br/ (Danilo Chagas Ribeiro).

Trata-se de um sinal fixo luminoso localizado, no sentido convencional de navegação (upstream), na entrada da curva do Canal do Leitão, a boreste (encarnado). As coordenadas de sua posição, no datum WGS-84, são as seguintes:

30° 10,09042' S e 51° 16,87582' W

Foto:Dirceo Santarosa

A causa mais comum de destruição de faroletes é o abalroamento por navios cargueiros de longo curso e cabotagem, em razão das dimensões dessa embarcações estarem acima das permitidas pelas características geométricas dos canais interiores de navegação.

A perda de faroletes por abalroamento constitui um prejuízo financeiro permanente, além de reduzir a disponibilidade dos sinais náuticos à segurança da navegação. Essa situação decorre de uma decisão técnica equivocada, que alguns dirigentes políticos adotaram por sugestão de condutores práticos, leigos em engenharia hidroviária (dragagem e sinalização náutica).

O manual básico da IALA, "Aids to Navigation Manual" (NAVGUIDE), recomenda o uso de bóias para sinalização lateral de canais de navegação, conforme consta no capítulo 3 - Aids to Navigation (3.4 Floating Aids to Navigation, 3.4.1 Description), a saber: "A floating aid to navigation serves a similar purpose to a beacon or lighthouse. However the floating aid to navigation is normally associated with locations where:... the aid is at high risk of damage or loss from ice flows or ship impacts and as a consequence is treated as expendable".

Farolete 119, antes do abalroamento.

O farolete 119 está localizado a 0,45 MN (835 metros) ao norte da bóia de bifurcação (VEV) do Canal do Leitão, a montante da junção com o canal de acesso às instalações do terminal portuário da Celulose Riograndense (ex- Aracruz).

Folheto 08/2010 (DHN): http://tinyurl.com/25jtfkm (situação atual do balizamento no RS)

Fonte: http://www.popa.com.br/_2008/noticias/index.htm

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sinais Náuticos - Apagão na Lagoa dos Patos*

* Matéria publicada no site "Conjuminando"

Há vários meses, os navegadores estão preocupados com a situação da sinalização na lagoa. Seguidamente recebemos e-mails relatando faroletes inoperantes ou bóias garreadas (ou apagadas), como foi o caso da bóia do Sto Antônio. O assunto tem sido abordado também pela Confraria dos Velejadores da Lagoa.


No site da Praticagem da Lagoa dos Patos, uma lista (acima) mostra que a situação é preocupante. Isso que não estão incluídas as sinalizações das vias de acesso a lagoa, como o Saco de Tapes, por exemplo.

O blog Hidrovias Interiores ressalta que o índice de eficácia da sinalização do SPH na lagoa no último ano foi de 60,2% (para a Marinha do Brasil, 95% a eficácia mínima aceitável). Mais dados (como os da tabela abaixo/Fev2010 incluindo o Guaíba) podem ser encontrados no CAMR. O negócio é ficar esperando por novidades que melhorem a segurança da navegação.

Sites como o do SPH (órgão do estado responsável pela manutenção da sinalização) ou o site do seu Diretor-Superintendente (Gilberto Cunha/Notícias), podem apresentar boas novas para os navegadores.

Fonte: http://www.conjuminando.com.br/in_prox_pg

segunda-feira, 3 de maio de 2010

PAC II - Porto de Rio Grande é contemplado com R$ 145 milhões

Em reunião na tarde da última quinta-feira (29), em Brasília, os dirigentes da SUPRG receberam a informação de que o porto marítimo gaúcho foi contemplado no PAC II com duas grandes obras e outros projetos. Dragagem de aprofundamento e terceira etapa de modernização do cais do Porto Novo são algumas das obras contempladas.

O porto rio-grandino foi contemplado porque é considerado pelo Governo Federal como um dos cinco portos nacionais estratégicos para o comércio exterior, escolha que leva em conta a freqüência de navios de grande porte e com rotas de longo curso e de cabotagem, responsáveis por parcelas significativas do comércio exterior brasileiro.

A figura abaixo mostra os investimentos que estão sendo feito pelo Governo Federal em Rio Grande.

O aprofundamento do Porto Novo (canal e bacia de evolução) e do acesso ao Canal do Norte (canal de acesso a margem Leste do Porto do Rio Grande – área de expansão) de 10 para 14 metros, é um dos projetos que serão financiados pelo governo federal (R$ 110 milhões). A estimativa é de dragar 10 milhões de metros cúbicos de sedimentos numa extensão de aproximadamente 7,5 Km, cuja manutenção ficará sob a responsabilidade da SUPRG após o aprofundamento.

A outra obra é a modernização do cais do Porto Novo. A primeira etapa, de 450 metros, foi executada no governo anterior. A próxima, que contempla 1.125 metros de cais está em processo de licitação pela SEP, e será executada pelo próximo governo estadual. A última etapa, de modernização dos 300 metros restantes do cais do Porto Novo, e será iniciada em meados de 2011, com conclusão em 2012 (R$ 35 milhões). A partir daí o cais do Porto Novo terá uma extensão de 1.875 metros a serem aprofundados 14 metros, e novos equipamentos para recebimento de navios de maior porte.

Rio Grande está entre os principais portos brasileiros que receberão R$ 501,3 milhões do PAC II na área de logística, que implementará um sistema para otimizar e desburocratizar as operações portuárias - porto sem papel, concentrador de dados, carga inteligente e cadeia logística inteligente, VTMS (controle de tráfego de navios), e sistemas de apoio ao gerenciamento da infraestrutura portuária, e gerenciamento de resíduos sólidos e efluentes líquidos em portos marítimos.

Fonte: Jornal do Comércio