Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Petrobras (Pré-Sal) - Governo Federal injeta US$ 3,75 bilhões na economia gaúcha!

Em razão dos investimentos da Petrobras no programa Pré-Sal, a construção naval de cascos para plataformas no polo naval de Rio Grande torna-se realidade no RS, e promove uma verdadeira revolução nos rumos da economia gaúcha. Veja tudo sobre o Pré-Sal em perguntas e respostas no link abaixo.

http://www.petrobras.com.br/minisite/presal/pt/perguntas-respostas/

A Petrobras, estatal pertencente ao governo federal, autorizou o início da execução do contrato de US$ 3,75 bilhões celebrado com a Engevix Engenharia S/A, relativo à construção de 8 (oito) cascos para plataformas FPSO a serem utilizadas no programa Pré-Sal. A primeira unidade será construída em 2012, mas diversas atividades preliminares deverão ser contratadas desde logo, como é o caso do projeto básico, que será elaborado pela empresa sueca GVA, subcontratada da Engevix.

A Petrobrás e o Pré-Sal (vídeo)



Veja o que são e como funcionam as plataformas FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading) nas matérias anteriores postadas abaixo.

Conforme foi anunciado em 2008, a Petrobras assinou carta de intenções com a Engevix Engenharia S/A autorizando o início das contratações preliminares com o objetivo de evitar atrasos na execução do projeto, que deve empregar 7 mil pessoas durante o período de cinco anos. Cerca da metade do valor do investimento de US$ 3,75 bilhões será utilizado na geração de empregos com mão de obra qualificada.

No vídeo abaixo a ex-ministra da Casa Civil, Economista Dilma Rousseff, fala sobre a importância do Pré-Sal para a indústria da construção naval, para a engenharia nacional, e para o futuro do País.


Os pesados investimentos do Governo Federal no RS, na área da construção naval, têm efeito notável no crescimento industrial gaúcho e, por conseqüência, na mudança estrutural do perfil da economia do RS. Empresas gaúchas participam ativamente dessas ações, como é o caso da Metasa (Marau/RS), que já está se instalando no Distrito Industrial de Rio Grande, e da Intecnial (Erechim/RS) que está produzindo navios para a navegação interior no município de Taquari (ver abaixo matéria sobre o lançamento do N/M Frederico Madörin).

sábado, 24 de abril de 2010

Balsa "Deusa do Jacui" inicia operação de travessia no Rio Jacui

A balsa " Deusa do Jacui" foi lançada nas águas do Rio Jacui, e a travessia de veículos/passageiros iniciou no final da tarde de sábado (24), depois da vistoria flutuante feita pela Marinha do Brasil. A travessia por balsa é uma alternativa temporária para substituir a antiga ponte da RSC-287, e será ser desativada quando a nova ponte for concluída (6 meses).

A balsa vai operar 24 horas por dia durante o prazo de cinco meses, e vai transportar especialmente veículos, ainda que possa fazer a travessia de passageiros (56 lugares).

O lançamento da balsa na água foi feita na sexta-feira (23), e envolveu o uso de equipamentos pesados de construção civil e de rebocadores. Para viabilizar a operação foram utilizados troncos de eucalipto que formaram uma plataforma de rolamento para deslocar a embarcação desde terra até a água. O vídeo abaixo mostra a operação de lançamento.

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O serviço de travessia foi contratado com a empresa Naval Couto por um prazo total de 6 meses, a um custo de R$ 1,35 milhões, cerca de R$ 225 mil por mês. Os serviços de travessia por balsa são custeados por tarifas, pagas pelos usuários (proprietários de veículos). Nesse caso, entretanto, os usuários não pagarão nada, pois o serviço será pago com recursos do erário público; vale dizer, os contribuintes em geral é que pagarão os custos da travessia.

Em razão da suposta situação emergencial criada com a queda da antiga ponte, a contratação foi feita sem licitação. A ponte caiu em 05-01-2010, há quase 4 meses.


Foto: Lauro Alves (ZH)

O faturamento da empresa contratada não dependerá do movimento mensal de veículos; se for menor do que o estimado seus ganhos serão maiores. O fluxo diário estimado para estabelecer o valor do contrato é de 5 mil veículos/dia (fluxo médio na antiga ponte da RSC-287), mas é provável que esse valor não seja atingido porque muitos veículos adotarão desvios rodoviários.

Assim, a movimentação na travessia por balsa deverá se restringir, em princípio, aos veículos e passageiros das regiões de Restinga Seca e Agudo, e dificilmente atingirá a movimentação média anterior da RSC-287 nesse trecho, 5 mil veículos/dia, quando existia a antiga ponte.

terça-feira, 20 de abril de 2010

N/M Frederico Madörin - Governo Federal reativa a construção naval brasileira e incentiva o transporte por hidrovias no RS

Em razão da política econômica adotada pelo Governo Federal, a indústria naval brasileira vive um de seus melhores momentos - cresce o número de encomendas feitas por grandes estatais, como é o caso da Petrobras, e por companhias privadas nacionais e internacionais. Um dos motivos do renascimento do setor, desativado até 2002, é a exploração dos reservatórios da camada pré-sal, que deve manter o setor da construção naval aquecido nos próximos 20 anos.

A foto abaixo mostra a cerimônia em que o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (E), deu partida à execução do Programa de Modernização e Expansão da Frota (PROMEF), que iniciou com a frota da Transpetro, uma subsidiária da Petrobras, em Ipojuca/PE (Estaleiro Atlântico Sul). O PROMEF, coordenado pela ex-ministra Dilma Rousseff (D), viabilizou a construção de 49 novos navios por metalúrgicos, técnicos e engenheiros brasileiros.


No entanto, não foi só a intensificação da exploração de petróleo que aqueceu o setor da construção naval no país. A estabilidade e a expansão da economia, e o crescimento do transporte de cabotagem e da navegação interior, fizeram com que dezenas estaleiros fossem reativados no Brasil. Isso significou a criação de milhares de empregos e a geração de novos postos de trabalho na área de fornecedores da indústria da construção naval.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, tem uma carteira de mais de R$ 18 bilhões entre projetos aprovados, em análise e em perspectiva na área naval ligada à indústria de petróleo e gás. Os recursos para a indústria da construção naval são repassados pelo BNDES e outros agentes financeiros estatais, e vêm do Fundo da Marinha Mercante (FMM), fonte de financiamento de longo prazo para o setor.

É nesse contexto, de retomada da construção naval, que a Navegação Aliança concluiu seu novo navio, que leva o nome de um dos fundadores da empresa controladora (Trevisa) - Frederico Madörin. Construído em parceria com a empresa Intecnial (Erechim/RS) no estaleiro pertencente à Aliança (Taquari/RS), o navio aumentará para 17 o número de embarcações para navegação de interior, aumentando em 12,5 % a capacidade da frota. A Intecnial preparou em suas instalações 53 blocos em aço carbono, posteriormente transportados para Taquari, para a montagem final.


Existe a expectativa de que o setor agrícola apresente uma produção recorde, que implicará um aumento de 20% no volume de transporte de carga - exportação e importação, o que representará 2,4 milhões de toneladas de mercadorias (grãos, farelos, fertilizantes, cavacos de madeira). Daí a importância da nova embarcação, que possui 103 metros de comprimento, 15,5 metros de boca e calado de 4,8 metros, e capacidade de carga de 4,3 mil toneladas.


A embarcação N/M Frederico Madörin resulta de um investimento de R$ 16,5 milhões, dos quais 90% foram financiados pelo Fundo da Marinha Mercante, especialmente através do BNDS. A materialização do empreendimento levou quatro anos, dando continuidade à série "fundadores", de navios que recebem nome dos idealizadores do Grupo Trevisa. A foto acima mostra o N/M Frederico Madörin no estaleiro da Aliança em Taquari/RS, na fase final da construção e, no vídeo a seguir, é mostrado o lançamento do navio nas águas do Rio Taquari.




A empresa já tinha lançado em 2006, o N/M Germano Becker, um investimento de cerca de R$ 15 milhões, o primeiro da série "fundadores", com capacidade para transportar 5,4 mil toneladas. A empresa pretende construir o terceiro navio dessa série - o N/M João Mallmann, com capacidade para 4,7 mil toneladas, a partir da estimativa de aumento de cargas no setor hidroviário em razão da expectativa de uma boa safra de soja e a possibilidade de transportar novos produtos, além de fertilizantes.

A Navegação Aliança, controlada pelo grupo Trevisa, é líder no transporte de granéis sólidos (trigo, fertilizante, soja e farelo de soja, cavacos de madeira, carvão, sal e milho), e possui a maior frota de navegação interior em operação na Bacia do Sudeste (Lagoa dos Patos, Lagoa Mirim, e rios Jacuí, Taquari, Guaíba, Gravataí).

sábado, 17 de abril de 2010

Agudo/Restinga Seca - Início da travessia rodoviária por balsa

A balsa Deusa do Jacui, que fará a travessia entre as localidades de Cerro Chato (Agudo) e Vila Rosa (Restinga Seca), em substituição temporária da ponte que ruiu na rodovia RSC-287, está prestes a entrar em operação e depende somente de inspeção naval a ser realizada nessa segunda-feira (19). O vídeo abaixo mostra os trabalhos de finalização da montagem do equipamento, relacionados a serviços de soldagem e pintura de acabamento da estrutura.

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Em razão da balsa não ser do tipo autotransportada, será necessário utilizar uma embarcação auxiliar para fazer o reboque desse equipamento entre as duas margens. Conforme pode ser visto no vídeo acima, o serviço contará com dois rebocadores que já estão no local, mas apenas um dos rebocadores será usado na operação; o outro ficará na reserva, para eventual substituição por motivo de manutenção preventiva/corretiva.


Trata-se de uma travessia de natureza rodoviária, ainda que feita por água, porque a balsa e equipamentos auxiliares substituirão temporariamente a antiga ponte durante período de construção da nova ponte. Concluída a construção da nova ponte, a travessia por barca será desativada. Na foto de satélite acima, uma visão geral da área da travessia e da antiga ponte.

Na foto a seguir é mostrada a balsa "Deusa do Jacui" quando estava em operação na travessia do Rio Taquari, localizada junto ao antigo porto da cidade de Taquari.

Não se trata de navegação de travessia propriamente dita, mas devido às características da operação e dos equipamentos, essa conexão temporária fica sob o controle da Marinha do Brasil quanto ao aspecto da segurança (inspeção naval), e da SPH em relação à concessão do serviço de travessia.

O vídeo abaixo mostra a demolição da estrutura remanescente da antiga ponte cujos destroços, após o desmonte, foram retirados do rio para não inviabilizar a navegação nesse trecho do Rio Jacui.

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A nova ponte terá 420 metros de extensão e 13 metros de largura, e sua infraestrutura (estacas) será apoiada em solo e em rocha a uma profundidade média de 25 metros. A estrutura intermediária (mesoestrutura) será constituída por dez apoios (dois encontros, nas cabeceiras, e oito pilares) em concreto armado. A superestrutura será constituída por um tabuleiro formado por vigas metálicas (longarinas), e o coroamento será feito com uma laje de concreto armado pré-moldado pavimentada com CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente).

A foto abaixo mostra uma estrutura idêntica à que será construída entre Cerro Chato e Vila Rosa (tabuleiro constituído por longarinas e transversinas metálicas), e que foi executada durante o governo anterior - concluída em março/2003, na barragem Maia Filho, no trecho Cruz Alta-Salto do Jacui da RST-481 (Ponte Maia Filho), também construída pela empresa Construtora Cidade Ltda.


A obra da nova ponte foi contratada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER), a um custo de R$ 39,9 milhões, e será executada pelo consórcio formado pelas empresas M. Martins - Engenharia e Comércio (Belo Horizonte) e Construtora Cidade Ltda. (Porto Alegre).

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Situação da Sinalização Náutica no RS

A avaliação da qualidade dos serviços de manutenção dos sinais náuticos é feita através do Índice de Eficácia, parâmetro de mérito recomendado pela IALA (International Association of Lighthouse Authorities) e adotada no Brasil para avaliar a sinalização marítima, lacustre e fluvial nas áreas sob a jurisdição da Marinha do Brasil.

O Centro de Sinalização Náutica e Reparos Almirante Moraes Rego (CAMR), órgão vinculado à Marinha do Brasil, elabora mensalmente quadros demonstrativos informando as condições dos diversos balizamentos sob a fiscalização da Autoridade Marítima. O quadro abaixo (Fev/2010) mostra o desempenho das entidades públicas e privadas em relação aos serviços de manutenção dos sinais náuticos nas áreas sob a jurisdição do 5.° DN (PR, SC e RS).


O quadro revela que o Índice de Eficácia dos serviços de manutenção das hidrovias interiores do RS é o mais baixo entre as entidades hidroviárias da região sul (PR, SC e RS), conforme valores acumulados nos últimos 12 meses e em 2010 (Jan/Fev). De acordo com a IALA, os valores mínimos aceitáveis são os seguintes - categoria 1/faróis (99,8%); categoria 2/sinais fixos (99%); categoria 3/bóias luminosas (97%) e categoria 4/eficácia mínima aceitável (95%).

Para efeito de avaliação dos sistemas de sinalização náutica, a Marinha do Brasil adota o índice de eficácia de 95% (eficácia mínima aceitável). O cálculo do índice de eficácia é feito por meio da divisão entre o tempo de operação correta do sinal pelo tempo total de operação do mesmo.

O monitoramento dos sinais náuticos nas hidrovias gaúchas, especialmente no sistema flúvio-lacustre formado pelo Rio Guaíba e Lagoa dos Patos, também pode ser visto no site da praticagem da Lagoa dos Patos, cuja periodicidade pode ser semanal/quinzenal. Para isso, clique no link abaixo.

http://tinyurl.com/yynysbe

domingo, 11 de abril de 2010

Plataforma P-63 (Petrobrás) - Consórcio Quip anuncia na Capital os investimentos federais em Rio Grande

O consórcio Quip S/A apresenta os investimentos do governo federal no Porto de Rio Grande e seus reflexos positivos na economia do Estado, especialmente da zona sul. A apresentação será nessa segunda feira (12), no auditório do Porto de Porto Alegre (Avenida Mauá, 1050 - 1º andar, às 15:00).

O consórcio é formado pelas empresas Queiroz Galvão, UTC Engenharia e Iesa, e o novo contrato assinado com a Petrobras refere-se à construção da plataforma flutuante P-63. A obra é orçada em US$ 1,3 bilhão, cerca de R$ 2,45 bilhões, e sua execução será em parceria com a empresa norueguesa BW Offshore. O consórcio Quip S/A fará os módulos de processamento, e executará em Rio Grande a integração com o casco do navio BW NISA, convertido em plataforma no exterior pelo BW Offshore.

A plataforma P-63 é do tipo FPSO (floating, Production, Storage and Offloading) e irá operar no Campo de Papa Terra, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, e tem capacidade para processar até 150 mil barris/dia de petróleo, compressão de gás de 1 milhão de Nm3/dia (medida de vazão em massa). Será a terceira plataforma construída no Estado, todas construídas pelo consórcio Quip S/A (P-53 entregue em 2008; P-55 em construção no Estaleiro Rio Grande).

As obras da plataforma P-63 devem começar em até um ano. A previsão do governo federal é de que essa obra irá gerar 2,5 mil empregos em Rio Grande que, a partir dessa obra, consolida seu espaço no mapa mundial de construção offshore.

Veja nos vídeos abaixo como funciona uma plataforma FPSO.




segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vias Navegáveis - Manual de Projetos

Channel Design Parameters - Manual de Projetos Hidroviários
Canadian Waterways National Manoeuvring Guidelines
Para ter acesso ao manual de projetos de hidrovias clique no link abaixo.